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Posts de agosto 2009

Duelos de hoje

14 de agosto de 2009 0

As quartas-de-final do Masters 1000 de Montreal nos trazem confrontos interessantes nesta sexta-feira.

Roger Federer pega o sempre perigoso Tsonga. O número um é favorito absoluto, principalmente depois da boa exibição na vitória contra Wawrinka. O francês ainda está devendo resultados “a altura” de seu nível nesta temporada.

Andy Murray encara o não menos perigoso Davydenko, que voltou bem ao circuito depois de longa parada, conquistando dois títulos seguidos no saibro, no mês passado. O russo já o venceu e promete dar trabalho ao escocês, que ainda não teve que suar a camiseta em Montreal.

Novak Djokovic e Andy Roddick também prometem um duelo equilibrado. O sérvio vem mantendo seu padrão top-5 dos últimos anos, enquanto o americano vem fazendo uma temporada melhor do que as anteriores. Se eu tivesse que apostar em alguém, apostaria em Roddick.

Rafael Nadal enfrenta Del Potro. O espanhol ainda não foi devidamente testado neste torneio, que marca sua volta às quadras. Ferrer se lesionou e o alemão Petzschner não foi páreo. Enquanto isso, o argentino vem do título em Washington, onde bateu Roddick na final, e será uma verdadeira prova de fogo para Nadal.

Cincinatti

O torneio feminino em Cincinatti tem chamado à atenção muito mais pela volta da belga Kim Clijsters ao circuito do que pela sua importância em si.

A ex-número um voltou com “fome de bola”, e já passou por Bartoli, 13°do mundo, pela experiente Schnyder, e pela campeã de Roland Garros, a russa Kuznetsova.

Hoje ela encara Dinara Safina, a atual líder do ranking da WTA. Um belo desafio.

O destaque negativo é a participação das irmãs Williams, já derrotadas. Quando não se trata de torneios de Grand-Slam, Vênus e Serena têm mostrado um desleixo incrível, uma falta de motivação que já vem de longa data.

Por isso Safina, apesar de ainda não ter vencido nenhum Slam, é a legítima número um. Porque enquanto ela joga 25 torneios por temporada em alto nível, Serena só é capaz de fazê-lo durante cinco ou seis semanas. Pra mim, o ranking é justo.

A volta de Clijsters ao circuito é mais do que bem-vinda. Se ela realmente quiser, em pouco tempo vai estar brigando lá em cima, pelo topo do ranking.

Brasilia

Dois brasileiros estão nas quartas no challenger de Brasilia e se enfrentam hoje: João Souza e Ricardo Mello.

Souza passou por Demoliner e por Zampieri, enquanto Mello tirou o argentino Amado e Bonatto.

Em Belo Horizonte, há duas semanas, eles se enfrentaram. Na ocasião, Feijão teve a faca e o queijo na mão, mas permitiu que o experiente adversário virasse o jogo.

Outros destaques nas quartas são Nicolas Massu, cabeça um, os argentinos Chela e Zeballos, e Giovanni Lapentti, que será nosso adversário na Davis no mês que vem.

Postado por Francisco Costa

A volta de Nadal

11 de agosto de 2009 0

Ele está de volta. Depois de ser surpreendido nas oitavas em Roland Garros, e de ter que ficar assistindo pela TV seu rival Federer vencer dois Grand-Slam consecutivos - e ultrapassá-lo na ponta do ranking -, Rafael Nadal, finalmente, volta às quadras.

Resta saber agora se ele conseguirá recuperar a confiança “inabalável” que sempre teve em seu próprio corpo, ou se repetirá aqueles que nunca mais foram os mesmos quando perceberam que não são feitos de aço.

Alguns técnicos gostam de dizer que “depois que o vaso quebra, nunca mais é o mesmo”. De fato, já vimos muitos craques serem destruídos após sofrerem uma derrota chocante, ou uma lesão.

No entanto, já vimos também muita gente se recuperar e voltar com tudo. Só com o tempo saberemos o que acontecerá com Nadal após ter sofrido o primeiro revés de sua carreira.

Sua estréia em Montreal será contra o vencedor do confronto entre o espanhol Ferrer e o sérvio Troicki. Federer pega o canadense Niemeyer, Murray encara o francês Chardy, e Djokovic enfrenta outro canadense, Polanski.

Fogo cruzado

Outro dia assisti um programa no SporTV que tratava da sempre complicada relação entre imprensa e técnicos de futebol.

Só neste fim-de-semana, foram demitidos mais três técnicos. Carpeggiani do Vitória, Ney Franco do Botafogo, Renê Simões do Coritiba.

Todos profissionais competentes, e que inclusive vinham fazendo um bom trabalho nesses times, mas que não resistiram aos maus resultados em série.

Os técnicos sofrem uma espécie de “fogo cruzado” constante. Basta perder duas partidas seguidas para ativá-lo. Como não existe nenhum time imune a duas derrotas seguidas, a pressão sobre eles não acaba nunca.

De um lado, a imprensa esportiva, que apesar de conhecer razoavelmente o jogo, não compreende sua natureza por inteiro. O que é natural.

Então, quando o jornalista se vê diante de resultados absolutamente irregulares, que não respeitam a nenhuma lógica que ele conhece, ele tende a buscar explicações “simplórias”.

Quem acaba pagando o pato é o treinador, ou algum jogador que tenha tido uma jornada infeliz.

Do outro lado, a torcida, sempre faminta por vitórias, sempre impaciente, sempre influenciável, sempre com as emoções à flor da pele. Sempre pronta para gritar o nome do ídolo, ou para vaiá-lo. Sempre pronta para repetir aquilo que ouve e lê diariamente, e para chamar o técnico de “burro”.

O fogo cruzado assusta, intimida, mas dificilmente mata.

Mas quando os dirigentes são fracos, eles entram na onda rapidamente. E o fogo que era cruzado passa a ser “em triângulo”.

E como JFK em um dia ensolarado de Dallas, ninguém sobrevive ao fogo em triângulo.

Felizes são os técnicos que têm bons dirigentes às suas costas.

Postado por Francisco Costa

Campos do Jordão

07 de agosto de 2009 0

Aqui em Campos do Jordão, a final de amanhã será aquela que é sempre desejada pelos organizadores de torneios. A final será entre um brasileiro e um argentino.

Nas semifinais de hoje, se enfrentam Thiago Alves e o jovem Marcelo Demoliner, enquanto Juan Ignacio Chela encara Horacio Zeballos.

Thiago eliminou os brasileiros André Miele, Julio Silva, e o sul africano Raven Klaasen. Demoliner ganhou do dominicano Estrella, e dos brasileiros Hocevar e Mello.

Vai ser um duelo interessante, a experiência de Alves contra a juventude do gaúcho.

Alves não jogou seu melhor tênis nas primeiras partidas, mas ganhou “na marra”. E ontem virou um jogo que estava complicado, terminando a partida jogando em excelente nível.

Demoliner está aproveitando muito bem o fato de ser jovem e “franco atirador”. Está sacando muito bem e soltando o braço, colocando muita pressão nos adversários com subidas constantes à rede.

O confronto entre os argentinos também promete.

Chela dispensa comentários. Já foi 15 do mundo, se lesionou no ano passado quando ainda estava entre os 50 e agora tenta voltar a seu melhor nível.

Zeballos vem conseguindo bons resultados nos últimos tempos e já figura entre os 100 melhores.

Independente dos resultados de hoje, certamente teremos uma grande final amanhã.

Postado por Francisco Costa

Otimismo

04 de agosto de 2009 2

Ao contrário daquilo que nos acostumamos a ler e ouvir, o tênis brasileiro está, sim senhor, evoluindo.

Depois de cinco anos, conquistamos um título de ATP. E pela primeira vez em seis anos, temos três brasileiros no top-100.

O título conquistado por Thomaz Bellucci no último domingo surpreendeu apenas aqueles que só acompanham o tênis pela TV, e pela internet.

Cansei de escrever aqui que os bons resultados voltariam naturalmente. Conheço bem o garoto, e também conheço bem o seu técnico. Sempre confiei na capacidade deles.

Mas, infelizmente, no Brasil, “confiar” é um verbo em extinção.

Marcos Daniel também está de parabéns, tendo alcançado, aos 30 anos, sua primeira semifinal de ATP. Por pouco não tivemos uma final brasileira em Gstaad.

Outro veterano, Julio Silva, foi campeão do challenger de Belo Horizonte.

Considero o Julinho um dos grandes exemplos do nosso tênis. Pra mim, depois do Guga, ninguém tem tantos méritos quanto ele.

Pra aqueles que não conhecem sua história, Julio é um rapaz negro de familia humilde, que começou no tênis como pegador de bolas em Jundiaí, sua cidade natal.

Sempre trabalhando duro, seu tênis foi evoluindo e ele chegou a estar entre os 150 melhores. Hoje, aos 30 anos, mostrou que ainda está jogando muito bem.

Aqui em Campos de Jordão, vários brasileiros estão jogando a chave principal. Fico emocionado quando vejo tantos garotos motivados, treinando bastante, com o brilho do otimismo no olhar.

Nos últimos dois anos, não tivemos nenhum brasileiro na grande final do torneio. Mas, desta vez, aposto que a história será diferente.

Postado por Francisco Costa