As quartas-de-final do Masters 1000 de Montreal nos trazem confrontos interessantes nesta sexta-feira.
Roger Federer pega o sempre perigoso Tsonga. O número um é favorito absoluto, principalmente depois da boa exibição na vitória contra Wawrinka. O francês ainda está devendo resultados "a altura" de seu nível nesta temporada.
Andy Murray encara o não menos perigoso Davydenko, que voltou bem ao circuito depois de longa parada, conquistando dois títulos seguidos no saibro, no mês passado. O russo já o venceu e promete dar trabalho ao escocês, que ainda não teve que suar a camiseta em Montreal.
Novak Djokovic e Andy Roddick também prometem um duelo equilibrado. O sérvio vem mantendo seu padrão top-5 dos últimos anos, enquanto o americano vem fazendo uma temporada melhor do que as anteriores. Se eu tivesse que apostar em alguém, apostaria em Roddick.
Rafael Nadal enfrenta Del Potro. O espanhol ainda não foi devidamente testado neste torneio, que marca sua volta às quadras. Ferrer se lesionou e o alemão Petzschner não foi páreo. Enquanto isso, o argentino vem do título em Washington, onde bateu Roddick na final, e será uma verdadeira prova de fogo para Nadal.
Cincinatti
O torneio feminino em Cincinatti tem chamado à atenção muito mais pela volta da belga Kim Clijsters ao circuito do que pela sua importância em si.
A ex-número um voltou com "fome de bola", e já passou por Bartoli, 13°do mundo, pela experiente Schnyder, e pela campeã de Roland Garros, a russa Kuznetsova.
Hoje ela encara Dinara Safina, a atual líder do ranking da WTA. Um belo desafio.
O destaque negativo é a participação das irmãs Williams, já derrotadas. Quando não se trata de torneios de Grand-Slam, Vênus e Serena têm mostrado um desleixo incrível, uma falta de motivação que já vem de longa data.
Por isso Safina, apesar de ainda não ter vencido nenhum Slam, é a legítima número um. Porque enquanto ela joga 25 torneios por temporada em alto nível, Serena só é capaz de fazê-lo durante cinco ou seis semanas. Pra mim, o ranking é justo.
A volta de Clijsters ao circuito é mais do que bem-vinda. Se ela realmente quiser, em pouco tempo vai estar brigando lá em cima, pelo topo do ranking.
Brasilia
Dois brasileiros estão nas quartas no challenger de Brasilia e se enfrentam hoje: João Souza e Ricardo Mello.
Souza passou por Demoliner e por Zampieri, enquanto Mello tirou o argentino Amado e Bonatto.
Em Belo Horizonte, há duas semanas, eles se enfrentaram. Na ocasião, Feijão teve a faca e o queijo na mão, mas permitiu que o experiente adversário virasse o jogo.
Outros destaques nas quartas são Nicolas Massu, cabeça um, os argentinos Chela e Zeballos, e Giovanni Lapentti, que será nosso adversário na Davis no mês que vem.
Postado por Francisco Costa



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