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Posts de agosto 2008

Ótima campanha

30 de agosto de 2008 0

Os brasileiros continuam fazendo bonito no US Open. Apesar das derrotas, Thomaz Bellucci e Thiago Alves fizeram bonito. Enfrentando um adversário invicto há mais de 20 jogos, Bellucci venceu o primeiro set, se desconcentrou no segundo, voltou bem e teve chances de levar o terceiro, mas o argentino Del Potro foi mais consistente no geral e mereceu a vitória. Já Thiago conseguiu equilibrar a maior parte do jogo com Roger Federer, o que não é fácil, mas nunca chegou a estar na frente no placar. Saiu da quadra feliz com o próprio jogo. Também fizeram bonito os duplistas mineiros Melo, Sá e Soares. Melo e Sá venceram a dupla formada por Melzer/Schuttler e estão nas oitavas, assim como Soares, atuando ao lado do sérvio Vemic, que derrotaram os americanos Ram/Reynolds.

Postado por Francisco Costa

Brasil mostra as garras

26 de agosto de 2008 0

A missão de Marcos Daniel era, de longe, a mais ingrata. Enfrentar o argentino David Nalbandian, sétimo do mundo, logo de cara em um Grand-Slam, não é uma boa pedida. O jogo poderia ter sido um pouco melhor e o argentino um pouco mais exigido, mas a derrota em sets diretos era o resultado mais óbvio. Essa foi a única derrota brasileira nos confrontos válidos pela primeira rodada do US Open. Ainda ontem, Thomaz Bellucci venceu o espanhol Oscar Hernandez em quatro sets. Por ser o espanhol um tenista que só tem resultados no saibro, a vitória já era esperada. Mas não deixou de ser importante, pois o brasileiro vinha de uma seqüência de derrotas. Só quem já jogou o circuito sabe o quanto é difícil vencer um jogo depois de cinco, seis derrotas consecutivas. No dia de hoje, mais vitórias brasileiras. Thiago Alves enfrentou outro "qualifier", o chileno Paul Capdeville, e conseguiu uma grande vitória. Nem tanto pelo adversário, mas pelo fato de ter sido em cinco sets, e depois de ter perdido os dois primeiros, o que só valoriza o triunfo. Nas duplas, os mineiros Marcelo Melo e André Sá passaram por cima dos espanhóis Granollers e Ventura, enquanto Bruno Soares, ao lado do sérvio Vemic, eliminou a dupla australiana formada por Hanley e Kerr, que eram cabeças-de-chave, em dois tie-breaks. Quatro vitórias e uma derrota, um saldo mais do que positivo para o tênis brasileiro em Nova York.

Postado por Francisco Costa

Um oásis chamado vôlei

24 de agosto de 2008 2

Não é de hoje. Nas Olimpíadas de 84, em Los Angeles, a geração de William, Renan, Bernard e Xandó conquistou a prata olímpica. No feminino, Jaqueline, Isabel e cia também já começavam a incomodar as melhores do mundo. Nos anos 90, o ouro em Barcelona para os homens e a afirmação definitiva das mulheres entre as principais forças do planeta. Os últimos anos foram de domínio, tanto no masculino como no feminino. A diferença do vôlei para os outros esportes é que ele se estruturou, planejou o amanhã, e hoje podemos dizer que o Brasil é o número um do mundo nesse esporte. Mas tudo sempre começa fora da quadra, com organização, transparência e competência dos dirigentes. Dentro da quadra, vários treinadores participaram desse processo. Bebeto de Freitas, Brunoro, Zé Roberto, Bernardinho e outros menos conhecidos, todos deram sua contribuição ao esporte. Não existe "gênio da lâmpada" no vôlei. O próprio Zé Roberto já tinha conquistado, ainda jovem, a medalha de ouro com os homens em 92 e depois foi treinar a seleção feminina. Depois de vários anos de "quase", finalmente chegou lá, com uma campanha simplesmente perfeita em Pequim. Bernardinho fez o caminho inverso, primeiro treinou as mulheres. Depois, com os homens, se tornou o técnico mais vitorioso da história do esporte brasileiro, conquistando dois mundiais e uma olimpíada. As várias gerações de jogadores, por sua vez, sempre se caracterizaram pela disciplina, pelo trabalho duro, pelo espírito coletivo, demonstrando um nível cultural muito acima da média. O vôlei é o Brasil que dá certo, um verdadeiro oásis no deserto. Um exemplo a ser seguido, e não apenas pelos demais esportes. 

Postado por Francisco Costa

Título brasileiro

23 de agosto de 2008 0

Mais uma ótima notícia para o nosso tênis: André Sá e Marcelo Melo conquistaram o título do ATP de New Haven, último torneio preparatório para o US Open, derrotando na final a dupla formada por Bhupathi/Knowles em dois sets. Outro duplista brasileiro, Bruno Soares, foi semifinalista. No US Open, Thiago Alves vai encarar outro qualifier, o chileno Paul Capdeville.

Postado por Francisco Costa

US Open

22 de agosto de 2008 0

Com os Jogos Olímpicos se aproximando de seu final, as atenções se voltam para o US Open. O torneio começou com uma ótima notícia para o tênis brasileiro. Thiago Alves, que já vinha de bons resultados, venceu três partidas e passou o duro qualifying. Hocevar e Zampieri pararam na segunda rodada, enquanto Souza, Miele e Mello caíram na estréia. Alves fará companhia a Marcos Daniel e a Thomaz Bellucci na chave de simples. Daniel pega o argentino Nalbandian, enquanto Bellucci encara o espanhol Hernandez. O adversário de Alves sai de um sorteio. Nas duplas também teremos três representantes, todos mineiros. Marcelo Melo e André Sá, que jogam juntos, e Bruno Soares, que ainda não tem parceiro definido. A chave principal começa nesta segunda-feira.

Postado por Francisco Costa

Geni e a seleção

20 de agosto de 2008 0

Joga pedra na Geni. Joga pedra na Geni. Ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir... A seleção brasileira levou 3x0 da Argentina e a mídia, pra variar, "encontrou" o grande culpado: Dunga, aquele que já tinha sido apontado pela mesma imprensa como o símbolo do fracasso brasileiro na Copa de 90. Nada mais original. Assim como "Geni", personagem da famosa canção de Chico Buarque, Dunga, o maldito, voltou em 94 como capitão para "nos salvar e nos redimir" de duas décadas sem títulos. Quando ergueu a taça, dedicou "carinhosamente" o título a seus "acusadores". Mas, ao aceitar o cargo de técnico da seleção brasileira há dois anos, ele já deveria saber que todos estariam lá, com os bolsos cheios de pedras, apenas esperando o primeiro deslize. E ele finalmente veio... Pouco importa que, desde 1970, só ganhamos duas Copas, e ambas com técnicos considerados "retranqueiros" pela mídia. Pouco importa também que a seleção, com Dunga no banco, já tinha vencido a mesma Argentina duas vezes pelos mesmos "humilhantes" 3x0 de ontem, incluindo uma final de Copa América. Coincidência ou não, ambas sem Ronaldinho Gaúcho no time... Também não faz a menor diferença que o melhor jogador do mundo na atualidade não seja nenhum brasileiro, e sim um argentino, que por sinal estava em campo ontem e simplesmente acabou com o jogo, e se chama Lionel Messi. Aliás, que jogador!! Messi joga tudo aquilo que Robinho e Diego, juntos, pensam que jogam. Dunga cometeu erros e tem sua parcela de culpa? É claro que sim, mas para saber onde exatamente ele errou(e por quê) seria necessário que se fizesse uma análise mais aprofundada e criteriosa do assunto, o que definitivamente não faz parte da nossa cultura. Joga pedra na Geni!    

Postado por Francisco Costa

Reflexão

19 de agosto de 2008 0

"Estou extremamente cansado. Federer é o favorito". Foram essas as palavras do espanhol Rafael Nadal ao chegar em Pequim. Ontem, depois de ver seu nome pela primeira vez no topo do ranking mundial, disparou: "Federer ainda é o melhor, seu jogo é mais completo". Muitos, obviamente, não gostam desse tipo de atitude, confundindo a postura cautelosa do espanhol com "falsa modéstia". Na verdade, ao contrário da grande maioria dos atletas, Nadal parece ser muito bem orientado também no que diz respeito a seu relacionamento com a imprensa, com os torcedores. Enquanto alguns atletas brasileiros chegaram em Pequim "esbanjando confiança", dizendo que "vieram pelo ouro", que "estavam tranqüilos e preparados para a pressão", que o povo deveria acreditar neles, Nadal, bem mais acostumado a lidar com situações de extrema pressão, fez justamente o contrário. Não entrou no joguinho, não cavou o próprio buraco, tratou apenas de tirar o indesejável "peso-extra" de suas costas. No fundo, ele só quis dizer: "Pessoal, não sou tão bom quanto estão dizendo por aí, portanto não esperem muita coisa. Só posso prometer muita luta. Torçam por mim". Nada poderia ser mais humilde e verdadeiro, pois ninguém é tão bom a ponto de ser imbatível, a ponto de ser imune às circunstâncias do jogo. Jogo! A própria palavra já diz tudo. Aqueles que compreendem a natureza do esporte(jogo) sabem que a vitória está sempre de mãos dadas com a derrota. Um simples escorregão na hora errada, um erro qualquer de arbitragem, uma bolha na mão, uma noite mal dormida, uma vara perdida, enfim, são inúmeras as possibilidades que podem, em um simples piscar de olhos, colocar tudo por água abaixo. É preciso estar preparado para tudo, inclusive para perder. O único compromisso que qualquer atleta, seja de ponta ou não, tem condições de assumir é o de dar seu máximo, o de colocar 100% de seu foco e de sua energia na competição. Mais do que isso apenas refletirá a insegurança de quem, na verdade, não tem a menor idéia do que vai acontecer. Não existem "super-heróis". A pergunta que fica, para que todos possamos "refletir": se todos os atletas tivessem a sabedoria(ou a sábia orientação) de um Nadal, o que seria do sensacionalismo?

Postado por Francisco Costa

Exageros

17 de agosto de 2008 1

Não é fácil lidar com o peso do favoritismo. Principalmente em uma Olimpíada, onde existe todo um "envolvimento nacional". O país inteiro esperando a tão sonhada e sofrida medalha de ouro. Para um chinês, russo ou americano, situação corriqueira. Só o nadador Phelps subiu oito vezes ao degrau mais alto do pódio em Pequim, sem mudar a expressão de seu rosto. Quantas Olimpíadas são necessárias para que o Brasil conquiste oito medalhas de ouro? Várias, décadas. Por isso, historicamente, os brasileiros não se dão bem quando são os favoritos. É o famoso complexo de vira-latas. Mesmo no futebol, onde temos a pretensão de nos considerarmos "os melhores", só vencemos quando estávamos desacreditados pela mídia. Nos vitoriosos mundiais de 94 e 02, por exemplo, ninguém apostava um centavo na nossa seleção. Nos esportes individuais, essa realidade é ainda mais cruel. As medalhas de ouro vêm, quando vêm, de onde menos se espera. Enquanto todos prestavam atenção no "fenômeno" Thiago Pereira, foi César Cielo quem faturou. Os favoritos da mídia simplesmente não resistem. Aconteceu com Daiane em Atenas, e com Diego Hipólito agora em Pequim. A Ginástica é um esporte de pura precisão, onde a concentração deve ser absoluta, ou seja, qualquer vacilo é fatal. De um lado, a possibilidade de ser elevado à condição de "herói nacional", com todos os exageros de sempre incluídos. Do outro, a decepção, a amargura de ter "amarelado" na hora H e frustrado as expectativas de milhões de brasileiros. O próprio Diego se sentiu na obrigação de pedir desculpas ao povo, o que explica sua queda. Talvez a única exceção - o que apenas confirma a regra - seja o vôlei masculino, que além de ser um esporte coletivo, tem no comando um Bernardinho que sabe lidar muito bem com a imprensa e seus mitos. É capaz de barrar da equipe, por razões pessoais, aquele que é considerado o melhor jogador do mundo, colocar seu filho no lugar dele, e ainda ser aplaudido por isso. Outro que também não entra nessa de "herói" é o espanhol Rafael Nadal, que acaba de conquistar o ouro olímpico, vencendo o chileno Gonzalez em sets diretos. Para ele, mais um objetivo foi alcançado. Sem pompa, sem exageros, sem mudar seu olhar, sem mudar sua rotina. Sem sensacionalismo, sem a mãe dele chorando em cadeia nacional. 

Postado por Francisco Costa

Impressões olímpicas

14 de agosto de 2008 0

Nas Olimpíadas de Pequim, poucas novidades até agora. China e Estados Unidos já mostraram que a briga pelo primeiro lugar no quadro de medalhas vai ser interessante. Tomara que dure até o final dos Jogos, o que seria um atrativo a mais para os fãs... O Brasil, que chegou na China com a maior delegação da história e motivado pelo sucesso caseiro no Pan do ano passado, já caiu na real. As medalhas, como sempre, chegam em "conta-gotas", o que apenas aumenta o mérito daqueles que as conquistam. A verdade é que ainda não temos, nem de perto, uma cultura esportiva, apesar da excelente cobertura da imprensa durante os Jogos, e do conseqüente interesse das pessoas de maneira geral. Bastará abrir qualquer jornal de grande circulação do país, daqui a mais ou menos um mês, para percebermos que as páginas esportivas estarão outra vez tomadas por "picuinhas futebolísticas", com todos os demais esportes voltando a dividir algum "cantinho". Isso sem falar dos canais de TV aberta, que além do próprio futebol, só tem espaço para alguns pseudo-esportes, como o automobilismo ou o futebol de areia... não é nada fácil viver de esporte olímpico no Brasil!! No tênis, Roger Federer decepcionou mais uma vez, perdendo para o americano Blake nas quartas, enquanto Nadal e Djokovic seguem firme. As semifinais são: Gonzalez x Blake, Nadal x Djokovic, este último um duelo imperdível, marcado para às 8h desta sexta-feira.

Postado por Francisco Costa

Fora das simples

11 de agosto de 2008 1

Em Pequim, os brasileiros Marcos Daniel e Thomaz Bellucci perderam na primeira rodada, ambos de virada. Marcos perdeu para o austríaco Jurgen Melzer, enquanto Thomaz caiu diante do experiente eslovaco Dominik Hrbaty. Nenhuma surpresa, as partidas eram mesmo complicadas e foram decididas nos detalhes, como mostram os escores. Agora só nos resta torcer para a dupla Melo/Sá, que nesta madrugada tem uma estréia também complicada, contra os tchecos Berdych/Stepanek. Se passarem, os mineiros podem ir longe. Nos demais torneios, destaque para Thiago Alves e André Ghem. Eles já haviam sido semifinalistas em challengers na semana anterior e seguiram vencendo. Thiago foi finalista do forte chellenger de Segóvia, na Espanha, onde derrotou adversários duros e experientes, como o tcheco Hernych e o espanhol Garcia-Lopez. Ghem também foi finalista, em Samarkand, no Uzbequistão. Thiago se aproxima do top-100 - onde já esteve no início do ano passado -, e o gaúcho do top-200. Em Campos do Jordão, o título ficou com o cabeça um, o argentino Brian Dabul, que derrotou o sul-africano Izak Van Der Merwe na final, em três sets.

Postado por Francisco Costa