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São Paulo

31 de dezembro de 2009 1

Cheguei em São Paulo no sábado à tardinha. Como já conheço bem a monstruosidade desta cidade, pedi que me colocassem em um hotel o mais próximo possível do Parque Villa Lobos, local dos torneios.

No domingo de manhã, ainda sem saber bem onde estava, chamei um taxi. Quando disse onde queria ir, o taxista ficou bravo. Foram menos de cinco minutos de viagem, mas que custaram treze reais. 

Mesmo o dinheiro não sendo meu, decidi que voltaria para o hotel a pé.

A caminhada até que não é das piores, dura de 25 a 30 minutos, dependendo do ritmo. Um bom exercício, a menos que esteja chovendo, algo que, infelizmente, tem acontecido com alguma frequência por aqui.

Apesar de o trajeto ser relativamente curto, ele contempla o lado bom e o lado ruim da cidade.

Bom é caminhar no próprio parque, bonito, bem cuidado e enorme. Quatro ou cinco vezes maior que o nosso Parcão. No domingo, estava repleto de gente. Nos outros dias, praticamente vazio. E ainda mais bonito.

Ruim é ter de caminhar fora do parque - como as pessoas gostam de jogar lixo nas ruas. Mas brabo mesmo é ter de atravessar a Marginal do Pinheiros. Ali, de cima da ponte, olhamos para baixo e percebemos com clareza o resultado do "crescimento" da cidade. Quanta podridão.

Aliás, a cidade inteira parece ter um " leve cheirinho de esgoto" no ar, o que deve ser imperceptível para quem mora aqui e está acostumado, mas que não passa em branco para os visitantes que têm um olfato um pouco mais aguçado.

São dois torneios aqui em São Paulo, ambos no parque. O primeiro, um future de 15 mil dólares, já está em andamento desde segunda-feira e tem a final marcada para o sábado. O segundo é um challenger de 125 mil e começa na próxima segunda.

As quadras são de cimento e estão relativamente rápidas, já que, desta vez, não foram restauradas. A organização em si melhorou bastante em relação aos anos anteriores, mas ainda deixa um pouco a desejar.

Os jogadores estão em um hotel que fica a 30 minutos do parque. Isso porque o trânsito paulista fica bem mais amistoso nesta época do ano. E, como de costume nos torneios brasileiros, o transporte quase sempre atrasa, o que dificulta a vida de jogadores e técnicos.

Por também servir de "aquecimento" para o challenger, o future atraiu jogadores acostumados a jogar torneios maiores, como Julio Silva e Franco Ferreiro. O nível técnico está muito bom, quase todos os jogos têm sido bem disputados.

Ontem o dia foi duro para os atletas do Instituto Tênis - e pra mim também.

Depois de terem vencido na estréia, tanto o Bonatto como o Zé Pereira perderam ontem. Foram dois jogos incrivelmente parecidos. Ambos foram dominantes no primeiro set, mas logo no início do segundo perderam o foco e deixaram os adversários crescerem na partida.

Nos dois jogos, o segundo set escapou no tie-break. E o terceiro, no finalzinho. Saí de uma quadra, fui para a outra e a história se repetiu. Parecia que estava escrito. Fiquei triste por eles. Jogaram bem, lutaram, mas não deu.

Depois dos jogos, recebi uma boa notícia. O projeto do Instituto Tênis para a construção de um Centro de Treinamento aqui em São Paulo finalmente foi aprovado. Coisa linda, mas com um porém: terei de vir pra cá mais seguido...

Se isso realmente acontecer, prometo que não serei mais um a jogar lixo nas ruas.

Como deixei os atletas descansando hoje pela manhã, aproveitei para escrever um pouco. Volto na semana que vem, assim que tiver um tempinho.

Boa entrada de ano para todos vocês.

Postado por Francisco Costa

Uma resposta para “São Paulo”

  1. Marcelo T. Yanagui diz:

    Belíssima notícia a respeito do Centro de Treinamento! Vc tem mais detalhes para nos passar? Será no clube Tietê ou em algum outro lugar?
    Continue mandando bem no blog! Parabéns!

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