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Qual é sua Tribo?

06 de setembro de 2018 0

aotrabalho

Interessante essa ideia de tribos. Eu também tenho a sorte de poder pedalar em todos os grupos, seja em passeios e uma ou outra competição/evento. Mas eu sou um ciclista na maior parte do tempo urbano. pois a Bicicleta é o meu principal veículo de mobilidade urbana.
O que quero dizer é que o texto abaixo foca no ciclismo como esporte e nos grupos de pedal, e apesar de eu circular por todos eles, sou um ciclista mais do dia a dia, uso a bicicleta para ir ao trabalho, cumprir compromissos na cidade e depois quando tenho oportunidade pedalo com amigos nas diferentes “tribos”.

E você amigo leitor?
Quer pedalar, conhecer alguma tribo?

E aí vamos pedalar?

O texto abaixo foi escrito pela ciclista Claudia Franco (Ciclofemini).

Sou muito observadora principalmente dos comportamentos e relacionamentos humanos e, desde quando comecei a pedalar percebi que o mundo do ciclismo tem algumas características muito distintas de outros esportes.

Antes de entrar para o ciclismo pratiquei vários outros esportes: tênis, natação, rafting, esgrima, patinação, wakeboard, windsurf,corrida  entre outros.

Em nenhum destes esportes, pelo menos na minha vivência, encontrei uma comunidade tão unida e receptiva quanto a de ciclistas.

Quando os ciclistas se encontram para fazer um passeio todos parecem ser amigos de infância, quando na realidade muitos deles estão se conhecendo naquele momento do encontro.

Os ciclistas trocam muitas informações a respeito de equipamentos, rotas, dietas, suplementos, roupas, lugares bacanas para pedalar e por aí vai. Não há economia de informação e cada um tem a chance de conhecer as coisas boas do mercado, os lançamentos, o que está na moda, etc.

Outra característica interessante é que não existe distinção entre classes sociais, raça e credos. Um ciclista que tem uma bicicleta muito simples pedala ao lado de ciclistas com bicicletas de alta tecnologia.

O gosto pelo pedal é o ponto comum e isso basta. O restante não tem tanta importância, por isto qualquer pessoa que ingressa neste esporte é bem recebido e se integra facilmente, fato que alimenta ainda mais a paixão pelo ciclismo.

Não há nada mais gostoso, mais gentil e cativante do que ser super bem recebido por um grupo de esportistas de bem com a vida e amáveis.

Percebi que a única, se é que exista, divisão entre os praticantes do ciclismo dá-se no tipo de pedal, ou seja, de acordo com a modalidade de ciclismo que mais atrai o esportista. Oficialmente o ciclismo é dividido em quatro categorias: provas em estradas, provas em pistas, provas de montanha (Mountain Bike) e BMX. Mas em cada categoria é natural a formação de grupos distintos.

Os ciclistas que usam a bicicleta do tipo “speed”, chamados de “speedeiros”, são considerados elitizados pelos que praticam o mountain bike. Na minha opinião as bicicletas speed são mais elegantes, também as roupas, capacetes, enfim o conjunto me dá a sensação de mais harmonia e elegância e os ciclistas em si são tão bacanas como os que praticam Mountain bike ou BMX.

Tenho uma bicicleta speed muito simples que uso apenas no rolinho e algumas vezes para treinar um giro. Quando encontro o grupo de “speedeiros” todos me recebem bem e com paciência pedalam ao meu lado me incentivando e motivando a continuar com o pedal.

Na categoria mountain bike tenho convivido com várias “tribos”. Tem aqueles que adoram um pedal pesado, não dispensam nenhuma pirambeira e quanto mais dura e mais desafiadora a trilha, mais felizes ficam. Este tipo de percurso tem em média 40Km.

Há os que gostam de trilha com terra batida, preferem o passeio, curtir a paisagem sem grandes esforços, gostam de pedalar grandes distâncias, desde que a trilha seja relativamente fácil. Estão acostumados a pedalar distâncias longas acima de 80Km.

Há aqueles que preferem as cicloviagens, normalmente pedalam mais de um dia seguido e carregam muito peso nas bagagens quando não dispõem de carro de apoio. Outros preferem cicloviagens com apoio e toda a mordomia que puderem pagar.

Vejo a diferença não somente na modalidade de pedal, mas também no tipo de investimento que fazem em seus equipamentos.  Muitos ciclistas são aficionados por alta tecnologia, usam bicicletas sofisticadas, de carbono, com freio a disco, hidráulico, suspensão inteligente e uma série de componentes que conferem a magrela um desempenho incrível facilitando sobremaneira o pedalar do seu usuário. Há os que preferem não fazer tal investimento, não são aderentes ao modismo e nem a alta tecnologia por uma questão de custo e também por cultura, pedalar simplesmente é o que lhes basta.

Considero-me uma ciclista privilegiada, pois tenho freqüentado todo tipo de grupo. Esta flexibilidade tem me proporcionado momentos maravilhosos e um aprendizado importante no que se refere às diversas técnicas de pedalar, no estilo de trilha ou passeio e principalmente no relacionamento humano.

É fato, em nenhum esporte obtive as alegrias que estou tendo com a prática do ciclismo. E em nenhum outro esporte, e me arrisco dizer que em nenhuma outra área de minha vida fiz tantas amizades e encontrei tanta gente legal e de bem com a vida.

Independentemente de qual tribo faça parte, todos os ciclistas, ou pelo menos todos os que conheci, e são muitos, tem em comum o senso prático, a simplicidade, o gosto pela liberdade, o gosto e respeito pelo meio ambiente, a solidariedade, a amizade e certamente uma profunda paixão pelo esporte.

Depois de um ano pedalando, vivenciando tantos desafios e oportunidades sinto que mudei, mudei meu modo de ver o mundo e tudo a meu redor. Muito dos meus valores já não existem mais, foram substituídos por outros que considero melhores e até mais profundos.

A simplicidade e o movimento do pedalar traduzem o que vivo hoje. Sinto-me em constante movimento, com fluidez e leveza. A prática do ciclismo me trouxe simplicidade, a alegria de viver e saborear cada momento da vida.

E você, faz parte de qual tribo?

Único acesso para o transporte ativo...

02 de setembro de 2018 0

querfloripaassim
Já faz tempo que as pontes que ligam o continente com a Ilha de Santa Catarina, vem clamando por socorro, leia-se pedindo manutenção.
Lembro que a prevenção é muito mais barata e eficiente que a corretiva. Muitas vezes não há conserto, mas quase sempre havia possibilidade de evitar o dano com a manutenção preventiva.

Enfim, a mobilidade urbana pede socorro há décadas e, literalmente nada foi feito. Lembrando que a mobilidade urbana, é o cidadão poder se deslocar 24 horas nos sete dias da semana sem ter que ser proprietário de um carro.
Chegamos ao verdadeiro problema, o absurdo excesso de carros nas ruas da cidade.

Eu uso com muita frequencia a passarela do transporte ativo na Ponte Pedro Ivo Campos, o único acesso para pedestres e ciclistas. Caminho e pedalo por toda a cidade, são meus modais de deslocamento prioritários e preferenciais. E quando preciso ir muito longe vou de transporte coletivo (mas literalemente não existe isso nos feriados e finais de semana???).
Por isso posso falar com absoluta certeza e com conhecimento de causa, Florianópolis “esquece ou ignora” que a mobilidade urbana deve ser feita para as pessoas. Mas copiamos um modelo onde se priorizou o transporte individual motorizado (carro), permanecemos estagnados, e  que nos trouxe até aqui;

“Congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa versus efeito.”


Precisamos caminhar muito mais, pedalar muito mais, usar o transporte coletivo muito mais. E para isto a cidade precisa investir nestes modais, só assim reduziremos o aporte de carros que entopem a cidade. Atualmente não consigo entender porque só se investe no transporte individual motorizado, afinal todos sabemos que precisamos diversificar os modais e dar condições de todos terem mobilidade urbana, não só apenas para quem tem carro. Lembrando que;

Quando estamos parados num carro no trânsito, não estamos no congestionamento,
somos o congestionamento!

Enfim, não é uma questão de ser contra o carro, e sim uma questão de ser a favor da qualidade de vida coletiva.

“Combater congestionamentos com quarta ponte, duplicando vias, construindo elevados, é como combater a obesidade afrouxando o cinto.”

Fantástica experiência na ciclofaixa de domingo.

28 de maio de 2018 0

Em 23/10/2016, participei e tive a oportunidade de ensinar várias crianças a pedalar, leia aqui:
II Passeio Ciclístico Escola Praia do Riso, com apoio de Bicicleta na EscolaBike Anjo e voluntários.

E neste domingo dia 27/05/2018, pedalava pela ciclofaixa de domingo, ciclovia do estreito e Ciclovia da Beira Mar Norte em determinado momento parei para tomar um café. Quando vi duas crianças pedalando na Ciclofaixa, em seguida atravessaram a faixa de pedestres e entraram no café (FOTO).

Minutos depois estava conversando com a Mãe deles a qual me disse;
-Você ensinou eles a andar de bicicleta sem rodinhas em 30 minutos!

Confesso que um sorriso de orgulho em meu rosto se formou, olhei para os dois ciclistas e fiquei contente.

Conversamos por uma meia hora, rimos e brincamos.

Que experiência as “ciclovivências” propiciam.
Que fantástica ferramenta de humanizar as ruas são as bicicletas e infra estrutura cicloviária adequadas.

“Cidades com maior número de Bicicletas nas ruas apresentam uma melhor qualidade de vida, é fato.”

“Com o aumento de Bicicletas nas ruas de uma cidade,
a evolução para um trânsito mais humano, seguro e com paz, é inevitável.”

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Mobilidade Urbana tem que ser colorida!

07 de maio de 2018 0


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Assim como aqui pintaram a cor predominante da cidade, o cinza do concreto, com várias cores para dar mais vida a este viaduto, da mesma forma é o que deve ser feito com a Mobilidade Urbana.

A prioridade quase absoluta dada ao carro, é o problema. Então precisamos dar muito mais cores. Estas várias cores, são os diversos modais. Precisamos investir de igual forma no transporte ativo, ou seja, pedestres e ciclistas, no transporte coletivo eficiente com custo e higiene, transporte marítimo, trem , metrô, enfim em várias cores, digo vários modais. Se continuarmos nessa lógica atual, de duplicar ruas, duplicar viadutos e elevados, para apenas um modal, o carro. estaremos duplicando congestionamentos.

Precisamos de uma MOBILIDADE URBANA COM MUITO MAIS CORES para dar Qualidade de Vida a cidade.

Congestionamentos....

14 de abril de 2018 0

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Aproveitando a charge do ZéDassilva, escrevo aqui uma simples frase para nossa reflexão;

“Congestionamento não é um problema,
é apenas uma relação causa versus efeito.”

 

Enquanto a prioridade for o transporte individual motorizado, em detrimento da mobilidade urbana das pessoas, vivenciaremos e reclamaremos de congestionamentos.

 

Paraciclo Paraty

29 de março de 2018 0

Março 2018
Mais uma vez fui até Paraty.
Cidade cheia de História.

Com um detalhe que faz toda diferença.
Existem Paraciclos por toda a cidade. 

Paraciclos nos comércios.
Paraciclos da Prefeitura municipal.
Paraciclos, para ti, para todos!

O que posso deixar como dica para Floripa?
Quanto mais infra estrutura adequada para as bicicletas, leia-se ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas, bicicletários e paraciclos nos comércios e locais estratégicos da cidade, mais pessoas, mais ciclistas, menos carros nas ruas!

ciclopara

Pedala Coqueiros

02 de fevereiro de 2018 0

Pedala coqueiros

Neste mês de janeiro de 2018, um grupo de amigos, ciclistas experientes começaram a organizar pedaladas acessíveis a qualquer nível de Ciclista. sempre em ritmo de passeio adequado aos perfis dos participantes. Os roteiros são diversos, reconhecendo a cidade, seus lugares, história, com paradas para confraternização e claro aquela foto de lembrança.

Ficou curioso? Basta uma bicicleta em bom estado e vamos pedalar!
Veja o evento deste sábado dia 03/01/2018 clique na imagem acima, informe-se e venha perceber a cidade pedalando e de quebra ganhas saúde!

Fotos do Pedal do Trapiche

Fotos do Pedal do Jacaré
 

Causo real....

22 de dezembro de 2017 0

Confesso que não pensava em reescrever esta “historinha”, mas a pedidos de meus amigos, a quem contei…..

Há muitos anos atrás, estava na Vila Residencial de Mambucaba e precisava ir até a cidade de Angra dos Reis.

mambucaba angra

 

Então fui até onde o ônibus entrava na vila de carona. Lá entrei no verdadeiro latão, aquele ônibus quadrado duro, chacoalhante. Estava relativamente ocupado, mas consegui um assento próxima a janela. A chuva lá fora e o busão totalmente fechado, as janelas todas fechadas. Abri 10 cm a minha, e logicamente respingava no meu ombro e rosto, mas preferia isso e ar fresco, do que aquele ar viciado carregado de umidade. Logo após. a Vila história de Mambucaba, uns 5 Km, uma senhora no banco de trás pediu que fechasse a janela, fechei dois centímetros, deixando aquela maravilhosa fresta, fonte de ar fresco. Uns 14 Km depois, passando pela Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, mais uma vez esta senhora pediu que fechasse, e apontou a mão no sentido de fechar a janela. Eu disse não, é a única janela aberta no ônibus, preciso dela aberta um pouco. Nesse momento um homem levanta e rispidamente com ar agressivo disse;
-Feche a janela!
Respondi em voz alta (neste momento eu já estava bravo com a idéia de fechar a fresta):
-Não posso fechar a janela, acontece que tenho uma doença infecto contagiosa muito grave, nos alvéolos dos bronquíolos pulmonares, que ambientes com alta taxa de umidade e pouca circulação do ar como neste veículo, poderão me fazer espirrar e até regurgitar, e com grande possibilidade de contaminar a todos aqui dentro e em alguns casos pode se tornar fatal.
Me sentei e o ônibus ficou em silêncio, ninguém falou mais nada, mesmo quando a chuva diminuiu um pouco e eu abri mais um pouco a janela.
Sem premeditar nada, eu tossi de leve, me engasguei com a saliva, e pigarreei um pouco. Reparei então que abriram-se umas duas ou três janelas no ônibus. Pigarreei de novo, abriram outras. Resolvi tossir (fingindo) e rindo por dentro, rindo muito, perbeci muitas janelas abrindo, o ônibus chegou a ficar frio, e ninguém reclamava. Pensei em pedir para que fechassem um pouco (hehehe).

Janela do ônibus em Floripa para ilustrar como faço em dias de chuva.

Janela em ônibus em Floripa para ilustrar como faço em dias de chuva.

Chegando na rodoviária, normalmente espero um pouco para descer, deixando os apressados sair. Me levantei, e simpaticamente eu tive que rir, para tantos olhares assustados apontados para mim. Saí do ônibus meio molhado do lado direito do corpo, mas fiquei rindo sozinho por um bom tempo.

Antes de ser criticado, se todos deixassem uns dois centímetros abertos, o ar poderia circular.
Verdade, nossos ônibus na verdade são chassi de caminhão adaptado, caso contrário não teríamos que escalar aqueles degraus enormes para entrar e sair.

Enfim fica o causo “engraçado” e um motivo para repensar a qualidade e conforto dos ônibus/transporte coletivo.

Reflexão molhada...

20 de dezembro de 2017 0
bike chuva

Foto: Daniel Costa

Quarta feira chuvosa.

Minha rotina em dias úteis é acordar, abrir as janelas, ligar o ventilador, dar comida aos peixes no aquário….ficar cinco minutos conversando com eles….fazer um café forte e novamente olhar para a rua.
Antes das seis da manhã “poucos carros” (na verdade passam espaçados, congestionamentos em breve).
Chove lá fora, o que complica ainda mais, pois sem chuva alguns vão de ônibus, a pé ou em bicicleta (temos as motos, mas comento mais tarde), hoje quem tem carro vai de carro, entupindo as ruas. É impressionante como o povo tem medo da chuva!!!

Lá estava eu, caminhando debaixo de uma leve chuva, tanto que nem me preocupei com o guarda chuva. No ponto de ônibus, novamente percebi como são inadequados, não protegem da chuva, do vento e amanhã começa o verão, não protegem nada no sol, são verdadeiras estufas. Tem ponto que não tem nada, muitas vezes nem placa tem, e o latão passa reto muitas vezes, mesmo tendo passageiros no “ponto!

Passou o ônibus sinalizei e embarquei, paguei com dinheiro, quem tem cartão paga um pouco menos, podem explicar e explicar mas não entendo por que a diferença. Chovendo a circulação de ar dentro do veículo se torna em verdadeiro ambiente transmissor de doenças infectocontagiosas transmitidas pelo ar em ambientes com alta densidade de pessoas e sem renovação do ar, lembram que eu disse que o povo tem medo da chuva, todas as janelas do ônibus fechadas? Comigo aconteceu um “causo”, que contarei em uma outra postagem, querem saber?

A reflexão molhada vem agora, pois reparei novamente que na cidade, por todo lado temos uma borracharia, uma oficina, um posto de gasolina, um estacionamento, um lava rápido, loja de acessórios, etc, etc, aproximadamente 60% do espaço da cidade destinado apenas aos carros? Esta prioridade dada ao carro, é um dos maiores problemas, senão o principal quando tratamos da mobilidade urbana.

Adesivos A rua é de todos
“A Rua é de Todos”, então por que priorizamos apenas um modal em detrimento de todos os outros?
Quando saio de bicicleta, e transito bastante, principalmente na Grande Florianópolis, sempre me deparo com a falta de paraciclos, bicicletários, infra estrutura que traga segurança e conforto ao usuário da bicicleta. Falta integração entre os modais, falta RESPEITO por uma considerável parcela de motoristas, e faltam ações concretas e adequadas do Poder Público priorizando as pessoas e não apenas o carro.

Enfim deixo como pedido, por favor repensem o jeito que nos deslocamos pela cidade, lembrando que;

“Cidade rica é aquela onde o rico anda de ônibus, cidade pobre aquele em que o rico anda de carro.”

“Congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa versus efeito.”

“Para beneficiar o coletivo, precisamos de “pequenos sacrifícios” individuais.” 

E vamos pedalando….cidades com maior número de Bicicletas nas ruas, apresentam uma melhor qualidade de vida, é fato!

Transporte Ativo

13 de dezembro de 2017 0

Experiência forçada.

O transporte ativo, seja ele como pedestre e/ou ciclista, é sustentável, extremamente econômico e saudável, e isso não é novidade para nenhum de nós.
Sempre fui defensor destes modais, sempre luto para integrar com outros modais, quando temos distâncias maiores.  mas confesso que muitas vezes que saia pela cidade, usava o transporte coletivo (apesar dos horários reduzidos, principalmente finais de semana e feriados e inexistente na madrugada?) ou seja para cumprir em média cinco quilômetros eu acabava indo de ônibus.
Sim, diversas vezes eu vou de bicicleta, mas a cidade ainda não está preparada, raros os locais que tem segurança, para estacionar a bicicleta, ou seja “nunca” tens locais para deixar o veículo, e isto dificulta muito quem quer utilizar a bicicleta em seus deslocamentos.

Algumas vezes sofremos um empurrão dos “problemas” em nosso dia a dia. Sim, as vezes somos forçados a tomar algumas atitudes, que não faríamos por comodismo, preguiça mesmo! Aconteceu comigo! Todos sabem que sou um ferrenho defensor do uso da bicicleta e do pedestrianismo. Em novembro deste ano, assim como para muitos, a cri$e que se instalou no Brasil, me atingiu em cheio, tenho conseguido pagar minhas contas fixas, mas fico sem dinheiro para os pormenores diários. Sim fiquei sem dinheiro para pagar o ônibus, ainda não aceitam cartão de crédito no transporte coletivo. Fui “empurrado” por este motivo e comecei a ir ao trabalho caminhando! Hoje pouco mais de um mês que faço assim, 28 dias úteis, fazendo as contas R$ 3,90 x 2 por dia , temos R$ 218,40, um valor considerável, que faz diferença no final do mês!

Resumindo, nestes dias, economizei, emagreci, estou mais disposto e economizei  muito tempo nos deslocamentos, pois caminhando sei o tempo que levo (consigo me programar com certeza) , já de ônibus varia de 30 minutos até 2 horas, quase como um carro (que ainda tem que pagar estacionamento e ocupar espaço público nas vias do centro!!!), caminhando sempre ficou entre 45 e 50 minutos.

Se pudesse te dar um conselho, eu te diria caminhe mais, caminha muito mais, caminhe!

Tua saúde agradecerá. 

50-650-somos-todos-pedestres Imagem retirada de: cdn4.ecycle.com.br

Conversa de amigos....

27 de novembro de 2017 0
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Hoje em uma conversa com um amigo, ele me disse;

-Você se endividou eternamente, para morar perto do trabalho e poder ir caminhando sem ter que usar um carro e ocupar as ruas? Sério que você pensou nos outros?

SIM, eu pensei na minha Qualidade de Vida e de todos. afinal congestionamento não é um problema, é apenas uma relação causa versus efeito (muitos carros nas ruas!!!), pedestre eu sempre serei, motorista não é para toda a vida e somente para que tem dinheiro sobrando para ser proprietário de um carro. SIM por isso comprei uma casa perto do meu trabalho!

Então vou caminhar mais, pedalar mais, usar o transporte coletivo mais, um dia você vai perceber e me agradecer.

22 de setembro

05 de setembro de 2017 0

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Olha aí turma!
22 de setembro tá chegando. E aí?
O dia mundial sem carros.
O propósito deste dia é fazer a reflexão, preciso mesmo ir de carro?
O problema está no absurdo e elevado número de carros em nossas ruas.
Este dia vem então, neste sentido. De que cada cidadão hoje, faça seus afazeres a pé, em bicicleta, de transporte coletivo.
A coletividade deve ser a prioridade, o carro ou transporte individual motorizado, é individualista e egoísta.
Por isso pedimos a todos que façam sua parte. Comece neste dia a deixar o carro na garagem. Faça deste dia teu aprendizado, para caminhar mais, pedalar mais, enfim ser e ter mais saúde.

Cidades com maior número de bicicletas nas ruas, apresentam uma melhor qualidade de vida, é fato!

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Eu quero é trânsito!

28 de agosto de 2017 0

Vejo muita discussão, percebo poucos deixando o carro em casa!

A imagem pode conter: texto

Trânsito é o que todos querem.
Queremos poder transitar pelas ruas, com segurança, independente com qual modal utilizar. Mas infelizmente priorizamos o transporte individual motorizado. Floripa, assim como outras cidades, não tem falta de espaço, temos sim, o absurdo excesso de carros nas ruas.

Precisamos deixar o carro em casa. Um pequeno “sacrifício” individual, que privilegia a coletividade.
Precisamos sair mais em transporte coletivo. Um ônibus transporta 50 pessoas e, ocupa o espaço de três carros.
Precisamos caminhar mais. Ir até a esquina de carro, é estupidez.
Precisamos pedalar mais. A bicicleta para percursos de até 20 Km, é o veículo mais eficiente que existe.

Lembrando que congestionamento, não é um problema.
É apenas uma relação causa versus efeito.

Vamos contribuir para uma cidade onde a Qualidade de Vida coletiva seja a prioridade?
Vamos pedalar mais, caminhar mais, usar mais o transporte coletivo?
Menos carro, mais AMOR!

 

Ciclistas reais...

02 de agosto de 2017 0

Baseado em fatos reais.

De repente eu a vi, pedalando em roupas comuns. Sim, muitos ainda não entendem.
Confesso que chamou minha atenção. Me dirigi até ela e dei bom dia. Começamos a prosear:

-Eu trabalho numa casa, e minha patroa me deu esta bicicleta!
-Sempre fui de transporte coletivo, mas os congestionamentos eram frequentes, principalmente na volta quando estava mais cansada e com vontade de chegar no meu lar.

Eu complementei; -Pois é tem muito carro na rua bloqueando o fluxo de veículos e pessoas.
-Verdade, agora que eu venho de bicicleta, nunca mais fiquei parada, e já faço isto há uns dois anos!
-Complementei; -E a saúde deve ter ficado boa, não?
-Nossa nem fico mais cansada final do dia e acho que não compro remédio para nada faz teeeeeeeempo! (risos)

ciclofaixadedomingoDetalhe ela vinha pedalando em um dia de semana, no espaço da Ciclovia de Domingo,  e me relatou que foi este espaço que a estimulou a usar a bicicleta!

Perguntei quem era a patroa dela, não quis se identificar, respeitei, por isso nem foto, nem o nome da ciclista  escreverei aqui.
Mas o relato vale a pena.

Fiquei curioso, pois como conheço muitos (as) ciclistas, quem sabe conhecia.
Durante a conversa, como já escrevi acima, ela disse que as vezes atrasava e gastava um bom dinheiro. A patroa conversou com ela. Como morava perto, pela conversa calculei algo em torno de 5 a 7 quilômetros, chegaram a inteligente conclusão que uma bicicleta seria ideal. Afinal de bicicleta esse trecho pode ser feito em velocidade de passeio, em menos de 30 minutos.

Sim, a bicicleta nova, foi dada pela patroa, muito legal essa atitude.
Um simples gesto dela, conferiu saúde. economia e muita mobilidade urbana para esta senhora simpática, sorridente e “Cycle-chic”.

PS. Cycle-chic = pessoas normais, em roupas normais, pedalando normalmente!

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Via Amiga do Ciclista

08 de maio de 2017 2

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Neste domingo dia sete de maio de 2017, estreou a Via Amiga do Ciclista. Uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Florianópolis, Associação Comercial de Florianópolis e vários ciclistas e assessorias esportivas.

Antes do seu lançamento, como tudo aquilo que tira um pouca da “rotina” de alguns, quem sabe da zona de conforto, algumas reclamações nas redes sociais, de todos os lados. Que iriam gerar congestionamentos, que era muito cedo, enfim, sem muito conhecimento de tudo o que envolve ações deste tipo, reclamações, algumas claro construtivas, outras por desconhecimento e poucas pelo simples costume de reclamar!

Mas venho aqui deixar meu relato e positividade para esta ação. Acordei ansioso, as quatro da manhã, saí as para me dirigir até o local de encontro. Confesso que ao sair, fiquei um pouco preocupado, pois a chuva insistia em cair. Acessei a passarela da Ponte Pedro Ivo e ao sair da mesma, entrei na ciclovia da Beira Mar, chuva e “uma coisa” que sempre chama minha atenção; -por que tem tanto acumulo de água (poças) na ciclovia?
Enquanto pedalava olhava para a avenida e alguns carros em alta velocidade passavam (o limite é elevado para uma via urbana, aqui é 80Km/h?). Em minutos chegavam viaturas e servidores da Guarda Municipal de Florianópolis, que colocavam os cones sinalizando o caminho para os motorizados, fechando as faixas que seriam exclusivas para os ciclistas das 6 as 9 horas.

Pouco a pouco, ciclistas chegavam e começavam a pedalar na avenida. Eu também, pedalei devagar, pedalei rápido, pedalei e com uma sensação muito boa, quase fantástica…..sensação de “copiar o asfalto” sem me preocupar com aquilo que mais nos assusta, os MALtoristas. Meio que automaticamente, os ciclistas pedalavam em pequenos pelotões, em pares, sozinhos sempre pela faixa da direita, deixando a faixa central para ultrapassagens. Na região do Trapiche e do Koxixo´s, uma placa fazia o papel de “rótula” como se fosse uma prova ou evento de ciclismo. Como disse antes, haviam ciclistas de todos os tipos e velocidades, inclusive famílias, crianças pedalando e sorrindo.

Em virtude de um outro compromisso, tive que sair antes das nove horas, contra minha vontade, que naquele momento era ficar pedalando na avenida.

Enfim;
“Cidades com maior número de bicicletas nas ruas (todos os dias), apresentam uma melhor qualidade de vida, é fato!”
Foi lindo ver todos pedalando,
Gratidão a todos os envolvidos…..e vamos pedalando, por uma Floripa cada vez melhor! 


Mais de mil ciclistas pedalaram na Via Amiga do Ciclista!


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Foto retirada de Via Amiga do Ciclista no Facebook
Link aqui

Via Amiga do Ciclista

03 de maio de 2017 0

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Com o esforço de muitos ciclistas e simpatizantes.

Uma parceria com a PMF, ACIF e profissionais do ciclismo, começando neste domingo dia sete, das seis as nove horas da manhã, um trecho da Av. Beira Mar Norte será aberta apenas para ciclistas e suas bicicletas.

Uma iniciativa, de devolver o espaço público para as pessoas. Ok, ainda é horário restrito mas, imaginemos um dia toda avenida exclusiva para as pessoas. Tens alguma dúvida? Veja o exemplo da Av. Atlântica em Copacabana no Rio de Janeiro! (5 vias para o lazer)

Assim teremos um espaço para o convívio, encontro, lazer e saúde para todos da população. Cidades inteligentes que priorizam a Qualidade de Vida, devolvem os espaços dominados pelo motorizado. E não é uma questão de ser contra ou a favor do carro, e sim de priorizar as pessoas, Cidades para as pessoas.

Então sonho com o dia em que domingos e feriados a Av. Beira Mar Norte seja isso, um local de vida e encontro entre as pessoas!

 

Participe, venha pedalar e sentir a cidade como deve ser, mais informações na página Via Amiga do Ciclista no facebook;

https://www.facebook.com/ViaAmigadoCiclista/

Atropelado...

29 de abril de 2017 0

Não gostamos de trazer notícias ruins.
Por sorte meu amigo Audálio, sofreu apenas (apenas?) um grande susto e algumas escoriações. E perdeu seu veículo!!!

Na verdade esta postagem, é para mais uma vez EXIGIR RESPEITO ao CTB e baixas velocidades de motorizados transitar em nossas ruas!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Posted by BBB – Beach Biker Blog

Infelizmente hoje fui vítima de um atropelamento, onde o MAUtorista saiu em fuga, em alta velocidade e sem prestar atendimento.

Vinha pedalando pela marginal da SC-403, próximo ao meio-fio, quando um MAUtorista (ruim de volante), dirigindo? uma parati branca modelo “bolinha” (antiga), vindo em alta velocidade da principal da SC-403, me atropelou, pouco depois da sub-estação Ilha Norte da Celesc (veja imagem). Horário: entre 18:55 e 19:00.

Não sei precisar o que aconteceu, mas acredito que tenha voado sobre o carro, quando o mesmo acertou violentamente a roda traseira da bike. Para minha sorte, caí sentado, sobre meus glúteos :). Ainda tentei ver a placa. Infelizmente, nem eu e nem os 3 guris que estavam próximos e viram o atropelamento, conseguimos anotar a placa. Eles disseram que o motorista, ao invés de virar à esquerda ou à direita, já que havia entrado na marginal, provavelmente com esta finalidade, seguiu adiante no cruzamento próximo, em direção aos Ingleses.Provavelmente deve ter amassado a parte frontal do veículo.Ou o quase assassino (motorista) perdeu o controle do veículo devido a alta velocidade, ou estava sem atenção (usando celular?) ou bêbado. Eu estava com sinalização, camisa colorida com faixas refletivas e próximo ao meio fio.

Deitei no asfalto e comecei a procurar sentir pernas, dedos dos pés, das mãos, braços. A princípio tudo bem. Somente uma dor na coluna que já estava passando e na panturrilha direita, que parecia ter ralado bastante.

Um rapaz logo chegou perguntando se eu estava bem e se estava sentindo muitas dores. Falei que estava tudo bem. Um motociclista parou e começou a sinalizar para os carros desviarem. Pediram para eu não mexesse e aguardasse o atendimento do SAMU que já havia sido acionado e estava prestes a chegar, pois tinha uma base bem perto dali.

Chegaram, fizeram os procedimentos para detectar possíveis fraturas e verificaram meu estado geral. Como estava bem, apenas sentido dores devido aos ralados e pancadas, me liberaram e logo foram embora.

Pedi para minha esposa me resgatar e, algum tempo depois, chegava em casa. Vários raladinhos e um raladão que até parecia precisar de pontos. Mais tarde fui a uma clínica e, após a limpeza do raladão, ficou constatado que não precisaria ser costurado. Ainda bem! :)

Infelizmente, o guidão entortou e a roda traseira da bike Papa-Léguas deu PT (perda total; espero que o restante tenha ficado inteiro).

Pode ser que não tenha nada a ver, mas também pode ser que tenha. O fato é o seguinte: apesar de ter sido um acidente que tinha tudo para ter consequências bem piores, no final das contas sofri apenas ferimentos leves… Será que camisa que eu estava usando, de uma Pedalada para Nova Trento, terra da Santa Paulina, pode ter servido de escudo?

CicloAbraços!

Retirado, postagem original ; www.pedalafloripa.com

Uma foto, para reflexão.

24 de abril de 2017 0

ponteblog

Por que apenas os carros tem direito de transitar?
Se as vias foram feitas para termos mobilidade urbana, por que impedimos outros veículos ou até mesmo de caminhar por elas?

Deixo para reflexão de todos.

Mas como priorizamos as altas velocidades, em detrimento da segurança de todos, criamos este “problema”.
Mobilidade urbana é o cidadão poder se deslocar para onde quiser, independente do modal escolhido.
Percebem porque temos índices tão ruins de mobilidade urbana?

Simplesmente pela priorização das altas velocidades, acima de qualquer outra coisa.
Esta coisa é a segurança, a mobilidade, o custo de poder se deslocar pela cidade, ou mesmo entre cidades.

Precisamos de cidades para as pessoas, cidades onde a vida seja a prioridade.

Fica o post para reflexão.
Queremos segurança para todos?

29 Prova Ciclística Subida do Morro da Cruz

24 de março de 2017 0

 

 Neste domingo dia 26 ocorre a 29ª edição da prova ciclística mais tradicional de Floripa.

A programação pode ser vista na imagem aqui na postagem.

Convidamos a todos (venham com com suas bicicletas) a nos concentrar no trapiche da Av. Beira mar Norte.
Para as 10;30 pedalar até o topo do Morro da Cruz e acompanhar a chegada. Aproveitaremos para mostrar ao atual Prefeito, que deverá estar presente, que Floripa tem muitos ciclistas no seu dia a dia (além da demanda reprimida), e assim lembrar de nossas reivindicações para a efetiva melhoria na Mobilidade Urbana da cidade, priorizando o transporte ativo, como regra a Política nacional de Mobilidade Urbana.

 

 O ritmo de pedalada será de passeio, com muitos ciclistas experientes, venha passear, verificar como é a subida do Morro da Cruz em bicicleta e se divertir com saúde.

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Ciclofaixa de domingo

19 de março de 2017 0

Ciclofaixa de domingo, dia 19-032017.

Pensei em escrever sobre ela.
Escrever sobre sua importância.
Resolvi escrever apenas uma frase.

 

“Família pedala feliz,
pela ciclofaixa de domingo.”

 

Não precisa escrever mais, né?

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