Depois de três semanas acompanhando os atletas nos futures de Sorocaba, Guarulhos e Jundiaí, passo alguns dias em casa. Mas já no sábado devo estar indo para o challenger de Campos do Jordão, invadindo um pouco o período de aulas na faculdade.
Estar junto aos atletas nos torneios é sempre uma experiência altamente enriquecedora. Todos os dias se aprende alguma coisa, dentro e fora da quadra. É preciso estar sempre atento a tudo, alinhando teoria e prática.
Cada vez fica mais claro, pelo menos pra mim, o quanto as questões extra-quadra são importantes. Decisivas, eu diria. Especialmente em um país como o nosso, onde qualquer ambiente costuma ser prejudicial àqueles que têm pretensões um pouco maiores.
No caso do tênis brasileiro, muita coisa melhorou nos últimos anos. Temos um calendário repleto de torneios, onde já não se vê jogadores chegando bêbados no hotel ou entregando jogos. Hoje em dia, todos dormem cedo e lutam para vencer no dia seguinte.
Tudo isso é necessário, mas não é suficiente. Infelizmente, falta algo. Ainda vejo poucos treinadores nos futures e pouca ambição por parte da grande maioria dos jogadores. Muitos só estão ali porque alguém está pagando a conta, e pouquíssimos trabalham realmente duro.
A boa fase do Inter
Celso Roth, mais uma vez, está mostrando competência em um início de trabalho. Os 100% de aproveitamento com duas vitórias fora de casa mostram, no mínimo, que o time está bem preparado fisicamente.
Mas as boa notícias não acabam aí. Tinga parece ter voltado ainda melhor da Europa, Taison recuperou sua velocidade e ímpeto, e Sóbis chegou para resolver o problema do ataque. Estive no Beira-Rio ontem e pude conferir tudo isso de perto.
Não me iludo com Alecsandro, embora continue torcendo para que ele comece a jogar, aos 29 anos, o que nunca jogou até agora. Ele me parece ser um sujeito esforçado, embora fale bem mais do que joga. Fez uma boa partida, contra o Galo, e só. Ainda está devendo, e muito.
A partida que realmente interessa aos colorados será nesta quarta-feira, contra o experiente e sempre perigoso São Paulo. Tanto Roth como Alecsandro têm uma oportunidade única, talvez a maior de suas carreiras.
O técnico poderá se livrar para sempre dos injustos rótulos que tanto o incomodam. Já o centroavante terá a oportunidade de compensar, em uma única noite, tudo o que ele não fez nos últimos doze meses.



3 de agosto de 2010 às 21:59
ola o que ex tenistas e técnicos com grande nome como voce,joao zwescht que foram capitaes da davis estao fazendo ou fizeram pelo tenis do rio grande do sul,projetos,novos talentos,desenvolvimento de jovens,projetos socias ......