Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de dezembro 2008

Reveillon na quadra

28 de dezembro de 2008 0

Miguel Schincariol, Divulgação
O paulista Eric Gomes faturou o segundo future consecutivo nas quadras cobertas da Academia Paulistana, derrotando na final o "sacador" Danilovic em dois sets.

Nesta semana o torneio vai ser jogado nas quadras duras do Parque Villa Lobos, onde estive hoje, trabalhando com meus atletas e conferindo os jogos do quali. Depois de muita chuva nos ultimos dias, o sol e o calor voltaram com tudo.

Os atletas da equipe do Instituto Tenis/Sogipa estao todos na chave principal, que tem inicio nesta segunda-feira.

Postado por Francisco Costa

Natal e trabalho

21 de dezembro de 2008 2

Divulgação

Enquanto a grande maioria está em ritmo de festas, praia e descanso, o tênis brasileiro trabalha duro.

No future encerrado ontem, o paulista Eric Gomes levou o título, derrotando o americano Kryvonos na final. Amanhã começa outro torneio no mesmo local, nas quadras rápidas cobertas da Academia Paulistana, em SP.

O torneio terá uma programação adaptada para o Natal, já que não haverá jogos na quinta, dia 25. Na véspera, dia 24, os jogos seguem normalmente.

É só para quem quer de verdade.   

Postado por Francisco Costa

Treinos em ritmo forte

14 de dezembro de 2008 0

Divulgação

A temporada de 2009 já está começando para os atletas da equipe do Instituto Tênis/Sogipa. Alexandre Bonatto, Rafael Camilo, Rodrigo Guidolim e Diego Matos estão em São Paulo, onde jogam a partir de amanhã três torneios futures e o challenger Aberto de SP. Depois de vários problemas de lesões, finalmente todos se encontram bem e prontos para a luta. 

Aproveitando a nova parceria entre o Instituto Tênis e o Pinheiros de São Paulo, passamos os últimos dias treinando na capital paulista, finalizando a preparação em quadras rápidas, já que esses torneios serão disputados nessa superfície.

Eu voltei para Porto Alegre, para dar seguimento na pré-temporada do novo integrante da equipe, o paulista Nicolas Santos, que está aqui há menos de duas semanas. Dia 26, nos juntaremos aos demais jogadores.

Postado por Francisco Costa

Futebol brasileiro e sua evolução

08 de dezembro de 2008 0

Divulgação

O futebol sempre evolui. Basta assistir a jogos de 20, 30 anos atrás para percebermos a enorme diferença de velocidade de jogo. Negar essa evolução é o mesmo que negar os avanços da ciência, da tecnologia. Ou seja, é negar o mundo em que vivemos hoje. 

Durante boa parte dos anos 90, até o início do novo milênio, o futebol brasileiro foi dominado por dois estilos opostos.

As equipes de Vanderlei Luxemburgo, que se caracterizavam por praticar um futebol leve, alegre e ofensivo, e as equipes de Felipão Scolari, conhecidas por seu estilo de força física, marcação e disciplina tática. 

Nos campeonatos brasileiros, com pontos corridos, grande vantagem para Luxemburgo. Já nas competições sul-americanas, caracterizadas pelo "mata-mata", só deu Felipão.

Nos últimos anos, no entanto, o futebol brasileiro deu um passo à frente.

Os times que têm se caracterizado apenas pela boa defesa já não conquistam títulos. Pior ainda têm se saído os times que não sabem se defender. Ou seja, aqueles modelos de time que foram tão vitoriosos há alguns anos se tornaram, de certa forma, superados.

Peguemos o São Paulo de Muricy como exemplo. Afinal de contas, ninguém ganha três brasileiros consecutivos por acaso. 

É um time brilhante? Não, até porque, hoje em dia, os times são obrigados a se desfazer de seus melhores jogadores a cada seis meses, a cada ano. 

Mas é um time que, dentro de suas limitações, é capaz de conciliar força e técnica. Uma equipe que se caracteriza por fazer muitos gols de bola parada, por levar poucos gols, mas também é uma equipe que sabe prender a bola, com toques rápidos e precisos, uma equipe que também possui jogadores de boa qualidade técnica. 

Mesmo o Inter, seja com Muricy, Abel, ou Tite no comando, só venceu quando foi capaz de combinar marcação forte e jogadores técnicos como Fernandão, Alex ou Nilmar. Não ganhou jogando só na força, e muito menos quando quis dar uma de "time carioca".

Por outro lado, os outros dois times que também lutaram pelo título brasileiro - Grêmio e Palmeiras - se caracterizaram justamente pela aposta no passado.

O Grêmio de Roth tentou "imitar" o Grêmio de Felipão. Apostou única e exclusivamente na força, na marcação. Um time sem grandes jogadores, mas bem preparado fisicamente, muito disciplinado, e sempre comprometido com a vitória.

Mas, no final, ficou claro que faltou qualidade. Faltou futebol, faltou técnica, faltaram opções de jogadas de ataque quando as bolas aéreas não surtiram efeito.

Já o Palmeiras do mesmo Luxemburgo quis repetir o sucesso que ambos tiveram há mais de uma década. Um time leve, caracterizado pelo toque de bola, e que, no início da temporada, se transformou na "menina dos olhos" dos saudosistas de plantão.

Mas, no final, também ficou faltando alguma coisa. Faltou o que sempre falta às equipes de Luxemburgo. Uma boa marcação, força física, disciplina tática.

São Paulo e Inter não estão conquistando títulos por acaso. 

São os únicos clubes brasileiros que estão olhando pra frente, não pra trás. Não apenas por terem se tornado "modelos de administração", mas também porque tentam praticar um futebol moderno, sem vínculos com conquistas passadas.

São as únicas equipes do futebol brasileiro que, de alguma maneira, têm conseguido aliar duas virtudes que, juntas, vêm se tornando sinônimo de sucesso em qualquer esporte: alegria e disciplina.

Postado por Francisco Costa

A velha polêmica

07 de dezembro de 2008 0

Divulgação

Nos últimos dias, tenho lido bastante a respeito da sempre complicada questão da escolha do próximo capitão da equipe de Copa Davis dos dois finalistas de 2008, Espanha e Argentina.

Os espanhóis procuram um substituto à altura do vitorioso Emilio Sanchez, que deixou o cargo "consagrado" pelo título em Mar del Plata. E, apesar do "racha" antigo entre jogadores e federação espanhola, existe uma certa unidade em torno do nome do ex-tenista Albert Costa.

Outro "candidato natural", Alex Corretja, já declarou estar de acordo com a nomeação de seu ex-companheiro de equipe. Ou seja, a situação parece estar bem encaminhada.

Já os argentinos vivem situação oposta. Depois de "implodir" na final, parece que os argentinos ainda não aprenderam a dura lição.

O favorito para  substituir a Alberto Mancini é o também ex-jogador Martin Jaite. Jaite, inclusive, já não é mais o técnico de Nalbandian, deixando o "caminho livre" para um possível convite. Ele também já deixou bem claro que deseja o cargo.

Mas, correndo por fora está outro ex-atleta, Hernan Gumy, que chegou a ser o técnico de Guga em uma de suas tentativas de retornar ao circuito. Gumy já declarou que a Argentina "deveria ter dois capitães, e que o próprio Jaite estaria de acordo em dividir o cargo". Com o próprio Gumy, é claro.

A última declaração é do lendário Guillermo Vilas, o melhor tenista argentino da história. Vilas disse que a Argentina deveria ter "cinco capitães". E que um deles deveria ser "ele mesmo". Pareceria uma grande piada, não fosse o ex-craque argentino famoso, também, pelas idéias "lunáticas" que costuma ter.

No meio desse "triângulo de interesses", está o pressionado presidente da Associação Argentina - o dono da última palavra -, e também os próprios jogadores que, constrangidos pela derrota em casa, desta vez adotam uma postura "cautelosa" diante do assunto. Pelo menos publicamente.   

Para aqueles que ainda se lembram da grande e inútil confusão que se instalou no nosso tênis no início de 2007, qualquer semelhança entre brasileiros e argentinos não é mera coincidência.

Na época, houve um grande "lobby público" em torno de alguns nomes. Alguns jogadores da equipe, mesmo depois da derrota em casa para a Suécia, e de estarem em decadência no circuito, se sentiam no direito de escolher o capitão.

O tênis brasileiro vivia um momento delicado. Era o resultado de toda uma cultura de "oba-oba" que, felizmente, já tinha seus dias contados.

Já os argentinos também precisam aproveitar a oportunidade para refletir sobre tudo o que aconteceu em Mar del Plata. 

A começar pelo péssimo hábito de discutir questões internas publicamente. 

Postado por Francisco Costa

Evolução e responsabilidade

04 de dezembro de 2008 0

Divulgação, CBT

O ano de 2008 foi muito bom para o tênis brasileiro.

A nível de estrutura e organização, evoluímos muito. A CBT, renovada em todos os sentidos, vem fazendo sua parte.

Nossos melhores tenistas receberam valiosa ajuda através de passagens aéreas. E a grande quantidade de futures também não é obra do acaso. Existe um grande estímulo por parte da entidade para que esses eventos se tornem possíveis. E, contando com o apoio da estatal Correiros, uma série de ações em prol do tênis deverão sair do papel em 2009.

Os centros de treinamento, em cada vez maior quantidade e melhor qualidade, também estão fazendo sua parte, em SP, no RS, e em SC principalmente. Os outros estados precisam seguir o mesmo caminho.

A nível técnico, a evolução também é visível. A quantidade de bons treinadores - que sempre foi um de nossos principais problemas - está melhorando aos poucos. 

Com raríssimas exceções, todos os tenistas brasileiros melhoraram o ranking em 2008. Alguns deram um grande salto, outros nem tanto - cada um tem seu próprio ritmo de amadurecimento e aprendizagem. Uns querem muito chegar lá, outros já são um pouco mais acomodados. O importante é criarmos as condições para que haja uma "seleção natural" justa, finalmente.

Mas tudo isso só aumenta a nossa responsabilidade para 2009.

Dirigentes, patrocinadores, agentes e promotores de eventos terão que continuar fazendo sua parte no tênis masculino, mas também deverão olhar com mais carinho para o tênis feminino, que está precisando de ajuda em todas as direções.

Os técnicos, por sua vez, terão que continuar trabalhando duro, mas não podem deixar de estudar o jogo, de se atualizarem, de buscar novas e melhores alternativas nessa complexa relação entre ensino e aprendizagem.

Já os jogadores deverão estar cientes que o nível geral do tênis e, principalmente, dos torneios brasileiros, está crescendo, portanto a exigência em cima deles será cada vez maior.

Comprometimento com a carreira é uma necessidade, não uma garantia. Será preciso, cada vez mais, que se busque a melhor orientação possível, que se trabalhe os detalhes técnicos e táticos do jogo, que se aprimore o preparo físico e mental.

O tênis brasileiro tem tudo para dar mais um salto para frente no ano que vem.

Postado por Francisco Costa