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Na Chapecoense, Rodrigo Gral mira a artilharia em seu primeiro Catarinense

16 de janeiro de 2013 0

Ele nasceu em SC e via os jogos no Condá, mas precisou correr o mundo antes de jogar seu primeiro EstadualFoto: Sirli Freitas

DARCI DEBONA
darci.debona@diario.com.br

Uma das atrações do Catarinense 2013 é o atacante Rodrigo Gral. Natural de Santa Catarina, pela primeira vez ele disputa o campeonato do seu Estado e quer brigar pelo título e pela artilharia.

Depois de passagens por Grêmio, Seleção Brasileira Sub-20, Flamengo e times do Japão, Catar e Brunei, o atacante quis defender as cores do time de sua terra, a Chapecoense. No ano passado, ajudou o clube do Oeste a conquistar a vaga na Série B do Brasileiro, inclusive fazendo dois gols e atingindo a marca pessoal de 500 gols na carreira. Isso participando de apenas um tempo na maioria das partidas e tendo ficado fora das semifinais devido a uma lesão muscular.

Gral chegou até a pensar em parar de jogar, aos 35 anos. Mas a possibilidade de pela primeira vez disputar o Catarinense o motivou a continuar. E o atacante promete não ser coadjuvante. Nos amistosos de preparação, ele mostrou qualidade. Marcou dois na goleada por 4 a 0 diante do Olaria, de Xanxerê, e fez os dois da vitória por 2 a 1 diante do Passo Fundo-RS. Isso que ele jogou apenas um tempo em cada teste.

Para iniciar bem o campeonato, o atacante até reduziu seu período de férias para apenas 10 dias. Ele aproveitou para curar a lesão na coxa direita e ainda fazer um reforço muscular. Nos treinos, Gral também vem se destacando pela qualidade nas finalizações. Até o técnico Gilmar Dal Pozzo reconhece que o jogador é diferenciado.

— Ele é o melhor no acabamento da jogada — declarou, sem esquecer que os gols também são mérito dos companheiros que fazem a bola chegar com qualidade.

Se eles continuarem dando bons passes para Gral, a perspectiva é de muitas comemorações para a torcida da Chapecoense, que está acostumada a ter bons atacantes.

• Em entrevista concedida ao Diário Catarinense, o atacante Rodrigo Gral falou sobre a expectativa pessoal às vésperas do Estadual.

Diário Catarinense — Mesmo sendo natural de Santa Catarina, esta será a primeira vez que vai disputar o Campeonato Catarinense, não é?
Rodrigo Gral —
Sim, e isso me motivou bastante a ficar na Chapecoense. O fato de ser o primeiro ano em que vou atuar como jogador é especial. Lembro que quando era pequeno assistia aos jogos da arquibancada do Condá, quando ia com meu pai. A estreia contra o Joinville também me traz boas lembranças, pois vi jogar o Nardella, do Joinville, no final da década de 1980.

DC — Em dois amistosos, você fez quatro gols. Sua meta é brigar pela artilharia?
Gral —
Primeiro vem a meta coletiva, que é ser campeão. Sei que é difícil, pois tem cinco ou seis concorrentes ao título. Mas nós temos um grupo bom. Cerca de 70% da base que conquistou o acesso para a Série B permaneceu. E isso motiva mais ainda, pois sei que, com um grupo qualificado, dá para brigar pela artilharia. Essa é uma meta pessoal que pode ajudar a conquistar a meta coletiva.

DC — Na Série B você chegou durante o campeonato e não conseguia atuar durante os 90 minutos, ficando até fora das semifinais. Acha que agora terá condições de atuar o tempo inteiro?
Gral —
Normalmente jogadores que vêm do exterior têm um período de adaptação. O Luís Fabiano, do São Paulo, que é mais novo do que eu, levou três meses para jogar. Eu, com 35 anos, tive que jogar e render. A comissão técnica até afirmou que não esperava tanto. Só que das sete partidas que disputei, terminei apenas uma. Agora tive uma preparação como não tive nos dois últimos anos. Fiz um reforço muscular com o preparador físico Anderson Paixão e ele detectou pontos fracos.

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