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A dureza do circuito

15 de maio de 2017 1

Peço desculpas por escrever cada vez menos. Muito trabalho, algumas viagens e, no tempo livre, família. Com o passar do tempo, fui perdendo um pouco o ‘timing’ de vir aqui.

Mas, até por dever de ofício, sigo acompanho atentamente tudo o que acontece no circuito. E, claro, também tento ver os jogos do Inter nesse ano complicado.

O tênis internacional está passando por um momento diferente, raro, especial. Os melhores tenistas da atual temporada são, disparados, Federer e Nadal.

Federer ganhou Austrália, Indian Wells e Miami, ou seja, tudo o que disputou, mas deu um ‘break’ para cuidar do físico e da motivação. A pergunta que todos fazem: ele jogará Roland Garros? Tomara que sim.

Nadal perdeu justamente para Federer nos três torneios acima citados. Mas chegou com tudo na temporada de saibro. Como nos velhos tempos, venceu Monte Carlo, Barcelona e Madri, e pisará em Roland Garros como grande favorito.

O mais surpreendente (e interessante) de tudo isso e ver Federer e Nadal jogando o melhor tênis de suas carreiras.

Sobre Federer, já falei bastante nos posts anteriores. Além de estar voando fisicamente e curtindo muito estar em quadra, ele fez ajustes no seu backhand que o permitiram jogar ainda mais agressivamente.

Nadal está mostrando algo parecido. Física e mentalmente, voltou a ser ‘o velho Nadal’. Tenisticamente, está muito melhor. Joga mais próximo da linha, agride as devoluções, faz mais com a bola e chega mais na rede.

Totalmente na contramão de Federer e Nadal, estão os ainda (por pouquíssimo tempo) líderes do ranking.

Djokovic vive seu pior momento dos últimos dez anos. Permitiu que problemas pessoais contaminassem seu tênis, e sua solução até agora foi dispensar toda a sua antiga equipe e não colocar ninguém no lugar.

Ou seja, tudo indica que ele ainda vai demorar um pouco pra voltar a ser o Djoko que conhecemos, se é que voltará.

Murray, apesar de todo o sucesso, títulos, e de enfim ter chegado ao sonhado número um, continua sendo um jogador instável, irregular, imaturo. Resumindo, ainda não tem cacife para se manter no topo do ranking.

Enquanto isso, jovens como Thiem, Zverev, Kyrgios, Kachanov vão se aproximando, aos poucos, das grandes finais dos grandes torneios, mas ainda têm chão pela frente.

O fato é que o circuito está cada vez mais competitivo. Trabalha-se muito duro para subir um pouquinho, a outra opção é cair na vertical. Mesmo para um grande campeão como Djokovic.

Comentários (1)

  • Luiz Gustavo diz: 15 de maio de 2017

    Até que enfim, Chico. Depois de quase dois meses? Perdi as contas de quantas vezes entrei aqui e nada, haha. Mantenha o blog ativo, por favor. Abraço!

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