Em Wimbledon, mais uma rodada se passou e os principais favoritos seguem adiante: Nadal, Djokovic, Federer, Murray, Soderling, Berdych, Del Potro, Roddick estão na terceira rodada.
No tênis atual, os melhores tenistas do mundo são os melhores em qualquer piso, seja no saibro, na grama ou no cimento. Ou seja, o tênis praticamente extinguiu os 'especialistas'.
As grandes derrotadas são aquelas escolas que se especializaram em uma determinada superfície. Americanos e australianos, especialistas em pisos velozes, desapareceram do topo do ranking já há algum tempo. O tênis sul-americano, saibrista por natureza, está em franca decadência.
Os espanhóis, estudiosos que são, têm conseguido minimizar seu inevitável declínio revendo alguns conceitos a fim de tentar modernizar seu estilo. Nadal é o exemplo mais claro dessa luta do tênis espanhol para não ser engolido pelo tempo.
Cada vez mais, quem vem dominando o tênis são os países europeus cuja cultura é desenvolver seus jogadores em todos os pisos, para que se tornem tenistas completos: franceses, suíços, sérvios, croatas, alemães, holandeses, russos, etc.
No futebol não é diferente. O zagueirão tosco, o volante fazedor de faltas, o lateral corre-cruza, o craque que não marca, o driblador improdutivo, o centroavante que só sabe empurrar a bola pra dentro, estão todos condenados. Hoje em dia, goleiro deve saber jogar com os pés.
A extinção dos especialistas nos esportes mais complexos como o tênis e o futebol apenas reflete uma tendência global: a cultura cartesiano-reducionista está com os dias contados.



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