Vereador

13 fev19:59

Caso Marcelino Chiarello

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br*

Já se passaram 76 dias da morte do vereador Marcelino Chiarello, do PT de Chapecó e até agora muitas perguntas não foram respondidas. A Polícia Civil de Chapecó revelou, depois de entrar na residência do vereador, que se tratava de homicídio. O laudo sobre a causa da morte – traumatismo craniano – foi conhecido dois dias depois.

Nos últimos dias foi levantada a hipótese de que os dados da perícia técnica teriam apontado suicídio. Há rumores de que especialistas em São Paulo constataram a ocorrência de suicídio.

Porém o diretor o Instituto Geral de Perícias em Florianópolis, José Maurício da Costa Ortiga, disse que todas as perícias e análises do caso foram realizadas no estado e que o laudo já foi entregue para a Polícia Civil. Ele disse ainda que nada foi encaminhado para São Paulo.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo caso também desconhece essa informação.


Federalização do caso

Os dirigentes do PT catarinense mobilizaram-se em vários atos e em diferentes escalões do governo federal, convencidos de que houve homicídio. Na sexta-feira, dia 10, lideranças do PT estiveram reunidos em Brasília com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel. A Polícia Civil não se pronuncia sobre o inquérito em virtude do segredo de justiça.


*Colaborou Darci Debona


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10 fev20:18

Caso Marcelino Chiarello poderá ser federalizado

Depois de 75 dias sem respostas sobre a morte do vereador de Chapecó, Marcelino Chiarello, o deputado federal e presidente do PT, Pedro Uczai, acompanhado dos deputados estaduais Dirceu Dresch e Luciane Carminatti, se reuniu com o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel. A reunião foi nesta sexta-feira em Brasília. O assunto tratado na reunião foi a federalização do caso.

No encontro Uczai relatou ao Procurador a situação em que o caso se encontra, destacando a preocupação com a demora nas investigações e a forma com que a apuração vem sendo conduzida. Uczai questionou a atuação da Secretaria Estadual de Segurança, que para ele não tem dado a devida importância diante do assassinato de um vereador.

>> Encerra prazo do inquérito do Caso Chiarello

>> Polícia Civil de Chapecó prossegue inquérito para apurar causa da morte de Marcelino Chiarello

Gurgel solicitou um relatório completo sobre o caso, para após análise, formular o pedido de federalização ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que para ele, conforme relato dos deputados, o deslocamento de competência é necessário.

- Saímos muito animados do encontro – disse Pedro. Ele acredita que o procurador vai propor a federalização do caso e inserir a Policia Federal na investigação. – Aí sim vamos ter a verdade sobre o assassinato de Marcelino -, afirma Uczai.


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09 fev20:14

Encerra prazo do inquérito do Caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O prazo de conclusão do inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello, que já foi prorrogado uma vez, venceu nesta quinta-feira. O delegado Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo caso, disse que não pode informar se haverá prorrogação e nem se o laudo foi concluído, devido ao segredo de justiça. No entanto afirmou que haverá novidades “em breve”.

>> Polícia Civil de Chapecó prossegue inquérito para apurar causa da morte de Marcelino Chiarello

>> Laudo pericial caso Marcelino Chiarello

Chiarello foi encontrado morto em sua casa no dia 28 de novembro. A cena era de suicídio mas em seguida os delegados afirmaram que o suicídio havia sido forjado. A tese de suicídio voltou a circular nos últimos dias em comentários pela cidade. Mas o primeiro laudo do óbito, feito pelo médico legista Antonio De Marco, apontava como causas da morte asfixia mecânica e traumatismo crânio-encefálico.

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08 fev14:59

Polícia Civil de Chapecó prossegue inquérito para apurar causa da morte de Marcelino Chiarello

A Polícia Civil de Chapecó prossegue com as investigações acerca do inquérito policial para apurar as causas da morte do vereador Marcelino Chiarello, encontrado morto dentro da casa onde morava, no bairro Santo Antonio em Chapecó, no dia 28 de novembro de 2011.

De acordo com o delegado Augusto Melo Brandão, o procedimento policial corre sob segredo de justiça, na tentativa de resguardar todo o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil e pelo Instituto Geral de Perícias, ao longo da persecução penal.

>> Laudo pericial caso Marcelino Chiarello

>> Caso Marcelino Chiarello continua sem respostas

Ainda para o delegado, há muita especulação sobre o caso, especialmente por se tratar da morte de um político muito conhecido na região. Mas, tudo que está sendo dito, especialmente através da imprensa, acerca dos resultados dos laudos são apenas informações hipotéticas, pois, em nenhum momento, a Polícia Civil apontou qualquer resultado de laudo cadavérico ou de local de crime, que são procedimentos de responsabilidade do IGP.

- O que podemos afirmar com certeza é que os primeiros laudos apresentados foram inconclusivos, ou seja, deixam dúvidas sobre a causa da morte. Dessa forma, nós procedemos como em qualquer outro procedimento, requisitamos novos laudos ao IGP – disse o delegado.

Somente após a apresentação destes laudos é que o inquérito será concluído e encaminhado ao judiciário.

O Delegado Geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, diz que acredita na seriedade e na capacidade da Polícia Civil de Chapecó e que o papel da Delegacia Geral é fornecer todo o apoio necessário para que o caso seja elucidado.

Preside o inquérito policial o delegado Ronaldo Neckel Moretto, com atuação do delegado Augusto Melo Brandão.


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27 jan20:47

Família vai pedir acesso aos laudos

A deputada estadual Luciane Carminatti, que foi colega de Marcelino na Câmara de Vereadores de Chapecó antes de ser eleita para o legislativo, disse estar preocupada com a falta de informações e com a volta de teses como a de suicídio.

Ela também estranhou o pedido de sigilo no inquérito que investiga a morte de Marcelino Chiarello.

–Qual o objetivo disso- afirmou.

Ela informou que o advogado da família de Chiarello vai solicitar o acesso aos laudos. Ela considera que as informações sobre a possibilidade de suicídio vão contra o laudo do médico legista e à própria declaração inicial dos delegados. A deputada voltou a cogitar a possibilidade de federalização do caso.

– Se for necessário vamos chamar outros peritos para analisar o caso- declarou.

Até a exumação do cadáver de Marcelino pode ser realizada.


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27 jan15:16

Laudo pericial caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Diário Catarinense teve acesso ao laudo pericial médico da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro. No laudo, assinado pelo médico legista Antonio de Marco, foram identificadas várias lesões no corpo do vereador. Havia uma fratura no nariz, uma lesão no lado superior esquerdo da cabeça, provocada por uma pancada, e uma lesão no olho esquerdo. Havia ainda um hematoma no polegar direito e resíduos nas unhas. Na palma da mão esquerda, estava desenhada uma pirâmide.

Além disso as fotos do laudo mostram grande quantidade de sangue no rosto do vereador e manchas na camisa, tanto na frente quanto nas costas. Há também manchas de sangue na calça. A quantidade de sangue até chamou a atenção do delegado Augusto Mello Brandão, que considera um volume muito grande para se tratar de suicídio.

Parte do sangue escorreu do nariz em direção à orelha, que leva a deduzir que, ele estaria deitado quando o sangue escorreu. Os próprios delegados no início da investigação descartaram a tese de suicídio por essas informações.

No pescoço do vereador foram encontrados dois sulcos, um horizontal e outro oblíquo, provocados pela aça do notebook em que o vereador estava “pendurado” na janela de casa. O médico observou que um sulco tinha 42 centímetros de circunferência e a alça do laço da fita que estava no pescoço do vereador tinha 37,5 centímetros de circunferência .

>> Polícia Civil considera laudo médico inconclusivo

>> Advogado diz que a morte completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime

>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

Logo no dia do crime cinco delegados prestaram uma entrevista coletiva onde levantaram a hipótese de que o laço teria sido dado com o vereador no chão, pois era mais apertado que a circunferência do pescoço, e depois ele teria sido colocado próximo da janela. O delegado Alex Passos, que foi o primeiro delegado a chegar no local da morte, afirmou que não teria como ele ter dado o nó e depois ter se pendurado na grade. Não havia nem um banco ou apoio próximo ao corpo para que o vereador pudesse ter utilizado em caso de suicídio.

No primeiro atestado de óbito, o médico Antonio de Marco não coloca nem como suicídio, nem como homicídio a causa da morte. Ele assinalou a opção “outros”. Já na declaração da “causa mortis” para o seguro de vida de Chiarello, ele indica homicídio.

O Diário Catarinense tentou conversar hoje com o médico mas ele negou-se em dar entrevista.

– O que eu tinha que fazer está no laudo- disse.

Questionado se ele aponta homicídio ou suicídio declarou. –Veja o laudo e tire suas conclusões.


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27 jan10:57

Caso Marcelino Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Polícia Civil vai solicitar uma nova avaliação do laudo cadavérico da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro. Os delegados Ronaldo Neckel Moretto e Augusto Mello Brandão receberam nesta semana os laudos pericial, cadavérico e do local do crime, encaminhados pelo Instituto Geral de Perícias.

No entanto eles não ficaram satisfeitos com o resultado do exame cadavérico. –Há pontos inconclusivos- disse Brandão.

Ele não quis comentar sobre boatos de o laudo teria apontado suicídio.

–Se foi homicídio ou suicídio só vamos falar no final do inquérito-disse Brandão. Ele afirmou que o caso está sob segredo de justiça.

O delegado Ronaldo Neckel Moretto afirmou que o pedido de segredo de justiça foi solicitado na semana passada “para não prejudicar as investigações”.

>> Secretaria garante agilidade na investigação da morte do vereador de Chapecó.

>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello.

Brandão disse que a Polícia quer a opinião de outro médico sobre o exame cadavérico. E que vai aguardar os resultados. O certo é que uma nova prorrogação do inquérito será solicitada. Neste sábado, dia 28, completam dois meses da morte de Chiarello.

No dia da morte a primeira impressão era de suicídio. Mas, posteriormente, os própios delegados consideraram que o suicídio era forjado e começaram a tratar o caso como homicídio.

O atestado de óbito indicou como causa da morte a asfixia, causada pela fita em que o vereador foi encontrado enforcado na janela de casa, e por traumatismo craniano, causada por uma pancada na cabeça.

Brandão disse que, mesmo sem uma posição conclusiva, a Polícia Civil segue as investigações. Na semana passada foram tomados vários depoimentos. –Precisamos esclarecer todos os pontos- concluiu.


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21 jan09:59

Caso Marcelino Chiarello

Natália Viana | natalia.viana@diario.com.br

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, garantiu que pedirá agilidade na conclusão dos laudos técnicos do inquérito que investiga a morte do vereador de Chapecó Marcelino Chiarello.

Marcelino Chiarello.

O anúncio foi feito durante uma reunião, ontem à tarde, com lideranças do PT e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh, que por enquanto descarta a hipótese de solicitar a federalização do caso.

A audiência foi solicitada por Greenhalgh com o argumento de que a morte do vereador completou 50 dias sem qualquer informação concreta sobre o crime.

Segundo o advogado, ele decidiu procurar o secretário após conversar com os delegados responsáveis pelo caso, Ronaldo Moretto e Augusto Brandão, que afirmaram depender dos resultados das perícias técnicas para continuar trabalhando no inquérito.

Greenhalgh explica que são necessários três laudos: o do local da morte, o da quebra do sigilo telefônico e o laudo da autopsia.

— O legista diz que assinou o laudo em 22 de dezembro e estranhamente este ainda não foi incluído no inquérito. O telefone celular do vereador foi entregue à Polícia no dia da morte, mas até agora não veio nada sobre a quebra do sigilo telefônico para saber para quem Marcelino Chiarello ligou e de quem recebeu ligações. E o laudo do local da morte também não apareceu ainda — diz o advogado.

>>> PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

De acordo com o presidente estadual do PT, José Fritsch, como o secretário afirmou que solicitará ao Instituto Geral de Perícia (IGP) que agilize os laudos e apresente as conclusões em uma semana, os dirigentes do partido aguardarão este prazo.

Ele assinala que a principal reivindicação do PT é que a Polícia Civil considere a gravidade do caso e priorize o inquérito.

— O que nos parece é que foi um crime elaborado e que a Polícia precisa ter o mesmo nível de elaboração para conseguir descobrir o que ocorreu — completa a vereadora de Chapecó, Angela Vitória.

Greenhalgh afirma que saiu satisfeito da reunião e que, por enquanto, descarta a hipótese de pedir a federalização das investigações. Para o criminalista, o secretário César Grubba, sabe que pode contar com o apoio da Polícia Federal se necessário.

O delegado-geral, Aldo Pinheiro D’Ávila, destacou que a Polícia Civil está trabalhando no inquérito e que acredita que a demora na conclusão dos laudos se deve à complexidade envolvida.

Ele confirmou que será pedido ao IGP a agilização dos laudos e rebateu as críticas sobre a demora nas investigações afirmando que a Polícia Civil “confia” na competência dos dois delegados que estão trabalhando no caso.

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20 jan07:05

PT acusa Estado de não priorizar caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Lideranças do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina e o advogado criminalista Luiz Eduardo Greenhalgh terão uma audiência hoje, às 14 horas, como o secretário de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Cesar Grubba, para tratar da investigação da morte do vereador Marcelino Chiarello, ocorrida no dia 28 de novembro do ano passado.

–A Secretaria de Segurança Pública não colocou a investigação da morte do vereador como prioridade – disse o deputado federal, Pedro Uczai, que vai participar do encontro.–Vamos cobrar qual é a posição do Secretário- explicou.Ele disse que está preocupado com a demora na conclusão do laudo do Instituto Geral de Perícias e com a falta de informações sobre o avanço nas investigações.

– Já passaram 50 dias e muito pouco se sabe- argumentou. Até o momento ninguém foi preso e a Polícia Civil não repassou informações sobre possíveis suspeitos.

>> Delegado diz que inquérito está sob sigilo

Uczai considera que o caso deveria receber mais apoio, pois apenas dois delegados ficaram no caso, sendo que um deles, Augusto Mello Brandão, acumulou a delegacia regional nas férias da titular Tatiana Klein Samuel. O outro delegado, Ronaldo Neckel Moretto, responsável pelo inquérito, também acumulou a responsabilidade de investigação de outros crimes. –Por que a DEIC não foi ajudar- questionou Uczai.

O presidente estadual do PT, José Fritsch, considera estranha essa demora e até já ouviu circular boatos de que a tese de suicídio voltaria à tona, mesmo após ter sido descartada pelos delegados que presenciaram a cena do crime.

– Será que estão querendo construir a tese de suicídio- provocou Fritsch. Ele afirmou estar muito preocupado. –Não existe crime perfeito- conclui Fritsch.

A vereadora Angela Vitória, colega de Chiarello na Câmara de Vereadores de Chapecó, sente-se desconfortável com a situação. –É muito angustiante- explicou. Ela teme que a demora atrapalhe o esclarecimento do caso. –Os indícios vão desparecendo- argumenta. A vereadora citou que, se for necessária a exumação do corpo do vereador, que ela seja feita logo para não deixar dúvidas.

O criminalista Luiz Eduardo Greehnhalgh, que atuou em vários casos nacionais como na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, vem para Santa Catarina para discutir a possibilidade de federalizar o caso. Até um abaixo assinado com esse pedido está circulando em Chapecó.

-A sociedade quer uma solução e se a Polícia Federal ajudar será bem-vinda- argumentou Uczai.


Familiares não querem falar sobre o caso

A casa do vereador Marcelino Chiarello, onde ele foi encontrado morto, permanece fechada desde o dia 28 de novembro. A mulher e o filho dele estão com familiares. E não conversaram com a imprensa. Os irmãos do vereador não quiseram falar. Segundo a sogra de Chiarello, Deolinda Guarnieri, a família não está preparada para falar.

– Nós estamos ainda tomando remédio e nem dormimos direito- explicou. Eles estão recebendo acompanhamento psicológico.

Além disso há um receio dos familiares pois não sabem quem matou o vereador. –Ele mexia com muita gente pois não tolerava corrupção- disse a sogra. A família recebeu escolta policial nas primeira três semanas após a morte. Atualmente a Polícia Militar continua fazendo rondas próximo da casa onde estão morando e a família também toma cuidado e informa quando vai sair de casa.

A esposa de Chiarello pediu licença de saúde da escola onde dava aula. Dione Chiarello sempre foi reservada e não gostava muito de aparecer nos eventos públicos. Seu único comunicado foi uma carta que escreveu num panfleto divulgado nos 30 dias da morte do vereador. Lá ela comentava sobre a dor de passar o Natal sem o marido e pai de seu filho e cobrava uma solução para o crime.


MP também demonstra preocupação

A falta de uma solução para o caso da morte do vereador Marcelino Chiarello também está preocupando o Ministério Público. O promotor Fabiano Baldissarelli disse que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) auxiliou na coleta das imagens das câmaras de segurança particulares no trajeto da escola onde o vereador dava aula até sua casa e indicou algumas testemunhas. Mas depois não foi mais solicitado o apoio.

– Nós ajudamos no começo, mas depois eles assumiram e não quiseram compartilhar as informações- disse Baldissarelli.

O promotor disse que a Polícia Civil assumiu o caso sozinha mas até agora não solucionou o caso. –O tempo está passando e a polícia tem que dar uma resposta para a promotoria e para a sociedade- avaliou o promotor.

Baldissarelli entende que o caso da morte do vereador, apesar de ser um crime complexo, não seria um caso para federalização, pois não envolve interesses da União ou interestaduais. –A Polícia Civil não existe só pra resolver furto, senão existem outros 200 casos em Santa Catarina que teriam que ser federalizados- argumentou o promotor.

Mas, se for necessário para esclarecer o caso, até considera válido. Ele informou que o inquérito parcial foi repassado para o promotor Moacir Dalmagro, que será o responsável pela acusação.


Como funciona a federalização

A partir da emenda Constitucional 45, de 30 de dezembro de 2004, foi permitida a transferência da investigação para a Justiça Federal. O pedido deve ser encaminhado ao Procurador Geral da República que faz a solicitação para o Superior Tribunal de Justiça, que repassa a competência do caso para a Justiça Federal. O primeiro caso de pedido de federalização foi no caso do assassinato da freira Dorothy Stang, ocorrida em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, no Pará. Veja o que diz a emenda:

“Artigo 109, parágrafo 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o Procurador-Geral da República, com a finalidade de assegurar o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte, poderá suscitar, perante o Superior Tribunal de Justiça, em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de deslocamento de competência para a Justiça Federal.”




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19 jan17:52

Inquérito do caso Marcelino Chiarello está sob sigilo

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O delegado responsável pelo inquérito da morte do vereador Marcelino Chiarello, Ronaldo Neckel Moretto, disse que não pode passar informações sobre o caso pois na última semana foi decretado sigilo nos autos, pelo Poder Judiciário.


Ronaldo Neckel Moretto, delegado responsável pelo caso, pediu prorrogação para conclusão do inquérito.


Ele pediu a prorrogação para conclusão do inquérito e o novo prazo vence no dia 9 de fevereiro.

Anteriormente ele havia reclamado que a falta do laudo do IGP estaria “amarrando” as investigações.

>> Abaixo assinado para federalizar caso Chiarello

>> Outdoors pedem esclarecimento no caso Chiarello

Sobre a possibilidade de federalização do caso, Moretto disse que é algo previsto na lei. –Não tenho que achar nada, se vier vamos respeitar, não existe melindre- concluiu.


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