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Posts de março 2009

Brasileiros em quadra

17 de março de 2009 4

Federer enfrenta o chileno Gonzalez, e Nadal encara Tursunov/Montagem sobre fotos de Oliver Weiken, EFE

Em Indian Wells, os principais favoritos seguem adiante.

A chave de baixo já está nas oitavas. Federer pega o chileno Gonzalez, enquanto Murray encara o espanhol Robredo.

Na parte de cima, pela terceira rodada, Nadal joga hoje contra o russo Tursunov, Djokovic pega o alemão Haas.

Nas duplas, os mineiros Sá e Melo começaram bem, vencendo a dupla formada por Safin e Mathieu. Hoje eles encaram Andy Murray e seu amigo Hutchins.

Challengers

Thomaz Bellucci joga nesta semana o fortíssimo challenger de Sunrise, aproveitando a segunda semana de Indian Wells para manter o ritmo de jogos. Seu adversário na estréia é o espanhol Feliciano Lopez.

Em Bogotá, os brasileiros começaram bem.

Ricardo Hocevar eliminou o colombiano Falla, em três sets. Thiago Alves passou pelo mexicano Echagaray, em sets diretos, enquanto João Souza venceu o argentino Guzman, 7x6 na negra.

Hoje jogam Franco Ferreiro e Ricardo Mello. Julio Silva e André Miele perderam no quali.

Em Marrakesh, cidade turística do Marrocos, Marcos Daniel ganhou a primeira rodada, eliminando o veterano eslovaco Hrbaty, em três sets.

Em Caltanisseta, na Itália, Daniel Silva perdeu na primeira rodada, levando uma estranha "bicicleta" do esloveno Kavcic.

Seja lá o que tenha acontecido na quadra, faz parte do jogo.

Postado por Francisco Costa

Prazo de validade

16 de março de 2009 5

John McEnroe fez bonito na quadra/Divulgação

Aqueles que assistiram o torneio de veteranos no RJ devem estar se perguntando como é possível um ex-campeão de 50 anos, como John McEnroe, derrotar um ex-campeão de 37 anos, como Jim Courier.

São vários fatores. O principal deles é que "Big Mac" nunca foi um jogador de força, mas sim de pura técnica e habilidade. Por isso está tão "inteiro", por isso ainda consegue jogar praticamente da mesma maneira que jogava há 20, 30 anos.

Já Courier é exatamente o oposto. Tecnicamente limitado, chegou lá por conta de sua força física, de sua determinação, da quantidade de horas que passava entre a quadra, pista de atletismo e sala de musculação.

Hoje, aposentado do circuito há quase dez anos, obviamente não tem uma rotina de treinos. E não consegue mais impor seu jogo, pois faltam-lhe pernas, faltam-lhe os drills.

Campeões "técnicos" como McEnroe, Sampras ou Federer poderão nos oferecer belos espetáculos de tênis enquanto estiverem vivos, com saúde.

Pois, quando no auge da carreira, eles praticaram um tênis moderno, à frente de seu tempo, o que possibilitou com que atingissem o topo e ficassem algum tempo por lá com o mínimo de desgaste do corpo.

Outros, como Borg, Lendl, Courier e o próprio Nadal - campeões que pouco acrescentaram ao jogo, mas altamente dependentes de uma condição física excepcional -, têm prazo de validade. Não duram muito.

Borg se aposentou do circuito aos 26 anos, depois tentou voltar, mas já não podia ganhar de ninguém. Lendl jogou até os 32, mas desenvolveu um problema grave nas costas e não pode mais jogar tênis.

E Nadal? Alguém consegue imaginá-lo, com 50 anos, jogando como McEnroe?

Eu não. 

Postado por Francisco Costa

Adversário complicado

15 de março de 2009 0

Bellucci não estava num bom dia/Andre Penner, AP

Para um tenista profissional, o pior adversário é aquele que possui as mesmas armas, o mesmo estilo de jogo, porém, é mais jogador, é mais consistente em todos os aspectos.

Ontem, Bellucci deve ter sentido exatamente este tipo de dificuldade ao enfrentar o espanhol Fernando Verdasco, número dez do mundo.

Como o próprio brasileiro disse após o jogo, Verdasco parecia "ter uma melhor resposta para tudo".

A outra partida entre eles, no ano passado, não foi um bom parâmetro, já que o espanhol havia chegado do saibro europeu na véspera e errou muito, deu um set "de bandeja". Na ocasião, o brasileiro poderia ter vencido.

De lá pra cá, Verdasco foi "herói na Davis", atingiu uma inédita semifinal de Grand-Slam, entrou no top-10 pela primeira vez na carreira.

Thomaz equilibrou a partida enquanto pôde, enquanto seu saque surtiu efeito, enquanto o rival ainda buscava o melhor ritmo. Mas, pouco a pouco, Verdasco começou a dominar as ações.

Para jogar "de igual pra igual" com os melhores em quadras rápidas, o brasileiro ainda precisa melhorar sua movimentação de pés, para atacar com mais critério e se defender com mais força.

Em outras partidas de ontem, Federer e Murray avançaram sem problemas, enquanto Bruno Soares foi eliminado na chave de duplas.

No challenger chileno, os brasileiros Franco Ferreiro e Caio Zampieri também perderam e estão fora da decisão. Uma pena.

O dia não foi mesmo bom para o tênis brasileiro.

Postado por Francisco Costa

Bellucci, Ferreiro e Zampieri

13 de março de 2009 0

Montagem sobre fotos EFE e POAPRESS

Três brasileiros estão fazendo bonito nesta semana.

Em Indian Wells, Thomaz Bellucci derrotou o sérvio Tipsarevic em três sets.

Thomaz chegou a abrir 4x1 e saque no primeiro set. O rival reagiu, quebrou seu serviço, mas ele ainda sacou 5x4 para vencer o set. E levou a virada.

Se tudo isso tivesse acontecido no ano passado, a derrota teria sido apenas uma questão de tempo.

Mas, desta vez, a história foi diferente. Thomaz ficou no jogo, ganhou o segundo set no finalzinho e viu o adversário baixar a cabeça no terceiro. Uma vitória de paciência, sem dúvida.

Seu próximo adversário é o top-10 Fernando Verdasco.

No challenger chileno, Franco Ferreiro e Caio Zampieri seguem em boa fase.

Franco passou por cima do argentino Roitman, e busca um lugar na decisão contra o cabeça dois, o também argentino Maximo Gonzalez.

Enquanto isso, Caio eliminou o chileno Aguilar e pega agora o veterano argentino Mariano Zabaleta, responsável pela eliminação de Julio Silva.

Quem sabe não teremos uma final brasileira em Santiago?

Postado por Francisco Costa

Resultados

12 de março de 2009 0

Bellucci passou pelo espanhol Marc Lopez/José Méndez, EFE

Thomaz Bellucci está na chave de Indian Wells.

Depois de ganhar fácil na estreia, ontem ele precisou de três sets para passar pelo espanhol Marc Lopez. Seu próximo adversário é o sérvio Janko Tipsarevic.

Ricardo Mello perdeu na rodada decisiva, enquanto Thiago Alves caiu na estréia.

Em Santiago, dois brasileiros já estão nas quartas do challenger local.

Franco Ferreiro derrotou outro brasileiro, Flávio Saretta, em dois sets, e agora encara o argentino Roitman. Já Caio Zampieri ganhou na negra do italiano D`Agord e pega o chileno Aguilar.

Outros dois brasileiros, Julio Silva e João Souza, jogam hoje pela segunda rodada. Silva enfrenta o venezuelano De Armas, enquanto Feijão o cabeça dois, o argentino Maximo Gonzalez.

No Marrocos, Marcos Daniel caiu na segunda rodada.

Postado por Francisco Costa

Semana cheia

10 de março de 2009 2

Marcos Daniel começou bem no Marrocos/Sergio Carmona,EFE

Alguns torneios movimentam o tênis brasileiro nesta semana.

Em Indian Wells, o primeiro ATP da série "1000" de 2009.

Os brasileiros Thomaz Bellucci, Thiago Alves e Ricardo Mello jogam o quali, e tentam se juntar aos duplistas Melo, Sá e Soares.

Bellucci é o cabeça um e pega Borvanov, da Moldávia. Thiago enfrenta o alemão Clemens, e Ricardo joga contra o coreano Yoo.

Aparentemente, todos eles têm boas chances de avançar à última rodada, já que são apenas duas rodadas de quali nos torneios desta categoria.

Outros preferiram ficar na América do Sul, e jogam um challenger em Santiago.

Flávio Sareta passou o quali e já venceu a primeira rodada, eliminando o argentino Aranguren. Seu adversário nas oitavas é outro brasileiro, Franco Ferreiro, que ontem passou pelo argentino Kon.

Caio Zampieri também derrotou um argentino, Decoud, e agora pega o italiano D`Agord. André Miele e Rogerinho Silva perderam na primeira rodada, Julio Silva e João Souza jogam hoje.

Já Marcos Daniel preferiu cruzar o oceano e é o cabeça um no challenger de Rabat, no Marrocos. E começou bem, vencendo o italiano Di Mauro. Seu próximo rival é o espanhol Muñoz de la Nava.

Enfim, uma boa semana para torcer pelos brasileiros.

 

Postado por Francisco Costa

Resumo do fim de semana

08 de março de 2009 0

A Espanha de Nadal passou sem problemas/Kai Försterling, EFE

O tênis é diferente do futebol.

No futebol, contam os gols. Um time pode massacrar o outro, técnica, tática e fisicamente. Mas, se não fizer gol, não ganha.

No tênis, para que uma zebra aconteça, é bem mais complicado. O jogador "azarão" precisa, realmente, naquele dia, jogar melhor do que o favorito.

Mesmo assim, o número de "zebras" no circuito profissional, em todos os níveis, está cada vez maior. O que só tem uma explicação: as diferenças estão dimunuindo.

Em uma competição como a Copa Davis, no entanto, onde é preciso ganhar três partidas para sair vencedor do confronto, as chances de zebra diminuem muito. 

Nos confrontos válidos pela primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis, nenhuma surpresa. Aqueles que eram apontados como favoritos avançaram sem grandes dificuldades. 

Como os EUA, que enfrentaram, em casa, a Suíça sem Roger Federer. E venceram, apesar da derrota de Blake para Wawrinka no primeiro dia. 

A Espanha de Nadal, atual campeã mundial, jogou em casa contra a Sérvia de Djokovic. Também passou sem problemas, perdendo apenas a partida de duplas.

Já a Argentina estava desfalcada de seus dois principais jogadores, mas jogava em casa justamente contra a Holanda, a equipe mais fraca do torneio. Venceu por 5x0.

A Croácia dos gigantes Ancic, Cilic e Karlovic pegou o Chile sem Fernando Gonzalez, e ganhou por 5x0, perdendo apenas um set, e nas duplas.

A forte Rússia, mesmo sem Davydenko, era a favorita contra a Romênia. E também está nas quartas, após vencer os quatro jogos de simples.

Outros confrontos prometiam equilíbrio.

A badalada França, dos "mosqueteiros" Tsonga, Simon, Monfils e Gasquet, perdeu fora de casa para a fortíssima República Tcheca, de Stepanek e Berdych, por 3x2.

Nesse confronto, em particular, os detalhes podem ter feito a diferença. Por exemplo, a partida de duplas.

Ao invés de escalar os dois melhores singlistas, Tsonga e mais um, e a melhor dupla francesa, Llodra/Clement, o capitão francês resolveu escalar três singlistas e apenas um duplista, Llodra, a fim de tentar "confundir" os adversários.

A invenção custou caro, pois a partida de duplas acabou sendo decisiva para o triunfo tcheco.

A decadente Suécia perdeu em casa para Israel, 3x2, de virada.

O capitão sueco, sem poder contar com seu melhor jogador, Robin Soderling, e também sem "novos talentos" à disposição, teve que apelar para dois tenistas que não vinham atuando no circuito: Johansson e Vinciguerra.

Vencendo por 2x1, os suecos precisavam de apenas uma vitória hoje. Mas os "veteranos" perderam os dois jogos no quinto set, nada mais normal.

Completando a rodada, a Alemanha recebeu sua vizinha, a Áustria, e venceu por 3x2. 

Pelo Grupo Americano, a Colômbia confirmou e bateu o Uruguai em casa, 5x0, e será o nosso adversário nos dias 8, 9 e 10 de maio. Desta vez, na casa deles.

Independente do piso que eles possam escolher, eu diria que nossas chances são de 50%. Nem mais, nem menos.

Postado por Francisco Costa

Copa Davis

06 de março de 2009 0

Reprodução, site oficial

Vários duelos de Copa Davis movimentam o mundo do tênis hoje.

Para o tênis brasileiro, o mais importante deles se realiza em Bogotá, capital colombiana.

É desse confronto que sai nosso próximo adversário. Em casa, a Colômbia tem tudo para passar sem problemas pelo Uruguai, que está desfalcado de seu principal jogador, Pablo Cuevas.

Se a tarefa uruguaia já era bastante complicada, agora é uma verdadeira "missão impossível".

Assim que a Colômbia deverá nos receber na primeira semana de maio.

Projetando um duelo contra os colombianos, fora de casa, já posso prever grandes dificuldades.

Se no ano passado, jogando no Brasil, e estando desfalcada de um de seus titulares - Alejandro Falla -, a Colômbia já foi um adversário duro, imaginem agora, em casa e com o time completo.

Alguém poderá dizer que o Brasil nunca perdeu para a Colômbia, que eles são "nossos fregueses de carteirinha", etc.. Mas isso não tem nada a ver com tênis, que por sinal é jogado dentro da quadra.

Outro duelo, já em andamento, e que também chama a atenção, é entre Croácia e Chile, no nosso conhecido carpete coberto croata.

No ano passado, quando os enfrentamos, conseguimos equilibrar um confronto absolutamente desigual. Agora, o Chile de Massu e Capdeville - jogadores com ranking semelhante ao dos nossos tenistas - não está fazendo frente. 

Os croatas já abriram 2x0, sem perder sets, e com certa facilidade.

E o Brasil ?

Como andam nossos principais jogadores? Quais as perspectivas?

Thomaz Bellucci, nosso número um, está bem. Há poucos dias conversei com seu técnico, João Zwetsch, que disse estar satisfeito com a evolução e o empenho do pupilo.

A dupla de Melo e Sá não vinha tendo bons resultados, mas chegou na final de Delray Beach na semana passada. Ou seja, a tendência é de melhora. 

O resto ainda me parece absolutamente indefinido. Os "mais cotados", Marcos Daniel e Thiago Alves, ainda não embalaram em 2009.

Outros, como Ricardo Hocevar, Franco Ferreiro, Bruno Soares, e o experiente Ricardo Mello, também podem ser boas opções.

Ainda tem muita água para rolar nas próximas semanas. 

Postado por Francisco Costa

O Barcelona e o Rondonópolis

05 de março de 2009 0

Valdir Friolin

Já que a semana é de muito futebol e pouco tênis, vamos em frente com a bola nos pés.

A fórmula é antiga, simples, mas eficiente. Para um time ter alguma chance de vitória contra um adversário muito superior, só tem um jeito.

É se fechar bem atrás, com muito esforço físico e disciplina tática, e tentar "achar" um gol, seja em contra-ataque ou bola parada. Mas nunca, jamais, "abrir a guarda".

Foi isso o que o Rondonópolis fez ontem no Beira-Rio, e já tinha feito em seu próprio estádio há duas semanas.

Lá, teve mais sorte. Aqui, não deu pra segurar.

Ontem, a qualidade acabou se impondo, mesmo com o Inter repetindo exatamente os mesmos erros que cometera na primeira partida.

Mesma escalação e, praticamente, as mesmas substituições do jogo anterior, por incrível que pareça.

Tentando penetrar sempre pelo meio, com tabelas curtas, buscando um espaço que não existia. Sem jogadas pelos flancos, sem um centroavante de área, e ainda permitindo que o adversário tocasse a bola com naturalidade, em pleno Beira-Rio.

Só ganhou porque os jogadores, além de infinitamente melhores, correram e lutaram muito.

Mas, taticamente, o Rondonópolis conseguiu o que queria.

Assim como o Inter, em 2006, contra o poderoso Barcelona.

Reconhecendo a própria "inferioridade técnica", o Inter venceu aquela partida jogando exatamente como o Rondonópolis jogou contra o Inter.

Primeiro, não tomar gols. Depois, ver o que acontece.

Duvido que algum colorado nunca tenha se perguntado: "E se alguma daquelas bolas que passaram raspando a trave no primeiro tempo tivesse entrado? O time teria condições de virar a partida contra o Barcelona?"

Provavelmente não.

Quem adota esse tipo de estratégia não tem plano B, portanto não pode levar gols. Levar um gol pode desencadear uma goleada, a menos que o time permaneça atrás, apostando na mesma estratégia, e se conforme com "perder de pouco".

Uma tática quase "suicida", mas, sem dúvida, a grande responsável pelas incontáveis zebras que já tivemos no futebol.

No caso da final de Yokohama, a diferença técnica entre os jogadores de Inter e Barcelona não era tão grande assim. Mas o Inter foi humilde e, ao mesmo tempo, corajoso.

Humilde por reconhecer a superioridade adversária.

Corajoso por agarrar com as duas mãos a única chance que tinha de sair vitorioso da partida.

No ano seguinte, em 2007, o Boca Jr tentou jogar de "igual pra igual" com o Milan e levou 4x2. Faltou humildade para os argentinos, sobrou pretensão.

Talvez seja exatamente esse o problema do Grêmio nos grenais.

Postado por Francisco Costa

Sobre o Gre-Nal de domingo

03 de março de 2009 7

Montagem sobre fotos de Daniel Marenco

Não me considero um expert em futebol. Longe disso.

Mas os meus 20 anos de experiência no esporte de alto nível - antes como jogador, hoje como técnico de tênis -, somados aos 30 anos que levo como torcedor e amante do futebol, me dão, imagino eu, o direito de também ter uma opinião.

E, por que não, o direito de colocar minha opinião para aqueles que me lêem.  Principalmente quando estou discordando profundamente daqueles que são pagos para analisar futebol.

Desde o último domingo, quando o Inter venceu o Gre-Nal por 2x1, tenho observado que a crônica esportiva gaúcha, em uma unanimidade até assustadora, aponta o técnico do Grêmio, Celso Roth, como o "responsável" pelo resultado do clássico. 

Como se uma partida de futebol fosse uma mera disputa entre dois esquemas táticos.

Se é assim, para que servem os jogadores? São eles apenas meros "cumpridores de ordens"?

E por que os clubes investem milhões para contratar um Kaká, um Messi, se os técnicos é que acabam sendo os responsáveis por vitórias e derrotas?

Então, esqueçamos o jogo por alguns instantes e paremos para pensar um pouco.

O que faz um time se tornar vencedor?

Peguemos o clube brasileiro que mais venceu nos últimos 20 anos como exemplo, o São Paulo.

O que diferencia o São Paulo das demais equipes do futebol brasileiro?

É o fanatismo de sua torcida? Ou é o técnico Muricy quem tem feito a diferença?

Nada disso. O São Paulo vence porque tem sido, de longe, o clube melhor estruturado do futebol brasileiro, há muito tempo. Outros, como o próprio Inter, estão apenas começando a seguir o mesmo caminho.

Hoje, nem mesmo os gremistas mais fanáticos ousam negar que, em termos de estrutura, o Inter ganha de goleada.

Tem um estádio melhor, segundo a própria FIFA. Tem um número maior de sócios contribuintes, mais de 80 mil. E, ao contrário do rival, desfruta de uma situação financeira estável já há alguns anos.

Tem um plantel de jogadores bem superior ao do tradicional adversário, tanto em quantidade como em qualidade. Basta comparar as duas folhas de pagamento.

E, como não poderia deixar de ser, tem também um técnico melhor, com mais títulos no currículo.

Portanto, a coisa mais normal do mundo, no momento, é que o Inter tenha mais sucesso nos grenais.

Nos anos 90, a situação era justamente oposta. Era o Grêmio que estava melhor estruturado, que ganhava mais clássicos e mais títulos, e era o Inter que, "inflamado pela mídia", crucificava seus técnicos e jogadores.

Até posso concordar que o técnico do Grêmio tenha cometido erros, afinal de contas, quem perde sem errar?

Mas o que chamou a atenção no clássico do último domingo não foram os erros gremistas, foi exatamente a superioridade colorada.

Hoje, o Inter "está" superior ao Grêmio, em todos os sentidos. Só não vê quem não quer, ou quem é pago pra dizer outra coisa. 

Isso não significa dizer que o Inter irá vencer todos os grenais, embora, isso sim, por enquanto, deva ser sempre apontado como favorito. Mas até nisso a imprensa andou errando...

O buraco é mais embaixo do que as pessoas pensam. Aliás, sempre foi.

Postado por Francisco Costa