Usina

30 ago16:45

Licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Itapiranga é suspenso pela Justiça Federal

A Justiça Federal determinou, na tarde desta quinta-feira, dia 30, a suspensão do processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica Itapiranga, no extremo-oeste catarinense, até que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) se manifeste sobre as sugestões propostas no estudo elaborado pelos técnicos do Ministério Público Federal (MPF).

A perícia do MPF constatou a necessidade de complementação e modificação de alguns pontos do termo de referência, pois o projeto elaborado não atende aos preceitos ambientais e nem assegura os direitos da população atingida. A ação civil pública foi assinada pelos procuradores da República Maria Rezende Capucci, de São Miguel do Oeste/SC, Gabriel Silveira de Queirós Campos, de Santa Rosa/RS e Fernanda Alves de Oliveira, de Passo Fundo/RS.

Em junho deste ano o MPF já havia encaminhado recomendação ao Ibama, para que as considerações dos analistas periciais fossem inseridas no termo de referência, mas não os termos de recomendação não foram acatados.

O projeto prevê o alagamento de áreas em sete municípios. Três em Santa Catarina (Itapiranga, Mondaí e São João do Oeste) e quatro no estado gaúcho (Pinheirinho do Vale, Vicente Dutra, Caiçara e Vista Alegre).



Entenda o caso

Em 2010, o MPF recomendou ao Ibama que, após a análise do termo de referência da Usina Itapiranga e antes de sua aprovação, suspendesse o processo de licenciamento ambiental até que a perícia técnica do MPF se manifestasse, a fim de sugerir alterações ou complementações.

O Ibama, no entanto, não acatou os termos da recomendação. Os procuradores da República de São Miguel do Oeste/SC, Santa Rosa/RS e Passo Fundo/RS conseguiram, então, na Justiça Federal, por meio de uma ACP, a suspensão do licenciamento até que os peritos do MPF realizassem uma análise do termo de referência e apresentassem as suas conclusões.



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06 abr09:29

Vazão do Rio Uruguai está com 16% da média

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A vazão do Rio Uruguai no trecho onde está instalada a Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó, entre Águas de Chapecó-SC e Alpestre-RS, está com apenas 16% da média anual. De acordo com o gerente da Usina, Gilson Carvalho, a média histórica do rio durante um ano é de 1.250 metros cúbicos por segundo. São 1250 caixas de água de mil litros a cada segundo. Pois nos últimos dias a vazão havia caído para apenas 200 metros cúbicos por segundo.

O nível da água baixou 80 centímetros mas isso representa 80% do reservatório útil para a geração de energia, já que a parte inferior do lago não pode ser desviado pelos túneis até a captação da Casa de Força.

Nos últimos dias a Foz do Chapecó vinha operando com apenas uma das quatro unidades geradoras, variando entre 130 e 210 megawatts. A potência máxima da hidrelétrica é de 855 megawatts, suficiente para abastecer 25% da demanda de Santa Catarina. Mas a geração média é de 432 megawatts.

Carvalho disse que a decisão de paralisar a operação foi tomada em reunião com representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para não esvaziar os lagos e assim comprometer atividades que ficam abaixo das barragens, como a passagem de balsas, a captação de água e a fauna aquática.

O gerente da usina garante que não haverá problema no abastecimento de eletricidade no Sul, em virtude de que o sistema é todo interligado. A redução na geração no Sul é compensada pela maior geração no Sudeste. –Agora alguém está gerando para nós- explicou.

A redução na vazão do Rio Uruguai também comprometeu algumas atividades, com a dos pescadores. Milton Zimmer, disse que a inauguração da hidrelétrica, em 2010, já diminuiu em 60 centímetros a vazão do rio num trecho de 20 quilômetros, entre a barragem e a Casa de Força, pois a água foi desviada por túneis. Agora, com a estiagem, o rio diminuiu mais uns 10 centímetros, segundo Zimmer. O menor volume de água deixa de fora muitas pedras que ficavam encobertas e ainda forma um limo, que acaba grudando nas redes. Zimmer disse que após a paralisação da energia, o volume do rio até subiu um pouco.

O motivo é que parte da água que antes era desviada para as turbinas, agora está sendo jogada diretamente no rio, pelo vertedouro. Ontem estavam sendo liberados 183 metros cúbicos por segundo, enquanto que a vazão mínima é de 75 metros cúbicos por segundo. Na segunda-feira a Foz do Chapecó deve voltar a gerar energia, 380 megawatts/hora, para aproveitar a água que deve acumular com a geração de Itá, que fica acima.



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05 abr09:43

Itá opera com 18% da capacidade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Hidrelétrica de Itá não deve suspender a geração de energia mas está operando com apenas 18% da capacidade, que é de 1450 metawatts. De acordo com Elinton Chiaradia, que é gerente de operação das usinas de Itá, Machadinho e Passo Fundo, o reservatório de Itá tem apenas 32% do volume útil para a geração de energia, mas por enquanto tem condições de manter a operação. O nível do lago está cerca de quatro metros abaixo do máximo.

Já são cinco meses com chuva abaixo da média em Santa Catarina. A falta de água começou em novembro, no Extremo Oeste, e foi avançado pelo Oeste, Meio Oeste, Planalto Serrano e, já atingiu até o Sul do Estado.

Ontem a Defesa Civil do Estado registrava 121 municípios em situação de emergência. O último decreto foi de Santa Rosa do Sul. A população atingida já soma 664 mil pessoas, segundo a Defesa Civil. (Abaixo a lista dos municípios).

Em algumas cidades, como Abelardo Luz, começa a faltar água para o consumo humano no interior. As prefeituras tem transportado água com caminhões pipa e tratores. Em algumas cidades, como Seara, há frequentes racionamentos. Algumas pessoas chegaram a ficar três dias sem água. A situação melhora quando há uma pancada de chuva, o racionamento é suspenso, mas depois de uma semana volta a faltar água.


Perdas já somam R$ 748 milhões

No campo os prejuízos já ultrapassam R$ 748 milhões segundo levantamento do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri. O prejuízo maior, de R$ 372 milhões, é no milho. A safra do cereal teve uma quebra de 23,5%. Há perdas também no feijão, soja, fumo e leite.

A previsão é de que entre hoje e amanhã uma frente fria chegará ao estado trazendo chuva. As informações são de que o fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, e que interferem nas chuvas no estado, está perdendo força e deve normalizar em abril. Mesmo que a chuva comece a voltar à média histórica há um déficit nos rios e fontes que ainda vai levar meses para ser recuperado.


121 Municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Rio das Antas

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santa Rosa do Sul

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 4 de abril de 2012, pela Defesa Civil.


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19 dez11:42

Usina Asfáltica inaugurada em Pinhalzinho

Cerca de mil pessoas participaram da inauguração da Usina Asfáltica em Pinhalzinho, no sábado, dia 17. O projeto inédito da região faz parte do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Infraestrutura Rodoviária (CIDIR), formado pelos municípios de: Pinhalzinho, Saudades, Serra Alta, Sul Brasil, Águas Frias e Nova Erechim.

Estiveram presentes Fabiano da Luz, prefeito de Pinhalzinho e presidente do consórcio CIDIR, Claudinei Senhor, prefeito de Serra Alta, Wolmir Pirovano, prefeito de Nova Erechim, Antônio Ulsenheimer, prefeito de Saudades, Marino Daga, prefeito de Águas Frias e Jobert Peruso, prefeito de Sul Brasil. Os deputados estaduais Mauro de Nadal e Dirceu Dresch e os deputados Federais Pedro Uczai, Valdir Colatto e Celso Madaner, além do ex-deputado Cláudio Vigatti e demais autoridades.

O projeto global compreende investimentos na ordem R$ 1.259,212,50. Além da usina nova da marca Terex, com capacidade mínima de 50 toneladas hora de asfalto quente, foram adquiridos: sistema de aquecimento e tanques de estocagem de matéria prima de 30 mil litros cada e aquecedor-distribuidor de asfalto, rebocável com capacidade de 2.500 litros de emulsão asfáltica.

Em 2010 o Governo municipal já havia adquirido uma Vibroacabadora nova da marca Terex, equipamento destinado a nivelamento e colocação do asfalto.

Segundo o prefeito de Pinhalzinho, Fabiano da Luz , os equipamentos são de última geração, o que vai possibilitar a produção de asfalto de primeira qualidade.


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16 dez16:28

Projeto inédito no Oeste

A usina de Asfalto será inaugurada as 9h deste sábado em Pinhalzinho. O projeto inédito na região Oeste foi concretizado através do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento da Infraestrutura Rodoviária – Cidir, e tem como sede o município de Pinhalzinho, que disponibilizou a área para a instalação da usina, localizada a 300 metros da rodovia de entrada da Comunidade de Boa Vista.

A usina vai funcionar sob o sistema de consórcio celebrado entre os municípios de Saudades, Nova Erechim, Sul Brasil, Serra Alta, Águas Frias e Pinhalzinho.

O projeto global compreende investimentos na ordem R$ 1.259,212,50. Além da usina nova da marca Terex, com capacidade mínima de 50 toneladas hora de asfalto quente, foram adquiridos: sistema de aquecimento e tanques de estocagem de matéria prima de 30 mil litros cada e aquecedor-distribuidor de asfalto, rebocável com capacidade de 2.500 litros de emulsão asfáltica.

Em 2010 o Governo municipal já havia adquirido uma Vibroacabadora nova da marca Terex, equipamento destinado a nivelamento e colocação do asfalto.

Segundo o prefeito de Pinhalzinho, Fabiano da Luz , os equipamentos são de última geração, o que vai possibilitar a produção de asfalto de primeira qualidade.


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