Unidades

28 nov08:51

Expectativa para a venda de frigoríficos movimenta o Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise da Diplomata, que foi afastada na semana passada da administração da unidade de Xaxim, reacendeu a discussão sobre a atuação da massa falida da Chapecó Alimentos, que chegou a figurar entre as quatro maiores agroindústrias do país. O afastamento da Diplomata, inclusive, foi dado após ação judicial encaminhada pelo síndico da massa falida, Alexandre Brito de Araújo.

O responsável por administrar os ativos e passivos da Chapecó Alimentos, que suspendeu as atividades em 2003 e teve a falência decretada em 2005. No ano em que a empresa suspendeu as atividades, as cinco unidades frigoríficas da Chapecó Alimentos — nas cidades de Chapecó, Xaxim, Santa Rosa (RS), Cascavel (PR) e Amparo (SP) — foram arrendadas com opção de compra pelas arrendatárias.

Araújo disse, na semana passada, que pretende encaminhar a venda das unidades em 2013. O negócio não seria feito no formado de leilão, e sim uma “venda extraordinária”. As unidades seriam oferecidas preferencialmente para os arrendatários, que teriam que obedecer a alguns critérios.

Eles teriam que pagar, no mínimo, o valor das avaliações feitas em 2009 corrigidas pelo INPC. Feito o cálculo, o patrimônio estaria avaliado em R$ 615 milhões. A venda seria feita em lotes separados por unidade produtiva.

O negócio também teria que ser aprovado pelos detentores de 2/3 dos créditos da falência. Os maiores credores, em valores de 2005, são o BNDES, com R$ 283 milhões, o IFC, com R$ 99 milhões, e o Banco do Brasil, com R$ 52 milhões.


Proposta de venda está em análise pelos credores

A proposta de venda já foi encaminhada para os credores e está sob análise. O síndico da massa falida estima que bastam cinco ou seis dos principais credores aprovarem para encaminhar a negociação. Das cinco unidades, somente a de Amparo (SP), que foi arrendada pela Frango Forte, que também está em processo falimentar, não está produzindo. Neste caso, a oferta seria feita para outro grupo.

O mesmo vale para a unidade de Xaxim, arrendada pela Diplomata, que está com dificuldades e opera somente com metade da capacidade até 21 de dezembro, quando interromperá a produção. Nessa data, a Diplomata também deve deixar a unidade, segundo decisão judicial. A massa falida da Chapecó Alimentos negocia com a Aurora para que assuma o frigorífico na cidade.

A Aurora já arrenda o frigorífico de Chapecó e tem interesse em adquirir a unidade definitivamente. As outras unidades, de Santa Rosa, operando com a Alibem e a de Cascavel, que foi assumida pela Globoaves, estão abatendo normalmente. As duas empresas não se manifestaram sobre possível negociação das unidades.


Patrimônio total da Chapecó Alimentos: R$ 615 milhões

Total de dívidas da empresa: R$ 1 bilhão


A história da Chapecó

— A Chapecó Alimentos iniciou suas atividades em 1952, em Chapecó;

— Em 1999, o controle acionário passou para a Alimbras, do grupo argentino Macri, após dificuldades financeiras;

— No auge da empresa, ela chegou a ter 5 mil funcionários, a abater 5 mil suínos e 490 mil aves por dia;

— Em 2003, a empresa enfrentou falta de capital de giro e milhares de frangos morreram. As unidades foram paralisadas;

— Houve negociação para venda, mas sem acordo final. A solução foi arrendar as unidades com opção de compra.


O que aconteceu com as unidades da empresa:

— De Chapecó: arrendada para a Aurora, tem 1.723 funcionários. Incluindo granjas, está avaliada em R$ 167 milhões;

— De Xaxim: arrendada para a Diplomata, tem 1,1 mil funcionários. O lote que inclui a unidade, os incubatórios, granja e fábrica de ração, está avaliado em R$ 187 milhões;

— Santa Rosa (RS): arrendada para a Alibem, tem 1,5 mil funcionários, abate 3 mil suínos por dia. O lote, que inclui o frigorífico, a fábrica de ração e granjas, tem custo estimado de R$ 124 milhões;

— Cascavel (PR): arrendada para a Globoaves, tem 1,2 mil funcionários. O frigorífico, junto com incubatório e fábrica de rações no Distrito de Marechal Bormann, em Chapecó, está avaliado em R$ 96 milhões;

— Amparo (SP): arrendada para a Frango Forte, que, em 2008, entrou em pedido de recuperação judicial, está parada. A unidade está avaliada em R$ 30 milhões;

— Outros bens da Chapecó Alimentos: filiais comerciais (R$ 10 milhões), marca (não avaliada).


DIÁRIO CATARINENSE



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21 ago14:16

Cooperhaf e Caixa comemoram investimentos em habitação rural

A Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares (Cooperhaf) e a Caixa Econômica Federal, por meio do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) Minha Casa Minha Vida, já contrataram, na região Sul do Brasil 4.875 unidades habitacionais destinadas a agricultores familiares. Destas, 1.824 são famílias agricultoras beneficiadas em Santa Catarina, 1.731 no Rio Grande do Sul e 1.320 no Paraná.

Foram mais de R$ 100 milhões investidos, sendo cerca de R$ 70 milhões de subsidio do Governo Federal e R$ 32 milhões de recursos financiados pela Caixa, valores estes que incrementaram a economia dos municípios do Sul do Brasil.

De acordo com a presidente da Cooperhaf, Liane Vitali Kothe, se transformarmos o valor médio do subsídio em produtos da agricultura familiar, como o leite, teríamos a seguinte situação: Uma família que trabalha com a bovinocultura de leite e que recebeu de subsídio o valor médio de R$ 20 mil para a construção da nova moradia, deveria comercializar todo mês 2.300 litros de leite ao valor de R$ 0.70, que é o preço do litro atualmente, acumulando o valor mensal de RS 1666.00 e depositando na poupança integralmente este valor durante o período de um ano.

- Muito mais que ter a casa nova, são milhões investidos que movimentam a economia dos municípios, gerando emprego e renda e proporcionando ainda a qualidade de vida aos moradores da agricultura – complementa Liane.

De acordo com a superintendente nacional de habitação rural da Caixa, Noemi Lemes, nas ações do Programa, as famílias recebem capacitação técnica e orientação sobre gestão da propriedade rural, embelezamento das moradias, cooperativismo, participação da mulher na gestão da propriedade e ações que visem à permanência do jovem no campo. O PNHR prevê o subsidio de R$ 1 mil, por família, para que a entidade organizadora preste assistência técnica e execute o trabalho social junto às famílias, aspecto fundamental do Programa, que visa promover a qualidade de vida dos trabalhadores do campo e evitar o êxodo rural.

Vale ressaltar que se enquadram no PNHR agricultores familiares e trabalhadores rurais. As famílias são organizadas por entidade representativa sem fins lucrativos (município, estado, sindicatos, cooperativa ou associações), que apresentam projetos técnicos de engenharia e social para Caixa Econômica Federal.

No PNHR, as entidades identificam a demanda habitacional e auxiliam no trabalho de organização das famílias. Os bancos habilitados entram como agentes financeiros e gestores operacionais do Programa, contribuindo com o trabalho de capacitação técnica e social das comunidades, por fim, liberam os recursos e acompanham a realização das obras.


Programa Nacional de Habitação Rural

Parte integrante do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), o Programa Nacional de Habitação Rural foi criado pela necessidade de uma política habitacional que atendesse as especificidades da moradia no campo, onde as diferenças do meio urbano para o rural – tais como cultura, forma de remuneração, gleba de terra, logística para construção – passaram a ser consideradas nos programas de moradia para a população do campo.


Parâmetros do programa

Para famílias com renda anual de até R$ 15 mil (Grupo I), o valor do subsídio, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), é de até R$ 25 mil para construção e até R$ 15 mil para reforma. Cada família devolve à União apenas 4% do valor subsidiado, em 4 parcelas anuais (1% por ano – 96% do valor total do projeto é subsidiado).

Famílias com renda anual entre R$ 15 mil e R$ 30 mil (Grupos II), podem receber subsidio de até R$ 7 mil e os valores financiados podem chegar a R$ 80 mil, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

O valor médio das unidades habitacionais é de R$ 25 mil – custo mais baixo, em relação às áreas urbanas, pela disponibilidade de terrenos no meio rural e pelo sistema de produção das moradias (mutirão/autoconstrução assistida, administração direta).


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31 jul15:58

Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas unidades da Coopercentral Aurora suspenderam o abate de suínos e aves no Oeste devido a paralisação dos caminhoneiros. A agroindústria não tem onde estocar os produtos, pois os caminhões, que levariam as mercadorias para os grandes centros estão impedidos de circular.

Nesta terça-feira cerca de dois mil funcionários da agroindústria em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz tiveram treinamento e foram liberados. Em São Miguel, onde são abatidos 1900 suínos por dia, a suspensão iniciou ainda na noite de ontem. Já em Abelardo Luz, que abate 140 mil aves por dia, o abate foi suspenso nesta manhã.

Em Chapecó, as linhas, de salsicha e mortadela, do Frigorífico localizado no Bairro Saic também foram paralisadas nesta manhã.

Em coletiva, nesta tarde em Chapecó, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, disse que mais quatro unidades, duas em Chapecó, uma em Quilombo e outra em Maravilha podem suspender completamente o abate a partir desta quinta-feira.


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18 jan11:17

Saúde amplia faixa etária de prevenção à hepatite B

O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária do grupo de 20 a 24 anos para até 29 anos, a vacinação da população contra a Hepatite B, a partir de janeiro de 2012. A vacinação encontra-se disponível gratuitamente nas 1051 salas da rede pública de saúde, distribuídas em todo o estado e no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). O motivo dessa ampliação é em decorrência da vulnerabilidade à doença apresentada nessa faixa etária.

A vacina de Hepatite B vem sendo implantada gradativamente no Brasil pelo Programa Nacional de Imunização desde o ano de 1989. Em Santa Catarina, 8269 pessoas possuem o vírus. A vacinação contra Hepatite B iniciou no ano de 1994, pela região Oeste, em função do maior número de ocorrências, onde Chapecó se destaca com o registro 2292 casos.

Segunda enfermeira da Vigilância Epidemiológica Paula Senna, a vacina está disponível nas 25 unidades de saúde do município.


Hepatite B

A hepatite pode se desenvolver de forma assintomática ou sintomática. Para evitar que a doença se torne crônica é importante a detecção precoce e fazer o tratamento adequado. Os indivíduos infectados com o vírus da hepatite B, se não cuidar, de 5 a 10% cronificam. Caso a infecção ocorra durante a gestação ou parto, a chance de cronificação é de 85% e a manifestação da hepatopatia crônica bem mais precoce. Metade dos casos crônicos evolui para doença hepática avançada (cirrose e/ou carcinoma hepatocelular).

Para o diretor da Vigilância Epidemiológica, Luis Antônio Silva, a maior estratégia para vencer esta epidemia silenciosa, além do uso do preservativo será a intensificação da vacina contra hepatite B. – Essas medidas são as mais seguras e eficazes na prevenção da doença, que tem como maior fator de risco a transmissão sexual (50%), – declara Silva. Ele observa também que é preciso esforços para a vacinação dos adolescentes e adultos até 29 anos com o objetivo de alcançar coberturas vacinais adequadas e homogêneas.

A expectativa com a vacinação, para este ano, é alcançar uma cobertura mínima de 95% da população alvo com homogeneidade em todos os municípios.



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