Darci Debona | darci.debona@diario.com.br
A família Cerqueira estará dividida hoje à noite no estádio Índio Condá, quando se enfrentam Chapecoense e Cruzeiro, a partir das 21h50, em partida válida pela segunda rodada da Copa do Brasil. Enquanto Sebastião Franklin de Cerqueira vai estar na Geral da Chapecoense, com o filho Rafael e o sobrinho Pedro Dal Bosco, a filha Maria Luísa de Cerqueira vai estar na torcida do Cruzeiro.

Maria Luisa, Pedro, Rafael e Sebastião vestiram as camisas mescladas com as cores e símbolos dos dois times. (Sirli Freitas / Agência RBS)
Os quatro são torcedores da Chapecoense e do Cruzeiro, por influência de Sebastião, que é natural de Janaúba, em Minas Gerais, e foi morar em Chapecó em 1972. Sebastião fez concurso nacional da Caixa Econômica Federal e se mudou para Chapecó, cidade que gostou tanto que casou, teve dois filhos e mora até hoje. Cruzeirense desde criancinha, o “Mineiro da Caixa” influenciou a família a torcer pelo time do coração. Quando ia para Minas, trazia de volta camisas do Cruzeiro para presentear os familiares.
Maria Luísa gostou tanto que hoje é mais torcedora do Cruzeiro do que o pai. Ela chegou ontem de Joinville, onde estuda Engenharia Mecânica, para visitar a família e ver o jogo. Maria Luísa já assistiu até uma final de Libertadores no Mineirão, em 2009, onde o Cruzeiro perdeu o título para o Estudiantes ao ser derrotado por 2 a 1.
Agora está empolgada por ver seus dois times jogando na sua terra natal. Já o pai decidiu mostrar suas duas paixões ao mandar confeccionar 23 camisas com o lado esquerdo da Chapecoense e o lado direito do Cruzeiro. –A Chapecoense está no lado do coração- disse Mineiro, que já considera o time catarinense como o time número um.
Ele e o filho Rafael já usaram as camisas no domingo passado, quando a Chapecoense perdeu por 3 a 2. Para não dar problema hoje vão com a camisa da Chapecoense. Rafael disse que torce para o time de Chapecó nos estaduais e, em competições nacionais e Libertadores, é cruzeirense. Mas no confronto de hoje o Verde pesa mais forte.
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Esta é a segunda vez que Sebastião vai assistir o Cruzeiro no Índio Condá. A primeira foi em 1995, quando o time mineiro enfrentou o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. O time gaúcho venceu por 2 a 0. –O Dida era o goleiro- lembrou “Mineiro”.
A família Cerqueira acha difícil a Chapecoense eliminar o Cruzeiro. Mas, exceto Maria Luísa, acreditam que o time catarinense possa ter um bom resultado hoje e faça o jogo de volta, em Minas Gerais.
Já Maria Luísa, que foi recepcionar a chegada to time ontem à tarde, no aeroporto Serafim Enoss Bertaso, aposta em vitória por 3 a 0 por time visitante. A Chapecoense não pode perder por dois gols ou mais senão o Cruzeiro elimina o jogo de volta. Sebastião avisa que, se houver o segundo jogo, vai para Minas Gerais. Ele está muito feliz por ver seus dois times do coração, jogando uma competição nacional. –Para mim o jogo de hoje é histórico- concluiu.