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Posts de dezembro 2011

Emirados

30 de dezembro de 2011 0

A temporada 2012 já começou para os melhores tenistas do mundo.
Federer, Djokovic e Nadal estão em Abu Dhabi para um torneio exibição.
Ferrer, Tsonga e Monfils completam o elenco de craques nos Emirados.
Djokovic bateu Monfils, Federer, e está na final.
Do outro lado, Ferrer bateu Tsonga e agora pega Nadal.
Exibições, amistosos são como 'treinos de luxo'.
A pegada e o desgaste não são os mesmos.
Há quem diga que disputar exibições tira o direito de criticar o calendário.
É a velha estratégia de confundir e manipular opiniões.

Noticiário

26 de dezembro de 2011 0

- A ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) tem novo presidente. É o australiano Brad Drewett, de 53 anos. Além de ter sido tenista profissional nos anos 80, Drewett é um executivo experiente. Federer e Nadal queriam que o presidente fosse um ex-jogador. Sinal dos tempos. Ser um especialista já não basta, é preciso compreender o todo.

- O Inter terá parada dura na pré-Libertadores. O Once Caldas dispensa apresentações e a partida decisiva será na altitude colombiana. Uma verdadeira final com apenas 15 dias de treinos. Menos mal que o time já está montado. Dagoberto é ótima contratação; Bolívar e Kléber deveriam ser passados adiante.

- 2011 foi um ano terrível para o futebol brasileiro: fizemos fiasco na Copa América e no Mundial de Clubes. Mesmo assim, tudo deverá continuar igual, a começar pelo calendário. Prova de que, para quem comanda o futebol, só o dinheiro importa. Teixeiras e Adrianos seguirão dando o exemplo em 2012.

Mensagem de Natal

22 de dezembro de 2011 0

Está chegando o Natal e eu desejo a todos saúde, paz e muito amor.
Um pouco de sabedoria para o esporte brasileiro também não faria mal.
Que em 2012 possamos, enfim, 'caminhar pra frente'.
É pra frente que se vive, é pra frente que se joga.
O jogo deve vir sempre antes do resultado.
Vencer é consequência de jogar melhor.
Federer e o Barcelona que o digam.
Os fins não justificam os meios.
É o que nos ensina a história.
A felicidade é um meio, não um fim.
Dizem os sábios.

Álibi

19 de dezembro de 2011 0

Depois do massacre de domingo, eu tinha apenas uma dúvida.
Qual seria a desculpa, o culpado desta vez?
Sim, porque o futebol brasileiro só perde para ele mesmo.
Mesmo quando não vê a cor da bola.
Demorou algumas horas, mas encontramos nosso 'álibi'.
"O Santos não teve atitude vencedora".
Muricy foi medroso, Neymar ainda está verde.
Resumindo, o Santos não jogou como time brasileiro.
O Barcelona, sim, jogou como time brasileiro.
Pronto, já podemos dormir tranquilos.
Continuamos sendo os melhores do mundo.
Digo mais: eles é que devem aprender com a gente!
Somos penta e fim de papo.

Massacre histórico

18 de dezembro de 2011 0

Alguns vão dizer que o mérito do Barcelona é ter muito dinheiro.
O Barça entrou em campo com nove jogadores formados no clube.
Outros dirão que Muricy fez tudo errado, colocou o time atrás.
O Santos ganhou a Libertadores jogando no contra-ataque.
Enfim, muitos tentarão diminuir o que aconteceu neste domingo.
Pela primeira vez na história, o futebol brasileiro foi goleado e massacrado.
E não há desculpas, culpados, injustiça ou acidente.
Houve, sim, uma superioridade gritante de uma equipe sobre a outra.
De um estilo sobre o outro, de uma cultura sobre a outra.
A seleção brasileira teria apanhado do mesmo jeito.
O problema é que o Barcelona não é de outro planeta.
Ele é real, de carne e osso, e vai continuar existindo.
E vai tentar melhorar ainda mais para continuar no topo.
A Espanha não ganhou a última Copa por acaso.
Nem virá a passeio em 2014.
Estamos mais atrasados do que os comentaristas imaginam.

Duelo de opostos

14 de dezembro de 2011 0

Impossível não falar do Mundial de Clubes no Japão.
Ao que tudo indica, teremos um interessante duelo de culturas, estilos opostos.
De um lado, o Santos, digno representante do futebol brasileiro.
Seu técnico, Muricy, é quem mais venceu nos últimos anos.
O mérito dele é simplificar, se adaptar aos jogadores, e não tentar impor sistemas.
Ex-boleiro que é, ele sabe que são os jogadores que decidem.
É o "vamos segurar aqui atrás, que na frente o Neymar resolve".
Foi assim que o Santos ganhou a Libertadores.
Já o Barcelona é quem melhor representa a evolução do futebol europeu.
Para eles, o que importa é o coletivo, o sistema, o complexo.
O time atual do Barça é resultado de um trabalho de anos, décadas.
Que começa nas categorias de base, na formação de indivíduos inteligentes.
E termina nas triangulações de Messi, Xavi, Iniesta, Fábregas, etc.
Quem vai levar a melhor no domingo?
O craque, o improviso, a malandragem, a superação?
Ou a escola, o método, a lógica, a frieza?
Meu lado racional aposta todas as fichas no Barcelona.
Meu lado colorado sabe que pode dar Santos.

Mais um título para o IT

11 de dezembro de 2011 0

Marcelo Tebet, de 15 anos, atleta do Instituto Tênis (IT), sagrou-se campeão do torneio de duplas do Orange Bowl, na categoria 16 anos, jogando ao lado de Lucas Guitarrari. Na final, eles ganharam do alemão Alexander Sedengeya e do holandês Franz Sidow, parciais de 7x5 7x5.

O Orange Bowl, realizado nos EUA, é um dos principais torneios juvenis do mundo.

Perguntas

10 de dezembro de 2011 0

2011 foi um bom ano para o tênis brasileiro?
Na Copa Davis, chegamos mais perto do que nunca. Mais uma vez, faltou alguma coisa na hora H. Terá sido sorte, competência ou merecimento?
Nosso melhor tenista, Thomaz Bellucci, frustrou as expectativas criadas por ele mesmo e alimentadas por uma cultura míope. Mas o que, exatamente, terá faltado para a dupla Bellucci/Larri?
Ricardo Mello e Feijão Souza tiveram bons momentos, mas terminaram a temporada mais ou menos onde começaram. Mello já é um veterano, está de bom tamanho. E o Feijão? Será que ainda dá pra ele ser top-50?
Rogerinho Silva progrediu no ranking, mas tem 27 anos e está bem perto do seu auge. Quanto ele ainda pode melhorar?
Jovens da geração seguinte, Romboli, Demoliner, Camilo, Pereira, todos foram mal. Faltou alguma coisa, mas o que? Potencial? Estrutura? Um bom técnico? Torneios, certamente não.
A esperança de termos um grande jogador, como sempre, recai sobre quem está apenas apenas começando a carreira: Fernandes, Clezar, Monteiro, Sorgi, Santana. Será que eles são realmente bons, ou apenas queremos acreditar que são, a fim de manter as aparências de que estamos no caminho certo?
E o tênis feminino? Tivemos um número recorde de torneios, mas nossas principais tenistas conseguiram piorar no ranking. Como isso pode ser possível?
Tirem suas próprias conclusões.

Liderança

07 de dezembro de 2011 0

A carreira de técnico, como a de jogador, tem início, meio e fim.
Portanto, ela deve ser vista sempre como um todo.
Alguns evoluem, outros pioram, a maioria se repete.
Tite e Muricy, por exemplo, evoluíram; Luxemburgo piorou.
Aqueles que se repetem também acabam ficando pra trás.
O consagrado Felipão está sofrendo deste mal.
Sua relação com os jogadores sempre foi 'vertical'.
De pai para filho, de comandante para subordinado, etc..
Só que os boleiros de hoje são mais instruídos, menos ingênuos.
O famoso "eu ganho, eles perdem" não é mais tolerado.
Tite e Muricy são mais 'democráticos' do que Felipão ou Mano.
Sai o comandante/paizão, entra o parceiro, o amigo, o colega de trabalho.
Os tempos mudam, logo as pessoas devem mudar também.
Quem disse isso foi um tal de Mandela.

Tendência

05 de dezembro de 2011 0

Espanha e Argentina protagonizaram uma belíssima final de Copa Davis. Os espanhóis levaram seu quinto título, todos no século 21, enquanto os argentinos bateram na trave pela quarta vez, três delas nos últimos seis anos.

Os números deixam claro que espanhóis e argentinos têm sido dominantes, graças a craques como Moya, Ferrero, Nadal, Ferrer, Nalbandian e Del Potro, tenistas formados no saibro, mas também capazes de vencer em pisos rápidos, pré-requisito fundamental para se obter sucesso na Davis.

Mas se prestarmos um pouco de atenção, veremos que este domínio parece estar com os dias contados. As principais promessas do tênis atual não são espanhóis, nem argentinos. Algo que diz muita coisa, mais do que as pessoas podem imaginar.

Em primeiro lugar, jogar bem em todos os pisos deixou de ser um 'diferencial' e se tornou condição necessária, o que significa que tanto a escola argentina como a espanhola terão de se reinventar para continuar no topo.

Depois, porque a era da informação já começa a trazer mais equilíbrio.