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Em carta aberta, Associação dos Ciclousuários cobra investimentos em mobilidade urbana

28 de novembro de 2013 8

A Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis divulgou uma carta aberta nesta quinta-feira na qual reivindica melhorias na estrutura de ciclofaixas da Capital. No texto, o grupo questiona que “passados 11 meses de governo, a realidade enfrentada pelos ciclistas no dia a dia em nada se alterou”.

Os principais questionamentos:

- A associação lembra a declaração do prefeito Cesar Souza Junior, feita durante o lançamento do Floribike _ projeto de bicicletas públicas _, de que todas as obras viárias executadas pela administração pública seriam pensadas para e projetadas para o uso da bicicleta
- A promessa não foi cumprida nas “recentes obras de revitalização da Av. Paulo Fontes e Rua Alvaro Mullen da Silveira, importantes vias do centro da cidade, e ligação entre o Terminal de Integração do Centro e a principal ciclovia da região, na Av. Hercílio Luz. Sem priorizar pedestres, ciclistas, ou transporte coletivo, foram gastos aproximadamente 2 milhões de reais dos cofres públicos”. Espaço não falta.
- A única obra inaugurada que contempla a ciclovia é a da Rodovia Açoriana, no Bairro Carianos, entretanto o grupo avalia a obra como mal executada “com postes, pontos de ônibus, árvores e bueiros no meio da ciclofaixa”
- Os ciclousuários afirmam que a obra da Av. Osni Ortiga na Lagoa da Conceição segue em ritmo lento, superando o prazo de 120 dias de conclusão
- A carta pergunta onde está o investimento de R$ 1 milhão, que teriam sido prometidos em agosto, para a estrutura cicloviária

- Também denuncia que essa administração retirou da execução orçamentária, somente em 2013, R$1.425.000,00 (Um milhão, quatrocentos e vinte e cinco mil reais) que deveriam ter sido investidos na mobilidade ativa.
- Falta fiscalização mesmo após a instalação de placas de sinalização nas ciclofaixas da cidade.
- O projeto da Floribike não saiu do papel até hoje.
- O novo Plano Diretor não contempla o Plano de Mobilidade Urbana, conforme determina a Lei Federal nº 12.587/2012

O que diz a prefeitura:

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Valmir Piacentini, afirma que a Avenida Paulo Fontes e a Rua Alvaro Mullen da Silveira não passaram por revitalização, nem alargamento, e que a estrutura asfáltica das duas vias não permitiria a construção de ciclofaixas. Além disso, garante que a primeira etapa da Avenida Osni Ortiga está sendo finalizada com previsão de ciclovias e calçadas. (Isso nos soa mais como uma desculpa do que uma justificativa, afinal, não falta espaço e o projeto de ciclovia poderia ser muito simples e de fácil execução. Faltou visão e vontade política coerente com as promessas de campanha.)

Também afirma que a Avenida Ivo Silveira é outra rodovia que prevê ciclovias.

Sobre a Floribike, o secretário diz que foi aberta licitação, mas não houve interessados. Um novo processo será aberto, mas sem previsão. Segundo Piacentini, a prefeitura trabalha outras licitações, como o transporte coletivo, zona azul e licitação dos táxis.

A respeito do Plano Urbano de Mobilidade, afirma que o projeto só pode ser feito após a aprovação final do Plano Diretor, conforme prevê a Lei de Mobilidade Urbana.

O secretário explica que uma das dificuldades da prefeitura com relação às ciclofaixas é o fato de Florianópolis ter rodovias, administradas pelo Estado, o que não permite que o município faça reformas nestes locais. Isso também é uma desculpa esfarrapada, pois para a construção de elevados a prefeitura e estado facilmente colaboram entre si.

Piacentini diz ainda que o Plano de Metas de Florianópolis contempla melhorias na mobilidade urbana. O plano tem que ser concluído até o final deste ano e as metas devem ser colocadas em prática até 2016.
Sobre os investimentos citados pela Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis, a reportagem aguarda resposta da prefeitura.

Comentários (8)

  • Rui diz: 29 de novembro de 2013

    E o trajeto entre a Rua João Meirelles no bairro Abraão até a ponte, passando por Coqueiros onde existe ciclo faixa das 08:00 às 17:00 horas no domingo, que ajuda, mas não resolve o problema, pois trata-se de um percurso muito perigoso, trabalho no Itacorubi e não vou ao trabalho de bike, por não me sentir seguro andando em Coqueiros.

  • Biano diz: 29 de novembro de 2013

    Promessas, promessas e promessas. Resposta pífia, omissa, mentirosa e descabida do secretário, que sequer previu a integração bicicleta+ônibus na licitação do transporte.
    Faltam projetos e retiraram verbas para … projetos. E sem projetos não há obras. Desqualificam trabalhos de técnicos de carreira e ainda posam sorrindo falando de promessas. Queremos AÇÃO! Para ontem.

  • Fred diz: 29 de novembro de 2013

    Querem estrutura de graça? Estão ocupando espaço de motoristas que pagam ipva entre outros impostos para poderem circular na cidade. Então que registrem suas bicicletas e contribuam para civilização! Em coqueiros ja tem trânsito nos domingos por conta dessa gente folgada, algumas noites da semana eles param o transito gritando como loucos para os carrros abrirem espaço para eles passarem, isso é ridículo!

  • viniciusleyser diz: 29 de novembro de 2013

    Ridículo é o seu argumento. IPVA não quer dizer que você tenha mais direito às ruas, apenas quer dizer que você destrói o asfalto, polui o ar e ocupa espaço pra caramba nas ruas.

    Quando você sair da 8a série volte aqui para argumentar decentemente.

  • danielcosta diz: 29 de novembro de 2013

    Caro Fred,
    O senhor está redondamente enganado, todos pagam impostos, inclusive os viadutos, elevados, túneis, pontes que estão espalhados pela cidade, são pagos com dinheiro público, ou seja, pedestres, ciclistas, população em geral pagam por eles, e só os carros tem direitos de usar? Fique sabendo que as ruas como o senhor conhece foi uma conquista dos ciclousuários lá pelos idos de 1890, quando se articularam e cobraram pavimentação das vias para poder ter conforto ao se deslocar com suas bicicletas. Depois vieram os carros (uma parcela de MALtoristas e do poder público) querendo se impor pela força ignorante do pára-choque e elevadas e assassinas velocidades, tirando as pessoas das ruas? Cidades foram feitas para as pessoas. A Rua é de Todos e todos tem o mesmo direito de usar as vias com segurança e com qualquer modal de deslocamento escolhido.
    Quanto a sua indagação; -contribuam com a civilização! Exatamente isso que os ciclistas fazem, veja; Cidades com maior número de bicicletas nas ruas apresentam uma melhor qualidade de vida e ao mesmo tempo com o aumento de bicicletas nas ruas, a evolução para um trânsito mais humano e com paz, é inevitável.
    Um outro detalhe mil bicicletas em uma via não geram congestionamentos e transitam em velocidade segura e compatível com a vida, quando temos apenas alguns carros nas ruas, trancam as mesmas. Congestionamentos não são um problema, são apenas uma relação causa x efeito.

  • viniciusleyser diz: 29 de novembro de 2013

    Infelizmente a ciclofaixa de domingo é um projeto de LAZER, não de mobilidade. O seu caso é parecido ao da maioria das pessoas que gostariam de usar a bicicleta no seu dia a dia, mas não o fazem por medo de pedalar nas ruas. A solução para incentivar o uso da bicicleta é, entre outras, a construção de ciclovias seguras e convidativas.

  • marcelo_X diz: 3 de dezembro de 2013

    Quem cita o IPVA: é imposto sobre “PROPRIEDADE”, ou seja vc paga para “ter” o carro.
    As ruas urbanas em geral são feitas com IPTU, ou seja com dinheiro das pessoas quem moram na cidade, e ou com ICMS, ou seja pessoas que consomem produtos e ou serviços na cidade.
    Em resumo, não tem imposto para carros que vá direto para fazer ruas….

  • 10 anos… | Ciclos de Vida diz: 13 de março de 2014

    [...] Ride, evento que visa celebrar as ruas e chamar a atenção do Poder Público e Sociedade para a necessidade fundamental de investimento em infra estrutura que traga segurança e conforto aos pedes…, que crie a cultura do respeito pela vida e pelo Código de Trânsito Brasileiro, por exemplo os [...]

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