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Único acesso para o transporte ativo...

02 de setembro de 2018 0

querfloripaassim
Já faz tempo que as pontes que ligam o continente com a Ilha de Santa Catarina, vem clamando por socorro, leia-se pedindo manutenção.
Lembro que a prevenção é muito mais barata e eficiente que a corretiva. Muitas vezes não há conserto, mas quase sempre havia possibilidade de evitar o dano com a manutenção preventiva.

Enfim, a mobilidade urbana pede socorro há décadas e, literalmente nada foi feito. Lembrando que a mobilidade urbana, é o cidadão poder se deslocar 24 horas nos sete dias da semana sem ter que ser proprietário de um carro.
Chegamos ao verdadeiro problema, o absurdo excesso de carros nas ruas da cidade.

Eu uso com muita frequencia a passarela do transporte ativo na Ponte Pedro Ivo Campos, o único acesso para pedestres e ciclistas. Caminho e pedalo por toda a cidade, são meus modais de deslocamento prioritários e preferenciais. E quando preciso ir muito longe vou de transporte coletivo (mas literalemente não existe isso nos feriados e finais de semana???).
Por isso posso falar com absoluta certeza e com conhecimento de causa, Florianópolis “esquece ou ignora” que a mobilidade urbana deve ser feita para as pessoas. Mas copiamos um modelo onde se priorizou o transporte individual motorizado (carro), permanecemos estagnados, e  que nos trouxe até aqui;

“Congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa versus efeito.”


Precisamos caminhar muito mais, pedalar muito mais, usar o transporte coletivo muito mais. E para isto a cidade precisa investir nestes modais, só assim reduziremos o aporte de carros que entopem a cidade. Atualmente não consigo entender porque só se investe no transporte individual motorizado, afinal todos sabemos que precisamos diversificar os modais e dar condições de todos terem mobilidade urbana, não só apenas para quem tem carro. Lembrando que;

Quando estamos parados num carro no trânsito, não estamos no congestionamento,
somos o congestionamento!

Enfim, não é uma questão de ser contra o carro, e sim uma questão de ser a favor da qualidade de vida coletiva.

“Combater congestionamentos com quarta ponte, duplicando vias, construindo elevados, é como combater a obesidade afrouxando o cinto.”

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