Neste fim de semana dei folga para os meus atletas, que normalmente treinam no sábado de manhã, mas dessa vez estavam um pouco cansados.
Aproveitei para descansar um pouco da correria diária. No sábado de manhã, joguei uma "duplinha" com amigos, todos bons tenistas, o que continua sendo diversão garantida. Ainda bem.
Depois, fiquei de molho, escrevi um pouco. E me preparei para um fim de semana familiar e "futebolístico".
O futebol, sempre tão apaixonante, tem também, infelizmente, o poder de me aborrecer, o que não é fácil, pois só há dois tipos de partidas que me fazem perder a paciência.
Uma delas é quando o time para o qual torcemos não está jogando absolutamente nada, está irreconhecível, e levando um "vareio" de um adversário qualquer, muitas vezes até "inferior". Não aceito.
A outra é quando um árbitro deixa de ser coadjuvante e passa a ser protagonista, influenciando diretamente no resultado de uma partida. Pior ainda.
Neste fim de semana, por coincidência, os dois jogos que assisti me tiraram do sério.
No sábado teve Juventude x Inter, em Caxias.
Acredito que todos os torcedores colorados, assim como eu, "fantasiavam" com a possibilidade de aplicar uma goleada no Jaconi. Afinal de contas, o Inter vem jogando um futebol de primeiríssima qualidade.
Começou o jogo, e já se pôde perceber que o "campo estava inclinado", a favor do time local. Algo muito comum no futebol brasileiro, mas que não vinha acontecendo no campeonato gaúcho.
O Juventude batia à vontade, o Inter recebia cartões. E todos os lances duvidosos eram a favor do time de Caxias.
Mesmo assim, o Inter dominava as ações. O Juventude, encorajado pela situação, mostrava valentia.
Depois de levar um gol bobo de bola parada, no entanto, o Inter passou a jogar um futebol diferente, de encher os olhos. Um futebol de sonhos.
Perdeu algumas oportunidades, mas, rapidinho, virou o placar, com dois golaços - a desejada goleada era, então, apenas uma questão de tempo.
Esse "momento" não durou muito. Pouco depois da virada, os colorados levaram uma verdadeira "ducha de água fria".
O jogador do Inter cometeu falta no início do lance, longe da área, mas o atacante do Juventude, obviamente, só caiu dentro da área.
Penalti e expulsão. Ou seja, dois erros graves e decisivos em apenas um lance.
De repente, o jogo estava 2x2 e o Inter estava com dez em campo, aos trinta do primeiro tempo. Adeus goleada, adeus futebol de sonhos, adeus fantasia.
E bem vindo à realidade de um jogo dirigido por um árbitro desequilibrado e inexperiente, pra não dizer coisa pior.
O que aconteceu no campo, a partir dali, foi uma distorção da partida. Poderia ter acontecido qualquer coisa. Menos mal que ainda deu empate.
Em um jogo que era para ser lembrado pelo gol antológico de Nilmar, e por mais uma atuação "de gala" do Inter, o juiz acabou sendo o personagem principal.
Alguns consideraram esse como o melhor jogo do campeonato. Enfim, cada um com seus critérios.
No domingo tinha mais, era dia de ver a seleção brasileira.
Mas o que se viu foi um time horroroso em campo, mal em todos os aspectos e dimensões possíveis. Mal técnica, tática, física e mentalmente. Ruim na defesa, no meio campo e no ataque.
Tudo isso porque o Brasil jogou sempre com dois a menos, pois Elano e Ronaldinho não viram a cor da bola, não se movimentaram, não marcaram, não fizeram absolutamente nada.
Se tivessem saído de campo sem avisar, ninguém teria percebido.
Os dois volantes, sobrecarregados, pareciam "baratas tontas", não sabiam a quem marcar, tantos eram os adversários naquele setor..
A prova disso é que o time só fez alguma coisa depois que os dois "fantasmas", finalmente, foram substituídos, quando faltavam quinze minutos para o jogo acabar.
E o Brasil fez um gol, depois poderia ter feito outro e matado o jogo, o que seria, na verdade, uma injustiça histórica.
Por ironia do destino, ou por merecimento, o Equador ainda empatou no fim.
Cá entre nós, o resultado mais justo era um 5x1 pra eles. Mas, graças ao nosso goleiro e à péssima pontaria dos adversários, deu empate.
Menos mal que venci a duplinha de sábado.
Postado por Francisco Costa


