Turismo

24 ago07:42

A descobrir, o Grande Oeste é cheio de surpresas

Sâmia Frantz | samia.frantz@horasc.com.br

O Grande Oeste é cheio de surpresas. Tem cascatas, tem cânions, tem águas termais e tem reservas indígenas. Tem aquilo que está à vista dos olhos e em qualquer guia turístico da região. E tem o inusitado, que só com espírito aventureiro se descobre pelo caminho.

Quando menos se espera, chega-se a um lugar pouco explorado ou que existe há muitos anos e, mesmo assim, pouca gente ouviu falar. E isso não é exclusivo das cidades pequenas ou menos populares. Até a maior delas, Chapecó, tem suas surpresas. Lá onde o tradicional é voltar para casa com uma fotografia do monumento O Desbravador e da Catedral Santo Antônio há outras dezenas de lugares para conhecer: o novo shopping Pátio Chapecó, inaugurado no fim do ano passado, e lugares embrenhados entre a mata nativa e estradas de chão.

Chapecó

A maior cidade do Grande Oeste tem belezas tão escondidas que boa parte dos moradores desconhece. Os lugares mais distantes do Centro fogem do óbvio.

_ Isso não fica em Chapecó. Nasci aqui e nunca ouvi falar… _ disseram algumas pessoas à reportagem. Até os funcionários do Centro de Informações Turísticas pareciam não saber.

Não há tradição de turismo no município, a própria prefeitura admite. Portanto, para quem pretende dar uma volta pela cidade, paciência: a Secretaria de Agricultura, que dá dicas dos roteiros, só funciona a partir das 13h. A outra opção é desbravar.


Rota dos Tropeiros

Em um lugarejo chamado Linha Boa Vista, lá para os lados da Unochapecó, há um museu construído por um senhor de 86 anos só para os bisnetos e tataranetos entenderem como funcionavam as coisas antigamente. O local cresceu tanto em 25 anos que o Museu do Tropeiro Velho, batizado assim, abriu suas portas para o público _ são mais de duas mil peças, algumas com mais de 100 anos. O próprio idealizador Luiz da Fonseca Rosa, o tropeiro velho em pessoa, faz questão de acompanhar cada visitante e, de vez em quando, preparar um fogo de chão por ali. Lúcido, ele gosta de prosear e contar as histórias de tudo o que viu e viveu em suas quase nove décadas de vida.


Rota italiana

Já para o outro lado da cidade, lá onde a BR-282 leva à Cordilheira Alta, há um pedacinho da Itália ainda preservado. Uma réplica de casa típica do início do século é mantida com orgulho pelos moradores de Colônia Cella, junto à capela e ao salão paroquial. Há dez anos, o local abriga um museu com ferramentas e utensílios domésticos usados em uma época em que todos ainda tinham um parreiral de uva em casa. Para quem tem vontade de conhecer o local, marque na agenda: neste domingo, dia 26, ocorre a festa da comunidade (reserva de almoço pelo telefone (49) 3328-0075).

Mais adiante, ainda seguindo pela BR-282, a gruta da sede Figueira reserva diversão, caso você resolva entrar lá dentro das ocas. Em meio à mata nativa e cascatas, a Trilha dos Mistérios do Rosário tem 15 esculturas espalhadas pelos 470 metros, que contam a história da via sacra em pedras de arenito, obra do escultor Cyro Ionoski.


Rota do Vale do Rio Uruguai

E não para por aí. Para os lados do aeroporto, na SC-480, Chapecó tem surpresas ainda mais inusitadas. Em direção ao Rio Grande do Sul, há mirantes, casas de produtos coloniais, artesanato e duas tirolesas. A primeira, a do Valle do Uruguai, tem 400 metros de extensão e uma bela vista do Rio Uruguai. É possível sentar no mirante, logo ao lado, e comer o pinhão servido pela Lanchonete Tonello.

Mas se você é daqueles que prefere mais emoção, o melhor ainda está por vir. Três quilômetros à frente, pela mesma rodovia, é possível chegar à única tirolesa interestadual do Brasil. Inaugurada em fevereiro, ela atravessa o Rio Uruguai, que faz o limite entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, de ponta a ponta. São 1,3 quilômetros de extensão, que partem do município gaúcho de Erval Grande e chega na localidade de Goio-En, ainda Chapecó.

_ A topografia do lugar nos chamou a atenção. É perfeito para uma tirolesa entre dois estados. E tem todo um glamour atravessar o Rio Uruguai _ diz o proprietário Rogério Antônio Faé, 39 anos.

A tirolesa interestadual fica junto ao Centro Náutico Faé. O valor por pessoa é R$ 30. Informações no (49) 3322-3889, ramal 21.


Xanxerê

No meio do nada, de onde só se avistam mato e montanhas e onde se chega até a duvidar de que aqueles caminhos de terra podem levar a algum lugar, de repente ouve-se o som da água. De muita, muita água. A 21 quilômetros do Centro de Xanxerê, a Cascata S’Manella já virou um dos mais belos pontos turísticos da cidade. E vale cada quilômetro sacolejado pela estrada de chão até lá.

São três quedas. A primeira tem 25 metros de altura. É possível chegar bem pertinho dela. A segunda e a terceira, um pouco menores, podem servir de cenário para uma boa reflexão: ao sentar-se nas pedras dá para encostar as mãos nas águas geladas do Rio Chapecozinho. O local, porém, costuma ficar vazio no inverno. Mas não deveria. As paisagens deslumbrantes, o espaço para churrasco, a área de lazer e o campo de futebol, afinal, permanecem lá o ano inteiro. E não se engane: o local até tem certa estrutura, mas sofre pelo abandono do poder público.

Batizada em homenagem ao engenheiro Salomão Manella, a Cascata S’Manella sediou obras de uma hidrelétrica na década de 60, que nunca entrou em funcionamento _ existem, inclusive, várias versões para o fim das obras. O acesso é pela SC-242, no caminho a Abelardo Luz.


Vargeão

A cidade é pequena, mas tem muito a contar. Há milhões de anos, uma brilhante bola de fogo rasgou o céu e avançou sobre a Terra, caindo na área onde hoje está Vargeão. Com o choque, milhares de toneladas de rochas foram derretidas e pulverizadas, transformando-se em arenito. A formação, chamada de Domo de Vargeão, existe até hoje e a estrutura deixada ainda é muito utilizada na construção civil e em tratamentos estéticos.

E são todas essas histórias, ainda conservadas pelos moradores, que valem uma visita à cidade. Mas contenha-se apenas com os mirantes e as cascatas. O local onde está a cratera virou propriedade particular e está abandonado: não há estrutura, nem autorização para entrar. Os únicos visitantes do local são geólogos e pesquisadores do mundo inteiro, que, cada vez mais, viajam até Vargeão para estudar sua curiosa história _ a cidade é uma das oito do país que possui uma cratera aberta por fragmentos de meteoro.

O principal mirante _ e o mais alto deles _ fica ainda na BR-282. O acesso é pelo Restaurante Parada do Meteoro, que cobra R$ 2 para liberar a entrada. A estrutura é de ferro e, 150 degraus depois, você chega ao topo e consegue ver a cidade e a extensão que coroa o domo: a cratera só pode ser vista em dias de tempo bom. Logo ao lado do restaurante fica a rodovia que dá acesso à cidade. São sete quilômetros até lá.


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03 ago14:25

Rumo à fronteira Oeste de Santa Catarina

Sâmia Frantz | samia.frantz@diario.com.br

Na região mais distante da Capital, lá onde o mapa fica mais estreito e o Brasil termina para dar lugar à Argentina, existem grandes riquezas turísticas que não ficam à vista. Estão escondidas. Não há divulgação, não há guias e nem placas de sinalização que indiquem o caminho. Mas se você é daqueles com espírito desbravador, vai gostar de encarar o desafio pelas entranhas dos Caminhos da Fronteira.

Há o óbvio, claro: aquilo que está nos mapas turísticos e não se pode deixar de visitar. Um dos maiores museus rurais do país, o Professor Edvino Carlos Hölscher, em Guaraciaba, é um deles. Os parques de águas termais de São João do Oeste, é outro. E há ainda os cânions de São José do Cedro e Dionísio Cerqueira e os famosos mirantes de Itapiranga, com vista para o Rio Uruguai, de onde se avista a Argentina.

A região é marcante também pela fronteira: é a única de Santa Catarina que está colada em outro país. Mas nos 130 quilômetros que separam uma ponta do Estado (ao norte) da outra (ao sul), apenas duas cidades fazem ligação direta com a Argentina: Dionísio Cerqueira, com a aduana e os famosos freeshops castelhanos, e Paraíso, com a isolada Ponte Internacional Peperiguaçú que liga apenas estradas – a brasileira BR-282 e a argentina Rota Nacional Nº 14.


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São Miguel do Oeste

A quatro quilômetros do Centro, lá onde termina a rua pavimentada do Hospital Regional, há o acesso de barro a uma história incrível. No coração da Linha Nereu Ramos, por onde só se chega em estrada de chão, a Gruta Nossa Senhora Aparecida tem virado, cada vez mais, ponto de visitação dos fiéis da cidade que seguem até lá para fazer promessas e agradecer.

É o milagre que foi creditado à gruta, construída há 50 anos pelo agricultor Venturino Poletto, 78 anos, como forma de agradecer a cura dos graves ataques sofridos pela mulher Josefina. Os dois, até hoje, vivem ali em frente, em uma casa de madeira azul, simples e cercada das obras de arte que Venturino aprendeu a esculpir em pedras e troncos de árvore. Se estiver com tempo, aproveite para ouvir as histórias deles.

No mais, não deixe de visitar o clássico. A Igreja Matriz São Miguel Arcanjo, que se agiganta bem no meio da cidade e pode ser vista de qualquer lugar, é a maior em estrutura física de Santa Catarina – vitrais coloridos e iluminados pela luz do sol compõem suas paredes. E há também a gruta – mais uma – mais famosa da cidade, a Nossa Senhora de Lourdes, onde está o jazigo do padre Aurélio Canzi, idealizador do local e primeiro pároco de São Miguel. De mais novo, há o casal de colonos esculpidos em tamanho real, o Monumento aos Pioneiros, instalado em um cruzamento da cidade há cerca de três meses.


Dionísio Cerqueira

A cidade que se consagrou pelo inusitado estar em três lugares ao mesmo tempo – na própria Dionísio, na paranaense Barracão e ainda na argentina Bernardo de Irigoyen -, também é reduto de muita natureza selvagem e pouco explorada. Um desses exemplos fica a dez quilômetros do Centro, em estrada de chão. Para chegar até lá, em Linha Campinho, e deslumbrar a queda de quase 30 metros da Cachoeira do Puca, onde os bombeiros costumam praticar rapel, é preciso muito fôlego, já que ela está oculta em meio ao mato e vegetação alta, de difícil acesso. O cenário, porém, compensa toda a dificuldade de chegada.

Para os amantes de história, há também o pouco conhecido Cemitério dos Tombados, em Linha Separação. O local, sem estrutura alguma, vale só pela preservação dos fatos: ali, há 87 anos, foram mortos mais de 200 soldados das tropas da Coluna Prestes, que se confrontaram sem saber que eram companheiros de causa. Até hoje é possível encontrar no local centenas de cápsulas de fuzis e fragmentos de armas.

Depois, retorne ao Centro para aproveitar as cerca de 30 lojinhas de freeshops, já em território argentino. E não deixe de conhecer os vários marcos que dividem os dois países: há estruturas de pedras, obras de arte e até um santuário com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, cada uma delas voltada a seu país de origem. E para não perder a localização, fique de olho nos postes de luz: os pintados em amarelo e verde indicam que você está em Dionísio, já os azuis e verdes são de Barracão.



Paraíso

Uma das menores cidades da região, é também uma das mais visitadas. E não por acaso. Junto com Dionísio Cerqueira, Paraíso faz o único acesso terrestre do Estado com a Argentina: é lá que fica a Ponte Internacional Peperiguaçú, que dá nome ao rio que faz a divisa. O local, por si só, não conserva nenhum atrativo turístico, porém serve como valor imaterial – e é isso que atrai muitos visitantes até lá.

Mas não se iluda. Não há nada para fazer ali além de fotos – os únicos pontos de freeshops argentinos estão mesmo em Dionísio. A não ser que você esteja inspirado em atravessá-la e percorrer os cerca de 54 quilômetros de estrada de chão da Rota Nacional Nº 14 – agora em obras de pavimentação – que levam à primeira cidade, San Pedro.

O caminho até chegar à ponte – cerca de seis quilômetros do trevo de acesso a Paraíso, pela BR-282 – também vale pelas paisagens: enormes paredões de pedra, como cânions, enfeitam os dois lados da pista. No mais, a cidade sossegada que respeita o nome que tem, também reserva outra agradável surpresa. A Cachoeira do Salto do Rio das Flores, vale a visita e todo o esforço que exige para se chegar até lá – há uma trilha curta, de alta dificuldade, com descidas íngremes e pedras escorregadias. O acesso é por estrada de chão, em Linha Salto das Flores, a cerca de nove quilômetros do Centro.


ONDE IR

Guaraciaba

Museu Histórico Professor Edvino Carlos Hölcher – um dos maiores do Brasil em área rural com acervo de mais de sete mil peças. A dez quilômetros do Centro, em Linha Olímpio. (49) 3645-0159, ramal 20.


Descanso

Cristo Redentor – com nove metros de altura e inaugurado em 1949, no Centro.


Dionísio Cerqueira

Cânion do Assentamento – com trilha ecológica e quatro cachoeiras, a última delas com 62 metros de altura. Na comunidade de Assentamento, a 25 quilômetros do trevo de acesso à cidade.


São José do Cedro

Cânion São Vendelino – com trilha e cachoeira de 18 metros de altura. Na comunidade de São Vendelinom, a 18 quilômetro do Centro.


Viagem: de São Miguel do Oeste para Dionísio Cerqueira, passando por Paraíso. Total: 61,9 quilômetros. Tempo ideal: dois dias, no mínimo.


Distâncias até São Miguel do Oeste

Chapecó: 128 km

Florianópolis: 655 km

Joinville: 619 km


Secretaria de Turismo de São Miguel do Oeste: (49) 3622-6208.


DIÁRIO CATARINENSE



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07 jul10:20

Um passeio pelo Meio-Oeste catarinense

Sâmia Frantz | samia.frantz@horasc.com.br

Galos de madeira que se erguem do alto dos casarões de Treze Tílias. Animais exóticos em Piratuba. E o locomóvel fabricado em 1900 que ainda funciona em Água Doce. Para reparar em detalhes assim, só mesmo vencendo a preguiça: em cada um desses lugares do Meio-Oeste, circule a pé. A maioria dos municípios é pequenino, com poucos habitantes. E estão cheios de surpresas agradáveis.

Só com uma caminhada dá para flagrar conversas em alemão (típico de Treze Tílias) ou cruzar com pessoas usando roupão de banho pelas ruas (supercomum em Piratuba). Há também Porto União e suas mais de cem cachoeiras e corredeiras, e Itá, com as impressionantes torres submersas da igreja como resquício da cidade velha inundada em 1996.

Viajar pela região é, também, embarcar em uma viagem pela história. Literalmente. Este ano, a Guerra do Contestado – o conflito armado mais sangrento do país – completa cem anos. Por isso, não estranhe se você encontrar aulas de história ao ar livre. Aproveite.


Treze Tílias

Em Treze Tílias há uma fábrica de cerveja. E outra de vinho. Há também duas fábricas de chocolate. E uma de sorvete. E, claro, também há a famosa fábrica de leite, Tirol. Juntas, elas tornam a pequena Treze Tílias quase autossustentável: muito do que a cidade consome e oferece aos turistas sai de lá mesmo. A maioria está aberta à visitação.

Há uma única coisa que não vem de Treze Tílias e, mesmo assim, faz muito sucesso por lá: a edelweiss. Dizem que, depois de colhida, a flor típica da Áustria e dos gelados Alpes europeus dura mais de cem anos. Lenda? Os nativos juram que não. Neta do fundador da cidade, a escultora Mariana Thaler, 59 anos, guarda até hoje uma edelweiss que a mãe recebeu de presente do pai em 1933, na Áustria, assim que ele partiu para o Brasil com a família.

- A lenda funcionou. Quatro anos depois, ela veio atrás dele para se casar. A flor ainda existe, intacta, há quase 80 anos. Agora é uma relíquia de família.

A edelweiss é também o principal símbolo de Treze Tílias. Ninguém sai de lá sem levar uma: a flor é vendida à exaustão pelas lojinhas locais, in natura, em colares, bijuterias e broches. Mas Treze Tílias tem mais.

É também a cidade das coleções. Tem os mais de 5,2 mil canecos de chope de Leonardo Boesing, à mostra no seu restaurante, o Bier Haus. E tem também os 3.755 mil chaveiros, as 850 canetas e as 141 garrafinhas em miniatura de Valter Felder, expostas no Parque Lindendorf, que ele mantém com a família.

Aliás, Treze Tílias também é a cidade dos parques. O Lindendorf é um dos mais visitados. Lá existe outra Treze Tílias, em miniatura. A minicidade, feita pelo próprio Valter, traz réplicas de 48 construções originais. No mais, o local oferece comida, música e dança bem típicas da Áustria, além de trilhas e um lago com carpas alaranjadas. Outro parque é o dos Sonhos, onde há um labirinto verde e onde está a fábrica de sorvetes. Há ainda o Parque do Imigrante, com capela, via-sacra e lago com pedalinho.

Treze Tílias também é a cidade das esculturas: são 21 profissionais que transformam toras de madeira em objetos de decoração ou de arte sacra. Os ateliês, espalhados por tudo, merecem visita.



Água Doce

Em Água Doce, que sedia o maior parque eólico do Estado, há outro local que também se tornou atração imperdível: a vinícola Villaggio Grando, integrante da Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude (Acavitis). O portal de entrada fica às margens da SC-451, mas para chegar à fábrica trafega-se por alguns quilômetros de estrada de chão cercada por grandes parreirais de uva.

A vinícola tem 13 anos e uma história curiosa para contar. Antes, o proprietário Maurício Grando nem sonhava em fabricar vinhos: tinha uma das maiores madeireiras da região. Um dia, um cliente francês visitou o estabelecimento e ficou admirado ao ver o quanto a área era propícia para a produção. Na mesma época, um amigo colocava à venda as terras onde, mais tarde, se instalaria a Villaggio. Maurício fechou a madeireira e apostou todas as fichas na vinícola. Deu certo.

A empresa comercializa hoje nove tipos de bebidas: três vinhos brancos, três vinhos tintos e três espumantes — agora exportados também aos Estados Unidos, México e Porto Rico. Em breve, mais uma novidade: o vinho Malbec. No espaço para degustação, a vista para o lago e o pôr do sol enchem os olhos. No terreno de 2 mil hectares ainda há duas cachoeiras.


Piratuba

Já brincou bastante nas piscinas de águas termais de Piratuba e agora procura outro programa? As opções são poucas, mas existem, sim. Há mirantes, cachoeiras e parques para visitar – o Três Pinheiros tem passeio de pôneis, mais de cem espécies de animais exóticos e ornamentais, degustação de cachaça produzida lá mesmo. Há ainda a Usina Hidrelétrica de Machadinho, com seis comportas que proporcionam uma queda d’água de 90 metros de altura.

Os hotéis locais também oferecem boas alternativas, como noites de bailes e café coloniais aos sábados. O Thermas de Piratuba Park Hotel disponibiliza o Espaço Wellness, com massagens, banhos de ofurô e spa de pés e mãos. O Hotel Fazenda do Engenho tem passeios a cavalo, de charrete, trenzinho, cabo de aço e trilhas, que ficam abertos ao público em geral aos domingos.

E, claro, não deixe de reservar um dia para a maria-fumaça mais famosa do Estado. Construída na Bélgica em 1906, a locomotiva a vapor continua em funcionamento com passeios de cerca de quatro horas que atravessam os limites do Estado e seguem até a cidade gaúcha de Marcelino Ramos.

Como não poderia deixar de ser, o famoso Parque Termal de Piratuba – que marcou a cidade no mapa do turismo nacional – também merece uma boa visita. As águas são aquecidas a 38ºC, vindas de uma fonte natural a 30 metros de profundidade. O complexo tem mais de 20 piscinas variadas: rasas, fundas, semi-olímpicas, cobertas e ao ar livre.



Mais informações:

Secretaria do Turismo de Treze Tílias: (49) 3537-0997

Site: rotadaamizade.com.br



Vale do Contestado

Viagem: de Treze Tílias a Piratuba, passando por Água Doce.

Total: 116 quilômetros.

Tempo ideal: mínimo de três dias.



Algumas atrações em Treze Tílias:

Vinícola Franz: fundada em 2007, produz vinhos e espumantes de qualidade, sucos e geleia de frutas.

Laticínios Tirol: a famosa fábrica de leite da cidade é aberta para visitação. Agendamento: diretoria@tirol.com.br

Castelinho (Museu Andreas Thaler): ex-residência do fundador da cidade, abriga o museu da Imigração Austríaca

Adega Tirolesa: produção de destilados típicos, chocolates e o famoso licor de Flor de Tília, além de souvenirs.

Consulado honorário da Áustria: ajuda a obter cidadania austríaca. Vale pelo belo visual.



Mais passeios

Cem um trenzinho improvisado com faróis de Fusca, volante de Jipe, acelerador de trator e assentos de caminhão. Por uma hora, o professor aposentado Luís Boff faz piadas e leva os turistas aonde quiserem. Também na cidade, sacoleje pela zona rural em quadriciclos do Treze Tílias Park Hotel. Em Piratura, jardineiras da Rota do Engenho passeiam pelos pontos turísticos da região.



Exposição

Contestado – nos trilhos da história, sobre os cem anos do conflito, fica até 26/8 em Videira. Depois, segue para Salto Veloso e Caçador. Entrada franca.

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18 mar15:04

Festa Estadual do Milho em Xanxerê terá palestra sobre Turismo Rural

Mostrar para os agricultores uma nova opção que pode gerar renda alternativa para as propriedades é o objetivo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, através de uma palestra que acontecerá no auditório do Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi durante a realização da XVI Festa Estadual do Milho – Femi 2012. O evento contará com a presença de técnicos e agricultores do projeto “Acolhida na Colônia”, que veio para o Brasil em 1998 e foi desenvolvido em Santa Rosa de Lima/SC.

Segundo a responsável pela palestra, Eliane Lanner, a intenção é reunir agricultores, estudantes e a comunidade para apresentar uma nova ideia que pode ser aplicada em Xanxerê e na região, especialmente pelas potencialidades turísticas do município. – A Femi é voltada para vários segmentos e acredito que esta é uma boa oportunidade para trazer esse projeto. O nosso foco são os agricultores, para que eles conheçam um pouco de uma ideia que deu certo em Santa Rosa de Lima e que pode dar certo em Xanxerê – afirma.

O evento acontecerá no dia 02 de maio, às 14h, no auditório na Femi 2012, sendo que a entrada será gratuita no Parque neste dia.

Mais informações com Eliane Lanner, pelo telefone (49) 3441 8568.


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08 fev16:58

Reunião para promover o turismo em Concórdia e região

A Associação Regional de Turismo Integrado Águas do Alto Uruguai Convention Visitors Bureau, em parceria com a Prefeitura Municipal de Concórdia, promove, nesta quinta-feira, às 19h, no Memorial Attilio Fontana, uma reunião de “Sensibilização e Mobilização Turística do Projeto de Roteirização Turística Integrada Contestado do Alto Uruguai Catarinense”.

A intenção é apresentar as potencialidades turísticas de Concórdia e dos municípios que compõem a Amauc para pessoas da comunidade e também empresários interessados em apoiar o turismo.

A mesma reunião que será feita em Concórdia nesta semana, será realizada em todos os municípios que compõem a Amauc. – A partir de dados oficiais, será elaborado o projeto definitivo -, adiantou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Glaucemir Grendene. Segundo o secretário, podem surgir mais empresários interessados em promover o turismo.

Segundo o vice-presidente da Federação Catarinense de Conventions Bureau, Antônio José Begnini, a parceria entre os municípios da Amauc só irá fortalecer as potencialidades turísticas de cada um, e manter o projeto alinhado às políticas públicas, Federal e Estadual de regionalização do turismo.


Reunião para promover o turismo em Concórdia e região

Encontro será nesta quinta-feira

A Associação Regional de Turismo Integrado Águas do Alto Uruguai Convention Visitors Bureau, em parceria com a Prefeitura Municipal de Concórdia, promove, nesta quinta-feira, às 19h, no Memorial Attilio Fontana, uma reunião de “Sensibilização e Mobilização Turística do Projeto de Roteirização Turística Integrada Contestado do Alto Uruguai Catarinense”.

A intenção é apresentar as potencialidades turísticas de Concórdia e dos municípios que compõem a Amauc para pessoas da comunidade e também empresários interessados em apoiar o turismo.

A mesma reunião que será feita em Concórdia nesta semana, será realizada em todos os municípios que compõem a Amauc. – A partir de dados oficiais, será elaborado o projeto definitivo -, adiantou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Glaucemir Grendene. Segundo o secretário, podem surgir mais empresários interessados em promover o turismo.

Segundo o vice-presidente da Federação Catarinense de Conventions Bureau, Antônio José Begnini, a parceria entre os municípios da Amauc só irá fortalecer as potencialidades turísticas de cada um, e manter o projeto alinhado às políticas públicas, Federal e Estadual de regionalização do turismo.

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17 dez14:01

Conselho Municipal de Turismo planeja ações para 2012

Com a finalidade de apresentar os resultados de ações e projetos desenvolvidos em 2011 em Chapecó, o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) se reuniu nesta semana. Durante o encontro, as diversas entidades que compõem o Conselho discutiram as diretrizes a serem seguidas em 2012, sempre com o foco na promoção e divulgação das atrações turísticas do município.

O Prefeito José Caramori participou da reunião e agradeceu o comprometimento dos membros do Conselho com o crescente avanço do município em relação às atividades ligadas ao setor do turismo.

Em 2012, a intenção é ampliar a atuação. De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Márcio Sander, o Conselho já prevê a elaboração de um planejamento, com ações para fomentar cada vez mais a atividade turística do município. – Queremos destacar nossas atrações e aprimorar os serviços já oferecidos, para incentivar e atrair ainda mais a vinda de turistas de diferentes regiões, sendo no turismo de cultura e lazer, ou no turismo de negócios – explica Sander.

O COMTUR é composto pelas entidades de grande afinidade com a atividade turística entre elas estão: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Secretaria de Agricultura e Serviços Gerais, Fundação Cultural Chapecó, Chapecó e Região Convention & Visitors Bureau, ACIC, SICOM, CDL, SIHRBASC, SINTRATUH, Sindicato Rural de Chapecó e SAC.


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16 dez12:28

Rota de Turismo Rural

A Secretaria Municipal de Turismo lança nesta sexta-feira, 16, às 19h a Rota do Turismo Rural. O projeto foi desenvolvido focando o turismo com aproveitamento das potencialidades agrícolas do município. Famílias de agricultores foram capacitadas nos últimos meses com treinamento sobre empreendedorismo, qualidade no atendimento, manipulação de alimentos e gestão do turismo rural.

A intenção da secretaria é oferecer ao turista mais um atrativo para que permaneça um tempo maior em Itá, incrementando a renda das propriedades envolvidas. – Inicialmente, vamos contar com três propriedades. Se der resultado, podemos inserir outras que já demonstraram interesse – salienta a secretária Karla Hall.

A parceria entre a prefeitura e a Coopervale de Itá rendeu a cada propriedade R$ 8 mil para adequação das estruturas visando receber os turistas.

A Rota do Turismo Rural compreende o Recanto do Balseiro, e o Cantinho da Vovó Maria na Linha Simon, e o Itaçúcar, em Passo do Uvá. No Recanto do Balseiro terá como atração um Museu do Balseiro, a Trilha das Frutas, geléias e sucos naturais e o café da roça. No Paraíso da Vovó Maria haverá uma pousada, lanches e refeições, frutas nativas e sucos naturais e a Casa do Mel. No Itaçúcar o visitante vai encontrar cachaça artesanal, rapaduras, melado, caldo de cana e passeio de carroça.

A partir do dia 07 de janeiro as três propriedades estarão abertas à visitação. O agendamento dos visitantes deve ser feitos através do fone (49) 8835-5677 ou na Secretaria Municipal de Turismo de Itá (49) 3458-2299.

Além destes atrativos da rota, em Itá existe o quiosque da agricultura familiar que comercializa diariamente frutas, hortaliças, panifícios, geléias, queijos, salames e derivados do campo.


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