Vida

10 jun16:55

Perda repentina de peso aumenta probabilidade de doenças

Carências nutricionais de vitaminas e minerais são riscos que as irresponsáveis atitudes em nome do emagrecimento imediato podem proporcionar.

— Compromete o rendimento dos competidores, levando ao desenvolvimento de câimbras, hipoglicemia, fadiga e desidratação — diz Natalia de Primo Bailão, nutricionista do Hospital Sepaco.

De qualquer modo, se o indivíduo precisa realmente recorrer à perda repentina de peso, é preciso levar em consideração o histórico de doenças como hipertensão, problemas renais e diabetes.

— Quando visa uma perda de peso significativa é necessária uma dieta programada de restrição calórica — ressalta.

Um método bastante utilizado para eliminar peso é o uso de diuréticos. Entretanto, o Dr. Koshiro Nishikuni, neurocirurgião do Hospital Santa Cruz, alerta que esta substância causa danos ao organismo, pois pode provocar a perda de potássio, a acidose metabólica e a hiperuricemia, ou seja, a presença de níveis altos de ácido úrico no sangue.

Segundo o médico, a perda de água pode diminuir a força, e aumentar a tensão e a ansiedade.


Atletas de MMA

No MMA, esporte em ascensão no cenário mundial, esta prática pode ser observada em diversos atletas, como é o caso do competidor Anderson Silva, atual campeão mundial dos pesos médios, até 84 kg, do Ultimate Fighting Championship, maior campeonato de artes marciais mistas. O atleta brasileiro perde até 16 kg antes das lutas. Para isto, a preparação é feita com uma equipe multiprofissional que inclui nutricionistas, preparadores físicos e apoio psicológico.

A pesagem dos competidores é feita 24 horas antes do evento. Após este episódio, os atletas iniciam um trabalho para ganhar peso e entrar na luta com força máxima. Para recompensar a ausência de carboidratos, os atletas consomem muita massa e frutas para repor o peso perdido. Em algumas situações, injeções de soro na veia são utilizadas para ajudar o peso voltar ao normal.


50 Cent

Em 2010, um dos ídolos da música mundial, o cantor 50 Cent, enfrentou um novo desafio em sua carreira. O rapper norte-americano emagreceu 25 kg para interpretar um personagem portador de câncer no filme Things Fall Apart. Baseado em uma dieta líquida e três horas diária de exercícios físicos, o cantor perdeu o peso em nove semanas.


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25 mai09:46

Dificuldade na distinção de cores gera problemas a motoristas daltônicos

O daltonismo ou dicomatropsia é uma doença que provoca a confusão na percepção das cores, principalmente entre o verde e o vermelho. Trata-se de uma condição transmitida geneticamente num padrão recessivo, mas pode também surgir devido a outras causas, como por exemplo lesões no olho ou no cérebro.

O distúrbio, que era desconhecido até ao século 18, recebeu esse nome em homenagem ao químico John Dalton, primeiro cientista a estudar a anomalia de que ele mesmo era portador. Uma vez que esse problema está geneticamente ligado ao cromossomo X, acaba sendo de ocorrência muito mais comum entre os homens.

Os portadores do gene anômalo apresentam dificuldade na visualização de determinadas cores, como o verde e o vermelho, o que causa distorções na visualização de diversas cores do espectro. Isso ocorre devido ao mau funcionamento dos cones existentes na retina, dando uma percepção incorreta de certas cores.

O tipo mais comum de daltonismo é aquele em que a pessoa não distingue o vermelho do verde. Aquilo que, para uma pessoa é normal, é verde ou vermelho, para esse daltônico é cinzento em várias tonalidades. O motorista com esse tipo de daltonismo pode contornar o problema de distinguir as luzes do semáforo observando suas posições, pois pelas cores não é possível.

Em número menor, existem daltônicos que confundem o azul e o amarelo. Outro tipo raro é aquele em que as pessoas só enxergam preto, branco e cinzento.


Problemas para dirigir

Uma das principais dificuldades para quem tem o problema é depender de outros para andar de carro. No Brasil, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 2008, determina que os candidatos à direção de veículos devem ser capazes de identificar as cores verde, amarela e vermelha: ou seja, em alguns casos, estão impedidos de tirar carteira de habilitação.

Porém, em algumas cidades, como São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) instalou faixas refletivas brancas nos semáforos para facilitar a diferenciação das cores. O ajuste, simples e de baixo custo, não tem previsão de implementação em Porto Alegre.

Assim como qualquer pessoa, os daltônicos devem fazer todos os exames como o psicotécnico e o de vista para se tirar a carteira.

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4.937/09, do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que altera os formatos das lentes de semáforos para beneficiar os daltônicos. Segundo a proposta, as com foco vermelho serão quadradas, as amarelas, triangulares e as verdes, circulares. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro determina que todas as lentes sejam circulares.


Diagnóstico

Existem dois métodos para identificar o daltonismo. Um deles é aplicado para identificar o defeito congênito e, o outro, para o adquirido. Para diagnosticar o congênito, o Método de Ishihara é a mais utilizada. Este procedimento consiste na exibição de uma série de 32 cartões coloridos, cada um contendo vários círculos de cores ligeiramente diferentes. O número de acertos pode variar conforme o grau e o tipo de daltonismo. Para diagnosticar o daltonismo adquirido, a técnica mais utilizada é mais complexa.


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08 mai14:35

Falar de si mesmo nas redes sociais é tão prazeroso quanto comida e sexo

A pesquisa, conduzida por Diana Tamir e Jason Michel, do Departamento de Psicologia da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, aponta que as pessoas dedicam de 30 a 40% de suas conversas para falar de si mesmas. A porcentagem sobe para 80% quando se trata de conversas nas redes sociais, como Facebook e Twitter.

— Queríamos saber porquê, de maneira constante, as pessoas divulgam informações pessoais em conversas pela internet, com conhecidos ou desconhecidos, com quem quer que as escute — conta Diana Tamir.

Os pesquisadores colocaram à prova teorias recentes de que as pessoas atribuem grande valor às oportunidades de comunicar o que sentem e pensam para outras pessoas, e ao fazer isso, são ativados mecanismos neurais e cognitivos associados à gratificação.

— Falar de si mesmo faz bem. Sabemos que não compartilhar a informação, especialmente emocional, pode ter efeitos negativos para a saúde — afirma a pesquisadora.

Foram feitos cinco estudos, realizados com grupos de 20 até 200 pessoas, onde se concluiu que comunicar sentimentos é tão prazeroso quanto comer ou fazer sexo. Durante os testes, foi oferecido dinheiro para os participantes que optassem responder perguntas relacionadas à outras pessoas, como o presidente Barak Obama. Mesmo assim, as pessoas preferiram falar de si do que ganhar o dinheiro.

A pesquisa, que utilizou ressonância magnética para acompanhar a atividade cerebral enquanto os indivíduos falavam de si, foi realizada com pessoas que moram perto da Universidade de Harvard. O resultado está publicado na edição desta semana da revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).


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16 abr14:21

Dia do Pedal em Chapecó

O uso de bicicletas está se multiplicando em Chapecó. Como incentivador de ideias para melhorar o bem-estar da população onde está inserido, um supermercado da cidade é um dos apoiadores do Dia do Pedal, que acontecerá em Chapecó no feriado de 1º de maio, Dia do Trabalho.

A iniciativa do Sesc Chapecó objetiva difundir a bicicleta como meio de transporte saudável e ecológico, em prol da qualidade de vida e da integração social. As atividades do Dia do Pedal terão inicio às 14h em frente a Catedral Santo Antônio, com as inscrições para os ciclistas e atividades recreativas, educacionais e culturais.

A inscrição é gratuita e aberta para todas as idades. As primeiras 550 pessoas a se inscreverem receberão kits, com camiseta, pochete e pulseira para sorteio de bicicletas e brindes no final do passeio. Às 16h será realizado um aulão de alongamento e às 16h15 inicia o passeio ciclístico, que irá percorrer as principais ruas de Chapecó.

Segundo a gerente de marketing do Celeiro, Roberta Warth, o supermercado incentiva a cultura, o esporte e tudo que promova o bem-estar da comunidade.


Prêmio extra

Conforme a organização do evento, este ano os grupos institucionais, empresariais ou escolares que inscreverem 50 ciclistas até 27 de abril às 18h no Sesc Chapecó, terão como prêmio uma bicicleta por grupo. No dia do evento, o grupo deverá confirmar as inscrições dos 50 integrantes, cada um com uma bicicleta para ganhar o prêmio.


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14 abr15:18

Valorize a sua imagem com um comportamento ético e gentil

A pressa e a rotina podem fazer com que as pessoas relaxem nas boas maneiras e passem por cima de gentilezas que podem fazer toda a diferença tanto nos seus relacionamentos pessoais como nos profissionais. Regras simples de etiqueta podem melhorar a convivência em grupos.

A consultora de imagem da Boucle, Gabí F. Souzä, que orienta suas clientes a se preocuparem não só com seu visual mas também com a forma como se comportam, dá dicas para resgatar a gentileza no dia a dia.

— Afinal, a imagem que uma pessoa transmite às outras não é construída só pela aparência — afirma Gabí.

A falta da prática dessas regras de boa convivência faz com que a sociedade valorize o comportamento das pessoas que agem de maneira ética. Dê o primeiro passo e faça a sua parte:

— Expresse cortesias às pessoas ao seu redor. Você já disse “bom dia” hoje? Cumprimente o porteiro, o faxineiro, os funcionários ou colegas de trabalho, manobristas. Todas as pessoas merecem receber cortesia.

— Quem chega, cumprimenta primeiro. Quando receber a cortesia, é grosseiro não responder. Se encontrar o vizinho no elevador cumprimente-o. Quando sair, diga até logo.

— Diga obrigado (a) à sua faxineira, seu funcionário ou a qualquer pessoa que lhe preste serviço, mesmo que diário.

— Se trombar com alguém na rua, peça desculpas imediatamente. Ninguém é obrigado a adivinhar e muito menos a compreender sua pressa ou descuido.

— O corpo fala! Use o sorriso como uma forma agradável e sincera de cumprimento. Sorrisos aparentemente falsos podem criar um clima desconfortável.

— Assim como o sorriso, o aperto de mão também deve ser agradável. Nunca sacuda os braços durante o aperto de mão, também não deixe a mão mole ou aperte com a pontinha dos dedos transmitindo insegurança.

— Numa reunião, por exemplo, só se estende a mão a todos se o número de pessoas for pequeno, caso contrário, cumprimente a distancia de forma geral e amistosa. Para esta situação, estenda a mão apenas às pessoas próximas ao seu assento.

— Cumprimentar com beijo é um hábito cultural brasileiro. Em outros países pode significar invasão de espaço, grosseria e até assédio sexual. Ao cumprimentar estrangeiros, melhor aguardar iniciativa deles.

DONNA DC



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05 abr11:58

Programa Pão da Vida tem espaço inaugurado em Xanxerê

Foi inaugurado na tarde desta quarta-feira, dia 4, o espaço que irá desenvolver o programa Pão da Vida. Criado através do projeto de lei BLB 064/2011, o programa consiste na realização de Oficina de Panificação, a fim de oferecer um espaço de inclusão social, contribuindo na melhoria da qualidade de vida da população usuária.

Para a secretária do Desenvolvimento Social, Neusa Moscon, o programa Pão da Vida será um instrumento de auxílio na prevenção às expressões da questão social, como o trabalho infantil, violência, drogadição, dentre outros, por meio do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, encaminhamentos a rede interna e social e possibilidade de aprendizado, capacitação de adolescentes, visando à profissionalização.

- Através deste projeto vamos atender, neste momento, 20 jovens de15 a18 anos, oportunizando profissionalização – destaca a secretária.

O projeto objetiva oportunizar ao público jovem a formação profissional qualificada, permitindo acesso ao trabalho e renda, resgatando a cidadania e promovendo a autonomia dos jovens e suas famílias.

Neste primeiro momento os jovens terão a parte teórica. A partir de maio deve iniciar a produção de pães, cujo objetivo é produzir 10 mil pães por semana. Segundo a secretária, cerca de 80% da produção será destinada ao programa Leite Pão Amigo, principal programa implantado pela Secretaria de Educação no início de 2009, o qual distribuiu seis pães e um ou dois litros de leite (dependendo da idade do aluno) toda sexta-feira, àqueles que não faltaram às aulas durante a semana.


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11 jan08:29

Haitianos buscam vida nova em Santa Catarina

Dois anos após o terremoto que transformou em escombros a capital do país mais pobre das Américas, a saída para muitos haitianos têm sido procurar no Brasil as condições de vida que não existem dentro de suas fronteiras — onde 60% da população está desempregada e 4,5 milhões sofrem com a escassez de alimentos.

E Santa Catarina está incluída na rota de oportunidades. Vários haitianos já estão trabalhando no Estado, principalmente na Região Oeste, onde oficialmente vivem 32. Eles foram trazidos por empresas que sofrem com falta de mão de obra e viram nos refugiados uma importante força de trabalho.



Irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil.



Na fronteira brasileira com o Acre, Brasileia é um dos pontos de entrada de cerca de 4 mil haitianos que já chegaram ao Brasil desde janeiro de 2011. Sozinhos ou em famílias, enfrentam um roteiro complexo, com passagens por outros países, até alcançar o Norte brasileiro.

Ali, protocolam um registro de refúgio em um posto da Polícia Federal, onde recebem a autorização provisória para permanecer no Brasil. O Brasil tomou esta decisão por questões humanitárias. A previsão é de que, em 90 dias, estejam com um visto humanitário em mãos, com direito a usar o Sistema Único de Saúde e trabalhar de carteira assinada, como ocorrerá na indústria de massas gaúcha.


>>> Clique para ver o trajeto dos haitianos até o Brasil


Risco de migração em massa

Ao mesmo tempo em que lidera a força de paz no país caribenho desde 2004, o Brasil agora é confrontado com uma realidade que ainda aprendendo a lidar: o risco de uma migração em massa na fronteira. Dos 1,6 mil que já conseguiram regularizar sua estadia, acredita-se que 800 já conseguiram emprego, especialmente na construção civil em São Paulo, Rondônia, Pará e Brasília. O cálculo é do representante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre em Brasileia, Damião Borges.

Há um ano acompanhando os haitianos na cidade, Borges está acostumado a que os caribenhos lhe enumerem as razões da imigração: admiração pelo futebol, simpatia pelos brasileiros que participam da missão de paz das Nações Unidas no Haiti, confiança de que o crescimento econômico e a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas lhes garantirá uma vaga de trabalho. Uma decepção, porém, já foi detectada no sonho brasileiro: os salários são consideravelmente menores do que os R$ 1,5 mil ou R$ 2 mil que esperavam receber.

A partir de terça-feira, a Polícia Federal, em parceria com o governo do Acre e a prefeitura de Brasileia, passou a emitir 40 vistos por dia na cidade, facilitando a contratação de mão de obra haitiana.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou medidas para tentar limitar a entrada dos imigrantes e garantiu que será concedido visto para os 2,4 mil haitianos que ainda não conseguiram regularizar sua situação. Para o governo, também é importante reforçar a fronteira do Brasil com Peru, Equador e Bolívia para evitar a “rota ilícita de imigração” e a atuação de “coiotes” na região.


Força de trabalho no Oeste

Funcionários negros com sotaque espanhol, misturado com algumas palavras de francês, já fazem parte da rotina de algumas empresas de Chapecó, em Santa Catarina. A empresa Fibratec, fábrica de piscina e caixa d’água, foi a primeira a contratar os haitianos, há cerca de seis meses.

Um dos diretores da empresa, Érico Tormen, disse que seu sócio estava fazendo uma obra no Acre, quando viu dezenas de haitianos em Brasiléia. Como eles estavam procurando trabalho, e a empresa tinha dificuldade de encontrar mão-de-obra, fizeram a proposta para contratá-los.

Na primeira leva, nove haitianos foram contratados. O custo com o transporte foi de R$ 1,5 mil por pessoa, segundo Tormen. A Fibratec chegou a contratar 24 haitianos. Desses, 13 ainda estão na empresa. Alguns desistiram pois não se adaptaram ou não gostaram do emprego e foram buscar outro trabalho.

— Outras empresas também pediram trabalhadores já que há escassez de mão-de-obra na região — disse Tormen.

Cinco haitianos foram para uma empresa de materiais de construção, dois para uma revenda de peças e acessórios de automóveis e dois para um restaurante de Palmitos. Outros ainda estão procurando emprego. Tormen disse que o relacionamento dos haitianos com os demais funcionários é muito bom.

— É ótimo, todo mundo gosta deles — avaliou.

Antes da contratação de estrangeiros, as empresas precisam comunicar a Polícia Federal. No caso dos haitianos, eles devem informar quando houver mudança de endereço. Na delegacia da Polícia Federal de Chapecó a informação é de que os haitianos que fizeram essa comunicação estão legais. Não há informação de clandestinos na cidade. Entre os desafios enfrentados no dia-a-dia pelos haitianos está a língua. A comunicação geralmente é em espanhol. Mas os haitianos já se viram no português.


>>> Confira as fotos dos haitianos em SC


Seis dias de viagem

Os irmãos Wendales Zephirin e Lichelet Zephirin, viajaram seis dias para chegar no Brasil. Eles pegaram avião na República Dominicana e foram até o Equador. Depois foram de ônibus até o Peru e vieram de carro até o Acre, onde chegaram em 24 de abril do ano passado. Desde 11 de julho trabalham em Chapecó. Wendales era pedreiro e Lichelet costureiro.

— Lá não tinha muito trabalho — disse Wendales.

Em Chapecó trabalham na fabricação de piscinas. Provenientes de uma família de 13 irmãos, os Zephirin mandam cerca de R$ 250 a R$ 300 cada um para o Haiti. Eles ganham cerca de R$ 850 por mês. Wendales trabalhou na República Dominicana e até ganhava mais por dia, mas não era sempre que tinha trabalho. Seu objetivo é tentar ganhar um pouco mais no Brasil e assim poder guardar dinheiro.


Estudantes na UFSC

Diferente dos haitianos que vêm ao Estado em busca de trabalho, 29 jovens do Haiti desembarcaram em Florianópolis, em agosto do ano passado, para dar continuidade aos estudos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As instituições de ensino do país caribenho foram destruídas com o terremoto de 2010. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Estadual de Campinas e a Federal de São Carlos também receberam estudantes haitianos.

Por 18 meses — dos quais seis são para aulas de português e um ano para continuar a faculdade — a UFSC é a responsável por eles. Ainda que com certa dificuldade, mas sem trocar ou errar as palavras, o estudante de economia, Jean Samuel, 27 anos, está gostando da vida em Florianópolis. As primeiras semanas foram difíceis, por causa da saudade de casa. Apesar dos telefonemas para ao Haiti serem semanais, ele ganhou uma nova família aqui, formada pelos 29 colegas haitianos. Jean mora no Bairro Pantanal e considera a UFSC bem organizada.

Para o secretário de Relações Institucionais e Internacionais da universidade, Enio Pedrotti, a experiência é positiva para os dois lados. Os haitianos estão tendo contato com pesquisas feitas na UFSC, conhecendo a cultura e hábitos brasileiros, como a relação com o lixo. Se antes eles eram acostumados a jogar lixo no chão, hoje eles já dão a destinação correta. Em uma das aulas de português, o grupo foi a Jurerê Internacional entrevistar os turistas. Para Pedrotti, também saem ganhando os alunos da UFSC.

— Por enquanto, os haitianos estão fechados no grupo deles, mas depois eles vão ter contato com os outros alunos, nas aulas de graduação. O estudantes daqui também vão aprender muito na convivência.


Colaborou: Rossana Silva, Darci Debona e Julia Antunes Lorenço.


DIÁRIO CATARINENSE

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25 dez14:18

Pesquisa avalia estilo de vida de adolescentes das escolas estaduais de São Miguel do Oeste

O secretário de Desenvolvimento Regional de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, recebeu, em dezembro, os resultados do projeto realizado pelo curso de Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), campus de São Miguel do Oeste. O foco da pesquisa foi o estilo de vida, características antropométricas e composição corporal de adolescentes na região de São Miguel do Oeste.

De acordo com a coordenadora do projeto e coordenadora do curso de Educação Física da Unoesc, Andréa Jaqueline Prates Ribeiro, a pesquisa foi constituída por uma amostra de 982 adolescentes de 14 a 17 anos, sendo avaliado o estilo de vida dentro das categorias: atividade física, nutrição, relacionamentos interpessoais, estresse e comportamentos, além do Índice de Massa Corporal (IMC), porcentagem de gordura, circunferência de cintura e quadril.


Resultados

A coordenadora Andréa especifica que no componente Nutrição, a prevalência foi de indivíduos classificados com índice regular. Já para os componentes Atividade Física, Comportamento Preventivo, Relacionamentos e Controle de Stress, a prevalência dos adolescentes foi para o índice positivo. – Isso demonstra que o resultado quanto à classificação geral do estilo de vida foi positivo. Mas o que precisar ser alertado é o trabalho que deve ser realizado nas escolas quanto ao componente Nutrição que apresentou resultados regulares – esclarece.

Nos componentes Índice de Massa Corporal (IMC), porcentagem de gordura, circunferência de cintura e quadril, os resultados ficaram entre normal e adequado. A coordenadora destaca que os índices foram positivos, mas que todos os alunos foram orientados com palestras educativas que abordaram orientações como a prática de atividade física, nutrição, aspectos psicológicos e monitoração da pressão arterial, glicose e colesterol.

Os resultados foram entregues pela coordenadora do projeto à Gerência Regional de Educação. – Apresentamos dados específicos de cada escola, sendo possível a realização de um trabalho adequado as necessidades em cada unidade escolar – declara Andréa. As secretarias de Educação e Saúde também estão de posse dos resultados, para que as mesmas tenham subsídios para elaborar ou até mesmo restaurar suas metas de trabalho em relação à saúde pública.

O secretário regional Wilson Trevisan menciona que o projeto desenvolvido e os resultados apontados irão orientar os trabalhos nas escolas voltados aos componentes da pesquisa. – Com os índices, ficará mais fácil planejar o que será desenvolvido nos educandários -  afirma.


Recursos

De acordo com a coordenadora do projeto, Andréa Jaqueline Prates Ribeiro, a pesquisa foi desenvolvida em parceria com a SDR São Miguel do Oeste, Fundação Universidade do Oeste de Santa Catarina (Funoesc) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). – Após aprovação da pesquisa na chamada pública para Desenvolvimento Regional de Santa Catarina em 2009, tivemos a liberação de recursos que foram utilizados no projeto – explica.

Para a realização da pesquisa, foram investidos R$ 99,2 mil, sendo financiados pelo Governo do Estado, por meio da Fapesc e também pela Unoesc – campus de São Miguel do Oeste. A equipe de trabalho contou com professores de educação física, nutricionista, psicóloga e acadêmicos dos cursos de educação física e enfermagem.

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18 dez10:40

"A Vida Como Ela É..."

A Cia. Teatro Sim…Por Que Não?!!!, de Florianópolis, apresenta a peça “”A Vida Como Ela É…”, dia 18 de dezembro, em Chapecó, às 20h, no Clube Recreativo Chapecoense,  em comemoração aos 25 anos de atividades do grupo. A entrada é gratuita.

A Cia. iniciou no dia 2 de outubro, e encerra no dia 18 de dezembro em Chapecó, uma turnê por 30 cidades catarinenses com os espetáculos A Farsa do Advogado Pathelin, Livres e Iguais e A Vida Como Ela É…, marcando os 25 anos do grupo. A turnê é patrocinada pelo Funcultural, da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte do Governo do Estado de Santa Catarina.

A idéia é partilhar com catarinenses de todos os cantos do Estado os resultados desses 25 anos de história. Cada um dos três espetáculos será apresentado em 10 diferentes cidades com entrada livre. Após cada apresentação, o grupo realizará uma conversa com a plateia sobre o processo de criação e a temática do espetáculo.

As montagens escolhidas para a turnê usam formas e linguagens diferentes, como a farsa medieval na peça A Farsa do Advogado Pathelin, o teatro de animação de bonecos, formas e sombras em Livres e Iguais e a tragicomédia A vida como ela é….

A manutenção de espetáculos em repertório segue a tradição das grandes companhias de teatro e fortalece a concepção do grupo de manter um núcleo permanente de artistas atuando conjuntamente.

O Grupo busca fazer um teatro sem fronteiras etárias e culturais, possível de ser visto por pessoas de todas as idades, inspirando-se nas companhias medievais que, de povoado em povoado levavam o questionamento sobre o cotidiano e sobre a vida, com alegria e diversão.

A Vida como Ela É…

Mais recente montagem do grupo, a peça, indicada para maiores de 14 anos, reúne cinco histórias de Nelson Rodrigues sobre paixões, traições, dramas e tragédias. Os textos Uma Senhora Honesta, Noiva para Sempre, Noiva da Morte, Doente e O Grande Dia de Otacílio e Odete são flashes da vida real vistos através do olhar melodramático do autor. A direção é de um dos grandes especialistas na obra rodriguiana, Luís Artur Nunes, gaúcho radicado no eixo Rio de Janeiro-São Paulo.

Nesta turnê, A Vida Como Ela É… será apresentada nas seguintes cidades: Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Blumenau, Criciúma, Chapecó, Concórdia, Joaçaba, Caçador e Rio do Sul.


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26 out17:15

Sorriso Para a Vida

Criado para atender as crianças em tratamento oncológico no Hospital Regional do Oeste e no Materno Infantil, o projeto “Sorriso Para a Vida” comemora, neste mês de outubro, seus 10 anos de atuação. A atividade, desenvolvida em parceria entre os cursos de Educação Física, Medicina, Nutrição, Enfermagem, Odontologia, Letras e Fisioterapia, atende anualmente cerca de 700 crianças e adolescentes da região, com trabalhos desenvolvidos diariamente.

Promovendo ações educativas e lúdicas de cuidado, promoção da saúde e de humanização do processo da hospitalização e do tratamento oncológico, numa perspectiva interdisciplinar e multiprofissional, o projeto atende a faixa etária até 18 anos. De forma especial, atua com crianças, hospitalizadas nos setores de pediatria, quimioterapia ambulatorial e internação oncológica, bem como seus acompanhantes. Durante as intervenções diárias, são realizados jogos e brincadeiras, contação de histórias, atividades rítmicas e expressivas, atenção fisioterapêutica e atividades educativas e de cuidado voltadas à saúde bucal, à segurança alimentar e às doenças transmissíveis.

Para a coordenadora do projeto, professora Lilian Beatriz Schwinn Rodrigues, as atividades desenvolvidas possibilitam a melhoria da qualidade de vida e auxiliam a criança e seus familiares a converter a experiência da doença em potencial de aprendizagem.

A professora destaca que os momentos de hospitalização alteram o ritmo de vida e que o objetivo do projeto é tornar essas alterações menos traumáticas, através das atividades desenvolvidas.

Neste ano, o projeto é um dos indicados ao Prêmio Cidadania sem Fronteiras, que reconhece as melhores ações de cunho social desenvolvidas no Brasil. O projeto “Sorriso Para a Vida” é finalista na categoria Saúde e a premiação acontecerá em São Paulo na segunda-feira, 31 de outubro. Além disso, dois outros projetos da Unochapecó – “Documentário e Comunidade” e “Bolsa Amarela” -, concorrem ao prêmio.


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