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Mobilidade Urbana

22 de outubro de 2013 5

 

bike x bus

“Mobilidade é um atributo das pessoas e dos agentes econômicos no momento em que buscam assegurar os deslocamentos de que necessitam, levando em conta as dimensões do espaço urbano e a complexidade das atividades nele desenvolvidas. Na mobilidade, os indivíduos podem ser: pedestres, ciclistas, usuários de transportes coletivos, motoristas.” (Mobilidade Urbana, Cidadania e Inclusão Social – ANTP)

Mobilidade Urbana - “um atributo das cidades e se refere à facilidade de deslocamentos de pessoas e bens no espaço urbano. Tais deslocamentos são feitos através de veículos, vias e toda a infra-estrutura (vias, calçadas, etc.) que possibilitam esse ir e vir cotidiano.  É o resultado da interação entre os deslocamentos das pessoas e bens com a cidade.” (Caderno de Referência para elaboração de: Plano de Mobilidade por Bicicletas nas Cidades)

Aqui quero diferenciar mobilidade e congestionamentos, que são muito distintos e totalmente diferentes de serem trabalhados.

Congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa-efeito.”

Com esta frase é possível exemplificar o congestionamento, e a única forma de combatê-lo é agindo na causa, ou seja, restringir o acesso de carros e principalmente não permitir estacionar nas ruas.  Congestionamento então, é este absurdo excesso de transporte individual motorizado (carros e motos), trancando as vias das cidades. Metaforicamente o carro estacionado na rua é o “colesterol urbano” , entupindo as vias e levando a cidade ao colapso, um infarto! Pode parecer radical, mas não é: a rua é pública e não pode ser ocupada com o estacionamento de um objeto particular. Ruas foram feitas para o fluxo de veículos e não para estacionamento dos mesmos. Ao liberar ou devolver este espaço para para as pessoas transitarem a pé (passeios amplos e seguros), em bicicletas (ciclovias e ciclofaixas) ou transporte coletivo (linhas exclusivas), aí então estaremos conferindo mobilidade urbana para as pessoas.

Da mesma forma Mobilidade Urbana é o cidadão poder se deslocar 24h no dia, sete dias da semana, com segurança e baixo custo, sem ter que ser proprietário de um motorizado e tendo opções disponíveis para que ele não precise de um carro.
Não é uma questão de ser contra o carro (mesmo sabendo que só a poluição causada por eles, mata milhões de pessoas anualmente, sem contar os sinistros de trãnsito), e sim de ser a favor das pessoas. Precisamos de pequenos “sacrifícios” individuais para beneficiar toda a coletividade, precisamos caminhar mais, pedalar mais…

Lembrando que o transporte ativo é saúde para  as pessoas e para a cidade!

Cicloabraços…..

Comentários (5)

  • Egon Koerner diz: 22 de outubro de 2013

    A comparação com as artérias entupidas é perfeita. Vou de bici, as artérias permanecem limpas, as minhas e as da cidade.

  • 10 anos… | Ciclos de Vida diz: 13 de março de 2014

    [...] Mobilidade urbana não são carros em altas velocidades, mobilidade urbana é a pessoa se deslocar com eficiência e chegar viva ao destino, independentemente do modal escolhido. Nesta via conhecida por travessão do rio Vermelho apenas o caminho dos motorizados é privilegiado, apesar do intenso fluxo de pedestres e ciclistas, que são obrigados a transita na faixa de rolagem, o que basicamente não deveria ser “um problema”, desde que as velocidades, aliás nesta via pela suas características a velocidade máxima deve ser de 30 Km/h (como em cidades evoluídas). Lembrando que no Travessão não existem calçadas, passeios, ciclofaixa ou minimamente acostamento. Literalmente está sendo estimulado e promovida as condições para ocorrerem os sinistros de trânsito, muitos com morte! Que civilização é esta, na qual temos medo de sair às ruas, que atropelamos nossos filhos e simplesmente chamamos de acidente? Isto me remete aos comentários hipócritas e medíocres de uma parcela da população, que ameaçam, criticam e incitam a violência contra os cilcistas na “peladada” (WNBR), que em uma manifestação alegre e de celebração das ruas expuseram seus corpos visando chamar a atenção de sociedade para a fragilidade que estão expostos pedestres e ciclistas nas ruas da cidade. [...]

  • Progressão Geométrica… | Ciclos de Vida diz: 29 de abril de 2014

    [...] tiverem ciclofaixas, ciclovias ou acostamento, Art.58, este é o grande “segredo” da mobilidade urbana. Quem nunca escutou; -Que as ciclovias e ciclofaixas não ligam nada a lugar nenhum!? -Discordo [...]

  • Progressão Geométrica… | danielbiologo2 diz: 1 de maio de 2014

    [...] estas não tiverem ciclofaixas, ciclovias ou acostamento, Art.58, este é o grande “segredo” damobilidade urbana. Quem nunca escutou; -Que as ciclovias e ciclofaixas não ligam nada a lugar nenhum!? -Discordo [...]

  • Mobilidade e sinalização | Ciclos de Vida diz: 19 de dezembro de 2014

    […] Mobilidade urbana.  Para conferir segurança é imprescindível um adequada sinalização, informando, advertindo e orientando a todos que integram o trânsito. Porque dest4 postagem? Simplesmente pelo que venho verificando há anos e anos em nossas cidades, a falta de infraestrutura e de sinalização. Como exemplo coloco aqui fotos de um cruzamento na Av. Pequeno Príncipe, com faixa de pedestres, ciclofaixa bidirecional que coloca o ciclista no fluxo contrário da via como motorizados e a avenida com rua da Capela. Aqui as velocidades dos motorizados são muito elevadas para as características e numero de pessoas, bicicletas que por aqui passam. E é alarmante a falta de sinalização, o que aumenta a probabilidade de ocorrer os sinistros de trânsito. […]

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