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Obras, acústica...

09 de agosto de 2013 1

Novamente, em 2014, teremos estrutura provisória no Porto Seco. E não será desta vez, ainda, que veremos o início das obras para a construção do primeiro módulo de arquibancada ou camarote.

Desta vez, porém, não recebo a informação com a decepção das outras oportunidades. Afinal de contas, sejamos realistas: com o atual estágio do processo (projeto ainda não concluído, edital de licitação para obras longe de ser lançado…), e a julgar pelos atrasos em outras obras que estão sendo executadas na cidade, seria uma ilusão imaginar que, no próximo Carnaval, ainda que no início de março, as obras de um módulo, que seja, estejam concluídas.

Extraoficialmente, um novo cronograma já é admitido pela prefeitura: nos próximos meses, além da conclusão do projeto, com a inclusão do urbanismo do entorno e outros detalhes de acabamento, será encaminhada a parte burocrática do processo, que inclui a licitação. Passado o Carnaval, cumprido o prazo para que a estrutura provisória seja desmontada (após a noite das campeãs), deve ser dada a ordem de início das obras dos primeiros módulos.

Da mesma forma, ainda que sem confirmação oficial, com base em informações recebidas, concluo que, pelo planejamento, será priorizado o lado esquerdo da pista, no sentido dos desfiles (Norte-Sul), onde serão construídas as arquibancadas. Em um segundo momento, serão realizadas as obras do lado direito, destinado aos camarotes, cabines e afins.

Surge-me aí uma preocupação: enquanto houver construção em apenas de um dos lados, não estará comprometida a acústica da avenida para os desfiles? Lembro-me que, em mais de uma oportunidade, ouvi reclamações sobre o Sambódromo carioca, que, até o carnaval de 2011, tinha, em boa parte de sua extensão, um lado com arquibancadas, e espaços vazados entre elas, e, do outro, um “blocão” contínuo de camarotes (o chamado Setor 2). Segundo as queixas que ouvia, essa arquitetura era terrível para a acústica durante os desfiles.

Entre os carnavais de 2011 e 2012, diante da possibilidade de implosão do prédio de uma cervejaria (antes tombado pelo Patrimônio Público), foi possível colocar em prática o projeto original do gênio Oscar Niemeyer, e o sambódromo da Marquês de Sapucaí passou a ser simétrico: arquibancadas com as mesmas dimensões de cada lado.

Bem, ao mesmo tempo em que saúdo a possibilidade de que finalmente a conclusão do nosso sambódromo comece a sair do papel, deixo esse questionamentos às autoridades, a engenheiros, técnicos de som…

Sapucaí no tempo do "blocão" de camarotes (E)

Sapucaí depois da reforma, com simetria.

Comentários (1)

  • Renato Araújo diz: 9 de agosto de 2013

    O que tem de mais concreto em tudo isso é que, em março, pelo terceiro ano consecutivo, no Desfile das Campeãs, ouviremos mais promessas sobre a construção do sambódromo.

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