Por causa do fuso horário (na Europa são cinco horas a mais), não assisti nada da Libertadores e da Copa do Brasil.
Não houve grandes novidades. A única surpresa, pra mim, foi o fato de o Corinthians ter sido prejudicado pela arbitragem em uma partida decisiva. Como dizem, para tudo existe uma primeira vez.
O resto já era mais ou menos esperado. O melhor time do Brasil, o Galo, segue firme. O Flu, como sempre, vai se safando, comendo pelas beiradas. E os fracassos de São Paulo, Palmeiras e Grêmio eram apenas questão de tempo.
É triste - e ao mesmo tempo engraçado - constatar que, no Brasil, os resultados são analisados de maneira 'peculiar': ganhou, é porque teve raça, teve 'espírito vencedor'. Perdeu? Faltou garra, atitude, faltou 'sangue nos olhos'.
Na era do futebol-negócio, só duas coisas importam: o dinheiro e o resultado imediato. O jogo propriamente dito é um mero detalhe, algo menor, insignificante até. Ou seja, para conquistar títulos, basta contratar. E quanto mais, melhor!
Para os de mente tosca, visão míope, um time caro (como o do Grêmio, por exemplo) só não ganha se não tiver 'atitude'. Pouco importa se esse time, em cinco meses, nunca tenha jogado nada. Fica Luxemburgo.


