As boas notícias começaram anteontem, quando Júlio Silva derrotou o francês Mahut em três sets duros e se classificou para disputar a chave principal do US Open.
Nunca canso de dizer que o Julinho, depois do Guga, é nosso melhor exemplo de que sempre vale a pena jogar tênis e tentar realizar o sonho de ser profissional.
Ele nunca foi ou será um jogador top, é verdade, mas, na proporção, ninguém chegou mais longe do que ele.
Hoje, já pela chave principal, outro veterano, Ricardo Mello, conseguiu uma boa vitória, derrotando o alemão Phau em quatro sets bem disputados. Pelo que li a respeito, foi um jogo cheio de alternativas e reviravoltas, típico de dois jogadores que devolvem bem mais do que sacam.
A seguir, foi a vez de Thomaz Bellucci começar o último Grand-Slam do ano com o pé direito. Sem jogar tudo o que sabe, ele derrotou o convidado americano Smyczek em sets diretos.
Amanhã, Júlio enfrenta o uruguaio Cuevas, um tenista bastante 'comum' em quadras rápidas. Se o brasileiro jogar o que jogou no quali, tem tudo para vencer.
Mello vai encarar o espanhol Ferrero, que além de toda a experiência de ex-número um do mundo, tem um estilo que o incomoda bastante. Mas, além de não estar em grande fase, o espanhol é outro que costuma cair bastante de nível nessa superfície. Tudo é possível.
Já Bellucci, aproveitando sua condição de cabeça-de-chave, segue como favorito na segunda rodada. Desta vez, no entanto, ele terá que jogar seu melhor tênis, pois vai enfrentar o perigoso sul-africano Anderson, que eliminou o indiano Devvarman sem grandes problemas. Vale a torcida.


