Trip

05 mar09:06

Restrição parcial do aeroporto de Chapecó causa prejuízos em cascata

Alessandra Ogeda | alessandra.ogeda@diario.com.br

Depois de Santa Catarina sofrer com a estiagem que provocou perdas de cerca de R$ 550 milhões para a agricultura, agora a restrição de voos com mais de 72 passageiros no aeroporto de Chapecó provoca uma cadeia de prejuízos no Estado.

Comerciantes e empresários da região estão sendo prejudicados com a medida, que começou a valer por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na última quinta-feira. Três eventos de grande porte programados para este mês e abril estariam ameaçados.

O aeroporto de Chapecó foi o que registrou o maior crescimento no Estado nos últimos cinco anos. Entre o primeiro semestre de 2007 e o mesmo período do ano passado, o número de passageiros no aeroporto de Chapecó aumentou 83,5%.

A medida da Anac prejudicou a operação das companhias Gol e Avianca, que tinham quatro voos diários entre chegadas e partidas, com destino a Florianópolis e São Paulo. Elas operavam com aeronaves de 144 (Gol), 120 e 100 (Avianca) lugares. As empresas NHT e Trip não devem ser afetadas porque operam com aeronaves com um número menor de passageiros.

O vice-presidente da Federação da Agricultura e da Pecuária do Estado de SC (Faesc), Enori Barbieri, acredita que metade da movimentação do aeroporto era formada por técnicos, executivos e outros funcionários que trabalham com a agroindústria. Eles terão a mobilidade prejudicada e suas empresas, que dependem do aeroporto para a chegada de insumos, este abastecimento alterado.

— Essa restrição vai trazer um grande transtorno para quem tem por hábito ir e vir de Chapecó, cidade-pólo no Oeste, principalmente para São Paulo. Ainda não temos como mensurar os prejuízos, mas eles serão consideráveis para toda a cadeia do setor de aves e suínos do Estado — explica.

Atraso nos negócios

Na prática, segundo o presidente da Faesc, as complicações podem chegar à protelação de negócios em andamento, por parte dos executivos e, no caso dos técnicos, atrasos na prestação de serviços nas diversas unidades de grandes indústrias como BRF Brasil Foods, Marfrig e Aurora.

Estas empresas, com produção no Oeste, também teriam que achar alternativas para a vinda de insumos básicos com chegada, até então, via aérea, como pintinhos com um dia de vida, materiais de laboratório e genéticos.

Além dos prejuízos diretos para a indústria, dois grandes eventos do setor, programados para o próximo mês, estariam em risco, segundo Barbieri. Tanto o InterLeite Sul 2012 – 3º Simpósio sobre Produção Competitiva de Leite Região Sul quanto o 13º Simpósio Brasil Sul de Avicultura dependeriam do aeroporto para a chegada de palestrantes internacionais e de participantes vindos de fora.

Outro evento programado para a cidade que poderá ser prejudicado é o Expen 2012 – Feira de Multisoluções em Gestão, Serviços e Tecnologia programada para o final deste mês. O presidente do Conselho das Entidades Empresariais de Chapecó, que congrega 16 sindicatos e entidades empresariais do município, Gilberto João Badalotti, acredita que os prejuízos para a região serão generalizados.

— Teremos cerca de 1 mil passageiros por dia que serão prejudicados. Para os próximos dias, já tinham sido vendidas 15 mil passagens. Esses prejuízos vão afetar a todos, das indústrias até o comércio e os prestadores de serviços — explica.

A alternativa mais próxima para os usuários do Oeste seria o aeroporto de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, distante duas horas e meia de automóvel de Chapecó.


Prejuízo para agências

Os prejuízos, segundo o presidente do conselho, serão sentidos por agentes de viagens, que deixarão de vender passagens, por comerciantes, a rede hoteleira, bares, restaurantes e taxistas, que já temem registrar uma queda expressiva no número de clientes na região.

— Chapecó está muito distante dos outros pólos do Estado. Dependemos muito do aeroporto e não temos uma cidade próxima que possa suprir esta necessidade. E o pior de tudo é que a Anac não nos avisou com uma antecedência razoável, de uma semana ou 15 dias, para que pudéssemos reprogramar compromissos — questina.

O vice-presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Bento Zanoni, afirma que a agroindústria será bastante prejudicada com a medida da Anac, e lamenta que usuários da região tenham que procurar alternativa em um aeroporto do RS.

— O número de pessoas que voavam por Chapecó a cada mês era bastante significativo, e agora poderão ser usadas aeronaves com até 72 lugares. As companhias aéreas não estão preparadas para isto, e esta alternativa não irá suprir a demanda.


Comente aqui
04 mar14:52

Adaptações no aeroporto de Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A companhia aérea Gol disponibilizou três horários de voos de Chapecó com destino a Florianópolis para os passageiros que já tinham comprado bilhetes antes da interdição parcial da pista do aeroporto Serafim Enoss Bertaso. As linhas saem diariamente às 15h e às 18h, e de segunda a sábado, a partir das 5h30. O primeiro voo saiu do Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, às 15h do sábado, dia 3.

A aeronave, um Embraer ERJ-145, da Companhia Passaredo, oferece 50 lugares. As vendas de passagens novas para estes voos só devem iniciar na terça-feira, dia 6.

A Avianca ainda estuda medidas. No final de semana estava disponibilizando como opção para os passageiros, que haviam comprado bilhetes, ir até Passo Fundo de ônibus e depois seguir para Florianópolis.

As empresas aéreas NHT e Trip operam normalmente. A restrição de operações de aviões com mais de 72 lugares no Aeroporto foi divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) na quinta-feira, dia primeiro. O motivo, segundo a nota, foi a constatação da degradação na pista. Técnicos da agência estiveram em Chapecó no dia 6 de fevereiro. De acordo com o secretário de Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini, que esteve na Anac na semana passada, uma nova visita de representantes da Anac será realizada nesta semana, em Chapecó.

O prefeito José Cláudio Caramori disse que o município encaminhou o Plano Operacional de Obras e Serviços, para recuperação da pista, que deve ser apreciado pela Anac. Após a aprovação as obras devem iniciar, com prazo de conclusão de 45 a 60 dias. O custo da obra é de R$ 11 milhões e a empresa vencedora é a Planaterra.


Comente aqui
29 ago10:50

Trip inicia operações em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

RBSTV

A empresa Trip começou a operar voos no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, na manhã desta segunda-feira. Com ela, chega a quatro o número de companhias aéreas operando na cidade.

A média de passageiros deve passar dos atuais 20 mil para 23 mil, segundo Eglon Buraseska, administrador do aeroporto.

Aeronave é 'batizada' no aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso.

O primeiro voo da Trip chegou a Chapecó, às 8h50min, de Porto Alegre com 16 passageiros – a aeronave tem capacidade para 68 passageiros, mais tripulação.

De Chapecó, o voo partiu 9h20min para Londrina. Doze pessoas embarcaram na cidade. Rogério Silva foi uma delas.

Pesquisador de uma agroindústria de Chapecó, Silva viajou a São Gabriel do Oeste (MT) para visitar uma unidade da empresa.

- Agora não preciso mais enfrentar horas e horas de estrada – disse.

Horários

Voo Porto Alegre-Chapecó sai da capital gaúcha às 6h56min e chega a Chapecó às 8h10min.

Às 8h30min a aeronave decola para Londrina (PR), com chegada às 9h50min. Depois, a aeronave segue para Maringá (PR), onde aterrissa às 10h50min, e segue para Campo Grande (MS), com chegada às 12h20min.

Voo de Campo Grande a Chapecó tem saída às 17h30min, de Maringá às 19h05min e de Londrina às 20h15min, com chegada às 21h30min.

Voo Chapecó-Porto Alegre, com taxa inicial de R$ 99, sai às 21h50min com chegada às 23h02min. A frequência dos voos será de segunda à sexta-feira.

Comente aqui
28 ago08:08

Trip inicia atividades em Chapecó

O primeiro pouso está marcado para às 8h10min desta segunda, 29.

A quarta empresa a operar no aeroporto municipal Enoss Bertaso de Chapecó inicia os voos nesta segunda-feira, 29. A companhia vai ligar a cidade a quatros cidades do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, com aeronaves ATR 72-500.

Segundo a Extra Comunica, o primeiro pouso está programado para as 8h10min desta segunda-feira. Será o voo Porto Alegre-Chapecó, que sairá da capital gaúcha às 6h56min. Às 8h30min a aeronave decola para Londrina, com chegada às 9h50min. A aeronave seguirá depois para Maringá, onde aterrissará às 10h50min, e para Campo Grande, com chegada às 12h20min.

A programação de vôo de Campo Grande para Chapecó tem saída às 17h30min, de Maringá às 19h05min e de Londrina às 20h15min, com chegada às 21h30min. O vôo Chapecó-Porto Alegre sairá às 21h50min, com chegada às 23h02min. A freqüência dos voos será de segunda a sexta-feira.

A empresa

Fundada em 1998, pelos Grupos Caprioli e Águia Branca, que atuam no transporte coletivo interestadual de passageiros, a empresa conta com 45 aeronaves e voa para 84 cidades brasileiras. Em Santa Catarina realiza voos desde março de 2010, com operações em Criciúma, Joinville e Florianópolis.

Comente aqui
10 ago16:09

Trip iniciará voos em Chapecó no dia 29

Esta será a quarta companhia aérea a oferecer voos diários na cidade

A Trip Linhas Aéreas confirmou para o dia 29 deste mês o início dos voos no aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso de Chapecó. Serão atendidas 4 cidades: Porto Alegre (RS), Londrina e Maringá (PR) e Campo Grande (MS), com aeronaves ATR 72-500 com capacidade para 68 lugares.

De segunda a sexta-feira, o voo Chapecó-Porto Alegre sairá às 21h50, com chegada às 23h02. Já o trajeto Porto Alegre-Chapecó terá saída da capital gaúcha às 6h56, com chegada às 8h10.

Para Londrina, o vôo terá saída às 8h30, com chegada às 9h50. Seguirá depois para Maringá, onde aterrissará às 10h50, e para Campo Grande, com chegada às 12h20 e possibilidade de conexão para Cuiabá. A saída de Campo Grande para Chapecó será às 17h30, de Maringá às 19h05 e de Londrina às 20h15, com chegada às 21h30.

Os voos Chapecó-Porto Alegre e Chapecó-Londrina e Maringá terá passagens a partir de R$ 99,90. Para Campo Grande a passagem poderá sair por R$ 169,90 e para Cuiabá por R$ 199,90.

A empresa

Fundada em 1998, pelos Grupos Caprioli e Águia Branca, que atuam no transporte coletivo interestadual de passageiros, a empresa conta com 45 aeronaves e voa para 84 cidades brasileiras. Em Santa Catarina realiza voos desde março de 2010, com operações em Criciúma, Joinville e Florianópolis.

Comente aqui