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'Nebraska' é sensacional

20 de fevereiro de 2014 2

Olha, assisti Nebraska ontem e estou ainda digerindo todos aqueles turbilhões de sentimentos que o diretor Alexander Payne e roteiro de  Bob Nelson me sugeriram. As seis indicações ao Oscar (filme, diretor, roteiro original, fotografia, ator – para o veterano Bruce Dern, e atriz coadjuvante – para a impressionante June Squibb) me pareceram completamente cabíveis porque é simplesmente lindo, tocante, e hilário (me refiro a aquele riso que surge de uma forma tão natural quanto as próprias desgraças da vida).

Os atores são demais, a maior parte deles já na terceira idade e, justamente por isso, a fotografia em preto e branco parece ter sido a escolha perfeita. Aqueles rostos cheios de marcas ficaram muito mais expressivos com a luz estourada do P&B. O roteiro é cheio de elementos, mas a relação entre pai e filho é o principal deles — e é impossível não se identificar com a dupla. Nebraska é aquele tipo de filme em que o espectador sente a melancolia da história, ao mesmo tempo que se diverte com personagens ora completamente fantásticos (aquela dupla de primos do David parece ter saído de um circo freak), ora extremamente reais (quem convive ou já conviveu com idosos se identifica completamente com as situações mostradas: tombo, dentadura perdida, teimosia, surdez, sono incontido).

Enfim, Nebraska é um road movie simples, e sensacional, daqueles que a gente sente vontade de ter feito.

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Comentários (2)

  • Michael diz: 31 de março de 2014

    A fotografia deste filme é SENSACIONAL, como não dar boas risadas com humor “negro” da pesonagem de June Squibb.

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