"Eu sou o mestre do meu destino. Eu sou o comandante da minha alma" (Mandela)
Ao assistir a maravilhosa festa de entrega do Estandarte de Ouro do nosso Carnaval, um pequeno filme passou por minha mente. O tempo do Hemetério Barros, Rubens Silva, Alceu Soares de Lima, Alfredo Raimundo Macalé, Evaristo Mutti, Jorge Sodré, Juarez Gutierrez e agora o Antonio Ademir. Tempos da Borges, João Alfredo, Perimetral, Augusto de Carvalho e agora a Passarela Carlos Alberto Roxo Barcellos. Passaram-se 50 anos. Bodas de Ouro. Não é pouco e deve este Cinqüentenário se incorporar ao belo slogan:" Carnaval o Ano Todo". 20 +10= FESTA.
Portanto este Estandarte de Ouro, por tudo é muito especial, não só porque confere premiação aos melhores, os quais foram mais de 50 troféus, aos agraciados, mas porque consolida , chancela e certifica muitas horas de trabalho que deságuam nos desfiles. Principalmente a quem planejou,. quem Executou e quem foi artífice final como Estrela Maior do Espetáculo Carnaval. Destaques que são a essência do que se ouve, vê e avalia a trajetória árdua que é para chegar do brilho ao esplendor maior.
Está de parabéns a Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul-AECPARS ao realizar a Grande Festa, lembrando a lição de Aristóteles quando perguntado o que era cultura: o Mestre depois de muito pensar sentenciou: "Tudo que não é natural, é cultural". Definitivamente o tempo provou que nosso carnaval sempre foi além do natural. Para os alemães kultur (cultura) já designava os aspectos espirituais de uma comunidade. Somos todos comuns-na-idade, ainda que nossa associação acenda apenas 50 velas.
Texto de Antônio Carlos Côrtes
Presidente do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul.





