Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Sangue, suor e camisa rasgada

06 de outubro de 2012 0

DARCI DEBONA | darci.debona@diario.com.br

A camisa rasgada de Cristiano, atacante da Chapecoense que entrou no segundo tempo da partida contra o Brasiliense, mostra que a vitória por 3 a 0 não foi tão fácil quanto o placar sugere.

O time do Distrito Federal veio para Chapecó recheado de volantes, com apenas um atacante, com o objetivo claro de não perde. Já nos primeiros minutos os atletas do time Candango valorizavam cada falta, demorando para levantar e fazer a cobrança.

Com a marcação forte do adversário e o calor beirando os 30 graus, os jogadores da Chapecoense corriam, suavam, mas não chegavam ao gol.

A dedicação era tanta que Paulinho Dias, na tentativa de alcançar uma bola na linha de fundo, chocou-se contra uma placa de publicidade e fez um corte no joelho. O ferimento sangrou e ele teve que fazer três pontos no intervalo.

Na volta para o segundo tempo o próprio Paulinho abriu o placar, aos 40 segundos. O passe foi de Rodrigo Gral, que não fez seu gol 500 mas fez boa partida. Ele saiu aos 23 minutos para a entrada de Cristiano, que também foi decisico. Aos 38 ele fez jogada pela esquerda, evitou que a bola saísse e cruzou para a área. O goleiro Guto espalmou e Jô cabeceou para dentro do gol.

Cristiano foi importante ainda aos 47 minutos, foi agarrado pelo defensor do Brasiliense e teve até a camisa rasgada. Cristiano ficou na lateral impaciente pois queria voltar, mas podia por causa do uniforme danificado. A impaciência virou euforia quando ele viu Wanderson correr para a bola e marcar o terceiro gol. Aí Cristiano correu por fora do campo até o banco de reservas, onde comemorou a vitória com seus companheiros. Nessa hora, a camiseta rasgada não importava mais.

Envie seu Comentário