Vacina

22 ago07:41

Campanha de multivacinação de crianças com até cinco anos se encerra sexta-feira

Aline Rebequi | aline.rebequi@diario.com.br

Até sexta-feira os postos de saúde do país estarão mobilizados para colocar em dia a carteira de vacinação de todas as crianças menores de cinco anos (4 anos 11 meses e 29 dias). Quem não está com atrasos, não precisa se vacinar novamente mesmo com as duas pequenas mudanças na campanha.

Nesta multivacinação, a vacina contra paralisia infantil, que antes era dada só em gotinhas, passa a ser injetável. São duas doses que devem ser tomadas aos dois meses e aos quatro meses de vida. A partir dos seis meses até os cinco anos, as doses continuaram sendo dadas em gotinhas.

Outra mudança importante é a inclusão da vacina Pentavalente, que vai substituir duas vacinas: a tetravalente — que protege contra a disenteria, coqueluche, tétano e um dos tipos de meningite — e a vacina contra hepatite B, o que significa uma picada a menos nas crianças.

Quem não conseguir levar o filho em um posto de saúde até sexta-feira, pode procurar o local fora do prazo que as vacinas continuarão disponíveis.

— É muito importante que o pai ou a mãe leve a criança ao posto de vacinação mais próximo porque o profissional de saúde irá ajudar na identificação de quais vacinas estão faltando na caderneta — diz a gerente de imunização da Secretaria Estadual da Saúde, Luciana Amorim.


Tira dúvidas

Quem precisa se vacinar?

Crianças menores de 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias) e que não estejam com a carteira de vacinação em dia.


O que meu filho vai tomar?

Estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico de vacinação da criança como: BCG, Hepatite B, Pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), Rotavírus, Pneumocócica 10 valente, Meningocócica C conjugada, Febre amarela, Tríplice viral e DTP. A criança irá ser vacinada com aquela que não está atualizada na carteira podendo ser uma, duas ou mais vacinas.


O que mudou do ano passado para 2012?

Foram incluídas duas vacinas com uma nova forma de aplicação, as duas injetáveis. A pentavalente que reúne em uma única aplicação a proteção de duas vacinas distintas já existentes (contra a hepatite B e a tetravalente que protege contra difteria, tétano, coqueluche) e a vacina poliomielite inativada, a que protege contra paralisia infantil e que antes era dada só em gotinhas.


Se meu filho tem a carteira de vacinação em dia, preciso ir ao posto vacinar por conta destas duas novas vacinas?

Não. Se a carteira estiver em dia seu filho está protegido.


Por que trocaram a gotinha pela injeção?

Porque o Brasil já está se preparando para a utilização apenas da vacina inativada quando houver a erradicação da poliomielite no mundo, momento em que será recomendado apenas o uso da vacina injetável.


Mas se meu filho tomou as gotinhas este ano, precisa tomar a injeção?

Depende de cada caso, da idade dele e da dose que ele tomou, por isso, a orientação é para ir ao posto e checar se há necessidade.


Eu não encontrei a carteira de vacinação do meu filho, e agora o que devo fazer?

Deve ir ao posto onde fez a última vacina, lá deverá ter uma segunda via. Se o posto for muito longe ou até mesmo em outra cidade, deve ir em qualquer posto e pedir uma solicitação de segunda via da carteira.


Mas e se nenhum posto encontrar a segunda via?

Neste caso, leve seu filho a qualquer posto de saúde que as equipes irão avaliar a idade dele e vacinar da mesma forma.


É arriscado vacinar de novo se ele tomou a vacina e eu não lembro?

Não. A equipe de saúde irá vaciná-lo com as doses que forem seguras para a criança


O que pode acontecer com meu filho se a carteira dele não estiver em dia?

Ele não será considerado uma criança vacinada. Há vacinas que só protegem com mais eficácia se a criança tomou todas as doses. A A criança fica desprotegida contra muitas doenças frequentes na infância como rotavírus (que causa diarreias e vômitos), hepatite B, meningite, paralisia infantil entre tantas outras.


Meu filho tem mais de cinco anos e eu não lembro se ele tomou todas as vacinas, o que devo fazer agora?

A campanha é voltada para as crianças menores de cinco anos. No entanto, você pode levar seu filho ao posto. Lá deverão ser feitas todas as tentativas de resgatar onde esta criança tem registradas doses anteriores. Caso não haja comprovação anterior, ela deverá receber todas as vacinas atribuídas a sua faixa etária.


Essas vacinas são 100% eficazes?

Não. Nenhum imunizante é 100% eficaz.

Meu filho vomitou logo depois que tomou a vacina, devo voltar ao posto para vacinar de novo?

Se foi injeção não há necessidade, ele continua protegido. Se foi gotinha e se faz poucas horas ele vai precisar tomar de novo.


Ouvi dizer que quanto mais fortes as reações, mais protegida a criança está. É verdade?

Não. A eficácia não está relacionada à intensidade de sinais como febre, inchaço e dor no local da aplicação. Uma das características das vacinas mais modernas, aliás, é justamente oferecer maior proteção com o mínimo de efeitos colaterais.


Também ouvi dizer que a primeira dose é sempre a mais importante e que o reforço é apenas uma segurança a mais. É verdade?

Mentira. Quando se pede o reforço é porque, no intervalo entre uma aplicação e outra, o número de anticorpos tende a despencar. A cada dose o contato com o vírus ou com a bactéria da vacina aumenta as defesas do organismo até elas chegarem ao ponto ideal.


O que é normal meu filho sentir depois da aplicação destas vacinas?

Tudo depende da vacina. Mas, de uma modo geral, cerca de 30% das crianças ficam com o local avermelhado, doído, às vezes, endurecido, podem ter febre entre 38ºC e 39ºC, em raros casos podem ter convulsão e podem chorar bastante no dia. Mas na maioria dos casos, cerca de 70% delas, não apresentam estes sintomas.


Posso dar um remédio para dor ou febre para meu filho um pouquinho antes ou logo depois da vacina para ele não sentir nada?

Sem orientação médica não. O correto é ele tomar a vacina e se der muita reação retornar ao posto e pedir orientação sobre o que ele deve tomar, muitas crianças são alérgicas a alguns remédios e os pais nem sabem.


É verdade que as vacinas pagas em clínicas particulares não dão reações para as crianças?

Em parte. Elas têm um composto que podem diminuir as reações, mas mesmo pagas, dependendo da criança, ela pode ter reações.


Há como saber que reações meu filho terá e o que devo fazer para diminuí-las?

Não há como saber e os pais não devem fazer nada sem a orientação de um médico.


Se eu resolver pagar uma vacina em clínica particular posso utilizar a mesma carteira de vacinação e voltar a vacinar no posto?

Sim, não há necessidade de outra carteira e é possível utilizar o público e o privado com a mesma.


Fontes: Ministério da Saúde e Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC

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19 jul12:31

Prevenção das Hepatites em Chapecó

Prevenir e combater a hepatites. Esse foi o objetivo de uma atividade realiza na quarta-feira, dia 18, em parceria com o Centro de Saúde da Família do bairro Eldorado e AIESEC, na Escola Básica Municipal Maria Bordignon Destri. Duas intercambistas, Amber Harris dos Estados Unidos e Alejandra Olano da Colômbia, conversaram com os alunos de 6ª e 7ª séries da escola, mostrando dados e passando informações sobre a doença. O evento faz parte da programação da Semana Municipal de Combate a Hepatites, de 23 à 27 de julho e também para marcar o Dia Mundial de Combate a Hepatite que acontece no dia 28 de julho.

De acordo com Maria Luiza Trizotto Stormovski, enfermeira coordenadora do setor de hepatites, é preciso que as pessoas façam os exames e procurem as vacinas, que tenham cuidados com a relação sexual sem proteção e também com relação aos materiais utilizados em ações que tenham sangue, como por exemplo, os alicates de cutícula.

- São pequenas ações que podem prevenir e evitar a doença – comentou.

Maria Luiza destaca ainda que o principal ponto com relação a hepatites é que a doença não apresenta sintomas na fase inicial, apenas na fase aguda e por isso a maioria das pessoas não sabem que tem o vírus da doença.

- As pessoas não devem esperar ter os sintomas para realizar o exame, sempre é importante procurar os centros de saúde e realizar os exames periódicos – explicou.

Em Chapecó o número de casos de hepatite B continua alto. O município é o que mais tem casos em Santa Catarina.


Vacina contra a Hepatites

Maria Luiza disse que podem ter acesso a vacina as pessoas menores de 30 anos, gestantes, doadores de sangue, militares, profissionais de saúde, manicures, motoristas, pessoas com doenças especificas.

- Todas as pessoas que não estão nesses grupos, devem realizar o exame, e se tudo der negativo, irão receber a vacina – disse.


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23 mai14:50

Santa Catarina ainda não atingiu meta de vacinação contra gripe A

A Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe A termina nesta sexta-feira, e Santa Catarina ainda não conseguiu atingir a meta de vacinar 80% do público alvo. Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, dia 23, o Secretário-Adjunto de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, e o Diretor da Vigilância Epidemiológica, Fábio Gaudenzi de Faria, informaram que um novo caso da doença foi registrado na cidade de Biguaçu. Até agora 15 casos foram confirmados e três pessoas morreram em decorrência da gripe, nas cidades de Blumenau, Itajaí e Rio do Campo.

A secretaria estadual de saúde está aplicando medidas contra a proliferação do vírus por meio de monitoramento e restrição do contato com pessoas contaminadas, hábitos de higiene por parte dos profissionais da saúde, e monitoramento de leitos de UTI.

De acordo com o infectologista Luiz Escada, é fundamental lavar as mãos para evitar que o vírus se espalhe, e tomar a vacina antes do inverno começar. A vacina é eficaz em quase 90% dos casos, mas como o organismo leva cerca de 40 dias para produzir anticorpos contra o vírus AH1N1, é preciso se vacinar o quanto antes.

Devem procurar os postos de saúde: idosos a partir dos 60 anos, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes em qualquer fase da gravidez e povos indígenas.

Em Chapecó, todos os postos de saúde do município estão abertos das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h. Os postos da Efapi, Cristo Rei, Leste e Santo Antônio estão com atendendo a noite das 18h às 22h.


Dados em Chapecó | vacinados

Crianças: 2.552 | 61%

Trabalhadores da Saúde: 1.750 | 100%

Gestantes: 999 | 47%

Indígenas: 1.053 | 77%

Idosos: 9.991 | 65%

Total: 16.225| 65%


Fonte: Ministério da Saúde



VIDA E SAÚDE



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10 mai15:55

Em São Miguel do Oeste 42% da meta do município já foi vacinada contra a Gripe A

A secretaria de saúde de São Miguel do Oeste registrou até o momento, a aplicação de 2.540 doses da vacina contra a gripe, o que corresponde a aproximadamente 42% do total da meta do município que é vacinar 5.595 pessoas.

A 14ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza teve início no sábado, dia 5, durante o DIA D da campanha.

O atendimento é feito na unidade central de vacinas e em todas as estratégias de saúde dos bairros e interior às crianças de seis meses a menores de 2 anos, trabalhadores da saúde, gestantes, pessoas com idade acima de 60 anos e pacientes crônicos.



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16 abr08:56

Vacina contra a gripe deve ser feita no outono

Como o vírus da gripe sofre mutações com grande facilidade, a vacina contra a doença deve ser feita todos os anos, preferencialmente durante o outono, até o mês de junho, para que os níveis de anticorpos estejam adequados quando chegar o inverno.

A recomendação é do médico infectologista Celso Granato. Ele esclarece que qualquer pessoa que queira, com idade acima de seis meses, pode ser vacinada, mas algumas apresentam alto risco de complicações da doença e, por isso, são priorizados. É o caso de crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes, pessoas com mais de 60 anos, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde. Na rede privada, a vacina já está disponível. Pelo Sistema Único de Saúde, a campanha de vacinação contra a gripe será feita entre os dias 5 e 25 de maio.

Uma enquete realizada pelo centro de medicina diagnóstica Fleury, com quase 4 mil pessoas, indica que cerca de 30% delas não tomaram a vacina contra gripe com medo de efeitos colaterais ou porque não acreditavam na efetividade da imunização.

- Mesmo tomando a vacina, você pode ter infecções respiratórias. Nessas situações, tratam-se de outros vírus respiratórios não contemplados nessa vacina, mas que habitualmente provocam quadros clínicos mais brandos e com menor chance de complicações, como os resfriados comuns – esclarece o médico.

Granato explica que a vacina contra a gripe é elaborada a partir de uma mistura de partículas inativas dos tipos dos vírus mais prevalentes no ano anterior.

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza. Diferentemente de outras viroses como o resfriado comum, por exemplo, produz sintomas mais intensos, como febre, mal-estar, coriza, obstrução nasal, dores musculares, dor de garganta e tosse seca. Como evolução da gripe, podem ocorrer manifestações mais graves, entre elas a pneumonia, principalmente em idosos, crianças menores de dois anos, gestantes e pessoas com alguma doença de base, com destaque para o diabetes, as doenças pulmonares e cardíacas crônicas, a obesidade mórbida e as imunodeficiências.


BEM-ESTAR



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27 fev16:40

Vacina contra febre amarela é aplicada em São Miguel do Oeste

A secretaria de Saúde realizou no sábado, dia 25, Dia D contra a Febre Amarela, ocasião em que disponibilizou a vacina a toda população de São Miguel do Oeste.

De acordo com a secretária de Saúde, Beatriz Soares, 567 pessoas estiveram no posto de vacinas da Unidade Central para receber a vacina. – Quero parabenizar a população migueloestina pelo empenho em realizar a prevenção à saúde, pois todos sabemos da importância de estar em dia com as vacinas, e mais uma vez, São Miguel do Oeste mostrou sua preocupação e seu comprometimento com a sua saúde – destacou.

Beatriz recorda que entre 1990 e 2010, mais de 259 pessoas de diversos estados brasileiros foram a óbito devido à doença da Febre Amarela. – A nossa principal preocupação está em prevenir a população de nosso município. Essa campanha para a realização da vacina é uma forma de tranqüilizar e alertar todas as pessoas para que tenham sempre todas as vacinas em dia – concluiu a secretária.


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16 fev16:48

Saúde de São Miguel do Oeste realiza Dia D Contra Febre Amarela

A secretaria de saúde de São Miguel do Oeste realiza no dia 25 de fevereiro, no Posto de Vacina Central, das 8h às 17h, Dia D Contra Febre Amarela, com o objetivo de imunizar qualquer pessoa a partir dos nove meses de idade.

Para realizar a vacina, a pessoa deve apresentar o cartão de vacinação e documento de identidade. A última campanha foi realizada em 2001, sendo que em 2011 venceu a maioria das vacinas contra a febre amarela da população. Desta forma, quem se vacinou há menos de 10 anos não precisa repetir a dose.

Segundo dados da secretaria, já foram vacinados 20.434 habitantes e ainda falta vacinar cerca de 15 mil.

A febre amarela é uma doença infecciosa viral aguda, transmitida por mosquitos e que pode levar à morte. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, vômitos, dores no corpo, pele e olhos amarelados, sangramentos, fezes cor de “borra de café” e diminuição da urina.


Contra‐Indicações gerais

• crianças menores de nove meses.

• portadores de imunodeficiência congênita ou adquirida, neoplasia maligna.

• pacientes infectados pelo vírus HIV com alteração imunológica

• pacientes em terapêutica imunodepressora: quimioterapia, radioterapia

• gestantes

• pessoas com história de uma ou mais das seguintes manifestações anafiláticas

após dose anterior da vacina ou após ingestão de ovo: urticária.

• adiar a vacinação contra febre amarela, para as mães que estão amamentando

bebês até 6 meses de idade


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18 jan11:17

Saúde amplia faixa etária de prevenção à hepatite B

O Ministério da Saúde está ampliando a faixa etária do grupo de 20 a 24 anos para até 29 anos, a vacinação da população contra a Hepatite B, a partir de janeiro de 2012. A vacinação encontra-se disponível gratuitamente nas 1051 salas da rede pública de saúde, distribuídas em todo o estado e no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). O motivo dessa ampliação é em decorrência da vulnerabilidade à doença apresentada nessa faixa etária.

A vacina de Hepatite B vem sendo implantada gradativamente no Brasil pelo Programa Nacional de Imunização desde o ano de 1989. Em Santa Catarina, 8269 pessoas possuem o vírus. A vacinação contra Hepatite B iniciou no ano de 1994, pela região Oeste, em função do maior número de ocorrências, onde Chapecó se destaca com o registro 2292 casos.

Segunda enfermeira da Vigilância Epidemiológica Paula Senna, a vacina está disponível nas 25 unidades de saúde do município.


Hepatite B

A hepatite pode se desenvolver de forma assintomática ou sintomática. Para evitar que a doença se torne crônica é importante a detecção precoce e fazer o tratamento adequado. Os indivíduos infectados com o vírus da hepatite B, se não cuidar, de 5 a 10% cronificam. Caso a infecção ocorra durante a gestação ou parto, a chance de cronificação é de 85% e a manifestação da hepatopatia crônica bem mais precoce. Metade dos casos crônicos evolui para doença hepática avançada (cirrose e/ou carcinoma hepatocelular).

Para o diretor da Vigilância Epidemiológica, Luis Antônio Silva, a maior estratégia para vencer esta epidemia silenciosa, além do uso do preservativo será a intensificação da vacina contra hepatite B. – Essas medidas são as mais seguras e eficazes na prevenção da doença, que tem como maior fator de risco a transmissão sexual (50%), – declara Silva. Ele observa também que é preciso esforços para a vacinação dos adolescentes e adultos até 29 anos com o objetivo de alcançar coberturas vacinais adequadas e homogêneas.

A expectativa com a vacinação, para este ano, é alcançar uma cobertura mínima de 95% da população alvo com homogeneidade em todos os municípios.



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03 out14:33

Nova vacina contra coqueluche é desenvolvida para bebês com menos de seis meses

Uma nova vacina contra a coqueluche poderá impedir que bebês com menos de seis meses de idade contraiam a doença. Os produtos disponíveis hoje no mercado só imunizam crianças mais velhas e adultos.

A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantã foi testada com sucesso em camundongos e será submetida a ensaios clínicos em humanos em até dois anos. Cerca de 80% dos casos de coqueluche – e todas as mortes – ocorrem no primeiro semestre de vida.

O projeto custou cerca de US$ 500 mil (R$ 940 mil). Os recursos foram obtidos por meio de agências de fomento, como CNPq e Fapesp, e outros institutos internacionais de estímulo à pesquisa.

– A criança recebe a primeira dose da DTP (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) quando está com dois meses, mas seu sistema imunológico só se torna efetivo depois do sexto mês – explica Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Butantã que coordenou o projeto da vacina.

Até lá, a criança fica vulnerável à bactéria Bordetella, agente causador da doença, um quadro de infecção do sistema respiratório que pode se tornar muito grave.

A vacina convencional contém bactérias Bordetella mortas, que despertam o sistema imunológico e induzem a produção de anticorpos capazes de destruir o microrganismo.

Cientistas do Butantã buscaram inspiração na BCG, uma vacina usada no combate à tuberculose e que, ainda nos primeiros meses de vida, induz respostas imunológicas satisfatórias.

Injetada poucos dias após o nascimento, protege a criança de um eventual contágio materno. Não depende da ação dos anticorpos, mas da imunidade celular – recrutamento de células do sistema de defesa que já funciona com razoável eficácia nos bebês.

Os pesquisadores inseriram um gene da bactéria Bordetella no bacilo atenuado da tuberculose bovina (usado para produzir a BCG), que passou a produzir uma proteína característica da Bordetella.


DIÁRIO CATARINENSE

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