Tem coisas que eu venho dizendo há bastante tempo sobre a dupla Gre-Nal, e parece que agora as pessoas estão começando a enxergar:
- O plantel do Inter pode até ser considerado um bom plantel, mas apresenta uma série de desequilíbrios: não existe nenhum zagueiro confiável; tem veteranos demais e jovens de menos no grupo; as lideranças já caducaram. O resultado disso tudo é que o time do Inter é tecnicamente bom, mas não tem velocidade e não tem fome. Resumindo, é um time que faz poucos gols e sempre leva algum.
- Damião, desde que foi convocado, nunca mais foi o mesmo. Antes, ele era um centroavante 'tosco', mas extremamente esforçado. Ganhava todas pelo alto, corria muito, roubava bolas, empurrava a bola pra dentro de tudo que é jeito. Agora ele tem medo de cabecear a bola, corre pouco, tira o pé das divididas, se esconde do jogo. E continua sendo tosco. Ou seja, está ficando cada vez mais parecido com o glorioso antecessor.
- Uma coisa é jogar bem futebol, outra coisa é entender de futebol. E outra coisa, completamente diferente, é ser técnico de futebol. Falcão jogava muita bola e certamente entende muito do assunto, mas não é técnico. Tentou ser há 20 anos e não conseguiu. Como ele já tem quase 60 anos, desconfio que seja tarde demais para recomeçar, com todo o respeito.
- A atual direção do Inter tem sido um poço de confusão. O primeiro grande erro foi manter Roth após um semestre inteiro de fracassos, só para depois demití-lo na primeira derrota. Aliás, uma pedra que foi cantada por todos. Outro equivoco foi apostar tudo no time B, para depois desintegrá-lo no primeiro fracasso. Nem vou falar da questão envolvendo o tal de Aod Cunha. A verdade é que a dupla Luigi e Siegmann parece desafinada e sem convicção. Um parece ser omisso, o outro muda de opinião conforme o resultado. Não funciona assim.
- O Grêmio tem sido medíocre em todos os sentidos, já há algum tempo. A arrancada do ano passado que iludiu os gremistas se deveu a três fatores: Renato, jogadores, dirigentes, torcida e mídia estavam em plena lua-de-mel; Jonas estava iluminado e marcava gols em todas as partidas; Victor fazia pelo menos três ou quatro milagres por jogo.
- Neste ano, sem lua-de-mel, sem Jonas e com Victor menos inspirado, a realidade veio à tona. Depois de fazer campanha ridícula na Libertadores e perder um Gauchão ganho, o Grêmio resolveu contratar. Só que para ter chances de ganhar o Brasileirão, o Grêmio teria que 'nascer de novo', ou seja, fazer mudanças radicais em sua estrutura, direção, e obviamente no plantel. Talvez precisasse até de um técnico melhor do que o Renato.
Enfim, o Brasileirão promete ser longo e sofrido para os torcedores gaúchos. Mas aí vai uma boa notícia: ninguém corre o risco de ser rebaixado. Pelo menos por enquanto.