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Londres: nenhuma novidade

03 de agosto de 2012 1

Encerrada a participação do tênis brasileiro nos Jogos de Londres, nossos representantes cumpriram seu papel com dignidade. Bellucci e os duplistas Melo, Soares e Sá jogaram seu melhor tênis, endurecendo jogos diante de adversários claramente superiores.

Chances de medalha? Só mesmo para os falsos otimistas. As semifinais são simplesmente Federer x Del Potro, Djokovic x Murray. Não é preciso dizer mais nada. Nas duplas sempre acaba existindo alguma chance remota, mais por se tratar de uma modalidade que costuma ser deixada de lado pelos melhores.

Nos demais esportes, nenhuma novidade em relação aos jogos anteriores. Uma surpresa boa aqui, uma decepção ali, apesar do imenso barulho e investimento cada vez maior de dinheiro público em 'projetos olímpicos'. E é preciso dizer que, infelizmente, esse quadro de mediocridade dificilmente mudará para 2016.

Na verdade, projetos olímpicos só funcionam para aquelas modalidades onde já existe alguma tradição de formar atletas de ponta, como vôlei, judô e, talvez, natação. Nos esportes onde sempre fomos coadjuvantes, como o tênis, é preciso começar do zero, investir na base, na formação de atletas desde o início.

Mas é justamente aí que aparecem nossos principais defeitos: a falta de uma cultura esportiva, de visão de longo prazo, de conhecimento, de gestão esportiva, de transparência em todos os níveis. O dinheiro acaba desaparecendo sem deixar rastros.

Uma resposta para “Londres: nenhuma novidade”

  1. Guilherme Livi diz:

    não entendo nada de esportes... mas só escuto falarem de trabalhar melhor o ciclo olímpico e tal, falam isso em vários esportes... escutar de atletas esta conversa, é compreensível, já que eles estão pensando neles, e querem participar e chegar bem na próxima olimpíada... mas quem gerencia os esportes olímpicos não devem pensar neste curto prazo, o principal, é pensar no longo, como você disse. No desenvolvimento do esporte, integrar o social com condições de competição de alto nível, para a formação de atletas... o buraco é mais embaixo... e o acho que esta próxima olimpíada, sendo no Brasil, é pior para o esporte... sabemos que não teremos resultado significativos, teremos um certo investimento, que com a ausência de bons resultados, diminuirão depois de 2016, tudo pela busca imediatista de resultados... e não irão pensar a longo prazo... como deveriam ter pensado a uns 5 ou 6 anos atrás, tanto esportivamente, como em questão de organização dos eventos (copa e olimpíada)... e o trabalho de longo prazo fica de lado... e vão perder mais 4 anos de preparo... posso estar falando bobagem, mas é o que penso.

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