Transplantes

13 ago15:44

Hospital de Olhos realiza primeiro transplante de córnea com laser Fenton em SC

Zenaide Lurdes dos Santos, 54 anos, foi a primeira paciente a receber um transplante de córnea com a tecnologia do laser Fenton em Chapecó. Ela descobriu que tinha visão fraca em 2006, quando lhe foi dado o diagnóstico de Ceratocone.

O equipamento adquirido pelo Hospital de Olhos e Clínica de Olhos Dr. Bonfante foi o oitavo a ser implantado em clínicas do Brasil. Em todo o País são apenas 17. O procedimento que foi realizado pela primeira vez em Chapecó foi feito pelo oftalmologista Fernando Bonfante. No Sul do País a técnica aconteceu apenas em Curitiba. Dona Zenaide irá recuperar, em cerca de três meses, 90% da visão.

Segundo Bonfante, o procedimento é extremamente seguro e leva cerca de meia hora.

- O laser pega a córnea doadora e a prepara com o encaixe exato para o olho do paciente receptor. É feito um corte preciso nas duas córneas. O procedimento é menos invasivo, não há rompimento ou impacto forte no tecido da córnea como nos procedimentos antigos – explicou o oftalmologista.

O procedimento foi acompanhado por dois profissionais estrangeiros que vieram à Chapecó dar o treinamento aos quatro médicos que integram a Clínica de Olhos Dr. Delso Bonfante. Um deles, o alemão Enrico J. Nitschke, gerente de negócios da Mediphacos Ophthalmic Professionals, ressalta que é admirável que Chapecó já possua esta tecnologia recente e inovadora.

Ele ressalta que é um ganho para a sociedade, pois além de recuperar aproximadamente 90% da visão, o procedimento feito com o laser permite que o paciente volte ao trabalho a partir do 3º mês, sendo que no método anterior levaria de um a dois anos.

- Com este procedimento anterior 100% dos pacientes teria que continuar usando óculos, com visão ruim, mesmo após a cirurgia. O Fenton possibilita além de uma visão melhor, a possibilidade de o paciente abandonar o uso de óculos – ressaltou Nitchke.


Ceratocone

É uma doença que faz com que a córnea se torne progressivamente mais torta e, em alguns casos, mais fina, causando piora da visão, sempre bilateral. Pode causar distorção substancial da visão, com múltiplas imagens, raios e sensibilidade à luz. Se trata da distrofia mais comum da córnea, afetando uma pessoa a cada mil. Ocorre em populações em todo o mundo, entretanto, alguns grupos étnicos apresentam prevalência maior.

Estão mais sujeitas a terem Ceratocone pessoas com história familiar de Ceratocone, pessoas alérgicas e jovens.

- Pelo menos 80% dos pacientes com Ceratocone tem alergia e 10% necessitam de transplante de córnea – disse Bonfante.

A doença surge no início da adolescência causando visão cada vez mais embaçada. Os óculos acabam por não auxiliar mais e, se não forem realizados procedimentos que parem a evolução da doença – como o chamado crosslinking de córnea –, ela progride até os 35-37 anos.


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03 mai13:34

Governo quer ampliar número de transplantes de órgãos e medula

O governo quer aumentar o número de transplantes de órgãos e de medula óssea no país. Para isso, duas portarias do Ministério da Saúde com normas de estímulo aos hospitais foram publicadas hoje (3) no Diário Oficial da União.

O setor de transplantes ganha reforço com a criação de incentivos financeiros para hospitais que realizem cirurgias na rede pública de saúde. O valor disponível para o custeio dessa iniciativa pode chegar a R$ 217 milhões este ano.

De acordo com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes – se cumprirem os indicadores definidos pela portaria – poderão receber um incentivo de até 60% em relação ao gasto com os procedimentos de transplantes já pagos pelo Ministério da Saúde.

Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será 50% a mais do que o pago atualmente. As unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante receberão 40% e 30% acima do valor, respectivamente.

De acordo com o Ministério da Saúde, a ideia é aumentar o incentivo de acordo com a quantidade e a complexidade dos transplantes. Além do pagamento pelo transplante, o incentivo poderá servir para manter por mais tempo um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), se for o caso.

Os hospitais que fazem transplante de rim terão um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pelo órgão. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido sobe de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.


AGÊNCIA BRASIL



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