Vigília

13 jan08:53

Abaixo assinado para federalizar caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Ontem, durante o encerramento da vigília de nove dias em homenagem ao vereador Marcelino Chiarello, morto no dia 28 de novembro passado, foi distribuído um abaixo assinado pedindo para federalizar as investigações.


Foi realizada uma caminhada com velas, cartazes e bandeiras de luto, até o salão comunitário do bairro Santo Antônio.


De acordo com uma das coordenadoras do Fórum em Defesa da Justiça, Vida e Democracia, Deise Paludo, a meta é conseguir cinco mil assinaturas. O documento deve ser encaminhado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ao delegado responsável pela investigação, Ronaldo Neckel Moretto.

–Temos que buscar apoio pois está moroso demais- disse Deise.

>> Laudo da morte ainda não foi concluído

>> Celebração em Chapecó marca 30 dias da morte de Marcelino Chiarello

A vigília de ontem começou na Casa de Formação dos Seminaristas de Chapecó, situada no bairro Santo Antônio, onde Marcelio Chiarello estudou. Depois foi realizada uma caminhada com velas, cartazes e bandeiras de luto, até o salão comunitário. Uma das moradoras da comunidade e que coordenou a vigília, Camila Pelegrin, disse que o objetivo é pressionar pela solução do crime.

–Não vamos deixar cair no esquecimento- afirmou.

No final da celebração foi apresentado um vídeo sobre o trabalho do vereador em defesa da comunidade.


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19 dez20:05

Vigília pede agilidade no caso Chiarello

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Entidades sociais, sindicatos e amigos do vereador Marcelino Chiarello (PT) realizaram ontem uma vigília em frente ao prédio da Delegacia Regional da Polícia Civil em Chapecó, pedido esclarecimento da morte do vereador.

Nesta segunda-feira, 19, completaram 21 dias desde que ele foi encontrado morto no quarto de visitas de sua casa, numa simulação de enforcamento. Os manifestantes colocaram cartazes, distribuíram um panfleto com informações da atuação do vereador e fizeram uma celebração.

Representantes das entidades também entregaram um documento para o delegado Augusto Mello Brandão que é um dos responsáveis pela investigação e, recentemente, assumiu interinamente a delegacia regional.

–Estamos cobrando agilidade e que a verdade seja apurada o mais breve possível- afirmou o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Cléber Ceccon. O sindicato até cancelou a confraternização de final de ano em virtude da perda do colega, que dava aulas na Escola Estadual Pedro Maciel.

A vereadora Ângela Vitória (PT) disse que o ato tem como um dos objetivos sensibilizar as autoridades.

–Um criminoso está solto- lembrou.

Para a deputada Luciane Carminatti (PT) a Secretaria de Segurança Pública do Estado deve dar todo o apoio para o êxito da investigação. Além disso ela entende que a vigília é uma forma de manter a memória do vereador e suas lutas contra as injustiças.

>> Morte de Marcelino Chiarello intriga a polícia e a comunidade

>> Um vereador que “comprava” muitas brigas

O delegado Augusto Mello Brandão disse que está em contato direto com Delegacia Geral e com a Secretaria de Segurança Pública.

– Eles nos garantiram todo o apoio financeiro e de logística- explicou Brandão.

O delegado informou que a Polícia Civil está focada no caso. No entanto, devido à complexidade do trabalho deverá ser pedida a prorrogação do prazo, que é de 30 dias, e vence no próximo dia 28.

– Vamos encaminhar um pedido para a justiça o que é normal nesses casos – explicou Brandão.


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19 dez15:30

Vigília por justiça na morte do vereador Marcelino Chiarello

Nesta segunda-feira, a partir das 16h até as 21h, será realizado um ato de vigília e celebração na frente da Delegacia Regional de Polícia, no centro de Chapecó.

Organizado pelo Fórum das Entidades da Sociedade Civil, a ideia é cobrar respostas dos órgãos responsáveis pela investigação da morte do vereador Marcelino Chiarello. O vereador foi encontrado morto em sua casa no dia 28 de novembro.

Devem participar entidades, lideranças políticas e comunidade em geral.


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23 nov15:42

Vigília e Fórum pedem fim da violência contra a mulher

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM está prestando apoio aos dois eventos que vão tratar sobre a violência contra a mulher em Chapecó. Nesta quinta-feira, dia 24, serão realizados protestos e debates para chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre o tema.

- Queremos mostrar a triste realidade vivida pela mulher que sofre agressão – disse a presidente do conselho Izelda Oro.

A 3ª Vigília pelo fim da Violência contra a Mulher tem como slogan “Por mim, por nós, pelas outras!”. O evento será realizado na praça Coronel Bertaso das 17 às 22 horas. Neste período serão feitas encenações e apresentadas manifestações, sempre protestando contra o volumoso número de casos de violência contra a mulher.

Mesmo que o assunto tenha viés incontestável de seriedade, os organizadores querem fazer um evento criativo, alegre e animado. Para isso pedem que sejam levadas velas coloridas (serão usadas à noite), com protetor de garrafa pet, pipas coloridas e cartazes. Quem estiver disposto poderá fazer apresentações musicais com violão, usar apito e outros instrumentos, sinônimo de agito.

A organização é da UBM – União Brasileira de Mulheres, núcleo Chapecó e realização da AMB – Articulação de Mulheres Brasileira, Grupo Fogueira, Movimento das Mulheres Camponesas, OAB, Comissão da Mulher Advogada e entidades que compõem o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Já no dia 29, a subseção da OAB de Chapecó promove o Fórum de Debates. Será realizado na sala Ely Camargo, no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes, a partir das 19 horas. O evento tem como tema “A violência contra a mulher e a implementação de políticas públicas para a efetivação da Lei Maria da Penha”. Serão debatedoras a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Iriny Lopes e a Secretária Geral Adjunta da OAB Seccional Santa Catarina Elidia Tridapalli.


Realidade que choca

Em Chapecó é registrada uma média de oito ocorrências por dia ou uma cada a cada três horas. No entanto, a nível nacional os números chocam: a cada 15 segundo uma mulher sofre algum tipo de violência. – Muitas agredidas calam e outras, mesmo com registro, acabam deixando seus agressores impunes porque o medo de serem vitimas de novos ataques se sobrepõe – disse Izelda.

Para mudar essa realidade o CMDM está propondo a criação da Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher e do Centro de Referência de Atendimento a Mulher – CRAM.

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