No ATP de Barcelona, Marcos Daniel perdeu para Tursunov na segunda rodada, 6x4 6x3. Um resultado normal e que não diminui a boa campanha do gaúcho de Passo Fundo nas últimas semanas. Em Munique, Júlio Silva entrou no torneio como lucky loser, venceu o alemão Bachinger na primeira, mas foi eliminado hoje na segunda rodada pelo coreano Taik-Lee, também em dois sets. De qualquer maneira, Julinho mostrou que ainda tem "fome de bola" e está na briga. No challenger de Tunis, Thomaz Bellucci já está nas quartas. Ontem passou pelo alemão Beck em três sets, e hoje pelo holandês Verkerk por 6x3 6x3. Para quem não lembra, Verkerk foi vice-campeão em Roland Garros 2003 e tenta recuperar seu jogo. Mais uma boa vitória do jovem paulista. Em Roma, Zampieri caiu na segunda rodada. Mais importante do que os resultados é ver um bom número de brasileiros disputando torneios ATP, challengers, futures, seja na Europa ou no Brasil. E muitos acompanhados por seus treinadores, o que por si só já representa um avanço enorme. Para vencer no tênis internacional, seja como jogador ou técnico, é preciso, em primeiro lugar, gostar da competição, que deve ser sadia, onde cada um coloca o que sabe, suas armas, "na mesa", mas sempre respeitando os adversários. E o que menos vale são conquistas passadas ou "diplomas". Cada um precisa provar seu valor, ou "matar um leão" todos os dias. Aqueles que não querem viver sob pressão constante, por qualquer razão, até mesmo por considerarem que já fizeram o bastante, podem contribuir de outras maneiras, ministrando palestras, clínicas, ou simplesmente dedicando-se ao tênis recreacional. Mas que deixem os que têm "fome" trabalharem e conquistarem seu espaço.
Postado por Francisco Costa


