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STJD suspende as séries C e D do Brasileiro

23 de maio de 2012 0

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A bola não tem data para começar a rolar nas séries C e D do Campeonato Brasileiro. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Aprobatto, suspendeu nesta quarta-feira à tarde, por tempo indeterminado, os jogos das duas últimas divisões do futebol nacional até que seja resolvido o imbróglio jurídico que envolve Santo André (SP), Brasil de Pelotas (RS), Treze (PB), Rio Branco (AC) e Araguaína (TO).

Os cinco times brigam, com ações e medidas judiciais, por vagas na terceira divisão nacional.

Chapecoense comemora adiamento

A Chapecoense comemorou o adiamento da primeira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Mesmo antes do anúncio oficial o diretor de futebol do clube, Cadu Gaúcho, já torcia pelo adiamento. –Isso até causou um desgaste psicológico pois durante a semana a gente não sabia se iria jogar em Pelotas ou em Araras – explicou.

Além disso o técnico Itamar Schulle tinha que estudar os dois adversários, pois não sabia contra quem iria jogar. – A gente estava pesquisando as características dos jogadores dos dois times – revelou o meia Athos.

O supervisor do clube, Chinho Di Domenico, teve trabalho dobrado para preparar duas programações, uma com destino a Pelotas e outra para Araras. Depois fez uma programação saindo de Florianópolis para São Paulo. A última programação previa que a delegação sairia de ônibus de Chapecó no início da tarde com destino a Porto Alegre. Amanhã pegaria avião para São Paulo.

- Meu medo era chegar lá e não ter jogo- afirmou o presidente Sandro Pallaoro. De acordo com o presidente, o cancelamento evita o desgaste da viagem e permite ao clube recuperar jogadores que estavam voltando do departamento médico, como o meia Neném e o lateral-esquerdo William.

Também permite preparar melhor jogadores que chegaram nesta semana, como o lateral direito Galiardo e o volante Dudu.

Outra vantagem é conseguir a liberação da documentação dos novos reforços. A liberação do atacante Mateus Paraná, que veio do Atlético de Ibirama, mas tinha vínculo com um clube uruguaio, era a que mais preocupava.

No entanto a paralisação não pode se estender, pois aí também seria prejudicial, segundo Pallaoro. Mesmo beneficiado pelo adiamento ele considera que a decisão tem um lado ruim, que é alteração na tabela do campeonato.

– Para quem vai sediar uma Copa do Mundo é uma vergonha – desabafou.

O presidente da Chapecoense considera que o Brasil de Pelotas não tem direito à vaga pois utilizou um jogador que estava suspenso no campeonato do ano passado e perdeu seis pontos. Ele avalia que o clube não poderia alegar desconhecimento da regra, pois isso pode abrir um precedente.

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