Imperadores do Samba, com um desfile alegre, tranquilo e sem grandes problemas aparentes, pode ter conquistado o título. Porém, nessa corrida, não podem ser descartadas a Estado Maior da Restinga, a Império da Zona Norte e até a Imperatriz. Todas realizaram belas apresentações. Isso demonstra que este foi um dos carnavais mais parelho dos últimos anos.
Pelo menos no que diz respeito a essas escolas. Por sinal, isso demonstra que uma coisa é certa: a campeã desfilou na noite de sábado.
A sexta-feira foi preocupante. A União da Vila do IAPI não conseguiu empolgar, embora tenha levado para a passarela belas alegorias, em sua homenagem a Cabo Verde.
Segunda a desfilar, a Acadêmicos de Gravataí também se destacou pelas alegorias, ao homenagear sua cidade, que neste ano
completa 250 anos. Realizava uma boa e alegre apresentação, mas errou no tempo.
A Unidos de Vila Isabel, com um bom samba, parecia que iria realizar o melhor desfile de sua história, até surgirem os problemas. Teve
dificuldade para colocar as alegorias, que a ajudavam a contar a história dos estádios do Grêmio. O pior foi a quebra da alegoria que representava a Arena, que sequer entrou.
A Praiana fez muitas contratações. Porém, na reta final dos preparativos, faltou fôlego e organização. As alegorias estavam inacabadas, com muito ferro e madeira à mostra. Fantasias encomendadas de ateliês não chegaram a tempo. A bateria, que representava o soldadinho de chumbo, desfilou sem chapéu.
A primeira noite de desfiles parecia que seria salva pela Bambas da Orgia. A escola realizava um desfile que certamente a credenciaria a disputar o título. Estava tudo praticamente certo até o transtorno com o último carro alegórico se evidenciarem. Além dos problemas em alegoria, a evolução e o enredo ficaram comprometidos.
A segunda noite não teve chuva. E as escolas que desfilaram não apresentaram maiores problemas. A começar pela atual bicampeã, Restinga: se não foi tão empolgante no aspecto animação, foi técnico e correto em praticamente todos os aspectos, ao abordar o tema superação. A bateria deu um show.
A Império da Zona Norte também conseguiu desfilar bem tecnicamente e ainda com muita empolgação. Talvez o enredo, um pouco abrangente, possa causar algum problema. Mas a escola está no páreo.
A Embaixadores do Ritmo, mesmo com alas pequenas, alegorias e fantasias simples, não teve maiores problemas.
Para quem há pouco mais de três semanas ainda não havia iniciado o trabalho de barracão, a Imperatriz Dona Leopoldina foi a grande surpresa. Fez um desfile empolgante, correto e sem maiores problemas. O intérprete Cesinha foi uma grande afirmação.
Por fim, a Imperadores deu show de cores, alegorias, fantasias e animação, ao contar a história da maquiagem. Mas, assim como as demais, não foi perfeita. A ala que representava os índios americanos, por exemplo, não estava maquiada e não tinha cocar ou outro adereço.







