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'Alabama Monroe' e novo projetor

28 de maio de 2014 0

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Olá, nesta quinta-feira, estreia o filme Alabama Monroe lá na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Eu gostei muito, – chorei rios – e escrevi este pequeno texto abaixo. Nem entrei nos questionamentos que o longa belga levanta sobre fé e religião, mas acho que dá para ter uma ideia da temática e estrutura da produção.

Outra coisa bacana é que a sala do Cenmtro de Cultura estará inaugurando justamente esta semana um projetor em 35mm doado pela rede Cinépolis, que digitalizou suas operações por completo.

Vale a pena pintar por lá e conferir esse filmaço com qualidade de som e imagem superior a que os frequentadores da sala estavam acostumados.


Círculo das desilusões

Drama belga ‘Alabama Monroe’ estreia no Ordovás amanhã
Numa conversa qualquer, o músico Didier (vivido por Johan Heldenbergh) cita Tony Rice “Manzanita”, um cantor que perdeu a voz. O diálogo se dá justamente quando a história do filme Alabama Monroe – estreia desta quinta na Sala de Cinema Ulysses Geremia, no Ordovás – volta sete anos no tempo. E serve como uma espécie de prelúdio para o desfecho do próprio personagem.

Como numa alegoria a Manzanita, que ficou impossibilitado de seguir cantando sem forças sobre a voz, Didier se verá às voltas com perguntas do tipo “como seguir a vida quando não se tem mais o que ama, quando o círculo se quebra?”. Não é subjetivo como possa parecer e o espectador entenderá logo nos minutos iniciais do filme. Alabama Monroe é sobre perdas, e a forma diferente como cada um lida com elas. O longa concorreu ao Oscar 2014 na categoria filme estrangeiro e fica em cartaz até 8 de junho, com sessões de quinta a domingo
.
O bluegrass é um personagem e integra o tal círculo que dá o nome original do longa belga, The Broken Circle Breakdown. A história começa em cima do palco, com uma apresentação da banda de Didier, cantor e tocador de banjo. Em seguida, um corte nos manda para o cenário esbranquiçado de um hospital, sem as cores quentes e a alegria do bar de segundos antes. Ali vemos Didier e a esposa, Elise (vivida por uma perfeita Veerle Baetens), ambos tentando conter as emoções ao lado da filha doente, Maybelle (Nell Cattrysse, em atuação surpreendente).

A estrutura do filme dirigido por Felix Van Groeningen lembra a do cult Namorados para Sempre, com as sequências indo e voltando no tempo. Da mesma forma que o espectador acompanha a euforia de um amor improvável que nasce, entre um músico caipirão e uma tatuadora cool, também enxerga a dupla enfrentando a doença grave da filha e tudo que um momento pesado como esse pode acarretar no relacionamento, ou na vida.

Leve o lencinho ao cinema, não há como sair ileso das emoções que Alabama Monroe provoca.

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