Vereador

11 jul08:56

Corpo de Chiarello é exumado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O corpo do vereador Marcelino Chiarello foi exumado e será levado, ainda nesta manhã, numa aeronave Caravan para São Paulo. Os trabalhos para a exumação do corpo iniciaram por volta das 6 horas da manhã. Funcionários do Cemitério Jardim do Éden e Policiais Federais instalaram uma tenda e isolaram o local com uma lona preta. O cemitério foi fechado às 6h30 para a exumação.

O trabalho levou cerca de 40 minutos. Após a retirada, o caixão foi levado até uma sala do cemitério onde foi realizada a troca para uma urna adequada para o transporte aéreo.

Às 8h15 o corpo deixou o cemitério num carro funerário e foi levado para o aeroporto municipal Serafim Enoss Bertaso.

Cerca de 25 pessoas, entre policiais federais e civis, advogados, familiares e representantes do Ministério Público acompanharam a exumação.


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11 jul07:46

Corpo de Chiarello deve ser exumado nesta quarta

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

O corpo do vereador Marcelino Chiarello, encontrado morto no dia 28 de novembro do ano passado, deverá ser periciado em São Paulo, provavelmente em laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) ou Campinas (Unicamp). O motivo é que as duas universidades teriam a melhor estrutura para exumação.

O caixão com o corpo do vereador deve ser retirado na manhã desta quarta-feira do túmulo no cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. Funcionários do local já foram informados que eles serão os responsáveis por retirar a leiva de grama que cobre o túmulo, para a retirada do caixão. Durante a retirada, o cemitério será isolado e somente os policiais e representantes da família poderão permanecer no local. Há duas semanas o túmulo vem sendo monitorado por duas câmeras de vigilância instaladas pela Polícia Federal.

Depois da retirada, o caixão será levado até o aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, onde será embarcado num avião Caravan. A aeronave pousou em Chapecó na tarde de segunda-feira, trazendo uma equipe de quatro peritos. O avião partiu de Ribeirão Preto/SP.

Na segunda-feira, dia 10, os peritos estiveram na casa de Marcelino Chiarello, que permanece fechada desde sua morte. A equipe da Polícia Federal passou o dia de ontem realizando uma nova perícia no local.

A Polícia Federal está atuando no caso a pedido do Ministério Público, que deu sequência às investigações após a conclusão do inquérito pela Polícia Civil, que durou três meses. O relatório da Polícia Civil não foi conclusivo sobre a causa da morte de Chiarello, se houve suicídio ou homicídio.

Até os laudos dos médicos legistas foram divergentes. O primeiro médico legista indicou homicídio. Outros pareceres posteriores indicaram suicídio. Familiares defendem a tese do homicídio pela atuação combativa do vereador. Diante da comoção da comunidade o Ministério Público decidiu prosseguir com o caso, para tentar esclarecer a morte. A exumação foi autorizada pelo juiz da primeira vara criminal de Chapecó, Jeferson Zanini, no dia 30 de maio.

O advogado da família de Chiarello, Sérgio Martins de Quadros, considera que a exumação é necessária.

– A família quer a verdade para que o Marcelino possa descansar em paz – declarou.


*Colaborou Juliano Zanotelli


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10 jul11:40

Polícia Federal faz perícia na casa de Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br | Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Peritos da Polícia Federal de São Paulo fazem na manhã desta terça-feira uma nova perícia na casa do Vereador Marcelino Chiarello, em Chapecó. A casa estava fechada desde o dia 28 de novembro de 2011, quando o vereador foi encontrado morto dentro de um quarto. A perícia iniciou às 9 horas.

Ainda na tarde da segunda-feira uma aeronave Caravan, proveniente de Ribeirão Preto/SP pousou no Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso de Chapecó. A aeronave trouxe peritos do Instituto Nacional de Criminalística da PF que além da perícia, devem fazer ainda nesta semana, a exumação do corpo do vereador.

O pedido da exumação foi autorizado pelo juiz da Primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, no dia 30 de maio. O novo exame seria para esclarecer algumas divergências dos laudos, como a fratura no nariz no vereador.

O delegado da Polícia Federal, Oscar Biffi, disse que só vai prestar informações em coletiva marcada para às 15 horas da quarta-feira, dia 11.


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28 jun18:11

Ato marca sete meses da morte do vereador Marcelino Chiarello

O Fórum em Defesa da Vida, por Justiça e Democracia realiza às 19 horas desta quinta-feira, dia 28, um ato para marcar os sete meses da morte do vereador Marcelino Chiarello.

Será um ato seguido de celebração em frente ao Colégio Severiano Rolim de Moura, no bairro Santo Antônio, em Chapecó.

O Colégio está localizado na Rua João Elói Mendes.

>> Corpo de Marcelino Chiarello será exumado


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14 jun15:33

Primeira morte por Gripe A é confirmada no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Edilson Dariz, 41 anos, vereador (PMDB) de Bom Jesus foi a primeira vítima de Gripe A no Oeste Catarinense. Ele estava internado desde o dia 7 de junho na UTI do Hospital São Paulo em Xanxerê. A morte foi confirmada no início da tarde desta quinta-feira pela secretária municipal de saúde Iara Callfass. Familiares do vereador estão em observação.

De acordo com a técnica em enfermagem da Vigilância Epidemiológica de Xanxerê, Lucimar Deitos, Edilson deu entrada no hospital com febre acima de 38 graus, fortes dores musculares e com dificuldade respiratória.

- O exame confirmando a contaminação, feito pelo Lacen de Florianópolis, chegou no final da tarde do dia 11 – disse a enfermeira.

Ela disse ainda que a esposa, a mãe de Edilson e a irmã, que mora em Xanxerê e também teve contato com ele durante a internação, foram medicadas com Tamiflu e estão sendo monitoradas.

Edilson, que cumpria o terceiro mandato, iria concorrer à reeleição.

O velório do vereador será na Igreja de Bom Jesus e o enterro está programado para esta sexta-feira no cemitério da Linha Formigas, interior de Bom Jesus.

>> O perfil das vítimas da gripe A em Santa Catarina

Esta é a primeira morte por Gripe A na região Oeste. Em Xanxerê outro caso foi confirmado. Uma adolescente de 21 anos foi medicada e liberada. Porém, ela e a família são monitoradas pela Vigilância Epidemiológica.

Ainda na região três pessoas estão em observação em Concórdia e outras três em Chapecó.

Com este caso sobe para 22 o número de óbitos em função da Gripe A em Santa Catarina.


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05 jun21:10

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A novela da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida há seis meses, terá mais um capítulo dos próximos dias. Peritos da Polícia Federal deverão ir a Chapecó para fazer a exumação do corpo. A data ainda não foi definida pois ainda depende de logística. O delegado federal Oscar Biffi confirmou o pedido de exumação mas não quis comentar sobre o caso.

Marcelino Chiarello está enterrado no Cemitério Jardim do Éden, em Chapecó. O juiz da Primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, autorizou a exumação no dia 30 de maio.

O juiz também não quis falar sobre a decisão mas no despacho coloca que o motivo é a solicitação da Polícia Federal para esclarecer algumas divergências dos laudos, como a fratura no nariz no vereador.

Ele decidiu pelo encaminhado para a Polícia Federal as vestes do vereador e alça utilizada no enforcamento. Também determinou que o Instituto Geral de Perícias guarde as amostras coletadas e as disponibilize à Polícia Federal, quando for necessário.

Um dos três promotores que está atuando no caso, Benhur Poti Betiolo, disse que a iniciativa de solicitar a exumação é da Polícia Federal. –Nós fizemos alguns questionamentos para que a Polícia Federal responda- explicou o promotor. Esses questionamentos tem como objetivo tentar esclarecer a morte do vereador, já que os laudos emitidos pelo IGP são contraditórios.

A presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, a deputada estadual Luciane Carminatti, que foi colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, disse que apóia a iniciativa da Polícia Federal.

-Nós apoiamos todas as investigações necessárias para esclarecer o caso- declarou. Ela disse que confia no trabalho da Polícia Federal e que espera que a morte de seu colega seja esclarecida o quanto antes.

A sogra de Marcelino Chiarello, Deolinda Guarnieri, disse que isso é uma decisão da Polícia Federal e da Justiça e não tem como interferir. Para ela, não será a exumação do cadáver que vai mudar a convicção da família de que Chiarello foi morto pelas denúncias que fazia. –Podem vir 50 juntas médicas que ninguém nos convence de suicídio- afirmou.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto, que conduziu as investigações da Polícia Civil, disse que não vai emitir opinião em respeito ao trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.


ENTENDA O CASO

No dia 28 de novembro próximo das 11h30, o vereador Marcelino Chiarello foi encontrado pelo mulher e o filho enforcado na janela do quarto de visitas, em sua casa. Ele havia saído da escola por volta das 10 horas, ido para casa e mandado o filho na casa da sogra.

No início a cena parecia de suicídio. Mas delegados da Polícia Civil avaliaram que o suicídio era forjado pois o sangue havia escorrido na horizontal, havia sinais de lesão na cabeça e no olho do vereador, não havia banco para ele se apoiar e o nó da fita utilizada era fixo e menor que a circunferência do pescoço. Cinco delegados participaram de uma entrevista coletiva explicando que era homicídio.

Depois dois delegados foram designados para o caso: Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Mello Brandão.

O primeiro laudo do médico legista que fez a necropsia, Antonio de Marco, apontou como causa da more traumatismo crânio-encefálico e asfixia mecânica. No entanto a perícia realizada no local do crime não encontrou indícios da presença de uma terceira pessoa. O diretor de IGP, Rodrigo Tasso, solicitou um outro parecer, do médico legista Zulmar Coutinho, que apontou para suicídio. Uma junta médica também avaliou o material e apontou para suicídio. A Polícia Civil ouviu mais de 50 pessoas durante 105 dias e não chegou a nenhuma autoria.

O inquérito foi concluído sem apontar a causa da morte, pois o Ministério Público daria sequência ao trabalho. O Partido dos Trabalhadores pediu a federalização do caso, que ainda não foi aceita. O Ministério Público solicitou auxílio da Polícia Federal para esclarecer a morte e não tem prazo para concluir os trabalhos.



*Colaborou Juliano Zanotelli


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05 jun11:22

Corpo de Marcelino Chiarello será exumado

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O juiz Jefferson Zanini, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó aceitou o pedido do delegado da Polícia Federal Oscar Biffi para que o corpo do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello seja exumado.

De acordo com a decisão do juiz, publicada no dia 30 de maio, a justificativa apresentada pela Polícia Federal para a exumação é a necessidade da realização de um novo exame cadavérico para esclarecer algumas divergências constatadas.

>> Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

>> TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

- Como é o caso da existência de fraturas no nariz, fato só possível com o exame cadavérico, o que também possibilitaria a busca de novos elementos de convicção – disse.

Ainda nos autos o juiz afirma que a causa mortis de Marcelino Chiarello não foi satisfatoriamente esclarecida, uma vez que há divergência entre o laudo subscrito pelo médico legista Antônio José De Marco e os pareceres dos assinados por outros profissionais do Instituto Médico Legal.

O juiz destacou ainda que a informação técnica elaborada pelo médico legista do Instituto Nacional de Criminalística lança dúvida sobre a existência da lesão no nariz.

-  O apontamento do médico legista Antônio José De Marco, assinala que as imagens das radiografias não apresentam sinais característicos de presença de fratura no nariz – disse.

A data da exumação não foi informada.



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29 mai10:02

Familiares de Chiarello não acreditam em suicídio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A morte do vereador Marcelino Chiarello (PT) completou ontem seis meses e segue sem ter sido esclarecida. Há alguns elementos apontando para homicídio e outros para suicídio. Mas os familiares de Chiarello não acreditam na tese do suicídio. –Ele foi morto pelas denúncias que fazia- disse a sogra, Deolinda Damo Guarnieri. Ela afirmou que sua filha, Dione Guarnieri, que era casada há 18 anos com Marcelino, também tem certeza que o marido foi morto.

- Podem vir com quantos laudos quiserem, ele não tinha motivos para se matar – completou Deolinda.

O laudo cadavérico inicial apontou como causa da morte asfixia mecânica e traumatismo crânio-encefálico. Já laudos complementares, feitos por peritos de Florianópolis, apontam para o suicídio. A Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que a morte foi causada por asfixia mecânica, mas não concluiu se ela foi causada pelo próprio Marcelino ou por outras pessoas. O vereador foi encontrado morto por familiares no final da manhã do dia 28 de novembro, enforcado, no quarto de visita.

Deolinda Guarnieri disse que seu genro era muito alegre e nunca tomou antidepressivos. Ele tinha uma dívida de R$ 30 mil mas a renda familiar chegava a R$ 10 mil. Ela lembra que seu genro era uma pessoa que sempre procurava ajudar os outros. E que muita pessoas o procuravam para fazer denúncias pois sabiam que ele levava isso adiante. A família queria que Marcelino não comprasse tantas “brigas” pois temiam por sua integridade.

>>  TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

Deolinda, a filha e o Neto estão passando tomando antidepressivos e tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Nos dois primeiros meses, não conseguiam nem dormir. –Passou aquele desespero mas ainda temos medo- lembrou a sogra. Na semana passada a mulher de Chiarello saiu da casa da mãe para morar com o filho numa apartamento, pois o menino não conseguia dormir com a janela baixa, pois lembrava de sua casa. A casa de Chiarello, aliás, continua fechada desde sua morte.

O Ministério Público solicitou que a Polícia Federal faça novas investigações e uma novo laudo pericial, para esclarecer o caso.


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16 mai14:46

TJ concede liminar no Caso Marcelino Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br*

Na sexta-feira, dia 11 de maio, o Desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho do Tribunal de Justiça de Santa Catarina  deferiu a liminar contra a decisão do juiz Jefferson Zanini, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó, que solicitava que o Instituto Geral de Perícias (IGP) de São Paulo emitisse um parecer sobre a morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro de 2011.

De acordo com o promotor do Ministério Público (MP) de Chapecó, Jackson Goldoni , que é um dos três promotores que foram designados para o caso, o mandado de segurança encaminhado para o Tribunal de Justiça solicitava a suspensão da decisão que determinava o envio de um novo parecer ao IGP de São Paulo.

- A determinação do juiz foi ilegal uma vez que o MP, com auxílio da Polícia Federal e do Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO), está revisando os laudos e buscando uma nova análise pericial – disse o promotor.

No documento assinado pelo desembargador consta que a produção de provas comandada pela autoridade judicial é uma medida excepcional e que no momento não é necessária.

- Além do juiz ter determinado que o Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo procedesse ao exame do material encartado no inquérito policial, fornecendo quesitos (fls. 18/21), ainda fez contato pessoal, por meio telefônico e por mensagem eletrônica, com o Diretor (fl. 22) – disse o desembargador no documento.

Ele complementa ainda dizendo que a decisão combatida não demonstra a urgência e relevância da produção da referida prova. Embora seja necessário esclarecer se houve suicídio ou homicídio, e existam divergências nos laudos periciais elaborados.

>> Polícia Federal entra no Caso Chiarello

Entenda o caso:

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto no final da manhã do dia 28 de novembro, no quarto de visitas de sua casa, pela mulher e o filho. Ele estava enforcado na janela, aparentando suicídio. No entanto a Polícia Civil avaliou que o suicídio teria sido forjado e deu entrevista nesse sentido.

O primeiro laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontava para homicídio, em virtude de alguns ferimentos na cabeça e nariz e dois sulcos nos pescoço. Mas laudos complementares de peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apontaram suicídio como causa da morte.

Após três meses de investigação a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando como causa da morte o enforcamento mas não concluiu se houve homicídio ou suicídio. O Ministério Público decidiu continuar as investigações em virtude das dúvidas entre os laudos.


* colaborou Darci Debona.


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03 mai09:02

Polícia Federal entra no Caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Federal está dando apoio ao Ministério Público estadual nas investigações da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado, em Chapecó. A informação foi confirmada ontem pelo delegado da Polícia Federal de Chapecó, Oscar Biffi.

A participação dos policiais federais foi decidida pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em despacho publicado no Diário Oficial da União, no dia 18 de abril. Ele determinou que a Polícia Federal apure as circunstâncias e causas da morte depois que o Ministério Público pediu apoio no caso.

O delegado solicitou os laudos para o Poder Judiciário e, assim que receber a documentação, vai buscar peritos dentro da própria polícia ou então de fora para fazer a análise do material.

– Primeiro temos que ter conhecimento do que já existe- explicou.

Ele afirmou que a atuação da polícia é apenas para auxiliar no Ministério Público, na tentativa de esclarecer o caso. O inquérito da Polícia Civil apontou que a morte do vereador foi por enforcamento, mas não foi conclusivo se houve homicídio ou suicídio.

Por isso o Ministério Público instaurou um Procedimento de Investigação Criminal para dar sequência ao trabalho. Um dos três promotores que foram designados para o caso,Jackson Goldoni, disse que a intenção é conseguir um apoio técnico da Polícia Federal. Ele afirmou que o Grupo de Apoio e Combate ao Crime Organizado (GAECO) está auxiliando nos trabalhos. No entanto o Ministério Público não está passando muitas informações que são sigilosas.

O delegado que conduziu o inquérito, Ronaldo Moretto, disse que a Polícia Civil não pode se pronunciar sobre os desdobramentos do caso pois já encerrou o trabalho. No entanto pode auxiliar o Ministério Público se for solicitado.

O Governador Raimundo Colombo disse ontem em Joaçaba que o Estado buscou apoio de técnicos de São Paulo nas investigações. Ontem o juiz da primeira Vara Criminal de Chapecó, Jefferson Zanini, informou que vai buscar apoio do Instituto Médico Legal de São Paulo, para que analise as provas do caso.

O magistrado justificou a solicitação de uma terceira opinião em virtude das contradições entre os laudos do médico legista de Chapecó, Antonio de Marco, e seus colegas do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis.

Para o deputado federal Pedro Uczai, que era amigo do vereador, a inclusão da Polícia Federal no caso não é o suficiente. Ele defende a federalização do caso, para que a Polícia Federal assuma a condução das investigações. Ele destacou que confia no Ministério Público mas entende que federalizando haveria um efetivo maior de forças federais.

Mas, para que o caso seja federalizado é necessária solicitação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, faça essa solicitação ao Superior Tribunal de Justiça. Lideranças do Partido dos Trabalhadores já fizeram esse pedido ao procurador. Na próxima terça-feira Pedro Uczai estará em Brasília levando mais documentos para solicitar essa intervenção.

O advogado da família de Chiarello, Alcides Heerdt, também defende a federalização total do caso.


Entenda o caso:

O vereador Marcelino Chiarello foi encontrado morto no final da manhã do dia 28 de novembro, no quarto de visitas de sua casa, pela mulher e o filho. Ele estava enforcado na janela, aparentando suicídio. No entanto a Polícia Civil avaliou que o suicídio teria sido forjado e deu entrevista nesse sentido.

O primeiro laudo do médico legista de Chapecó, Antônio de Marco, apontava para homicídio, em virtude de alguns ferimentos na cabeça e nariz e dois sulcos nos pescoço. Mas laudos complementares de peritos do Instituto Geral de Perícias de Florianópolis apontaram suicídio como causa da morte.

Após três meses de investigação a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando como causa da morte o enforcamento mas não concluiu se houve homicídio ou suicídio. O Ministério Público decidiu continuar as investigações em virtude das dúvidas entre os laudos.



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