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'Mataram Meu Irmão' no finde

25 de julho de 2014 0
Crédito: Bela Filmes

Crédito: Bela Filmes

Entrou em cartaz na quinta e fica até este domingo o documentário Mataram Meu Irmão, de Cristiano Burlan. O filme encerra a programação da mostra Documento Brasil, na Sala de Cinema Ulysses Geremia. Neste final de semana, sessões às 20h, com ingressos a R$ 8 e R$ 4 (estudantes e idosos).

Achei o filme muito impactante, apareçam por lá e vejam se concordam comigo…

Ruído social

Há alguns ruídos estéticos no documentário Mataram Meu Irmão, última estreia dentro da mostra Documento Brasil, na Sala de Cinema Ulysses Geremia (Rua Luiz Antunes, 312), em Caxias. Tem foco que foge da imagem, câmera que treme, vozes externas que surgem no meio das entrevistas, etc. Talvez essas características possam afastar os olhos acostumados com produções visualmente mais harmônicas. Porém, é preciso entender que esses ruídos encontram-se em perfeita harmonia com o território explorado pelo filme. A temática que ganha voz no documentário não deixa de ser também um ruído, como uma faceta da sociedade que muitos insistem em não ver, nem ouvir.

Talvez exatamente por isso, a voz em off do diretor repita logo no início do filme um trecho do livro Demian (Hermann Hesse), obra que Cristiano Burlan lia em 2001, quando o irmão, Rafael, foi morto a tiros aos 22 anos: “não é agradável a minha história, não é suave e harmoniosa como as histórias inventadas”.  Numa tentativa de recompor a trajetória do irmão e da própria família, Burlan acaba por traçar um duro panorama sobre a realidade em periferias como a do Capão Redondo, onde cresceu.

Drogas, crime, violência, família são temas que surgem interligados nas entrevistas que o diretor encabeça com os familiares. Geralmente, as conversas começam com “o que você lembra do Rafael?” e acabam em reflexões muito mais profundas e tocantes. O documentário foi escolhido como melhor filme no festival É tudo Verdade (júris oficial e popular).

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