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Palavras de Juliana

22 de outubro de 2013 0
Crédito: Carlos Bovo

Crédito: Carlos Bovo

Já publiquei os merecidos vencedores do Cineserra, dei parabéns e tal. Mas antes de me despedir completamente do festival gostaria de deixar registrado como foi legal ver a integração brotando entre o pessoal envolvido com o audiovisual por aqui.

Uma pena que poucos conferiram o bate-papo com a cineasta carioca Juliana Reis e a exibição do longa Disparos, antes da premiação. O filme é super interessante, com uma reflexão bem latente sobre violência. Um soco no estômago, envolto numa realidade que grita – mas sem deixar de ser divertido, vale ressaltar.

Da palestra da Juliana anotei algumas frases que podem nos fazer pensar sobre cinema:

• Quero ser uma contadora de histórias, que conta histórias através do cinema. Não tenho a menor vontade de fazer filme conceitual, hermético, de artista. Ainda que ache que não posso perder o meu olhar.
• O cinema no Brasil se confronta com uma coisa que pode se tornar perversa. Há os filmes que precisam falar com todo mundo e os que não falam com ninguém. São dois lados de uma moeda doente.
• Feio, chato e conceitual. É o que se espera do cinema do terceiro mundo.
• Um dos elogios que recebi sobre Disparos foi: “é um filme cabeça para gente normal”.
• Não sei se acredito que um filme tenha de esperar 10 anos para sair. Duvido que em 10 anos você dê conta desse latejar do mundo, dessa vida. Sempre digo que filme é crônica, não é romance.
• Gosto de pensar que Disparos está vinculado com o mundo hoje, ele é vivo.
• Roteiro é cada articulação que as cenas de um filme fazem brotar. Representa um filme como uma partitura representa uma composição. Não tem nada de literário ali, nada de floreio.

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