Uva

01 set12:23

Uva e vinho contêm composto que dificulta formação de gordura

A uva e o vinho contêm um composto que dificulta a formação de células de gordura, diz uma pesquisa americana publicada no periódico cientìfico The Journal of  Biological Chemistry.

— O piceatannol é composto por uma substância antioxidante que bloqueia a capacidade de novas células de gordura de se desenvolverem e crescerem, auxiliando no controle do peso, retardando a origem de células jovens de gordura e evitando que elas se transformem em células maduras — explica o médico nutrólogo Guilherme Giorelli, da Associação Brasileira de Nutrologia.

O composto também pode diminuir os níveis de açúcar no sangue e reduzir a pressão arterial, prevenindo infartos e doenças do coração. Além disso, ajuda no combate ao câncer, agindo como um bloqueio no crescimento e na dispersão das células cancerosas. Mas Giorelli ressalta que os benefícios do piceatannol são experimentais e não clínicos.

— Esse possível efeito foi percebido em estudos experimentais em animais, mas ainda precisam de comprovação clinica em humanos.

O composto auxilia no aumento do colesterol bom (HDL) e oxida o mau colesterol (LDL). O médico indica que uma taça ao dia é o consumo ideal. O mais recomendado é o vinho tinto seco, por ser o menos calórico — uma taça de 150 ml contém em média 108 calorias.

— É preciso ficar atento, pois o vinho só traz benefícios se for consumido moderadamente. Álcool em excesso pode trazer danos à saúde — afirma Giorelli.

Para ele, o consumo do vinho tinto moderado pode ser diário, porém, não substitui uma alimentação saudável e balanceada.

— O vinho é apenas um complemento para uma vida mais saudável e não uma prioridade — diz.

Para quem não pode consumir álcool, o suco de uva tem o mesmo benefício do vinho tinto. O composto também pode ser encontrado em amoras, frutas vermelhas, maracujá, mirtillo e amendoim.


VIDA E SAÚDE



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12 mar09:11

Seca garante safra de qualidade para a uva do Meio-Oeste de Santa Catarina

Daisy Trombetta | daisy.trombetta@diario.com.br

A estiagem dos últimos meses já gerou R$ 550 milhões de prejuízo ao Estado, mas os produtores de uva do Meio-Oeste não têm do que reclamar.

A falta de chuva, aliada ao frio intenso do inverno, deixou os grãos mais doces e com maior valor de mercado.

Graças à qualidade, o preço pago ao produtor de variedades mais simples, como a Isabela, chega a R$ 0,52 o quilo, valor 73% maior do que os R$ 0,30 da safra passada.

Diante da boa expectativa de lucro, os viticultores turbinaram os parreirais. Apenas no município de Tangará, a 400 quilômetros da Capital, onde 180 agricultores cultivam 500 hectares, a safra deve terminar com 10 mil toneladas colhidas.

O montante representa cerca de 30% da economia agrícola da cidade, cujo cultivo de frutas é liderado pela uva. Um dos maiores produtores é Edilson Scolari, que colheu 140 toneladas nesta safra, em parreirais na localidade de Linha Bracatinga.

Scolari garante que a produção tem a melhor qualidade dos últimos anos. Ele explica que o preço da uva é definido pelo grau de açúcar contido nos grãos. A seca fez com que as frutas ficassem mais doces.

— Neste ano tivemos o clima perfeito, porque foram várias horas de frio intenso no inverno e seca durante a dormência e a maturação das uvas.


Safra deve chegar a 64 mil toneladas em SC

Extensionista rural da Epagri, Roberto Bolzani estima que a produção catarinense de uva deve ficar em 64 mil toneladas este ano. A safra no Meio-Oeste deve alcançar um volume 30% maior em relação a 2011.

— Tudo favoreceu os produtores. A uva deve permanecer como a maior cultura frutífera da região, bastante utilizada na produção de vinhos.

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18 jan16:11

Safra de uva em Concórdia

Os produtores de Concórdia devem colher cerca de 500 toneladas de uva na safra 2011/2012.Os dados são da Secretaria Municipal da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SEMADRA) de Concórdia. O tempo colaborou para o sucesso na colheita. No município são cerca de 100 hectares envolvidos com a produção.

Um dos produtores é Nelvacir Biazzi e seu filho Sandro moradores de Linha São José. Na propriedade a mão de obra é 100% familiar.

Segundo os produtores eles registram um aumento de 20% na produção em relação ao colhido na safra 2010/2011. A previsão é colher cerca de 12 toneladas.

- Uma parte da uva vamos utilizar para a produção de vinho doce. Nesta semana devemos começar a produção. Ano passado, a produção de vinho não atendeu a demanda – lembra Sandro. O restante da produção será comercializada.


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17 dez09:01

Cobertura de parreirais no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Produzir uva não é mais como antigamente. Hoje, tem parreirais recebendo até cobertura para que as frutas não sofram com granizo, chuva e vento. Tudo para que os cachos cresçam com todo o potencial e beleza.

Um dos pioneiros da técnica no Oeste é o produtor Elton Werlang, de Chapecó. Ele investiu R$ 40 mil neste ano para cobrir 1,7 mil pés, de um total de 7 mil parreiras. A área protegida é das variedades de mesa, Rainha Itália e Alphonso Lavalle. São as espécies em que ele consegue melhor retorno econômico, vendendo a preços entre R$ 4,50 e R$ 5 o quilo. Já as variedades mais comuns, como Niágara e Isabel, ele tira entre R$ 3 e R$ 4,50 por quilo.



Produtor Elton Werlang foi um dos primeiros a levar o novo sistema para Chapecó, investindo cerca de R$ 40 mil.



Werlang resolveu implementar o sistema de cultivo protegido, trazido da serra gaúcha, após o prejuízo que teve no ano passado. Ele pretendia colher 1,2 tonelada de uvas de mesa. Mas, como houve excesso de chuva no final de janeiro e no início de fevereiro, colheu apenas 200 quilos. Agora, com a nova técnica, espera colher três toneladas na mesma área. Isso deve ajudar a aumentar a produção total de 15 para 20 toneladas.

Werlang explica que a cobertura com o plástico transparente já trouxe vantagens, como evitar que os brotos da parreira estragassem com o vento. Além disso, o teto protegeu as plantas de uma chuva de granizo.

Outra vantagem é a redução de 70% na aplicação de fungicidas. Como a planta fica protegida, não recebe a chuva diretamente. E a menor umidade evita a proliferação de problemas como mofo e antracnose, que são aquelas pintas na casca da uva.

Ele afirma que o custo é alto e por isso vai levar duas safras para pagar o investimento. A durabilidade do plástico é de quatro anos. Mas o retorno vai compensando à medida em que o parreiral vai aumentando a produtividade pelo benefício do sistema.

O responsável pela área de fruticultura da Epagri, Gilberto Barella, diz que está pesquisando um parreiral com cobertura em Cordilheira Alta. Também há algumas iniciativas pontuais com produtores de Coronel Freitas, Descanso, Mondaí e no Meio-Oeste. Barella confirma que o sistema é caro, mas dá resultado. Um dos fatores a ser pesquisado é que a safra deve antecipar em pelo menos uma semana. Também há indícios da necessidade de irrigação dos pés nos períodos mais secos.

O engenheiro agrônomo da Epagri Eduardo Brugnara reconhece que a técnica reduz a incidência de doenças, mas, por seu custo, deve ser utilizada somente em frutas que tenham melhor valor de mercado.

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25 nov16:06

Suco de escolas de Cunhã Porã são apreendidos

Uma inspeção conjunta do Ministério Público de Santa Catarina, MPSC, com a Vigilância Sanitária Municipal e o Conselho Tutelar apreendeu 849 litros de suco de uva em sete estabelecimentos de ensino e creches da rede municipal de ensino de Cunha Porã. O suco, produzido em fevereiro de 2009, apresentava, no rótulo, o prazo de validade de 2 anos.

A inspeção foi realizada na segunda-feira, 21, em decorrência de procedimento instaurado na Promotoria de Justiça para averiguar a denúncia de que crianças e alunos estavam consumindo suco vencido.

Além das garrafas, também foram recolhidas embalagens vazias equivalentes a 384 litros de suco. A Vigilância Sanitária encaminhou amostras do material apreendido ao laboratório do Senai em Chapecó para verificar a qualidade do produto.

Diretoras e merendeiras dos estabelecimentos e a nutricionista da prefeitura municipal serão ouvidas na Promotoria de Justiça de Cunha Porã.


Fonte: MPSC


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