Darci Debona | darci.debona@diario.com.br
O dia 11 de abril ficará marcado na história da torcida da Chapecoense como o primeiro confronto contra o Cruzeiro por uma competição nacional. As luzes do Índio Condá chamaram o torcida para o estádio. A chuva que caiu durante o dia deu uma trégua para o espetáculo. E os torcedores se produziram para o jogo. Felipe Ribeiro dos Santos passou spray verde no cabelo e chegou cedo para garantir um lugar perto da grade.
Naiara Marcotto e Andressa Maestri colocaram chapéus da Chapecoense. Bernardo Perin levou seu cachecol. E até torcedor com bombacha verde apareceu.
Carlos Eduardo Ferreira comprou a vestimenta no ano passado e comemorou com ela o título de 2011. Neste ano, por causa do calor, acabou abandonando a calça da sorte. Depois de uma série de jogos sem vitória, voltou a usar a bombacha e empilhou três vitórias e depois perdeu para o Atlético de Ibirama. -Estava sem a guaiaca- ponderou, sobre a cinta da pilcha gaúcha.
Teve gente que faltou aula na faculdade para acompanhar o jogo. Matheus Coletti Frutuoso trocou a disciplina de Direito Penal pela arquibancada do Índio Condá. -Para ver um jogo desses vale a pena, pois é um em um milhão- exagerou.
Ele estava acompanhado do chapéu verde e a bandeira que sua mãe confeccionou, ainda em 2007, quando a Chapecoense foi tricampeã. Tanto que o símbolo tem duas estrelas e uma terceira pintada a caneta.
O empresário Renato Fossato comprou até uma peruca para o jogo. -O objetivo mesmo é chamar atenção pois é um jogo especial- afirmou. Ele até saiu temporariamente de uma festa de aniversário de um amigo para acompanhar o jogo. -Ele entendeu pois um jogo contra o Cruzeiro é único- explicou.
A partida era tão especial que Joacir Chenet colocou uma camisa da Chapecoense que comprou em 1984.
Até famílias inteiras compareceram ao jogo. Paulo Zancanaro foi ao estádio com a mulher Clair e os filhos Willian e Paulo Henrique. Para ele a meta era a Chapecoense fazer o jogo de volta, em Belo Horizonte.
Apesar de enfrentar um adversário tão forte, os chapecoense estavam confiantes. A maioria apostava em vitória por 2 a 1. E o público fez sua parte gritando palavras de incentivo ao time durante o jogo. Afinal, parte da festa era deles.





