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Causo real....

22 de dezembro de 2017 0

Confesso que não pensava em reescrever esta “historinha”, mas a pedidos de meus amigos, a quem contei…..

Há muitos anos atrás, estava na Vila Residencial de Mambucaba e precisava ir até a cidade de Angra dos Reis.

mambucaba angra

 

Então fui até onde o ônibus entrava na vila de carona. Lá entrei no verdadeiro latão, aquele ônibus quadrado duro, chacoalhante. Estava relativamente ocupado, mas consegui um assento próxima a janela. A chuva lá fora e o busão totalmente fechado, as janelas todas fechadas. Abri 10 cm a minha, e logicamente respingava no meu ombro e rosto, mas preferia isso e ar fresco, do que aquele ar viciado carregado de umidade. Logo após. a Vila história de Mambucaba, uns 5 Km, uma senhora no banco de trás pediu que fechasse a janela, fechei dois centímetros, deixando aquela maravilhosa fresta, fonte de ar fresco. Uns 14 Km depois, passando pela Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, mais uma vez esta senhora pediu que fechasse, e apontou a mão no sentido de fechar a janela. Eu disse não, é a única janela aberta no ônibus, preciso dela aberta um pouco. Nesse momento um homem levanta e rispidamente com ar agressivo disse;
-Feche a janela!
Respondi em voz alta (neste momento eu já estava bravo com a idéia de fechar a fresta):
-Não posso fechar a janela, acontece que tenho uma doença infecto contagiosa muito grave, nos alvéolos dos bronquíolos pulmonares, que ambientes com alta taxa de umidade e pouca circulação do ar como neste veículo, poderão me fazer espirrar e até regurgitar, e com grande possibilidade de contaminar a todos aqui dentro e em alguns casos pode se tornar fatal.
Me sentei e o ônibus ficou em silêncio, ninguém falou mais nada, mesmo quando a chuva diminuiu um pouco e eu abri mais um pouco a janela.
Sem premeditar nada, eu tossi de leve, me engasguei com a saliva, e pigarreei um pouco. Reparei então que abriram-se umas duas ou três janelas no ônibus. Pigarreei de novo, abriram outras. Resolvi tossir (fingindo) e rindo por dentro, rindo muito, perbeci muitas janelas abrindo, o ônibus chegou a ficar frio, e ninguém reclamava. Pensei em pedir para que fechassem um pouco (hehehe).

Janela do ônibus em Floripa para ilustrar como faço em dias de chuva.

Janela em ônibus em Floripa para ilustrar como faço em dias de chuva.

Chegando na rodoviária, normalmente espero um pouco para descer, deixando os apressados sair. Me levantei, e simpaticamente eu tive que rir, para tantos olhares assustados apontados para mim. Saí do ônibus meio molhado do lado direito do corpo, mas fiquei rindo sozinho por um bom tempo.

Antes de ser criticado, se todos deixassem uns dois centímetros abertos, o ar poderia circular.
Verdade, nossos ônibus na verdade são chassi de caminhão adaptado, caso contrário não teríamos que escalar aqueles degraus enormes para entrar e sair.

Enfim fica o causo “engraçado” e um motivo para repensar a qualidade e conforto dos ônibus/transporte coletivo.

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