Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de maio 2012

Mais sorte do que juízo

31 de maio de 2012 0

Um bom técnico deve estar sempre atento a tudo o que acontece.
Quando assumiu a seleção, Mano apostou em caras novas e se deu bem.
Depois, pressionado, quis dar uma de esperto, ressuscitou veteranos e se deu mal.
Pior: persistiu no erro durante tempo suficiente, transformando a seleção em algo menor.
Agora, obrigado a vencer as Olimpíadas, eis que Mano voltou a escalar um time jovem.
Com Ganso lesionado, decidiu dar a camisa dez ao estreante Oscar.
Nada de Ronaldinhos, Robinhos, Elanos, Jadsons, Fernandinhos.
A seleção brasileira, finalmente, voltou a jogar futebol de seleção brasileira.
Terá Mano percebido que Oscar é melhor do que o próprio Ganso?
Que não há mais espaço para jogadores acomodados?
Terá Dorival percebido que Bolívar, Índio e Kléber são ex-jogadores?

Só derrotas

29 de maio de 2012 1

Mais uma vez, o tênis brasileiro ficou devendo: Bellucci, Feijão e Rogerinho não passaram da primeira rodada em Roland Garros.

A derrota do qualifier Rogério Silva já era esperada, uma vez que ele enfrentaria um adversário superior, o americano John Isner, que confirmou o favoritismo e não lhe deu nenhuma chance, vencendo em sets diretos.

Feijão Souza tinha tudo para conseguir uma boa vitória diante do alemão Cedrik Stebe, novato como ele em Grand-Slams. Mas o brasileiro sequer conseguiu terminar a partida, alegando dores nas costas. Infortúnio ou má preparação? Provavelmente as duas coisas.

Como sempre, Bellucci tinha o 'dever moral' de levar o Brasil adiante em Roland Garros. A chave lhe permitia sonhar, pois ele encontraria um Djokovic somente nas quartas. Até lá, tudo seria possível, mas antes era preciso vencer o sérvio Victor Troicki, 31º do mundo, na primeira rodada.

Bellucci e Troicki têm características semelhantes. Os dois são altos, sacam muito bem, têm golpes de base potentes, mas se defendem mal e têm dificuldades de chegar na rede. E a partida foi como se esperava: irregular e equilibrada.

O brasileiro lutou muito, mas só conseguiu ser superior ao adversário no primeiro set. Depois disso, foi o sérvio quem se impôs e criou as melhores oportunidades. Mesmo desperdiçando um incrível 5x2 e saque no terceiro set, a vitória de Troicki no quinto set foi absolutamente justa.

Pior do que a derrota foi ter de escutar o infeliz comentarista do jogo 'enxovalhando' o nosso melhor tenista, como se o adversário fosse ruim ou não existisse. Assim caminha o tênis brasileiro.

Djokovic, Federer, Del Potro e Tsonga começaram Roland Garros com o pé direito.

Roland Garros

25 de maio de 2012 0

Vai começar Roland Garros, e o número um Djokovic tenta ser o primeiro homem a completar o Grand-Slam (vencer os quatro principais torneios em sequência) desde Rod Laver em 1969 - missão complicada ter de 'arrancar' o troféu das mãos (e dos dentes) de Nadal.

O sérvio estréia contra o italiano Starace e está na mesma chave de Federer, que o derrotou na semifinal do ano passado. O suíço pega o alemão Kamke.

Já o favorito Nadal inicia sua trajetória rumo ao sétimo título em Paris contra Bolelli, também italiano. E Murray não deverá ter problemas contra o japonês Ito.

Mas se os italianos tiveram azar no sorteio, o mesmo não se pode dizer em relação os brasileiros.

Bellucci, que desta vez não é cabeça de chave, caiu justamente contra aquele que talvez seja 'o mais fraquinho' dos favoritos. O sérvio Troicki nunca foi um grande jogador no saibro e está em má fase já faz algum tempo.

Vencendo, ele enfrentaria o italiano Fognini ou o francês Mannarino. Na terceira rodada, Tsonga, outro que não gosta de pisos lentos. Ou seja, se Bellucci jogar o que sabe, pode chegar nas oitavas.

Quem também não tem nada a reclamar do sorteio é Feijão Souza. A estréia é contra o alemão Stebe, jogador típico de pisos rápidos. Se passar, o mesmo Tsonga - para Feijão, vencer o francês em sua casa já seria uma tarefa bem mais complicada do que para Bellucci.

Rogerinho Silva conseguiu passar o duro quali de RG pela primeira vez, mas esse não deu muita sorte. O americano Isner já mostrou que não tem medo de escorregar no saibro. Complicado, mas não impossível.

Enfim, já veremos o que acontece.

Final 'esquecível'

21 de maio de 2012 1

Não há nada pior para um torneio de tênis do que chover no domingo e a final ficar para segunda-feira. Enfim, foi o que aconteceu no Masters 1000 de Roma e as arquibancadas acusaram o golpe.

A partida em si teve lá seus bons momentos, mas não trouxe nenhuma novidade. Djokovic fez um bom primeiro set, conseguiu dominar o espanhol e criar oportunidades, mas duvidou, desperdiçou e desanimou. Ou seja, Nadal venceu pelas mesmas razões de sempre. E vai a Paris como o grande favorito ao título.

Já Djokovic, diferente do ano passado, chegará a Roland Garros sem nenhum título conquistado no saibro, seja vermelho ou azul. É ruim por um lado, mas pode ser bom por outro, já que a pressão sobre ele será menor do que em 2011.

Agora, cá entre nós, bom mesmo seria ver o Federer ganhando dos dois na França. Difícil, muito difícil. Quase impossível.

Tira teima

20 de maio de 2012 1

Djokovic e Nadal farão mais uma final amanhã, no Masters 1000 de Roma. Nas semis, o número um derrotou Federer, 6x2 7x6, enquanto Nadal bateu Ferrer, 7x6 6x0.

Ferrer fez um ótimo primeiro set e teve tudo para sair na frente, mas falhou demais na hora H. Depois, desanimado, praticamente entregou o segundo set.

O esperado duelo entre Djokovic e Federer foi diferente. O sérvio começou jogando muito bem e não deu nenhuma chance para o suíço no primeiro set. Sacando mal, Federer não encontrava espaços para atacar. Djoko seguiu melhor e só teve problemas na hora de fechar o jogo.

Quem vencer amanhã vai chegar em Roland Garros um pouco mais confiante - vale a pena conferir.

Quartas

17 de maio de 2012 0

Duelos das quartas-de-finais do Masters 1000 de Roma: Djokovic x Tsonga; Federer x Seppi; Ferrer x Gasquet; Nadal x Berdych.

A grande surpresa do dia foi a derrota de Murray para Gasquet. Outro resultado que poucos esperavam foi a tranquila vitória de Tsonga sobre Del Potro. Nadal passou por cima de Granollers, Djokovic e Federer precisaram de três sets para eliminar Monaco e Ferrero.

Roma

15 de maio de 2012 0

Enquanto ainda se discute o saibro azul, com alguns inclusive cometendo o absurdo de confundí-lo com uma volta ao passado, a bola já começou a quicar em Roma, desta vez no tradicional piso vermelho.

Considero uma insanidade a ATP colocar dois torneios tão importantes em semanas consecutivas. É ruim para o tênis e para os jogadores, especialmente aqueles que se destacaram no primeiro torneio. Federer, por exemplo, chegou a cogitar a hipótese de não jogar na Itália, o que seria um verdadeiro desastre.

Bellucci perdeu na estréia para o russo Youznhy, em partida de três sets. Resultado normal, apesar da tradicional 'cornetagem'. Aliás, virou moda referir-se ao nosso melhor tenista como um 'amarelão'. Ouço crianças repetindo isso e fico preocupado. E os outros brasileiros, que sequer disputam o quali desses torneios? O buraco é bem mais embaixo.

Djokovic estréia contra o australiano Tomic; Nadal pega o alemão Mayer; Murray tem parada dura contra o experiente Nalbandian; Federer, se jogar, pega o argentino Berlocq.

Deu Federer no saibro azul

14 de maio de 2012 0

Federer e Berdych protagonizaram não só uma grande final, mas uma excelente partida de tênis. E deu Federer, após duas horas e meia de jogo, parciais de 3x6 7x5 7x5.

O placar resume bem o que foi a final de Madri. Agressivo, especialmente nas devoluções de saque, Berdych foi superior no primeiro set e não deixou Federer jogar. Para o segundo set, o suíço teve que abandonar sua estratégia inicial, que era tentar 'domar' o adversário desacelerando o jogo, e também partiu para o ataque.

O jogo ficou franco, equilibrado, com uma qualidade técnica poucas vezes vista em uma quadra de saibro. Os dois sets seguintes foram muito parecidos, decididos no detalhe. A tranquilidade e concentração de Federer fizeram a diferença na hora H.

De quebra, o suíço ultrapassou Nadal no ranking e recuperou o numero dois, aos 30 anos de idade, mostrando, mais uma vez, porque é considerado o melhor de todos os tempos.

Federer e Berdych decidem Madri

13 de maio de 2012 0

Em uma quadra onde é proibido recuar, estão na final justamente dois dos tenistas mais completos do circuito: Federer e Berdych.

Reconhecido pelos próprios colegas como o melhor da história, Federer é uma aula de tênis em pessoa, pois é capaz de fazer em quadra tudo o que uma raquete e uma bolinha permitem. Durante a semana, ele usou e abusou de seu incrível repertório de golpes e jogadas, e ontem simplesmente não deixou o esforçado Tipsarevic respirar, vencendo a semifinal em apenas uma hora de partida.

Berdych pode até parecer um mero distribuidor de pancadas, mas está bem acima disso. Trata-se de um tenista que contra-ataca muito bem e gosta de definir os pontos na rede. Na semifinal contra Del Potro, isso ficou claro. Enquanto o argentino subiu à rede apenas duas vezes, o tcheco estava lá sempre que possível. Foi o que acabou fazendo a diferença em uma partida tão equilibrada.

Se Federer vencer hoje, ultrapassa Nadal e recupera o número dois no ranking. É o favorito. Berdych nunca venceu um Masters 1000, mas vem fazendo um torneio brilhante e já derrotou o suíço, mais de uma vez. Jogaço.

Enfim, boas notícias

Definitivamente, o tênis brasileiro não vive seu melhor momento. Bellucci acaba de despencar no ranking e corre o sério risco de ficar de fora das Olimpíadas. Pior ainda é não ver ninguém sequer se aproximar dele. Ontem, no entanto, tivemos duas boas notícias, uma no masculino e outra no feminino.

O jovem Guilherme Clezar venceu o challenger de Rio Quente/GO e, aos 19 anos, já se aproxima do top-200. Tive a oportunidade de vê-lo em ação nesta semana: ele tem bons golpes, se mexe bem em quadra e joga 'solto'. Falta chegar mais na rede. Dos jovens, é o que me pareceu mais 'pronto' para deslanchar.

No feminino, a já experiente Teliana Pereira também ganhou um challenger, na Argentina. De boa campanha nas últimas semanas, a número um do Brasil também se aproxima do top-200, lugar onde já esteve há alguns anos, antes de começar a ter problemas físicos. Por alguma razão não-tenística, Teliana não foi convocada para a última Fed-Cup, e fez muita falta.

Semifinais sem Djokovic e Nadal: bom para o tênis

12 de maio de 2012 1

Depois da queda de Nadal, ontem foi a vez de Djokovic dar adeus em Madri. O sérvio perdeu para o compatriota e amigo Tipsarevic, em dois sets. Assim como Nadal, Djokovic saiu da quadra culpando o saibro azul pela derrota e também prometeu não voltar a Madri se as condições não mudarem.

O que as derrotas de Djokovic e Nadal provam? Primeiro, que a quadra realmente ficou mais escorregadia do que se desejava, o que dificulta o jogo defensivo. Segundo, que os dois primeiros do ranking têm dificuldades enormes quando são obrigados a tomar a iniciativa dos pontos, a ir para a frente.

O diretor do torneio, o ex-tenista romeno Ion Tiriac, reconheceu o problema e prometeu fazer ajustes para o ano que vem, mas também disse que não vai abrir mão da quadra azul. Segundo ele, o tênis precisa se adaptar aos novos tempos. Tiriac está certo. O mundo do tênis é conservador demais.

O esporte só é interessante quando ninguém sabe quem vai ser o campeão, e fica ainda melhor quando privilegia a técnica, não a força. Intuitivamente, a grande maioria dos torcedores sabe disso. E escolhe torcer para Federer, para o Barcelona, ou então para um 'azarão' qualquer.

Falando nisso, Federer está na semi. Seu rival será justamente o 'azarão' Tipsarevic. Do outro lado da chave, um interessante duelo entre dois tenistas de boa técnica, e que não têm medo de meter a mão na bola: Berdych x Del Potro.