Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de julho 2011

Fracasso anunciado

31 de julho de 2011 2

Nenhuma novidade no futebol gaúcho.
O Inter segue firme no campeonato, conquistou hoje mais um pontinho.
Acho que ninguém nos tira da Sul-Americana do ano que vem.
O último lance do jogo foi emblemático, a cara do time.
Demoraram tanto para bater a falta que o juiz apitou: fim de papo.
O Inter é isso: um bando de veteranos que só enrola e não chuta a gol.
Já o Grêmio vai lutar até o fim contra um velho e conhecido fantasma.
Se um foi pouco e dois tão bom que virou DVD, três já é demais.
O vilão da vez é baixinho, gordinho, careca e ex-colorado.

Mensagem de domingo

31 de julho de 2011 1

"A crise global que estamos enfrentando agora é, em sua raiz, uma crise de consciência - uma crise nascida do fato de termos poderes tecnológicos prodigiosos, mas ainda permanecermos semi-despertos.(...) Considerando que cada nova fase de evolução da inteligência ocorre em uma fração do tempo em que ocorreu a fase anterior, podemos esperar que a aurora de uma "era de sabedoria" ocorra em anos e não em décadas - ela estará nos ombros da era da informação".

(Peter Russell, futurólogo e escritor)

Além dos números

30 de julho de 2011 0

A chave do ATP de Los Angeles parecia estar sob medida para que Thomaz Bellucci começasse a temporada de quadras duras com o pé direito.
Além de ser cabeça-de-chave e sair já nas oitavas, o caminho se mostrava mais ou menos tranquilo até a semifinal quando, teoricamente, ele enfrentaria o argentino Del Potro.
Mas, na prática, não foi bem assim. Depois de fazer uma boa estréia, o brasileiro caiu nas quartas diante do americano Bogomolov, um tenista experiente, mas que nunca teve grandes resultados na carreira.
Bellucci esteve muito perto de vencer, chegou a abrir 6x1 4x3 e saque, mas levou a virada, desperdiçando mais uma ótima oportunidade.
Sem ver o jogo, não há o que dizer, mas apenas lamentar o fato de que o número um do Brasil ainda não conseguiu deslanchar em 2011.
Uma coisa, no entanto, eu posso afirmar com todas as letras, até porque o conheço muito bem: não lhe falta capacidade, muito menos determinação para se tornar um top-10.
Ou seja, ao contrário do que prega o senso comum tupiniquim, o esporte não se resume apenas à simples questão de 'querer' e 'poder'.
O buraco é um pouco mais embaixo e, adivinhem, está além do alcance de qualquer visão reducionista. E é exatamente aí que o tênis se torna tão fascinante: nomes e números valem muito pouco, quase nada.

Neymar, Ronaldinho e o 'craquismo'

29 de julho de 2011 14

Não faz muito tempo escrevi sobre as duas 'correntes do atraso' que, através do futebol, contaminam todo o esporte brasileiro.
De um lado estão os saudosistas, os defensores do talento puro e do futebol arte. São 'aristocratas' que pertencem ao século XIX.
Do outro estão os fanáticos por resultados, os adoradores de nomes e números que, no fundo, são também defensores do 'neoliberalismo' e gostariam que ainda estivéssemos nos anos 80.
Lá de vez em quando, essas duas correntes convergem e acaba ocorrendo uma perigosa e contagiosa 'unanimidade' na imprensa esportiva brasileira, que obviamente acaba se refletindo nas ruas.
É assim: sempre que nossa crônica se torna unânime sobre alguma coisa, é bom abrir bem os olhos e ficar atento. Nessas ocasiões, costumamos dar um salto gigantesco. Só que para trás. É mais ou menos como Bush e Saddam fazendo as pazes e decidindo juntos o melhor destino para a humanidade.
Todos, sem exceção, louvaram a partida Santos 4x5 Flamengo como 'o jogo do ano', e as atuações dos craques Neymar e Ronaldinho como 'fenomenais'. Muitos, inclusive, já defendem a volta do veterano gaúcho para a seleção.
A verdade é que Santos e Flamengo jogaram futebol 'à moda antiga': ninguém marcou no meio campo. Sobrou espaço. Paraguaios e venezuelanos, por exemplo, não jogam nada, mas não costumam ser tão generosos com os adversários.
É verdade que Neymar fez dois belos gols, mas também exagerou no individualismo, perdeu dezenas de bolas e gerou contra ataques perigosos. Seu time levou cinco gols em casa.
Já Ronaldinho fez três gols: no primeiro, o goleiro falhou e a bola sobrou limpa; no segundo, arriscou bater a falta por baixo da barreira, algo que já havia tentado fazer mil vezes em vão; no terceiro, ele chutou mal, mas a bola desviou no zagueiro e entrou.
Em 2006, Ronaldinho estava no auge e fez uma Copa medíocre - ele e o quarteto mágico; Neymar acaba de fazer uma Copa América medíocre, junto com Ganso, Pato e Robinho. Outro quarteto. Jogadores individualistas tem algo em comum: costumam fracassar quando são bem marcados. Mas, é claro, eu sou apenas um ex-tenista que não entende nada de futebol.
Então, viva o craquismo, viva as vedetes, viva a unanimidade.
Viva o passado - o tal do Barcelona é uma mentira.
Ronaldinho, Neymar, Ganso, Pato, Robinho e Kaká juntos na seleção já.
E, por que não, viva também a festança com dinheiro público.

Lições do futebol europeu

27 de julho de 2011 6

Em termos de resultado, podemos dizer que o Inter fez um papel decente na Alemanha e representou bem o futebol sul-americano.
Resta saber agora se o Inter aprendeu alguma coisa nesta aventura.
Contra os reservas do Barcelona, o Inter colocou seu time considerado titular e não conseguiu jogar. Empatou na sorte.
Contra os titulares do Milan, o Inter colocou um bando de garotos que nunca tinham jogado e fez uma partida equilibrada, até poderia ter vencido.
O Barcelona aposta em uma cultura de futebol e nas categorias de base. Ganhou tudo nos últimos anos.
O Milan aposta em nomes. Seu time é um misto de veteranos como Gattuso e Seedorf, e 'vedetes' como Robinho e Ibrahimovic. O último título europeu foi em 2007.
Acho que já está bom.

Atraso

27 de julho de 2011 15

Está certo que o Inter não vive bom momento e tinha dois ou três desfalques, mas ainda é o melhor time da região sul e um dos seis melhores do Brasil.
Pois o Inter jogou contra uma 'caricatura' do Barcelona e foi dominado durante praticamente o jogo inteiro. Só empatou graças a duas lambanças do goleiro reserva do Barça.
O melhor jogador em campo foi o jovem Tiago, filho do brasileiro Mazinho, mas formado pelo Barcelona e espanhol por opção.
Eis a realidade.

Uruguai campeão

25 de julho de 2011 1

A Copa América foi um torneio de baixo nível.
Gramados péssimos, times fracos, jogos truncados.
O futebol sul-americano está cada vez mais distante do europeu.
O Uruguai fez o simples e tirou o pé do barro.
Correu, marcou e bateu muito, jogou pro gasto.
O Paraguai foi um finalista ridículo, vergonhoso.
Brasil e Argentina confirmaram sua decadência.
Quartas nas últimas duas Copas, quartas na Copa América.
A diferença é que eles têm Messi, graças ao Barcelona.
Nós temos Diego & Robinho, ops, Ganso & Neymar.
Ou seria Teixeira & Galvão?
Ouço vaias.

Mensagem de domingo

24 de julho de 2011 0

"Estou surpreso com o amor que ainda sinto pelo esporte. Não me importo em treinar e viajar. Às vezes, estou longe da minha cama durante metade do ano. Me impressiona estar tão bem. É claro que eu gosto do circuito, mas não é como estar em casa. Eu saí de casa aos 14 anos para treinar no Centro Nacional e estava sempre com saudades. Hoje não é mais um problema".

"Me diziam que eu era bonzinho demais para obter sucesso. No entanto, eu nunca aceitei a idéia de me tornar um idiota para isso - eu preferiria continuar sendo uma boa pessoa e vencer menos. Eu queria ser eu mesmo e pensava - se isso me bastar, está bem, caso contrário, é porque não sou bom o suficiente. E decidi dar o melhor nos treinos e jogar duro, mas limpo".

"Eu me preocupo com a pobreza mundial. Também estou ciente de que, mesmo na Suíça, nem todos estão bem e o desemprego está se tornando algo sério. Mas em outros lugares os problemas são bem mais graves. (...) Pensei que esta seria uma boa combinação: de um lado, fazer alguma coisa na Suíça (apoiar jovens atletas), do outro, ajudar crianças africanas a receber educação. É bom poder dar algo em troca. E não deveria ser sempre dinheiro. Também é possível ajudar, por exemplo, com tempo. Tem muita gente precisando de ajuda".

(Roger Federer, tenista)

Gira americana

23 de julho de 2011 0

Depois de enfrentar uma verdadeira correria nos meses de maio e junho, com o acúmulo de torneios importantes em um curto período de tempo, os melhores do mundo aproveitam o mês de julho para descansar e se preparar para a temporada de quadras duras nos EUA.

A gira americana já começa na semana que vem, com dois torneios de menor porte (Los Angeles e Washington) e depois esquenta de vez a partir da terceira semana, com dois Masters (Montreal e Cincinatti) e, finalmente, o US Open, último Grand-Slam do ano.

Thomaz Bellucci arranca já em Los Angeles, o que mostra que ele está consciente de que precisa melhorar muito em quadras rápidas se realmente quiser ser um top-20. Até porque a temporada de saibro dele esteve longe de ser brilhante.

Já passamos da metade do ano e é preciso dizer que o trabalho dele com o técnico Larri Passos ainda não mostrou a evolução que todos esperavam. A semi de Madri não foi nenhum 'divisor de águas' - às vezes, detesto ter razão.

A gira americana representa a última oportunidade do brasileiro de se aproximar de seu objetivo ainda em 2011.

Conspiração e vaias

21 de julho de 2011 5

Eu acredito em conspiração.
Até porque a história nos mostra que ela sempre existiu.
No Brasil, dirigentes esportivos e mídia têm sido eternos cúmplices.
Existe um pacto para garantir que o título em 2014 não nos escape.
O plano é alçar Ricardo Teixeira à Fifa e o tal de Andrés Sanchez à CBF.
Para que tudo continue rigorosamente igual no mundo do futebol.
Só que as coisas não funcionam assim, o tempo não para e tampouco volta atrás.
Teixeira, por exemplo, já está queimado e condenado.
Galvão Bueno já se tornou um dos sujeitos mais odiados do país.
Dirigentes corruptos e manipuladores de opinião se merecem.
O destino deles é morrer abraçados, sob vaias da torcida.
A torcida sempre tem razão.