Dirigentes das duas escolas de samba e das duas bandas vizinhas ao estádio Beira-Rio, na Avenida Padre Cacique, não escondem a apreensão quanto ao destino de suas quadras, devido ao projeto do Complexo Gigante Para Sempre. Nesta terça-feira, eles participaram de reunião da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal, juntamente com representantes da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) e do Sport Club Internacional.
O pior de tudo é que, pelo o que foi exposto no encontro, existem apenas anteprojetos sobre o que pode ocorrer com as quadras de Imperadores do Samba, Praiana, Itinerante e Saldanha. De acordo com o gerente de patrimônio do Inter, Hélio Giaretta Júnior, o futuro da área está trancado por uma ação judicial que já tramita há dois anos, sobre desocupação do terreno vizinho ao estádio, onde funciona uma lavagem de automóveis. Ou seja: enquanto não for decidida essa questão, não há como planejar o complexo e a nova área das escolas de samba.
Explicando melhor a situação: depois que a área da lavagem for liberada, serão destinadas permissões de uso de novas áreas, ainda no entorno do estádio, para as quatro entidades ligadas ao samba e ao Carnaval.
Menos mal que o secretário-adjunto da Secopa, José Mocellin, garantiu que não haverá remoções de quadras enquanto não houver projeto definitivo. O Inter teria quatro anteprojetos para a área no entorno do estádio, todos eles de acordo com a exigência da Fifa.
Mas, como no Brasil tudo é demorado, sou solidário aos dirigentes das quatro entidades. Não há como ficar tranquilo diante de tamanha indefinição. Além disso, quem arriscaria investir em melhorias na quadra sabendo que, logo ali adiante no tempo, pode haver uma remoção?
Que tudo seja resolvido logo e com a participação dos representantes das escolas e das bandas. Ou vai, ou fica.




