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Rodrigo Gral sofre como torcedor

23 de novembro de 2012 0

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O atacante Rodrigo Gral acompanhou a eliminação da Chapecoense, no empate por 0 a 0 contra o Oeste, pela televisão Recuperando-se de lesão, ele assistiu a partida no hall do Hotel Lang, onde reuniu amigos, familiares e seu companheiro de clube, Mateus Paraná. Duas bandeiras da Chapecoense foram colocadas debaixo da televisão, onde Gral acompanhou a transmissão pela Sportv.

Usando uma camisa retrô da Chapecoense de 1979, Gral sofreu muito durante o jogo. Para conter a ansiedade, devorou alguns pastéis e até um pirulito. Ele já previa dificuldade.

–Um a zero é goleada – previu.

Quando a partida iniciou fez o sinal da cruz. E ficou preocupado com o primeiro chute do Oeste,que Nivaldo mandou para escanteio. Na cobrança, quase o Oeste marca.

– Assim querem me matar – suspirou.

Depois começou a lamentar as chances perdidas.

– Tinha que fazer o gol – reclamou.

Gral foi ficando cada vez mais preocupado ao ver a dificuldade do time. Sua vontade era estar lá para ajudar os companheiros.

– Só torcer é difícil – afirmou no intervalo.

Ele havia se dedicado à recuperação durante a semana para poder estar em condições de disputar a final. Mesmo a quase mil quilômetros de distância, ele tentava incentivar os companheiros:

- Vai, vai – dizia.

O tempo foi passando e a preocupação começou a virar impaciência. –Agora, pôe na área- sugeria.

A partida ia se encaminhando para a final, mas Gral não desistia.

– Vai ser aos 45 minutos – disse tentando se animar.

Nos últimos ataques gesticulou muito com as chances perdidas. Ele avaliou que o resultado no primeiro jogo, em Chapecó, foi determinante.

- Infelizmente não deu mas tem que dar os parabéns a todos porque o objetivo maior foi alcançado – concluiu.

Ele recolheu as bandeiras com os olhos marejados. Mas espera que elas sejam estendidas em breve para novas conquistas

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