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Posts de janeiro 2011

Djokovic, impecável

30 de janeiro de 2011 0

Nem Nadal, nem Federer, nem Murray. Djokovic é o grande campeão do Australian Open de 2011.

O sérvio fez uma campanha perfeita, tendo perdido apenas um set em todo o torneio, e ainda no tie-break, e na distante segunda rodada. De resto, só deu ele. A partir das quartas, suas performances beiraram à perfeição.

Na final contra Murray, a estratégia foi a mesma que deu certíssimo contra Berdych e, principalmente, contra Federer. Jogar os pontos em alta velocidade, mas sem correr riscos, obrigando o adversário a jogar sempre no limite, das pernas e das linhas.

Foi o que aconteceu hoje. Murray deu tudo o que tinha para vencer o primeiro set, mas não deu. Desgastado fisicamente e sem encontrar alternativas, o escocês baixou a cabeça e foi presa fácil nos sets seguintes.

Um detalhe que não pode passar despercebido é o fato de que, enquanto Djokovic estava amparado por seu técnico e seu preparador físico, Murray contava apenas com a mãe, a quem ele, desrespeitosamente, mandou calar a boca mais de uma vez durante a final de hoje.

Se o próprio Federer - já ficou mais do que provado - precisa da ajuda de um técnico competente, então o ainda jovem e rebelde Murray está longe de estar fazendo todo o possível para conquistar seu primeiro Grand-Slam.

O triunfo de Djokovic é muito bom para o tênis de um modo geral, especialmente em um momento em que alguns tenistas do passado, pra variar, questionavam a competitividade do circuito atual, dada a supremacia da dupla Federer/Nadal nos últimos anos.

Na verdade, o tênis nunca para de evoluir. Djokovic e Murray, apesar dos pesares, são infinitamente melhores tenistas, por exemplo, do que Ivanisevic ou Chang, que chegaram ao número dois e hoje, em hipótese alguma, seriam top-10.

Aliás, jogando como jogou em Melbourne, Djokovic me lembrou 'o melhor dos Agassis', com a vantagem de sacar bem mais e chegar à rede com maior desenvoltura, além de se defender como o careca jamais sonhou em fazê-lo.

Enfim, comparar jogadores de épocas distintas é quase o mesmo que comparar os carros de hoje com os de 20, 30 anos atrás. Uma injustiça com todos. Os atuais sempre serão mais fortes, mais rápidos e mais completos. Hewitt que o diga.

Enfim, Djokovic x Murray

28 de janeiro de 2011 0

Depois de três anos, finalmente teremos uma final de Grand-Slam sem Federer e sem Nadal.

Com todo o respeito que os dois melhores tenistas da história merecem, é bom e saudável para o tênis - e até para eles - que outros craques os desafiem na disputa pelos grandes troféus.

Djokovic jogou demais na semifinal contra Federer. O sérvio imprimiu um ritmo extremamente veloz na partida e quase não deu espaços para que o gênio pudesse criar, fazer suas jogadas.

Federer teve algumas chances, chegou a sacar para vencer o segundo set, mas o fato é que ele nunca se sentiu à vontade em quadra, pois simplesmente não conseguia controlar os pontos. Estava sempre 'no limite' de sua movimentação. Final de jogo, três sets duros a zero para Djokovic.

Na outra semi, o embalado e confiante Ferrer começou jogando muito bem, venceu o primeiro set. Pouco a pouco, Murray foi se soltando e buscando o ritmo ideal. O segundo set foi decidido no tie-break, com vitória do escocês.

A partir daí, já estava claro que a vitória de Murray era apenas uma questão de tempo e, claro, de ele conseguir manter o foco. Apesar de alguns vacilos aqui e ali, deu Murray, três sets a um.

Depois de passar algum tempo à sombra de Federer e Nadal, Murray e Djokovic, enfim, parecem estar cada vez mais preparados para entrar de vez na briga pelo topo. Tomara que sim.

A final feminina será entre a belga Kim Clijsters e a chinesa Na Li. Nas semifinais, Li derrotou a número um Wozniacki, enquanto Clijsters bateu a número dois Zvonareva. Justo.

Nadal eliminado

26 de janeiro de 2011 0

As quartas-de-finais são sempre uma rodada traiçoeira para os favoritos. Desta vez, quem pagou o pato foi o número um do mundo, Rafael Nadal.

Alegando problemas físicos, Nadal levou uma surra do compatriota David Ferrer, caindo em sets diretos. Neste duelo particular, sempre foi assim: ganha quem estiver melhor fisicamente. Geralmente, Nadal leva a melhor. Hoje, no entanto, Ferrer sobrou.

Os demais favoritos confirmaram e estão na semi. Federer passou por cima de Wawrinka, Djokovic não deu chances a Berdych, e Murray teve algum trabalho contra Dolgopolov.

Agora, teremos Murray x Ferrer e Federer x Djokovic. Lembrando que Murray e Federer fizeram a final do ano passado, com vitória do gênio suíço.

No feminino, a número um Wozniacki pega a chinesa Li, enquanto Clijsters e Zvonareva se enfrentam.

Funil

24 de janeiro de 2011 0

Quartas-de-finais em Melbourne.

Do top-8, apenas Soderling e Roddick estão fora, eliminados, respectivamente, pelo ucraniano Dolgopolov (a grande surpresa do torneio) e pelo suíço Wawrinka (ainda não perdeu em 2011).

Vamos aos duelos:

Nadal x Ferrer: só um desastre tira Nadal das semifinais;
Murray x Dolgopolov: o ucraniano já foi longe demais;
Djokovic x Berdych: parada dura, mas acho que dá Djoko;
Federer x Wawrinka: Wawrinka está jogando muito, mas Federer.

No feminino, as favoritas Wozniacki e Clijsters também estão nas quartas.

Reta final

22 de janeiro de 2011 0

O Australian Open já está nas oitavas, dando início à segunda semana do torneio. Confira os duelos:

Nadal x Cilic
Ferrer x Raonic
Soderling x Dolgopolov
Murray x Melzer
Berdych x Verdasco
Djokovic x Almagro
Roddick x Wawrinka
Federer x Robredo

Notem que os oito melhores do ranking ainda estão vivos. Resta saber se teremos 100% de favoritos nas quartas, algo raríssimo.

Noticiário

20 de janeiro de 2011 0

Bellucci perdeu por 8x6 no quinto set.
Não vi o jogo, mas as parciais indicam que Hernych foi superior.
As nossas duas duplas caíram na primeira rodada.
Como sempre, o Brasil não ganhou de ninguém em Melbourne.
Mas alguém dirá que estamos no caminho certo.
Aliás, faz tempo que estamos nele.
A imprensa critica os jogadores, mas poupa os dirigentes.
Negócios são negócios.
O Inter vendeu Giuliano.
As enchentes não param.

Bons duelos em Melbourne

19 de janeiro de 2011 0

O Australian Open começou quente, com vários jogos sendo definidos no set decisivo. Ou, como se dizia antigamente, 'na bacia das almas'.

Por exemplo, Bellucci sofreu um bocado para derrotar Mello. Abriu dois sets a zero, mas permitiu a reação do baixinho. Agora ele pega o qualifier tcheco Jan Hernych.

Hernych é um tenista perigoso, que devolve muito bem saque e gosta de jogo rápido. Ele vem confiante, já venceu quatro jogos em Melbourne. Mas dá pra passar.

Já o gaúcho Daniel, com problemas físicos, não conseguiu fazer nada diante de Nadal. Uma pena. Jogar contra o número um do mundo em um torneio de Grand Slam é o sonho de qualquer tenista e deve ser duro sair de quadra assim, sem jogar.

Nalbandian e Hewitt fizeram um jogaço digno de dois craques. O argentino venceu por 9x7 no quinto set e frustrou a grande e barulhenta torcida. Lembrando que os dois já fizeram uma final de Wimbledon.

Já pela segunda rodada, Federer passou um sufoco danado contra o francês Simon, ganhando só no quinto set. Djokovic também teve trabalho contra o croata Dodig.

Uma boa notícia é a volta do argentino Del Potro, depois de praticamente um ano inteiro lesionado. Ele bateu Sela e agora desafia Baghdatis, sem dúvida uma partida que promete ser das melhores.

Além deste jogo, a rodada desta madrugada traz também Nadal, Murray e Bellucci.

Australian Open

16 de janeiro de 2011 0

O primeiro Grand Slam do ano vai iniciar.
O sorteio foi ruim para os brasileiros.
Bellucci e Mello se enfrentam.
Quem passar tem mais pedreira pela frente.
Daniel vai encarar justo ele, Rafael Nadal.
Todos os demais perderam no quali.
Apenas um na segunda rodada?
No feminino, como sempre, passamos em branco.
Nem no quali nossas meninas conseguem entrar.
As duplas sempre podem trazer alguma boa surpresa.
Palmas para os nossos melhores tenistas.
E pau na cultura e no sistema.
Um olho nos dirigentes e o outro nos treinadores.
Ainda estamos a 'anos-luz' dos europeus.
Mas alguns dizem que estamos bem.
Outros enchem o peito para falar do passado.
Nosso tenis sempre foi assim.
Fraco, atrasado, mas de nariz bem empinado.
Cheio de esquemas e pequenos conchavos.
Uma mistura de preconceitos com 'oba-oba'.
Um retrato fiel da elite brasileira.
Jornalistas do tenis adoram glamour, hotel cinco estrelas.
Por isso estamos sempre no caminho certo.
Quem vai levar? Federer ou Nadal?
Cuidado com Murray.

Primeiro post do ano

13 de janeiro de 2011 0

Estou em Alphaville-SP desde o dia 5, trabalhando bastante. Por enquanto ainda estou em um hotel, mas amanhã já devo estar indo para o apartamento onde vou morar.

No tênis brasileiro, aqueles que desejam trabalhar sério e com transparência, infelizmente, devem remar contra a maré. Sempre foi assim e ainda é, mas o Instituto Tênis segue firme e, tenho certeza, vai render bons frutos. Ninguém aqui está brincando.

Mas vamos ao que interessa.

Bellucci teve um começo de ano de razoável para bom em Auckland. Quase perdeu para o veterano Russell na estréia, ganhou bem do Robredo a seguir, mas parou no colombiano Giraldo nas quartas.

Mello ganhou o Aberto de SP pela quarta vez, mostrando a eficiência de sempre. O jovem Rafael Camilo foi muito bem, saindo do quali e chegando na final, depois de salvar match-points em três jogos.

Lembro que em 2009, quando ele tinha só 18 anos e ainda treinava comigo, Camilo também passou o quali do Aberto de SP e teve quatro match-points seguidos para derrubar Thiago Alves na primeira rodada, mas ficou nervoso e perdeu. Assim como o mundo, o tênis dá suas voltas.

Além destes, também gostei de ver o desempenho do Feijão, apesar da derrota nas quartas. Percebi alguns progressos em seu tênis, especialmente no revés e na movimentação.

Em Doha, Davydenko surpreendeu Nadal e caiu diante de Federer na final. Nenhuma novidade. O russo, quando está bem treinado, é mesmo carne de pescoço. Mais uma vez, o suíço chega na Austrália como favorito.

E o Ronaldinho, como era de se esperar, foi mesmo para o Flamengo. Afinal de contas, era quem tinha mais dinheiro, mais torcida e mais mídia para oferecer a ele. O resto é papo de torcedor fanático.