Vida

19 set17:56

Ong de Chapecó completa 18 anos

Desde 1994 a Ong Verde Vida realiza em Chapecó programas e oficinas educativas. Atualmente a organização gera emprego e renda para 78 colaboradores e atende 90 adolescentes que participam de 16 oficinas sócio-educativas.

Nestes 18 anos de atuação a Ong, instalada na região dos bairros São Pedro e Bom Pastor, já beneficiou mais de 2 mil adolescentes. Só em 2012, 16 adolescentes que participaram de oficinas foram encaminhados para o mercado de trabalho.

O programa, que processa mais de 300 toneladas de recicláveis por mês, tem parceria com diversas em empresas chapecoenses. Para conhecer mais acesse o site www.verdevida.org.br.


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15 set11:37

Psiquiatra desvenda mitos da loucura

Louco é aquele sujeito que perdeu a razão, que tem pensamentos e ações sem sentido, tem comportamentos distorcidos que fogem à regra: é a “alienação mental” de Philippe Pinel, o pai da psiquiatria moderna — cujo sobrenome virou sinônimo de loucura —, que atuou na França entre o final do século XVIII e o começo do século XIX.

— Hoje em dia, podemos dizer que os sintomas psicóticos são o equivalente à loucura empregada nos meios psiquiátricos no passado. Os sintomas psicóticos ocorrem na esquizofrenia e também costumam ocorrem no transtorno bipolar — afirma o psiquiatra Deyvis Rocha.

Muitas pessoas deixam de ir ao psiquiatra porque isso seria o mesmo que declarar-se louco ou obter um atestado de loucura. O indivíduo que já passou por essa fase crítica e vai ao psiquiatra por algum problema qualquer, como sintomas depressivos ou ansiosos, teme que o seu quadro clínico possa evoluir para um quadro de loucura.

— As pessoas têm medo de perder a razão, o controle sobre si mesmas, sobre os seus pensamentos e os seus atos e de se ver obrigadas a tomar um remédio para ficarem bem — explica o médico.

Em psiquiatria, há um velho ditado utilizado para tranquilizar os pacientes que diz que a pessoa que está ficando louca não sabe que está ficando louca, o que significa que a capacidade de alguém se preocupar com o fato de poder ficar louco é uma segurança de que isso não vai acontecer.

Sendo assim, um transtorno de pânico ou outro transtorno ansioso, como a ansiedade generalizada, as fobias, uma depressão, não vão evoluir para um estado de loucura e de perda da razão, mesmo que seja essa a sensação que se tem quando ocorre uma crise de pânico.

Pode até ser que a pessoa tenha mais de um diagnóstico, como depressão e esquizofrenia, ansiedade e transtorno bipolar, mas não é que uma doença levou a pessoa a ter a outra, mas é que são quadros diversos que, por genética ou por coisas da vida, atingem a mesma pessoa.

Além do tratamento com os remédios chamados antipsicóticos, a psicoterapia pode auxiliar o paciente a lidar com as dificuldades de realizar atividades do dia a dia impostas pelos sintomas.


Conheça os principais transtornos psicóticos que podem levar um indivíduo a loucura:


:: Esquizofrenia

É uma doença mental que afeta a zona central do “eu” e altera a estrutura vivencial. O portador de esquizofrenia, quando em surto, costuma agir em função dos seus delírios e alucinações, perdendo a liberdade de escapar a essas vivências fantásticas. Cerca de 1% da população é acometida pela doença, geralmente iniciada antes dos 25 anos de idade.

— A esquizofrenia se caracteriza por distorções do pensamento, da percepção e por inadequação dos afetos. Usualmente o paciente com esquizofrenia mantém clara sua consciência — explica o psiquiatra Deyvis Rocha.


:: Transtorno delirante

É caracterizada pela ocorrência de ideias delirantes, em geral paranoide (de estar sendo perseguido, de estar sendo alvo de críticas, de as pessoas quererem prejudicá-lo intencionalmente). O delírio tende a ser persistente e algumas vezes crônico. Pode haver alucinações auditivas (ouve vozes que não existem na realidade) e visuais (vê imagens que não existem na realidade), embora alucinações sejam incomuns. O afeto tende a ser inexpressivo.


:: Transtorno esquizoafetivo

Manifesta-se pela ocorrência de episódios de humor intercalados por episódios psicóticos sem sintomas de humor. É importante salientar que dentro dos episódios de humor, quando graves, podem também ocorrer sintomas psicóticos. Existem dois tipos principais: depressivo, onde os episódios de humor são sempre depressivos, e misto, onde ocorrem episódios depressivos, maníacos, hipomaníacos e mistos.


:: Transtornos psicóticos agudos

Têm frequentemente um início repentino, desenvolvendo-se em geral rapidamente no espaço de poucos dias e desaparecendo também em geral rapidamente, sem recidivas. Quando os sintomas persistem, o diagnóstico deve ser modificado para esquizofrenia ou transtorno delirante persistente.


:: Transtorno Bipolar

É uma doença mental em que o paciente alterna estados de euforia e depressão, além de fases de “normalidade” intercaladas. A pessoa pode apresentar alguns sintomas de euforia e de depressão ao mesmo tempo, que são os estados mistos. A causa exata é desconhecida, mas os cientistas acreditam que esteja ligada à genética.


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03 set09:05

Pesquisa identifica lesões mais comuns entre praticantes de corrida

A corrida ganha cada vez mais adeptos e, com o aumento da sua popularidade, crescem também as incidências de lesões musculoesqueléticas. Joelhos, pés, pernas, tornozelo e coluna são as áreas do corpo mais afetadas, de acordo com pesquisa realizada por professores e alunos do Programa de Mestrado em Fisioterapia da Universidade Cidade de São Paulo — Unicid.

Joelhos, pés, pernas, tornozelo e coluna são as áreas do corpo mais afetadas

A pesquisa descreve hábitos, características de treinamento, histórico de lesões e suas possíveis associações entre 200 corredores recreacionais. O levantamento foi realizado com pessoas que correm por lazer há pelo menos seis meses. A maioria era homem (73%), com idade média de 43 anos e volume de treino de 35 quilômetros semanais.

Os pesquisadores verificaram que quem corre há mais tempo tem menos lesões musculoesqueléticas.

— Esse resultado pode estar relacionado com pessoas que, com a experiência, se adaptaram ao esporte e agora entendem melhor o seu corpo e, com isso, criaram um fator de proteção — explica Alexandre Dias Lopes, professor da Unicid.

Dentre os avaliados, 55% relataram alguma lesão musculoesquelética ocorrida nos últimos 12 meses. Os problemas mais recorrentes foram tendinopatias e lesões musculares. Para o estudante Luiz C. Hespanhol Junior, que participou da pesquisa, esses dados indicam um alerta aos participantes do esporte.

— É importante que eles procurem o acompanhamento de um especialista da área da saúde para saber as consequências e soluções para os sintomas — afirma.

O projeto terá continuidade com novas análises que servirão como base de implementação de estratégias de prevenção para profissionais de saúde, permitindo ações efetivas para reduzir as lesões musculoesqueléticas.

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01 set12:23

Uva e vinho contêm composto que dificulta formação de gordura

A uva e o vinho contêm um composto que dificulta a formação de células de gordura, diz uma pesquisa americana publicada no periódico cientìfico The Journal of  Biological Chemistry.

— O piceatannol é composto por uma substância antioxidante que bloqueia a capacidade de novas células de gordura de se desenvolverem e crescerem, auxiliando no controle do peso, retardando a origem de células jovens de gordura e evitando que elas se transformem em células maduras — explica o médico nutrólogo Guilherme Giorelli, da Associação Brasileira de Nutrologia.

O composto também pode diminuir os níveis de açúcar no sangue e reduzir a pressão arterial, prevenindo infartos e doenças do coração. Além disso, ajuda no combate ao câncer, agindo como um bloqueio no crescimento e na dispersão das células cancerosas. Mas Giorelli ressalta que os benefícios do piceatannol são experimentais e não clínicos.

— Esse possível efeito foi percebido em estudos experimentais em animais, mas ainda precisam de comprovação clinica em humanos.

O composto auxilia no aumento do colesterol bom (HDL) e oxida o mau colesterol (LDL). O médico indica que uma taça ao dia é o consumo ideal. O mais recomendado é o vinho tinto seco, por ser o menos calórico — uma taça de 150 ml contém em média 108 calorias.

— É preciso ficar atento, pois o vinho só traz benefícios se for consumido moderadamente. Álcool em excesso pode trazer danos à saúde — afirma Giorelli.

Para ele, o consumo do vinho tinto moderado pode ser diário, porém, não substitui uma alimentação saudável e balanceada.

— O vinho é apenas um complemento para uma vida mais saudável e não uma prioridade — diz.

Para quem não pode consumir álcool, o suco de uva tem o mesmo benefício do vinho tinto. O composto também pode ser encontrado em amoras, frutas vermelhas, maracujá, mirtillo e amendoim.


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29 ago16:53

Dez dicas para se ter bons hábitos alimentares

A equipe de nutrição da marca Nutrella elaborou 10 dicas para uma alimentação mais saudável.

Confira:


1) Beba mais água: seis a oito copos por dia contribuem para o funcionamento do organismo. Além disso, a hidratação adequada traz consequências positivas para intestino, cabelos, pele e unhas. Mantenha uma garrafinha de água sempre por perto. Tire um intervalo da água no trabalho. Crie uma regra com seu copo d’água: estando vazio, encha-o. Coloque seu celular para despertar ou crie alertas no seu e-mail para lembrá-lo de beber água.


2) Evite pular refeições: o ideal é fazer pelo menos três refeições por dia (café da manhã, almoço e jantar), intercaladas por pequenos lanches, com intervalo de três a quatro horas entre as refeições.


3) Inclua alimentos integrais na dieta: alimentos na versão integral, como os pães feitos com farinha 100% integral, contribuem com mais fibras na dieta, ajudando na manutenção das taxas de açúcar no sangue em níveis normais. Além disso, eles são uma ferramenta importante para controle da saciedade e do peso.


4) Fique atento ao sal: o excesso aumenta o risco para hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, além de provocar retenção de líquidos e aquela sensação de inchaço. Utilize pouco sal no preparo dos alimentos, investindo nos temperos naturais (como alho, cebola e ervas frescas e secas). Evite o consumo frequente de alimentos embutidos como salsichas, salames, linguiça e presunto.


5) Atenção com as bebidas alcóolicas: contém 7 kcal por grama, quase tanto quanto a gordura, e não tem nenhum benefício nutricional. Além de ser fonte de calorias vazias, o álcool pode conduzir à hipoglicemia, seguida por picos de fome. O excesso ainda prejudica o funcionamento do fígado.


6) Mantenha o prazer de comer: evite comer rápido, pois o contato mecânico dos alimentos com a mucosa do estômago estimula a produção de substâncias que têm efeito sobre a saciedade. Se uma refeição é feita em 10 minutos, não há tempo de informar o cérebro sobre a satisfação. Logo, comer devagar é necessário para que o organismo perceba a ingestão do alimento e, consequentemente, controle o apetite e a sensação de saciedade.


7) Consuma de três a cinco frutas por dia: além de excelentes opções para os lanches intermediários, contribuem com o fornecimento de vitaminas e minerais, assim como de fibras, que ajudam a manter a glicemia estável e a controlar o peso.


8) Evite grandes restrições: restringir demais a quantidade de alimentos ingeridos faz com que deixe de consumir nutrientes importantes ao organismo. Além disso, excluir algum nutriente (carboidrato, proteína, gordura) por muito tempo prejudica o bom funcionamento do organismo e dificulta manutenção do peso, favorecendo o efeito sanfona.


9) Moderação no consumo de cafeína: alimentos como café, chocolate, refrigerantes a base de cola e chá mate são ricos em cafeína, que em excesso aumenta a liberação de adrenalina. Esse hormônio aumenta a pressão arterial, sobrecarregando o coração. O ideal é ficar com até três xícaras por dia.


10) Mais gorduras boas: óleos vegetais (azeite extra virgem, canola, soja etc.), castanhas, abacate, peixes e creme vegetal contribuem para redução dos riscos de doenças do coração.


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29 ago09:23

Brasileiros ingerem cada vez menos fibras, alerta especialista

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda à população adulta o consumo de 27 a 40 gramas de fibras por dia, mas os brasileiros não só ingerem menos do que o sugerido, como também estão incluindo nas refeições cada vez mais alimentos industrializados pobres em fibras, alerta o gastroenterologista Vladimir Schraibman, do hospital Albert Einstein, de São Paulo.

— A ingestão média de fibras dos brasileiros é insuficiente. Com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D, o consumo de alimentos industrializados pobres em fibras é cada vez maior — diz.

O problema atinge inclusive as criançasdo país, afirma Schraibman, que explica como é feito o cálculo de ingestão de fibras para os pequenos:

— A recomendação da American Health Foundation (Fundação Americana da Saúde) para crianças e adolescentes de 3 a 20 anos é a quantidade correspondente à idade acrescida de 5 a 10 gramas. Por exemplo, uma criança de 10 anos deveria ingerir de 15 a 20 gramas de fibras diariamente.

Segundo ele, além de fornecer nutrientes, as fibras servem como matéria-prima para fermentação de bactérias da flora intestinal, que produzem vitaminas essenciais para o bom funcionamento do organismo e podem evitar doenças do coração, câncer, diabetes e prisão de ventre.

Outra função importante das fibras é que elas regulam o hábito intestinal por meio do aumento do bolo fecal, graças à sua capacidade de reter água associada à fermentação pela flora bacteriana. As fibras beneficiam também os processos de emagrecimento.

— Além de ser um alimento de baixa caloria, as fibras fazem com que estômago demore mais tempo para se esvaziar entre as refeições, causando uma sensação de saciedade precoce e, consequentemente, diminuindo o apetite. Também no intestino, as fibras ligam-se aos sais biliares e, dessa maneira, reduzem a absorção de gorduras — conta o médico.

Mas para ter o efeito correto a ingestão de fibras deve ser acompanhada de consumo de líquidos, pois algumas delas, como as encontradas na maçã, alho, cebola e folhas verdes, só agem no intestino por meio da absorção de água.

— Com pouca oferta de líquidos, as fibras alimentares, principalmente as solúveis, tornam-se ineficientes. Por isso, recomenda-se a ingestão de pelo menos dois litros de água e sucos todo dia.

Substituir o consumo de fibras encontradas nos alimentos naturais por vários suplementos e laxantes à base de fibras não é o ideal, defende Schraibman, que aconselha obtê-las por meio de uma alimentação saudável.

— O consumo de sementes e grãos, assim como chia, amaranto, quinua e linhaça, ajudam a potencializar a concentração de fibras e proteínas no organismo — conclui.


::: Exemplos de mais alimentos ricos em fibras

:: Cereais integrais: aveia,cevada, arroz, pão integral, linhaça e centeio.

:: Frutas: maçã, laranja, abacate e limão.

:: Legumes: batata, beterraba e mandioca.

:: Vegetais: couve, repolho, brócolis e agrião.

:: Grãos: feijão, lentilha, soja, ervilha, milho e grão-de-bico.


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27 ago11:34

Vida de Fronteira em Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Já pensou morar em Santa Catarina, almoçar no Paraná e ir fazer umas compras na Argentina. Para os moradores de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste de Santa Catarina, isso é algo rotineiro. Tanto que essa união já se refletiu até em vários casamentos entre moradores dos dois países.

É que a cidade Catarinense está praticamente emendada com Barracão-PR e Bernardo de Irigoyen (Argentina). São quase 40 mil pessoas que convivem entre dois países, dois estados e uma província e três municípios.

Apenas uma calçada divide os dois países - o lado esquerdo é Argentina e o direito é o Brasil.

Muitas vezes é difícil para as pessoas identificarem se estão em Santa Catarina ou no Paraná. –nem eu sei direito- afirma a cabeleireira Judite Campos. O comerciante Adelino Lourenço explica que um dos indicativos é que no Paraná os postes de iluminação são quadrados e com as cores branca, verde e azul, da bandeira paranaense. Em Dionísio Cerqueira os postes são redondos e com as cores verde e amarela.

Mas esse critério só é válido em algumas ruas centrais das duas cidades e nem sempre o padrão é obedecido. Já o que separa o Brasil da Argentina em Santa Catarina é o Rio Peperi Guaçu. Ele pode ser cruzado pela Aduana Turística de Dionísio Cerqueira, onde mil carros passam por dia. Existe também a Aduana de Cargas, com onde em média 80 caminhões entram o saem do país diariamente.

Na parte fronteiriça de Barracão o que separa as ruas entre os dois países é apenas um barranco com três metros de largura. A diferença é que o nome das lojas do lado argentino normalmente estão em espanhol. E a língua falada no outro lado é espanhol, embora eles entendam bem o português.

Por lá centenas de pessoas passam de um lado para o outro diariamente. A dona de casa argentina Carolina Mello vem para o Brasil comprar carne, açúcar, arroz e derivados de lácteos. E matriculou sua filha de seis anos num curso de dança no Brasil. –Aqui no hay nada- diz, sobre a falta de escolas desse tipo no lado argentino.

Por outro lado a brasileira Maria Rodrigues vai para a Argentina com frequência para comprar farinha, que é mais barata. O fluxo é reflexo das políticas econômicas e cambiais dos dois países.

Há quase duas décadas muitos argentinos vinham fazer compras no Brasil. Mas, nos últimos anos, o fluxo sempre foi maior de brasileiros indo comprar na Argentina. Produtos como vinhos, desodorante e outros produtos de higiene custavam metade do preço. Muitos aproveitavam para abastecer o carro.

Mas, com a inflação argentina, as compras em Bernardo de Irigoyen não estão mais tão vantajosas. Tanto que o fluxo de carros, que chegava a três mil por dia, baixou para mil.

A relação entre os municípios ficou tão intensa que eles resolveram se unir, formando o Consórcio Intermunicipal da Fronteira, reunindo os três municípios mais Bom Jesus do Sul, cidade paranaense que fica a oito quilômetros de Barracão. Os municípios brasileiros criaram até uma patrulha mecanizada conjunta, receberam investimentos federais para transformar o hospital de Dionísio Cerqueira num hospital regional e, em conjunto com a Argentina, estão construindo o Parque Turístico Ambiental, que deve ser concluído ainda neste ano, com investimento de R$ 13 milhões.

-Antes as cidades se viam como rivais, hoje trabalham em conjunto- concluiu o presidente da Associaçaõ Comercial e Industrial de Barracão, Dionísio Cerqueira e Bom Jesus do Sul, Carlos Vanderley Porfírio. O resultado é que a fronteira está ficando mais bonita.



Irmãos de sangue, mas com nacionalidades diferentes

Ramon Mendoza, 62 anos é argentino e tem um comércio em Bernardo de Irigoyen. Davi Mendonça, 55 anos é brasileiro e mora em Dionísio Cerqueira. O que os dois têm em comum? Eles são irmãos de pai e mãe. O pai, Eduardo Aleixo Mendonça, que era natural de Campo Erê ficou um tempo sem trabalho fixo e, durante as andanças pela fronteira, encantou-se pela argentina Maximina Ramalho, com quem teve cinco filhos. –Ele vivia um tempo no Brasil, um tempo na Argentina- explicou Ramon. Ele e Antonia, já falecida, foram morar na Argentina, onde nasceram. Davi, Luiz Carlos e Maria, que são brasileiros, moram em Santa Catarina.

Ramon chegou a morar no Brasil por quase 20 anos, quando o pai foi trabalhar na Polícia Militar de Barracão, onde chegou a ser comandante do Destacamento. Mas, quando chegou a hora de prestar serviço militar, Ramon foi defender as cores de seu país natal. Daí ficou morando no lado de lá da fronteira. E, como não poderia deixar de ser, torce para a seleção argentina nos jogos contra o Brasil. – Mas é uma rivalidade boa- brinca. Quando o Brasil joga com outras seleções, ele se une aos irmãos. Ramon sabe falar bem o português. Por outro lado, Davi não sabe muitas palavras em espanhol.

Mas isso não impede que eles se reúnam com frequência. Afinal, o churrasco é apreciado dos dois lados da fronteira.


Amor com sotaque

O amor não respeita os limites geográficos e políticos. Tanto que é comum casamentos entre brasileiros e argentinas e, principalmente de brasileiras com argentinos.

– As brasileiras estão invadindo o lado de cá, no cassino e no boliche- confirmou a dona de casa argentina Carolina Mello.

No cartório de registros civis de Dionísio Cerqueira são registradas anualmente quatro uniões internacionais. Mas as funcionárias garantem que existem bem mais, só que não são oficializadas. Um dos casos é da dentista Michelli Costa, 30 anos, e do corretor de Seguros, Hector Oscar Ponce, de 29 anos.

Eles se conheceram no início de 2007, num show musical num cassino de Bernardo de Irigoyen. Há um ano estão noivos e já convivem em união estável. Mas pretendem em breve oficializar o relacionamento.

O casal resolveu fixar residência no lado brasileiro pois no Norte argentino sofre com alguns problemas de infraestrutura, como as frequentes quedas de energia.

Para Hector, as brasileiras se arrumam melhor, usam roupas mais estampadas. –Elas são mais alegres- avaliou. Já o que atraiu Michelli, foi justamente o contrário. No outro lado da fronteira, os homens usam estampas mais lisas, manta e boina.

–Os argentinos são mais certinhos, eu sou mais pilhada e ele é mais tranquilo- explicou. O carisma, charme argentino também marcaram ponto.

Outra coisa que atraiu Michele foram os costumes. Na gastronomia, os argentinos têm alguns pratos, como tripa assada, eu não tem no Brasil. Na música, o ritmo predominante é a “cumbia” e o rock argentino também é diferente.

A dentista lembra que no início não foi fácil se comunicar com os parentes do namorado. –Todo mundo ria do que eu falava- lembrou. Por isso teve que aprender a falar espanhol.

Hector ainda fala poucas palavras em português e também já passou das suas. Ele não conhecia o strogonofe e quando foi convidado para comer este prato criou uma expectativa enorme. –Veio arroz, carne com molho e salsa e batata palha e eu pensei, cadê o strogonofe?-lembrou.


Cozinhando em Santa Catarina e dormindo no Paraná

A aposentada Vera Janete Motta Barreiro lava a roupa e cozinha em Santa Catarina mas assiste televisão e dorme no Paraná. É que o apartamento do prédio onde mora fica exatamente na divisa entre os dois estados. Ela lembra que no terreno que seu pai comprou há 52 anos, a divisa foi estabelecida pela queda de água. Por isso a frente do prédio ficou no Paraná e os fundos em Santa Catarina. O IPTU do Apartamento e o endereço das cartas é de Barracão. O IPTU da garagem é de Dionísio Cerqueira.

A água é fornecida pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que abastece os dois estados. A energia elétrica é fornecida por uma empresa do Paraná. E o prefixo do telefone é o mesmo de Dionísio Cerqueira.

Janete já votava em Santa Catarina mas agora é eleitora do Paraná. Mas quando manda cartas e encomendas para familiares em Florianópolis, vai na agência dos Correios em Dionísio Cerqueira. Senão os envelopes viajam até Curitiba antes de chegarem ao destino, demorando mais.

Parece confuso, mas ela já está acostumada. –Para nós é normal-disse. Afinal, várias vezes ao dia ela está com um pé em Santa Catarina e outro no Paraná.


Associação Comercial une dois estados mas sofre com burocracia

Desde que foi fundada, há 37 anos, a Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira e Barracão representas as cidades paranaense e catarinense. Recentemente também adotou o município paranaense de Bom Jesus do Sul. A sede da Associação, fica exatamente na divisa entre os dois estados. Na sala de reuniões, parte das pessoas fica num estado e a outra parte no outro.

O presidente, Carlos Vanderlei Porfírio, é paranaense. E a secretária executiva, Andressa Stamm, é catarinense.

Mesmo com o objetivo de integrar, a associação enfrenta algumas dificuldades. Recentemente, numa feira em Dionísio Cerqueira, alguns expositores de Barracão não puderam passar para Santa Catarina com seus produtos, como queijo, devido a barreiras sanitárias.

Por isso a próxima feira deve ser realizada na divisa. Já houve casos que técnicos de Santa Catarina estiveram na associação e não puderam dar o curso para empresários do Paraná. Por isso os eventos contam com representantes de entidades dos dois estados, para ninguém ser discriminado.

Porfírio disse que já teve contratempos burocráticos por morar no Paraná e ter escritório em Santa Catarina. Também não teve reconhecido no Brasil o Mestrado que fez em Posadas, na Argentina.

Apesar da proximidade, a secretária executiva conta que as características culturais são mantidas. Andressa disse que sabe diferenciar um brasileiro de um argentino pelo cabelo e o jeito de se vestir. A erva-mate dos vizinhos é mais grossa e geralmente bebida com água fria, o chamado tererê, diferente da água quente do chimarrão brasileiro. –Alguma coisa é comum, mas geralmente é cada um na sua- explicou.



COMO FUNCIONAM AS REGRAS NA FRONTEIRA

FLUXO DE PESSOAS- De acordo com informações da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, o cidadão “fronteiriço” pode atravessar a fronteira quantas vezes quiser durante o dia, sem necessidade de documentação de imigração. A regra vale para os dois lados. O que eles não podem é sair dos limites dos municípios de fronteira, sob pena de deportação. O argentino que quiser ir a Chapecó, por exemplo, precisa da tarjeta de imigração.

CARGAS- É obrigatório o despacho aduaneiro e passagem pela aduana de cargas COMPRAS PESSOAIS- Os brasileiros podem comprar na Argentina dentro da cota de US$ 300 e há um limite por produtos. No caso do vinho, uísque e espumante, que é mais barato no país vizinho, há um limite de 12 litros por pessoa. Produtos de origem animal e vegetal não podem ser trazidos, além de partes e peças de veículos.

IRREGULARIDADE- O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que o único local alfandegário para cruzar a fronteira é pela aduana. Ele afirmou que a prática de fazer compras e atravessar a fronteira pelo barranco, como é comum, não é autorizada e é passível de apreensão. Só que os órgãos fiscalizadores acabam não tendo estrutura e pessoal para impedir essa prática.


Fonte: Delegacia da Polícia Federal e Receita Federal




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24 ago14:27

Programa de assistência social promove qualidade de vida para idosos de Chapecó

O Programa de Atendimento ao Idoso da Unochapecó, desenvolvido pela Diretoria de Extensão, oferece atividades diárias para pessoas com 60 anos ou mais. As oficinas são temáticas e promovem a saúde preventiva, meio ambiente, cultura, esporte e lazer, cidadania, inclusão digital e orçamento familiar. São desenvolvidas de segunda a sexta-feira, nas dependências da Unochapecó, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30.

O projeto tem como finalidade o desenvolvimento de ações que promovam a autonomia e a consciência crítica, bem como a disseminação de conhecimentos importantes para o envelhecimento saudável, entre outros. Cada idoso pode participar de quantas atividades forem de seu interesse.

Cada uma das atividades proporciona aos idosos momentos de aprendizado e descontração. As aulas de informática, por exemplo, possibilitam o contato com um novo mundo para os idosos. Cursando a segunda aula de Inclusão Digital, Izaira Borges Bentes comenta que seus filhos têm computador em casa, mas não disponibilizam tempo para ensiná-la a usar.

- Quero aprender bem, para um dia poder conversar com meus filhos e parentes que moram longe – planeja Izaira.

Os idosos atendidos pelo projeto também possuem a oportunidade de se alfabetizar, como instrumento para a garantia de direitos e o conhecimento do mundo. As bolsistas do Projeto Literatório da Unochapecó são responsáveis pelas atividades de iniciação a leitura e escrita. Fontor Dutra da Silva, usuário do programa, nunca frequentou a escola. Segundo ele, a única coisa que sabe escrever é o nome.

- Eu vim aqui conhecer as letras e aprender a ler para um dia poder escrever uma cartinha para minha mulher – declarou Fontor com bom humor.

Para a acadêmica de Letras e bolsista do Literatório, Jucélia de Souza, trabalhar com a terceira idade é uma grande troca de conhecimentos.

- Nós os alfabetizamos, mas também aprendemos muito com eles, é uma experiência gratificante – enfatiza Jucélia.

Desenvolver o intelecto, estimular a memória, ser inserido no mundo do conhecimento e das tecnologias é de extrema importância também para quem já passou dos 60 anos. Para que essas atividades sejam realizadas, é essencial que a saúde física esteja em dia. É pensando nisso que o Programa de Assistência Social da Fundeste/Unochapecó de Atendimento ao Idoso promove atividade física duas vezes por semana. Segundo a coordenadora, Ivany Nair Pavan, o programa procura oferece o desenvolvimento do protagonismo e da autonomia dos idosos, a partir de seus interesses, demandas e potencialidades dessa faixa etária, visando o envelhecimento saudável.

- A convivência e troca de experiências possibilitam o autoconhecimento e o autocuidado – complementa Ivany.

O Programa de Assistência Social da Fundeste/Unochapecó de Atendimento ao Idoso é desenvolvido em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) regional situado no Bairro Efapi em Chapecó. O projeto tem capacidade para atender até 150 pessoas e ainda há vagas. Interessados em fazer parte do programa podem se inscrever gratuitamente no Cras – Efapi, localizado na Rua Uru, esquina com Curuíra, próximo ao Bairro Tiago. Para mais informações o telefone é o (49) 3321-8176.


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19 jul18:35

Criado o Dia em Defesa da Vida, da Democracia e da Justiça

O vereador chapecoense Marcelino Chiarello será homenageado com o Dia em Defesa da Vida, da Democracia e da Justiça. A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou na terça-feira, dia 17 de julho, o Projeto de Lei 579/2011, de autoria da Bancada do PT. A data instituída é dia 28 de novembro, data em que o vereador foi encontrado morto dentro de casa em 2011.

Marcelino Chiarello foi seminarista da Diocese de Chapecó, atuou como professor de filosofia na rede pública estadual e ocupou alguns cargos durante o governo petista do município.

>> Corpo de Marcelino é enterrado novamente em Chapecó

Chiarello foi eleito vereador pela primeira vez em 2004. Em sete anos de mandato, Chiarello foi reconhecido como o líder político de oposição na Câmara de Vereadores.

O Projeto segue agora para sanção do Governador do Estado.


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14 jul16:26

Vida saudável garante boa gestação para filhas, netas e bisnestas

A todo momento somos lembrados que bons hábitos alimentares e exercícios físicos são um fator importante para uma vida saudável. Mas você sabia que esses benefícios, no caso das mulheres, podem ser extendidos a gerações futuras? Confira então o que diz o médico Roberto Muller, pediatra especialista em genética:

— Aquelas que são adeptas de bons hábitos alimentares, não fumam, não exageram no consumo de bebidas alcoólicas e praticam atividades físicas contribuem para uma excelente gestação das três gerações futuras, como filhas, netas e bisnetas — garante.

Muller alerta, no entanto, que os bons hábitos precisam ser adotados durante toda a vida e não apenas no período gestacional, já que os bebês saudáveis são reflexos de uma vida regrada e sem exageros.

— É no útero da mãe que se começa um projeto de vida. A maneira como se vive o hoje é o reflexo do amanhã. Por isso, o estilo de vida torna-se fundamental no prolongamento da vitalidade que irá perpetuar para as gerações futuras — diz Muller.


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